UMA NOVA MANEIRA DE ACOMPANHAR NOVELA.

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CACULÉ - BAHIA. A CIDADE DE KUERINE E MARINA.

DÁ CARINHO PRO MIMI.

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OS PÁSSAROS DE MARINA.

SOM DA FLORESTA.

O ESTADO DE SÃO PAULO EM 1966. ÉPOCA EM QUE KUERINE E MARINA FORAM PRA LÁ.

UMA NOVA MANEIRA DE ACOMPANHAR NOVELA.

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PREFÁCIO

KUERINE É UM JOVEM DO INTERIOR DA BAHIA, MUITO POBRE, QUE FOI RESGATADO POR DEMÉTRIO, UM SENHOR PAULISTA, RICO, QUE É APAIXONADO POR POESIA E RESOLVEU MUDAR A VIDA DE KUERINE. KUERINE É APAIXONADO POR MARINA, UMA JOVEM DE CLASSE MÉDIA, QUE OS PAIS, MUITO RIGOROSOS, FAZEM TUDO PARA AFASTA-LA DE KUERINE, ALEGANDO QUE ELE NÃO TEM NADA PARA OFERECER A ELA. MARINA É PARANORMAL, TEM UM ENIGMA NO SUOR E TODO SEU CORPO ISALA UM PERFUME, QUE ATRAI AS AVES, E QUE CAUSA ESPANTO PARA MUITA GENTE. ENQUANTO KUERINE, PARA CONSEGUIR O AMOR DELA, TEM QUE DEIXAR DE CAÇAR PASSARINHO, ESQUECER O BADOQUE E AJUDA-LA A PROTEGER OS PÁSSAROS. ESTA HISTORIA TRÁS MUITAS SURPRESAS CÔMICAS, POIS OS DOIS SAEM DO INTERIOR E VÃO PRA CIDADE GRANDE, ONDE TUDO É NOVIDADE. KUERINE E MARINA, SUPERA TUDO E TODOS, DEPOIS DE TER PASSADO POR MAUS PEDAÇOS, TANTO NO INTERIOR, QUANTO NA CIDADE GRANDE. A OPORTUNIDADE DE SAIR DO INTERIOR, FOI MUITO IMPORTANTE PARA KUERINE, QUE É POETA E ESCRITOR, APESAR DE NÃO TER ESTUDO, É MUITO INTELIGENTE E ESCREVEU UM LIVRO E MUITAS POESIAS PARA MARINA, SEU GRANDE AMOR. Ester Gomes. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

DEDICATÓRIA.

DEDICO ESTE LIVRO EM PRIMEIRO LUGAR AO MEU QUERIDO JESUS CRISTO, QUE É A FONTE DAS MINHAS INSPIRAÇÕES. DEDICO AOS MEUS FILHOS: RITA HELEN DE OLIVEIRA BIAZON, PAULO FABIO GOMES DE OLIVEIRA PRADO, NAYARA KAREN DE OLIVEIRA SIMPLÍCIO E OS MEUS FILHOS DO CORAÇÃO: RAQUEL PRADO, DANIEL PRADO E NATALÍCIA LIMA. DEDICO AOS MEUS NETOS: CASSIA HELENA, ALEXSANDRO JUNIOR, OHAYNA, JOÃO E HELOISA. DEDICO TAMBÉM AOS MEUS GENROS, NORA, FAMILIARES E AMIGOS, QUE TAMBÉM FAZEM PARTE DESTA MINHA VIDA QUERIDA. SÓ NÃO VOU COLOCAR OS NOMES DE TODOS AQUI, PORQUE, POR MAIOR QUE FOSSE ESTA PAGINA, EU TENHO CERTEZA QUE NÃO CABERIA. Ester Gomes.

QUERIDOS LEITORES:

ESTA HISTORIA É FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM A VIDA REAL, É MERA COINCIDÊNCIA.

PRIMEIRO CAPITULO.

Deitado na rede na varanda da minha casa, que com certeza enche os olhos de qualquer pessoa; Sinto um grande vazio... Fico com os olhos fitados no espaço procurando encontrar algo que me preencha, algo que alegre meu ego. Eu com tanto vigor, a pesar dos meus 34 anos, estava a procura de algo que me fizesse mais feliz. Tenho verdadeira paixão por poesia, e gostaria de encontrar algum poeta que não teve oportunidade de expor suas obras por dificuldade financeira. Tenho certeza que existe muitos que sonha em publicar aquelas poesias feitas a anos que se encontra no fundo do baú, sendo que muitas delas, já devem estar amareladas pelo tempo, mofadas, mas que são verdadeiras perolas. Certo tempo atrás, ouvi falar de um poeta muito jovem que mora no interior da Bahia e que por ser muito pobre, faz suas poesias em papel de embrulho ou até mesmo papeis encontrados nas ruas. E segundo quem me passou a informação, me disse que todos aqueles papeis sem valor, portava verdadeiros brilhantes, que com a ajuda de alguém se tornaria um grande tesouro. Aquele mergulho em pensamento, me fez pensar que eu poderia ajuda-lo, mas seria difícil encontrar alguém sabendo só o nome da cidade, sem saber o endereço e o nome próprio. Se eu encontrasse este rapaz ia investir nele, pois sei, que pelo que sei dele, o nome dele ia sair da cidade pequena do interior da Bahia, para ganhar o mundo. Fiquei por ali algumas horas pensando, e em um impulso resolvi entrar em ação; levantei em um salto e decidi. _ Vou atrás desta joia! Arrumei minhas malas e em menos de uma hora, já estava na estrada, rumo a Caculé Bahia. A pesar da distancia que dirigi, chegue na cidade disposto e ansioso, temendo ter feito uma viagem perdida, pois a cidade era pequena, mas não tão pequena que pudesse chegar e perguntar por alguém e encontrar de imediato, principalmente sem saber nome nem endereço. Comecei a dirigir pela cidade, e fiquei deslumbrado com a urbanização, lá havia muito verde, muita água, pois existiam dois rios e por sinal na aquela época estava cheio e eu pude presenciar o barulho das águas por cima da ponte que liga um bairro do centro, e fiz questão de descer do carro para contemplar aquele cheiro da natureza, que em São Paulo é muito difícil conseguir sentir. Dirigindo ali pela cidade notei que chamei a atenção de muita gente, umas crianças até corriam pra dentro de casa, já outras ficavam olhando admirados, pois sabiam que era gente de fora na cidade. Chegando na praça que por sinal, que praça linda! Com um belo caramanchão e muitas arvores bem podadas, a cidade muito me surpreendeu, pois esperava que fosse aquelas cidade do interior, sem urbanização, feia e sem estrutura nem uma, mas Caculé é uma cidadezinha aconchegante e hospitaleira. Não havia carros circulando pela cidade, e o meu chamou muito atenção. Parei na praça e havia umas crianças brincando, uns correram de mim, e gritaram: Corre gente! Viajante na cidade! Mas felizmente dois ficaram esperando eu me aproximar, aproveitei e perguntei: _ Por favor! Vocês podem me informar algum hotel por aqui? _ Notei que as crianças que correram, ficaram olhando de longe, como se estivesse com medo de mim. _ Pois bem! Tem o hotel da Lia... Fica lá em baixo, perto do rio de baixo. _ Fiquei confuso com a resposta. _ Mas como faço pra chegar lá? _ Perguntei com um ar sorridente, pois, achei muito engraçado o jeito que eles responderam. As crianças desconfiadas me orientaram como chegar até o hotel, o qual eu não via a hora de chegar, tomar um banho e descansar, pra depois ir atrás do poeta desconhecido, mas aproveitei pra perguntar se eles conheciam. _ Mais uma coisa garotos! Voces conhecem um poeta que mora aqui? _ Achei muita graça com a cara de espanto que eles fizeram. _ Mas que diabos é poeta moço? _ É alguém que faz poesia, poema, que é a mesma coisa. _Respondi paciente. Um deles deu um pulo e falou deslumbrado: _ Eu já sei o que é! É quem faz modinha, não é mesmo moço? _ Fiquei pensativo, pois não sabia o que era modinha e não queria falar pra ele que eu não sabia se era a mesma coisa. Vendo que eu não respondi de imediato, o outro garoto falou: _ Sabe o que é modinha moço?! Modinha é o escrito que os namorados fazem um para o outro no parque. _ Há sim! É isto mesmo! Voces conhecem alguém que faz isso por aqui? _ Já bem familiarizado comigo, um deles falou: _ Claro! O Kuerine! Só o Kuerine sabe. Mas ele é bobão! Não vai querer falar com o senhor. Mas ele mora perto da dona Diva, vai lá! É perto da igreja matriz. Ela lhe ensina. _ Ele falou indicando a rua. _ Vamos fazer o seguinte? Você me leva lá e eu lhe dou uma gorjeta. _ Falei abrindo a porta do carro. _ Posso não moço! Minha mãe não deixa agente entrar em carro de estranho, pois pode ser ladrão de criança! _ Falou e saiu correndo com medo de mim. Achei graça, fechei a porta do carro e sai a procura desta dona Diva. _ No interior todos se conhecem, mas são muito desconfiados. Segui a descrição e parei em uma loja na ponta da rua, em frente a igreja que ele falou. _ É aqui a loja da dona Diva? _ Uma moça forte e muito carismática, gritou: _ Mainha! Tem um moço de São Paulo aqui! Ele quer falar com a senhora! _ Fique encabulado pensando como ela tinha tanta certeza que eu era de São Paulo. De repente chega uma senhora simpática. _Pois não senhor! Em que posso servir? _ Primeiro quero que a senhora me responda, como que sua filha sabe que eu sou de São Paulo, se a placa do meu carro esta virada pra outra rua e não dá pra ver? _ Sorridente ela me respondeu: _ O jeito que o senhor fala. _ Fiz um ar de riso, cumprimenteei e fui direto ao assunto. _ A senhora conhece um rapaz que chama Kuerine? Segundo os garotos na praça, quem eu procuro tem esse nome. E também um hotel pra me hospedar? _ Perguntei ainda segurando na mão dela. _ Há!... Sei quem é! Ele mora bem ali do lado da delegacia, e tem o hotel da Lia, que até mesmo o Kuerine pode levar o senhor lá, ele faz mandado pra gente e damos gorjetas para ele, ele vive disso. _ Ela falou apontando para um barraquinho muito pobre. Agradeci e sai, fui direto para casa do Kuerine. A casa dava pra ver quase tudo do lado de fora, pois havia muitas rachaduras e era uma construção muito velha. Bati palma e saiu um jovem de uns 25 anos, muito magro e maltratado. _ Pois não!_ Ele perguntou abrindo a porta e me olhando de cima em baixo assustado. _ Posso entrar? _ Perguntei, mas já fui entrando. _ O que o senhor deseja? Será que é comigo mesmo que o senhor quer falar? _ Tenho certeza! Você é Kuerine, não é? _ Falei pegando na mão dele para cumprimentar. _ Sou eu! Mas, o que um moço lorde como o senhor, quer comigo? _ Falou puxando um banquinho e me mandando sentar. _ Sou Demétrio, vi de muito longe só pra conversar com você, e conforme nosso acordo, quero ajuda-lo. _ Kuerine ficou tão assustado, que olhou pra mim com os olhos arregalados e engoliu em seco. _ Como assim? O senhor nem me conhece! Como o senhor ficou sabendo de mim, neste mundão de meu Deus? _ Notei uma certa alegria no olhar dele, ao falar comigo. _ Foi um amigo meu, que me falou de você em São Paulo! Ele me contou que você é um ótimo poeta, e eu sou louco por poesia, gostaria de conhecer seu trabalho. _ Fiquei surpreso com a resposta dele. _ Meu trabalho? Mas eu sou um pobre miserável, desempregado, que vive de bico! _ Me deu vontade de rir, mas contive. _ Não! Não é deste trabalho que menciono, é das suas poesias. _ Há bom!... Tá tudo guardado aqui em casa, faço muitas e vou acumulando, não sei pra que! Elas estão servindo para alimentar as baratas. _ Disse ele tranquilamente e se dirigindo para o único quarto da casa. Enquanto pegava umas caixas, ele ia comentando: _ Os papeis são tão pobres, que tem muitas poesia que já não da mais pra ler, mas se o senhor quiser, eu faço quantas desejar. _ Kuerine era muito humilde, até na maneira de expressar. Sabe Kuerine, eu não gosto que me chama de senhor, porque pra mim, senhor... É só o nosso Senhor Jesus Cristo. Me chama de Demétrio, este é meu nome. _ Demétrio... Que nome bonito! _ Exclamou entusiasmado. Kuerine pegava tantas caixas, que eu acho que ele levou a vida toda fazendo poesia e guardando, pois não parava de tirar caixas do quarto. _ Vamos fazer o seguinte Kuerine, eu estou muito caçado da viagem que foi muito longa, eu vou pro hotel tomar um banho, e descaçar um pouco, e logo mais eu volto pra ver suas poesias, você ajunta todas e depois eu volto para ver. _ Falei e fui saindo. Kuerine ficou me olhando insatisfeito, pois estava muito empolgado pegando as caixas, parou na minha frente querendo dizer algo, mas não disse nada e me deixou sair. Quando entrei no carro que estava dando partida, ele debruçou na janela e perguntou: _ O senhor sabe onde fica o hotel? _ Logo em seguida corrigiu o senhor. _ Demétrio sabe onde é o hotel? _ Achei graça da maneira que ele falou e respondi: _ Mais ou menos, me explicaram, vou ver se acho. _ Kuerine parecia mais uma criança na maneira de agir, que um rapaz de 25 anos. _ Eu queria ir lhe mostrar onde fica, se me deixar entrar em seu carro. _ Eu estava deslumbrado com a maneira que ele falava e agia, Kuerine era realmente especial demais. _ Claro! É bom que pelo ao menos enquanto eu me ajeito, podemos conversar. _ Ele entrou meio que sem jeito, reparando tudo como se fosse a primeira vez que via um carro por dentro. Enquanto eu ia dirigindo, ele acenava pra todos que passava por agente, pelo visto, ele era muito conhecido na cidade. Chegando no hotel, antes de estacionar direito o carro, ele saiu correndo em direção a portaria. _ Dona Liaaaa! Dona Liaaaaa! Tem fregues!!! _ Ele era realmente de um espirito infantil. Dona lia veio me receber com um ar de quem queria rir, mas ao Ives de rir, deu um tapinha nas costa do Kuerine e veio em minha direção. _ Pois não! _ Disse ela durona. _ Preciso de um quarto! De preferencia, com duas camas. _ Kuerine olhou pra mim com os braços cruzados pra trás, e com um semblante feliz. acho que ele já sabia, pra que eu queria duas camas. Dona lia me fez assinar os papeis devido e me deu a chave do quarto. Era um quarto muito humilde, mas eu não esperava que não tinha luz. _ Cadê a luz daqui Kuerine? _ Perguntei surpreso. _ Tem não! Só de noite é que liga o motor, ai tem luz. _ Quase dei um troço, não acreditei no que ouvi. Mas como faz pra tomar banho quente aqui? _ Achei engraçado demais e não resisti, comecei a rir com a resposta dele. O hotel da cidade, era muto bom, peguei um quarto que da de frente com o rio. _ Kuerine me diz uma coisa!... Porque voce não arrumou um jeito para publicar suas obras? _ Obras? Tá doido Demetrio? Obra é fezes! _ Ele falou com os olhos arregalados. _ Tá bem! Então porque voce não publicou seus poemas? _ Hai sim! Porque sou muito pobre, e cidade de interior dificulta tudo, primeiro que estas coisas que escrevo, para eles é falta do que fazer, melhor dizendo!... Pra maioria, só vagabundo escreve modinhas e livro por aqui. Quando o individuo é poeta, não pode nem namorar, porque os pais não deixa, dizendo que é vagabundo e sonhador. E o senhor? O que quer com uma pessoa assim como eu? Um pobre coitado que não tem nem onde cair morto? _ Não fala assim, se voce não fosse bom, hoje eu não estaria aqui atras de voce. _ Isto me deixa um pouco esperançoso. _ Vamos fazer um teste? _ Falei enquanto ia colocando minhas coisas no lugar. _ Como assim? _ Escreve alguma coisa pra mim! _ Com prazer! _ Disse ele enquanto eu ia entregando a caneta pra ele escrever. _ Vou fazer um poema e veja se voce gosta. Meu Deus! Agora sei que existe! Mandaste um anjo me procurar Não sei qual o motivo, Nem pra onde vai me levar. Só sei que esta porta que abre. Não vou deixar fechar!... Vou entrar. _ Bravo! Adorei! _ falei batendo palma pra ele. _ O senhor gostou mesmo< ou tá querendo me alegrar? _ Claro que gostei! Voce tem que se valorizar, porque es um grande poeta, e se fosse comum fazer poesia, todo mundo sabia fazer, e como voce sabe, muitos não sabem nem fazer uma estrofe. _ Tá querendo dizer que não sabe escrever poesia? _ Não eu não sei, e tem muitos doutores por ai, que tambem não sabem, voce acha que se eu soubesse viria nesta distancia, ataras de voce? _ Então vamos fazer uma parceria. _ Disse ele se sentando em uma das camas. _ Com certeza! Por isso que eu vi aqui, quero ver tudo que voce escreveu, vou publicar pra voce ganhar muito dinheiro. Porque enquanto eu como alguma coisa, voce não pega meu carro e vai buscar, tudo que voce escreveu? _ Tá doido! Eu não sei guiar não! Vou a pé mesmo! _ Falou se levantando. _ Não! Então me espera, eu te levo. _ Falei e já fui me levantando. Chegando na casa dele, tinha umas panelas no fogão de lenha, que da sala dava pra ver. _ Kuerine! Porque voce não me dá um pouco da sua comida? Estou com fome. _ O que é isto Demetrio? Voce tão lorde, e comer do meu baguá? Mas se voce quiser assim mesmo, eu dou! Tem torresmo com feijão de corda, voce quer? _ Claro! Eu adoro torresmo. _ Kuerine pegou um prato de esmalte bem velho e me entregou. _ Vai lá! Coloca o tanto que voce quiser. _ Falou meio tímido. Enquanto eu comia ele me olhava de um jeito, como se não tivesse acreditando que eu estava comendo. _ Agora que comi seu jantar, voce janta comigo! Tá bom? _ Falei entregando o prato pra ele. _ Tudo bem! _ falou com ar de riso. Neste meio tempo, Kuerine foi ajuntando as sacolas cheia de escritos e uma malinha cheia tambem, e colocou tudo na beira da porta, pra gente levar. _ me desculpa, como não tenho dinheiro pra comprar caderno, escrevo em tudo que é papel que acho. _ Não importa o papel, importa o que tem escrito nele. Vamos colocar tudo no carro. E voce fecha bem sua casa, porque voce vai ficar no hotel comigo. _ Tá bom! Então vou pegar umas roupas pra levar. _ Ele entrou e pegou umas roupinhas, e veio voltando com uma sacola na mão. Chegando no hotel, pedi que ele tomasse um banho, dei uma cueca e uma das minhas calça pra ele, pois tínhamos o mesmo manequim. Enquanto ele tomava banho perguntei: _ Aqui não tem televisão? _ Televisão?... Mas o que é isto? _ Se eu te explicar, voce não vai entender… Deixa pra lá. _ Nada disto! Eu quero saber o que é isto? _ Tá! Televisão é um aparelho quadrado, que sai imagens, iguam cinema. _ Não! Eu nunca vi falar nisto não! _ E me responde mais uma coisa, porque todos admiram quando nós vê de carro, por acaso aqui não tem carro? _ Claro que tem! Tem jeep, rural, carro de boi. _ Há bom! E voce mora aqui desde que nasceu? _ É! Eu nunca sai daqui pra nada. _ falou enquanto vestia a roupa que dei pra ele. Observei que ele estava se sentindo um galã, com aquela roupa, que pra ele era como se fosse nova. _ Voce quer fazer a barba? _ Falei pegando meu aparelho de barbear. Kuerine fez a barba, se penteou, e ficou muito bonito, e lorde como dizia ele. Fomos em uma barbearia e ele cortou o cabelo para completar. Aproveitei e comprei varias camisas, calças, e sapato para ele. Que com tanta alegria que estava, me deixava muito feliz. _ Porque voce esta gastando comigo Demétrio? Se eu anda não estou dando lucro? _ Porque quero voce bonito. _ Então vamos passear hoje a noite! Queria te levar para conhecer a praça daqui. _ Claro! Vamos lá! Então quando agente voltar pro hotel, voce toma outro banho e veste uma desta roupas nova e vamos passear. Combinado? _ Combinado! _ Kuerine estava feliz. Fomos pra praça, Ele me apresentou quase pra cidade inteira, e todo orgulhoso, dizia que era de São Paulo. Quando voltamos pro hotel, ele me contou que a filha de uma dona chamada Odete, era a paixão da vida dele, e que os pais dela não deixa eles namorar, porque ele era pobre. Mas que namorava escondido dos pais dela, e que era raro os encontros, mas eles se encontravam. _ Há é! Então quero que voce me leva na casa desta dona Odete. _ Tá louco! Eu não posso nem passar no passeio da casa dela, eles me proibiram, desde que souberam que eu gosto de Marina. _ falou assustado. _ Não podis! Mas agora pode! _ Demétrio! Se eu for lá, vai haver tiroteio, pois o marido da dona Odete falou, que se eu passar lá perto ele me dá uns tiros. _ Se voce não deve nada pra eles, nos vamos lá sim! _ Devo não! Só sou apaixonado pela filha deles. _ Então vamos fazer o seguinte… Voce me leva lá e eu falo que quero comprar umas coisas. _ Tá bom! Mas depois não vai dizer que eu te botei dentro do fogo. _ Disse pegando um pente e passando no cabelo, cheio de brilhantina. Quando chegamos na casa da dona Odete, parei o carro em frente a loja, que era na frente da casa, e descemos, quando entrei e olhei pra tras, pra falar com Kuerine para ficar calmo, ele não estava atras de mim. voltei e fui procurar onde ele estava. Fiquei surpreso... Kuerine tinha voltado pro carro, fui até lá, ele estava pálido e tremia igual vara verde. _ O que há rapaz? Levanta essa sua cabeça e vamos entrar! _ Kuerine olhou para mim com um olhar desconcertado e disse: _ Me deixa aqui! Assim eu não vejo o que voce vai fazer, nem o que dona Odete vai fazer com voce, porque comigo não! Ela não vai fazer nada porque eu não vou entrar!. _ Há vai! E é agora! Seja homem e vamos enfrentar juntos este problema, eu quero te ajudar, e só posso fazer isso, se voce entrar comigo e me apresentar para dona Odete. _ Como é que é?! Eu te apresentar para dona Odete? Só pode ta doido! Dona Odete mata eu e voce! Eu já disse isso! _ Kuerine estava irredutível. _ Então tá, Kuerine! Então eu vou embora! Só que voce esta perdendo a oportunidade de casar com Marina. _ Quando fui entrando no carro, tive uma surpresa, pois Kuerine foi saindo do carro. _ Perai! Se é para casar com Marina! Então eu vou! E seja o que Deus quiser. _ Ele foi andando na frente, mas ainda tremia. Aproveitei e acompanhei ele. Quando entramos na loja, dona Odete estava do lado de dentro do balcão, falou comigo gentilmente, mas ignorou o Kuerine. _ Vamos lá Kuerine! Pega o que voce quer! Voce não disse que queria comprar uma carteira nova e alguns cintos? Então vamos lá! Pega pra quebrar o clima. _ Senti que ele não entende o que eu quis dizer, mas ficou com vergonha de perguntar e continuou esperando com os braços cruzados pra tras, como sempre fazia, quando estava se sentindo incomodado. Tomei tomei atitude, e comecei a escolher algumas coisas, pois o clima estava ficando tenso. _ E voce Kuerine? O que vai levar? _ Sei não Demetrio! Voce que sabe! Escolhe pra mim também o que voce escolher para voce!. _ Dona Odete olhou pra ele, com um olhar de deboche e disse. _ Como é que é Kuerine? Voce quer que o moço compra coisas pra voce? e aida mais, sem voce ter dinheiro nem pra morrer? Rsrsrsr Voce acha que só porque esta com uma roupinha nova e barba feita, pode alguma coisa? _ Kuerine tinha razão, dona Odete era difícil de lidar. E o pior é que ele ficou calado e sem jeito. _ Ai é que a senhora se engana! Kuerine tem dinheiro pra comprar o que ele quiser, até sua loja se a senhora quiser vender! _ Ai vi Kuerine feliz, ele me olhou com um ar de segurança, botou o peito pra fora e a barriga pra dentro como dizem, e olhou para dona Odete. fixo e falou: _ Mudei dona Odete! Agora sou lorde! Este aqui! é Demetrio! O meu pai de São Paulo, ele vai cuidar de mim. - _ Mais uma vez dona Odete ri, e olhando para ele como se quisesse devora-lo, diz: _ Nem que o mundo deixe de ser mundo, voce será um lorde!_ Ai ela deu uma gargalhada. Enquanto ela ria olhando pro Kuerine, que parecia estar com um ódio de matar, entra uma moça muito bonita. e Kuerine quando viu mudou de fisionomia, faltou cair pra trás. deduzi na hora que aquela era a Marina, a paixão dele. A moça olhou Kuerine de cima em baixo, e o olhar dela não negava uma grande paixão por ele. mas desfaçou. _ Mainha! A senhora precisa de ajuda? _ Disse ela, mas sem tirar o olho do Kuerine. _ Não! Passa pra dentro! _ Notei que dona Odete não gostou de ver sua filha feliz, quando viu seu amor. Marina foi entrando envergonhada, pela maneira que sua mãe a tratou, que nem olhou pra trás. Mas Kuerine estava a companhando de boca aberta. _ Viu só Demetrio? Ela não é linda? Esta é a minha Marina! E se eu não casar com ela, eu prefiro morrer. _ Coitado do Kuerine, Era capaz de tudo por Marina, menos enfrentar a mãe dela. _ Pois vamos entrar em ação, voce vai aproveitar e pede a mão da Marina em casamento, na hora que agente for pagar as compras, pra ver o que dona Odete fala. conforme o que ela falar, eu entro na conversa e ajeito tudo, confia em mim. _ Cê tá é doido! Nunca que vou fazer isso! Só se for pra ela me bater na sua frente e ainda por cima, Marina chegar na hora e ver eu apanhar. _ Então eu vou pedir pra voce. _ Falei e fui caminhando em direção do balcão para pagar. Kuerine colocou as compras dele junto da minha e ia saindo de mansinho. _ Epa! Volta aqui! Voce não falou que ia pedir a mão da marina em casamento? _ Kuerine faltou cair pra trás, quando falei isso.

DEMETRIO A PRUCURA DE KUERINE EM CACULÉ - BAHIA.

SEGUNDO CAPITULO

_ Vamos lá Kuerine! Pega o que você quer! Você não disse que queria comprar uma carteira nova e alguns cintos? Então vamos lá! Pega pra quebrar o clima. _ Senti que ele não entende o que eu quis dizer, mas ficou com vergonha de perguntar e continuou esperando com os braços cruzados pra trás, como sempre fazia, quando estava se sentindo incomodado. Tomei atitude, e comecei a escolher algumas coisas, pois o clima estava ficando tenso. _ E você Kuerine? O que vai levar? _ Sei não Demétrio! Você que sabe! Escolhe pra mim também o que você escolher para você!. _ Dona Odete olhou pra ele, com um olhar de deboche e disse. _ Como é que é Kuerine? Você quer que o moço compra coisas pra você? E a inda mais, sem você ter dinheiro, nem pra morrer? Rsrsrsr Você acha que só porque esta com uma roupinha nova e barba feita, pode alguma coisa? _ Kuerine tinha razão, dona Odete era difícil de lidar. E o pior é que ele ficou calado e sem jeito. _ Ai é que a senhora se engana! Kuerine tem dinheiro pra comprar o que ele quiser, até sua loja se a senhora quiser vender! _ Ai vi Kuerine feliz, ele me olhou com um ar de segurança, botou o peito pra fora e a barriga pra dentro, como dizem, e olhou para dona Odete fixo, e falou: _ Mudei dona Odete! Agora sou lorde! Este aqui! é Demétrio! O meu pai de São Paulo, ele vai cuidar de mim. - _ Mais uma vez dona Odete ri, e olhando para ele como se quisesse devora-lo, e diz: _ Nem que o mundo deixe de ser mundo, você será um lorde!_ Ela deu uma gargalhada, e balançou a cabeça. Enquanto ela ria, olhando pro Kuerine, que parecia estar com um ódio de matar, entra uma moça muito bonita. e Kuerine quando viu, mudou de fisionomia, e faltou cair pra trás. Deduzi na hora, que aquela só podia ser Marina. A moça olhou Kuerine de cima em baixo, e o olhar dela não negava, uma grande paixão por ele. mas desfaçou. _ Mainha! A senhora precisa de ajuda? _ Disse ela, mas sem tirar o olho do Kuerine. _ Não! Passa pra dentro! _ Notei que dona Odete não queria mesmo, Marina perto do Kuerine.. Marina foi entrando envergonhada, pela maneira que sua mãe a tratou, que nem olhou pra trás. Mas Kuerine companhava cada passo dela com o olhar, e de boca aberta. _ Viu só Demétrio? Ela não é linda? _ Disse ele todo feliz e cochichando, para dona Odete não ouvir, e continuou: _ Esta é a minha Marina! E se eu não casar com ela, eu prefiro morrer. _ Coitado do Kuerine, Era capaz de tudo por Marina, menos enfrentar a mãe dela. _ Pois vamos entrar em ação, você vai aproveitar e pede a mão da Marina em casamento, na hora que a gente for pagar as compras, assim podemos ver o que dona Odete vai falar, conforme o que ela falar, eu entro na conversa e ajeito tudo, confia em mim! _ Cê tá é doido! Nunca que vou fazer isso! Só se for pra ela me bater na sua frente, e ainda por cima, Marina chegar na hora e ver eu apanhar. _ Então eu vou pedir pra você. _ Falei e fui caminhando em direção do balcão para pagar. Kuerine colocou as compras dele junto da minha e ia saindo de mansinho. _ Epa! Volta aqui! Você não falou que ia pedir a mão da marina em casamento? _ Kuerine faltou cair pra trás, quando falei isso, mas era a amaneira que encontrei, pra ele tomar coragem. _ Meu Deus! Tu tá louco homem?! Eu não falei nada! _ Ele ficou trastornado, e eu continuei. _ Vamos lá! Fala pra ela que você quer casar com Marina! _ Dona Odete olhou com ar de deboche e falou: _ Eu estou entendendo mal? Ou este matuto, quer casar com minha filha? Se for isso? Vão se retirando daqui! Pois não tenho filha para casar com pé rapado! feito este ai! _ Fiquei indignado com a maneira que ela falou. _ Pois ai, que a senhora se engana! O Kuerine é o homem mais rico desta cidade. - Ela sacudiu o ombro e deu outra gargalhada e disse: Só se for de pena e bico! kkkkkk. _ Pois ele pode comprar o que ele quiser!... E digo com certeza! Ele é o homem mais rico mesmo! _ Kuerine quetinho, só olhava pra um lado e outro, assustado. _ Sabe seu moço! O homem mais rico daqui é seu Raulino, ele sim é rico! _ Há é dona Odete? O que o seu Raulino tem, que Kuerine não possa ter? _ Ora!... Seu Raulino é fazendeiro, e Kuerine é pé rapado. _ Cada momento eu estava mais bravo, com a atitude da dona Odete. _ Pois, então o Kuerine vai ser fazendeiro, já! já, já! _ Virei pro Kuerine e ordenei, desta vez eu não pedi, falei com ar, de ordem mesmo. _ Kuerine voce conhece este seu Raulino? _ Claro! Quem não conhece seu Raulino aqui? _ Então vai lá e dê este cartão pra ele, e diga que preciso falar com ele agora, aqui na loja da dona Odete. _ Kuerine assustado e sem dizer, nem entender nada, foi saindo atrás do seu Raulino., Mas a dona Odete, muito dona de si, falou entre os dentes. _ Seu Raulino aqui? Até parece! _ Fingi não entender e pedi a ela que fizesse minhas contas enquanto seu Raulino, não chegava. Paguei a conta, e fiquei ali, esperando o ricaço de Caculé chegar. Demorou mais de uma hora, e chega Kuerine, com um senhor simpático, forte, em uma rural branca e azul. Notei que dona Odete ficou surpresa ao vê-lo chegar. _ Meu Deus! Não é que seu Raulino veio mesmo? _ Senti que dona Odete estava surpresa, pelo visto jamais imaginou que Kuerine ia trazer o seu Raulino na loja dela. Virei para ela e disse: _ Dona Odete, queremos a senhora nesta negociação, que vou tentar fazer com seu Raulino. _ Ela parece que não estava gostando nada daquilo, pois o olhar dela era estranho. _ Não tenho muito tempo não! Mas… Vamos lá. _ Dona Odete olhou pro seu Raulino, antes que eu falasse alguma coisa e disse: _ Não tenho nada com isto, alias… Nem sei o que esta acontecendo. _ Olhei para o Kuerine, e ele estava com o olhar de perdido, mas parecia curioso para saber, o que eu ia fazer. Dona Odete, não ofereceu nem uma cadeira pra gente sentar, ficamos em pé. Seu Raulino estava inquieto, parece que não estava a vontade, e pareccia estar apressado pra ver o que eu tinha a dizer. _ Sabe seu Raulino! Eu sou Demétrio, procurador e advogado do Kuerine, o qual, o senhor deve conhecer muito bem. Estou aqui para negociar sua fazenda de porteira fechada. _ Seu Raulino arregalou o olho e disse: _ Acho que esta havendo algum equívoco aqui, eu não estou vendendo a minha fazenda! Quem inventou esta historia? _ A reação do seu Raulino não foi a esperada, pois ele ficou muito bravo. _ Calma!... Nos sabemos que o senhor não esta vendendo a fazenda, mas Kuerine gostaria de comprar, por uma boa causa. _ Notei que tanto seu Raulino, como dona Odete, arregalaram os olhos, e olhou para Kuerine. _ Kuerine? Voce esta de brincadeira? Onde que Kuerine tem condições, para pagar a minha fazenda? _ Não tenho tempo para lorotas! Estou me retirando. _ Seu Raulino estava saindo e dona Odete com um ar de risos, balançava a cabeça, como se quisesse dizer: Este cara esta louco. _ Calma ai seu Raulino! Eu estou falando sério! O Kuerine quer e pode comprar, é só o senhor falar quanto quer!? _ Notei que ele ao parar, ficou indeciso. _ Sabe senhor Demetrio! Minha fazenda não esta a venda, como eu já havia dito, assim que cheguei. mas se o senhor quiser fazer um desafio, sabendo que o Kuerine não tem dinheiro, eu posso dar o meu preço. _ Com um ar alegre, me dirigi a ele. _ Então pode falar! Ele vai pagar em moeda corrente, vamos lá! Quanto o senhor quer? _ Pois bem! Quero 5.000.000.000.00 ( Cinco milhões de cruzeiros) Kuerine pode pagar? rsrsrs. _ Fiquei indignado com o sorriso do seu Raulino e dona Odete, Mas Kuerine se manifestou. _ Meu Deus!!! Cinco milhões de cruzeiros? Tá doido? Quem tem cinco milhões de cruzeiros? _ Olhei para ele e falei: _ Voce! Voce tem! _ Kuerine coçou a cabeça, olhou para mim assustado e disse: _ Então fiquei rico! Não quero compra a fazenda do seu Raulino, não! Quero casar com Marina! _ Kuerine falou sem pensar, e olhando para dona Odete, viu a bobeira que falou. _ Quer casar? É Kuerine? E com marina? KKKKK Voce não desiste mesmo! Voce acha mesmo que tem condições, pra casar com minha filha? Pois saiba: Marina não vai casar com pé rapado! _ Dona Odete, até esqueceu que eu e seu Raulino estava ali. Mas a discussão dela com o Kuerine, continuou. _ A senhora não tá vendo que fiquei rico? No tá vendo, que estou comprando uma fazenda? E que o Demetrio vai pagar? Só que eu vou pra Som Paulo! É porque a senhora não sabe! Nem sei porque o Demétrio quer comprar a fazenda do seu Raulino pra mim? _ Dona Odete parecia que ficou confusa, e do jeito rápido, que o Kuerine falava, pois estava nervoso, acho que ela não entendeu muito bem, o que ele falou. _ Para que não estendesse a confusão. Entrei no meio.

DEMÉTRIO COM KUERINE, DEPOIS QUE ELE VESTIU ROUPA NOVA E FICOU LORDE.

TERCEIRO CAPITULO

_ Olha! Eu não quero explicar nada, no momento só quero comprar a fazenda, e voce que vai pagar Kuerine!_ Ele deu um salto! _ Voce só pode ter enlouquecido! Onde que eu vou achar cinco milhões de cruzeiro? Eu nunca vi este dinheiro na minha vida. _ Notei que dona Odete falou entre os dentes: _ Há coitado! Não tem onde cair morto! _ Embora voce esta dizendo que não tem esta quantia, mas voce tem e vamos fechar logo este negocio, antes que seu Raulino desista. Então seu Raulino? Vamos fechar o negocio? Kuerine paga seu preço! _ Eu não estava aguentando olhar pro Kuerine, que inquieto, se coçava, esfregava as mãos uma na outra, esfregava as mãos no rosto, não sabia o que fazer. E eu como sabia que ele ia falar de novo, coloquei o indicador na boca, e olhei pra ele. Indicando que eu queria silêncio. _ Vamos lá! _ Disse seu Raulino. _ Como o senhor quer receber? Quer que eu tire o dinheiro e lhe entregue ou que que eu transfira para sua conta? _ Dona Odete não estava entendendo o porque daquela negociação na loja dela, e nem tão pouco de onde saiu tanto dinheiro, que eu falava que era do Kuerine. Marcamos para transferir os papeis, e o pagamento para o dia seguinte, pois eu tinha um plano. Eu e seu Raulino nos despedimos, e fiquei mais um pouco para falar com dona Odete. _ Então dona Odete? Viu só que não podemos jugar as pessoas pela aparência? Kuerine é rico tanto o quanto seu Raulino. _ Ela me olhou confusa e disse: _ Sei não! Esta historia esta mal contada. Nunca que Kuerine ia ser rico e morar na tapera, que mora. _ A senhora quis dizer: Morava! Não é mesmo? Hoje ele mora no hotel da dona Lia, e a manhã se ele quiser, vai morar na fazenda do seu Raulino! _ Falei irônico, pois não aguentava a humilhação. Kuerine foi pra porta, ver o seu Raulino sair, e meio desconcertado e sem entender nada, me chamou pra ir embora. Dona Odete continuava confusa com tudo que aconteceu, mais eu ainda dei mais uma bordoada nela. _ Então dona Odete? O que a senhora diz agora? O Kuerine agora mostrou que é o homem mais rico de Caculé! Ele pode casar com Marina? _ Ela me olhou com ódio. _ Não! Ele pra mim ainda continua sendo o pé rapado de antes, olha pra isso? Nem estudou igual Marina, que é professora? _ Ele pode não ter estudado, pode ser o que a senhora quiser, mas não se esqueça que amor não tem preço, não tem beleza, não tem querer, o amor nasce, onde ele achar de nascer, e coração é terra que ninguém anda, nem manda. E para me despedir, quero dizer pra senhora, que Kuerine e Marina se amam. _ Falei e fui me despedindo, para não dá tempo ela responder alguma coisa. Não sei o que aconteceu com Marina, depois que saímos, só sei que deixei dona Odete, espumando de ódio. Kuerine estava perdido, olhando pro tempo, nem percebeu que eu havia me despedido. _ Vamos Kuerine! Aqui não tem argumento! _ Fomos pro carro, e quando estávamos saindo, olhei pra dentro da loja e dona Odete estava de cabeça baixa pensativa. _ Sabe Demetrio! Voce não devia ter dito aquilo pra dona Odete, ela vai dá uma sova em Marina, tenho certeza, e além dela bater, as irmãs dela, também bate. _ Kuerine estava em uma tristeza profunda, se fosse outro, estava pensando na fazenda que compramos, mas ele era muito puro pra dar valor em bens matérias, o que importava pra ele, era a Marina, nada mais. Mas de repente ele quebrou o gelo. _ Demetrio! O que eu vou fazer com uma fazenda aqui, se vou pra Sam Paulo? _ Primeiro que não é Sam Paulo! É São Paulo! e segundo, não se preocupe, eu tenho um plano, deixa eu Ir. _ Notei que ele ficou feliz. _ Há bom!... Pensei que voce ia me deixar aqui? Não quero mais morar aqui, quero ir em bora com voce, e levar Marina. _ Gostei da maneira que ele falou, cheguei a conclusão que meu plano, não ia ser frustrado. _ Kuerine, preciso de uma amiga de verdade sua, que tenha intimidade na casa da Marina, e temos que ir na casa dela, agora. _ Só tenho a Norma! Ela é amiga da Marina, e vai lá todos os dias. _ Kuerine me levou pra casa da Norma, e eu conheci uma família maravilhosa, além de gostarem muito do Kuerine. Falei com a norma em particular, pedi que pegasse os documentos da dona Odete e da Marina, pra mim, contei pra ela meu plano, para que ela aceitasse pegar os documentos. No dia seguinte, a primeira coisa que fiz, foi ir pro cartório com o Kuerine, encontrar com seu Raulino, para transferir a fazenda, Quando o Kuerine viu, eu transferindo pro nome da dona Odete, ele quase deu um troço. _ Tá doido Demétrio! Se voce vai dar a fazenda pra alguém, que de pra Marina! Dona Odete não merece, ela judia da Marina, como que é isso? _ Calma Kuerine! Voce não quer casar com Marina? Então pra quer, que ela quer fazenda, aqui também? Calma! Deixa que eu tenho um plano! Confie em mim. _ Falei e continuei com o procedimento da documentação. Quando terminamos, sem mesmo olhar a fazenda, fui no Banco do Brasil que existia na cidade, paguei seu Raulino, e dei 30 dias para desocupar a fazenda e entregar a chave pra dona Odete, e pedi que ele não dissesse nada pra ela, enquanto eu estivesse na cidade, me despedi, e parti para o segundo plano. _ Agora Kuerine, eu quero saber que horas a Marina sai da escola? _ Ela da aula agora pela manhã, sai 12 horas. _ Ele respondeu, me olhando sem entender nada, mas também não perguntou porque. _ Agora vamos na casa da Norma, preciso falar com ela. _ Meu Deus! O que voce vai fazer de novo na Norma? _ Não respondi, e ele me levou lá. Chegando na casa da Norma, pedi a ela, que entregasse aquela pasta de documentos, a dona Odete, as 10 horas da noite. Norma não questionou, e pegou a posta dizendo que com certeza seria entregue. Dentro da pasta além dos documentos eu coloquei um bilhete dizendo: NÃO ROUBAMOS MARINA, PAGAMOS O PREÇO, QUE A SENHORA ESTIPULOU. Eu fiquei com uma copia de tudo, pois ia precisar. Fomos pro hotel, arrumar as malas, pra voltar pra São Paulo, Kuerine estava preocupado com as coisas que tinha na sua casa, mas eu pedi pra ele, que além das poesias, não precisava levar nada. Ele concordou. Almoçamos e fomos pra frente da escola que Marina lecionava. Kuerine nem avaliava qual era meu plano, só me seguia, sem fazer pergunta, depois da reação, na casa da dona Odete, ele parece que passou a confiar mais em mim. Esperamos alguns minutos, e Marina apareceu, fui ao encontro dela e falei. _ Marina! conversamos com sua mãe, que é quem decide tudo em sua vida, e ela concordou, que eu e Kuerine viesse te buscar. _ Ela não acreditou e falou: _ Mainha, concordou que voces viessem me buscar? E ainda mais de carro? _ Fique com medo, pois pela reação, pensei que ela não ia entrar no carro. _ Concordou! E eu queria, que agente passasse, pela casa da Norma primeiro. _ Marina irredutível, perguntou: _ Mas do qui, voce esta falando? Voce acha mesmo, que eu acredito que mainha mandou voces me buscar? Não! Ela jamais deixaria eu entrar em um carro de estranho. _ Mas voce não confia no Kuerine? Ele esta aqui com agente, ninguem vai te fazer mal nem um. _ Kuerine muito carinhoso falou. _ Vamos Marina! Eu amo voce, e não vou deixar nada de mal te acontecer, esqueceu que eu cansei de brigar com os meninos, para não te bater por causa dos passarinhos? Então! Se alguém judiar de voce, eu brigo também. Vamos embora! Eu nunca vou deixar de cuidar de voce! _ Depois de muito argumentar, Marina entrou no carro, mas muito desconfiada. Quando ela entrou, eu não pensei duas vezes, parti pra estrada, quando Marina viu que eu estava em outra direção, que não era da sua casa, virou uma fera! _ Para! Para este carro, agora! Minha casa não é pra este lado! _ Marina gritava tentando abrir a porta. Ela esperneava, quando viu que eu não ia parar, Kuerine passou pro banco de trás, tentando a calmar ela. _ Calma Marina! Nos vamos pra São Paulo! _ Marina calou, olhou pro Kuerine mais assustada ainda, e falou: _ Ta doido! Pra São Paulo? Eu não vou pra São Paulo! Abre a porta! Mainha vai me matar! _ Meu Deus! Que medo era aquele da mãe? fiquei abismado. _ Vai não! Marina! Ela não vai achar nois em São Paulo! _ Vendo o desespero do Kuerine, tentando acalma-la, resolvi falar a verdade. _ Espera ai Marina! Sua mãe trocou voce por uma fazenda! Ela havia dito que só deixava voce casar com um homem rico, então como Kuerine te ama, não ia deixar voce ser comprada por outro, resolveu trocar voce por uma fazenda. tá aqui os documentos que foram transferido, pro nome da sua mãe! _ Falei entregando os documentos pra ela ler. _ Não acredito que Mainha me vendeu! _ Marina lia os documentos chorando e a soluçar. Depois que ela leu, muito triste perguntou: _ Pra onde estão me levando? E o que vão fazer comigo? _ Kuerine encostou nela e disse: _ Vou cuidar de voce Marina! Vamos casar e Demetrio vai comprar minhas modinhas e eu vou comprar casa e comida pra nois. _ Marina estava mais calma, eu deixei os dois se entenderem. _ Mas porque agente não casa aqui mesmo? _ Porque sua Mãe, pode vender a fazenda, e não deixar agente casar, e também o Demetrio não vai ajudar agente. _ Marina parecia que estava mais tranquila., ai eu entrei na conversa. _ Sua mãe não queria te casar por amor, ela queria escolher um homem rico qualquer, e casar voce, na verdade ela queria te vender, como vi que Kuerine te amava, resolvi pagar o preço. _ Kuerine me olhou feliz. _ Sabe Demetrio! Voce é o melhor amigo do mundo! Até agora não sei se voce é meu pai, mas tambem não interessa não! Voce é bom demais! _ Nisto Marina pergunta: Próximo capitulo amanhã neste mesmo horário. Brasilia. 04-01-2015.

MARINA COM SEU IRMÃO MAIS NOVO. ELA É A PAIXÃO DE KUERINE.

QUARTO CAPITULO.

_Mas como voces vão me levar pra São Paulo, sem documento nem roupa? _ O que voce precisa é só os documentos, e eles estão aqui, sua amiga Norma, pegou pra gente, em sua casa. _ Quando eu falei que os documentos da Marina estava comigo, Kuerine argumentou. _ Voce é esperto demais Demetrio! Voce pensou em tudo! Só minha casa que ficou sem dono. _ Ele estava tão feliz que parecia que ia voar, pois falava com ar de risos. _ Voce não precisa mais desta casa, daqui a alguns anos, se voce voltar para Caculé, voce constrói um prédio lá. _ Não sei como não! Mas se voce esta falando… Eu acredito. _ Disse ele passando a mão nos cabelos da Marina, que ainda estava abalada. Enquanto eu dirigia, eles conversavam, e ela muito triste, estava de cabeça baixa. _ Mas se eu não acostumar em São Paulo? E se não de certo? O que vamos fazer? _ Marina não me conhecia, estava preocupada. _Vai dar certo sim! Demetrio é um homem bom! Vai cuidar de nois, e eu vou cuidar de voce sozinho, claro que o Demetrio vai cuidar de nos, mais não de voce. _ Kuerine fez uma confusão tão grande ao falar, mas eu entendi o que ele quis dizer, que eu ia cuidar deles, mas que ela era dele. Me deu vontade de rir, mas eu não quis tirar o clima dos dois. Quando chegamos em São Paulo, Marina e Kuerine ficaram deslumbrados com a beleza da cidade, e tudo para eles era novo. Quando eles viram aquele tanto de carros pelas ruas, os arranha-céus, quase enlouqueceram. _ Meu Deus! Tem alguém morando lá em cima? _ Kuerine perguntou com a cara para fora da janela olhando os prédios. _ E este tanto de carro? Eu nunca vi tanto carro! Olha que horror Marina? Parece que vão bater um no outro! _ Marina colocou a cabeça pra fora da janela também, e começou a admirar de tudo, junto com Kuerine. _ É mesmo Kuerine! Parece que este negocio vai cair em cima de nos! Isso ai não cai não Demetrio? _ Fiquei feliz porque foi a primeira vez que Marina dirígio a palavra pra mim com tanto carinho. _ Não! Claro que não Marina! São edifícios muito bem feitos. _ E estes carros? Como pode o povo passar na frente deles, deste jeito? Vai matar todo mundo! _ Disse Kuerine. _ Pode ficar tranquilos, é muito difícil matar alguém. _ Mas pra quer eu disse isso? Marina e Kuerine arregalaram os olhos e disseram quase que os dois juntos. _ Tá vendo ai? Voce troce nois pra morrer! E se agente andar sem carro, que nois não tem, vai é morrer! Pois voce acabou de dizer, que pode acontecer de os carros matar _ Fique surpreso, e percebi que eu tinha uma grande jornada com eles dois. Enquanto eu andava pelas rua de São Paulo, com o transito, já muito grande na época, eles de vez em quando gritavam. _ Olha ai Demetrio! Tem um monte de carro na frente! Como que nos vamos passar? _ Eu olhava pra eles calmamente e dizia: _ Fiquem tranquilos, eu estou acostumado a andar de carro aqui! _ Mas para minha surpresa, Marina diz: _ Tá vendo ai Kuerine? Ele disse que esta acostumado andar de carro, mas a pé igual nos dois, vamos andar, ele não tá acostumado não! Nos viemos foi morrer mesmo em São Paulo! _ Eles estavam tão assustados, que eu não via a hora de chegar em casa. Eram tantas perguntas, que mal dava pra mim responder uma. Kuerine e Marina, estavam tão deslumbrados, um mostrava as coisas pro outro, com tanto entusiamo, que pareciam crianças. Aquilo me trazia grande satisfação, pois tive a certeza que eles iam me fazer muito feliz, e também, iam transformar a minha vida, num verdadeiro paraíso. Quando estava bem perto de casa, tinha varias arvores, lotadas de pássaros, quando o Kurine viu, gritou feliz da vida: _ Olha Marina! Aqui tem um monte de passarinho também! Nos não precisamos ir pro mato para voce brincar com eles, e vai ser bem mais fácil do que em Caculé, pois voce não vai precisar roubar os biscoitos e os pães, da sua mãe, pra dá pra eles, pois Demetrio é rico e deve ter fartura na casa dele, e parece que não tem moleques, que tenha badoque para caçar e comer os bichinhos, agente vai ficar mais tranquilos. _ Marina escutava o que o Kuerine falava, com os olhos fitados nos pássaros, que logo descobriu ela. _ Abaixa Marina! Eles estão vindo! Se eles ficar na frente do carro, agente morre! _ Kuerine gritou apavorado, mas já era tarde, os pássaros flecharam ao redor do carro. Fiquei maravilhado com aquilo e perguntei, porque os pássaros não podia ver Marina e porque eles estavam todos ali ao redor do carro., a resposta foi surpreendente. _ Sabe Demetrio, eu não te contei, mas Marina é apaixona por passarinho, e os passarinhos são apaixonados por Marina, onde ela for, que tiver um, pode ter certeza que vai vir pra cima dela. Em Caculé, agente ia pro meio do mato, pra Marina ficar com eles a vontade, e também pra tomar os badoques dos moleques, que matavam os passarinhos pra comer. Será que aqui também tem moleques que gosta de matar passarinho?... Meu Deus! Se tiver, vai dar trabalho e pode maltratar minha Marina! Aqui tem Demetrio? _ Kuerine de repente se viu preocupado, temendo que alguém poderia maltratar Marina, pra matar os pássaros. _ Não Kuerine! Quer dizer… Acho que não! _ Enquanto Kuerine estava preocupado com os moleques, nem percebemos que a Marina estava com os braços pra fora do carro, e um monte de pássaros assentado nos braços dela, era tantos pássaros, que era uma briga danada para conseguir lugar nos braços dela. Parei o carro, pois o para-brisa estava cheio de cocó de pássaros. _ Não precisa parar Demetrio! Eles não fazem mal nem um, e também não vai amolestar voce! O negocio deles e comigo. _ Não Marina! Não é por causa dos pássaros, é que eu nunca vi uma sena destas antes, e nem nunca vi falar, em algo parecido, voce deve ter algo especial que atrai eles, não é possível que é só porque voce gosta deles. _ Kuerine passou pro banco da frente, não sei se era porque os pássaros estavam entrando no carro e queria dar mais espaço, para eles e Marina, ou se era porque queria falar comigo de mais perto. _ Sabe Demetrio! A Marina é assim desde que nasceu, e se ela ficar suada é que é um horror, eles nem deixa agente ficar perto dela, pois o suor dela atrai até os de longe._ Eu estava sem palavra, era algo lindo demais. Meu carro em questão de segundo, estava lotado de pássaros de todas as especies, era algo fantástico. Enquanto Marina ficou lá dentro cercada de pássaros, eu e o Demetrio descemos, e ela pensou que eu estava zangado. _ Não fica aborrecido comigo não Demetrio! O Kuerine devia ter avisado pra voce! Mas te prometo que quando chegar na sua casa, eu lavo o carro. _ Marina falava comigo, mas não me olhava, a atenção dela, era só os pássaros naquele momento. _ Não esquenta, Marina! Eu a cada momento me surpreendo mais com voce e o Kuerine, eu também amo os pássaros, mas eles nunca me fizeram esta recepção. _ Não fique triste não Demetrio! Eles também não estão nem ai pra mim, veja que estamos aqui como se fosse ninguém, eles nem toca na gente. _ Realmente, os pássaros nem tocava em mim, nem no Kuerine, não sei como, mas eles voavam de lá pra cá, e daqui pra lá, sem medo da gente, mas não triscava em nos. Depois que o carro não cabia mais de pássaros, eu notei que a Marina conversava com eles, e eles entendiam o que ela falava, pois toda vez que ela falava alguma coisa, os pássaros dava uma voada ao redor dela, como se estivesse respondendo. _ Mas para tirar minhas duvidas, preferi certificar. _ Vem cá Kuerine! A Marina fala com eles? _ Fala! E eles entendem tudo, voce vai ver quando agente for entrar no carro, eles só estão felizes assim, porque é a primeira vez que eles vê Marina aqui, mas quando eles acostumar com a presença dela, eles tem outras reações, _ Até o cansaço tinha ido embora, e eu estava muito chateado, porque não ia registrar aquela sena, e se eu contasse para alguém… Quem ia acreditar em mim? Depois de um bom tempo ali parado, e pássaros pra todos os lados e mais pássaros chegando, o povo buzinando, e um monte de gente parados, olhando aquela paranormalidade, chamei eles pra ir embora. _ Vamos gente! Este espetáculo esta chamando muito atenção, pode dar problema pra nos. Pois se chegar cientista aqui, ou ficar sabendo, vai querer saber quem é Marina, e porque ela atrai pássaros, e garanto que vai ser um transtorno, eles vão querer levar Marina para estudar este fenômeno. _ Eu não esperava aquela reação do Kuerine. _ Tá vendo ai Marina? Manda os pássaros embora! Corre! Tem um tal de cientista que pode pegar voce! Sabe lá pra quer?! _ Nisto a Marina Sai do carro e abre os braços como se tivesse espreguiçando e diz: _Vão meninos! Depois agente se ve de novo! Agora voam!!! _ Em questão se segundos, assim como eles apareceram, também se foram. Quando olhei ao redor de nos, tinha um monte de gente olhando, alguns carros parados, nos eramos o centro das atenções, e todos ficaram de boca aberta, quando viu a Marina da ordem e os pássaros obedecer. Quando entramos no carro, era cocó pra todos os lados, me disseram uma vez, que quando os pássaros, estão com medo, ou muito felizes, eles fazem cocó toda hora, e eu acho que era isso, porque eu nunca vi tanto cocó de pássaros, juntos. Peguei meu paletó e o Kuerine pegou o dele, e nos forramos os bancos, o banco da Marina não adiantava forrar, pois ela estava toda suja. Marina estava tão feliz, que eu nunca vi tanta felicidade junta. _Agora sim! Nos não estamos mais sozinhos! Os passarinhos daqui também me ama!!! Viu só Kuerine? Eles me amam! Viu só Demetrio? Eles me reconheceram aqui em São Paulo? Estou muito feliz! Feliz mesmo! _ Marina gritava como criança, aquilo era muito gratificante. _ Então estamos todos em casa! Aos poucos tudo vai se encachar. Estou muito feliz também. _ Falei enquanto ligava o carro.

NORMA, AMIGA DE MARINA

QUINTO CAPITULO.

Os dois se aconchegaram, e nos pegamos a estrada, deixando um monte de gente sem saber o que acontecia com aqueles monte de pássaros ao redor do nosso carro, e de repente todos vão embora, como se alguém os comandasse. Eles não estavam preocupados com aquela multidão, só escutei o Kuerine dizer, Que o povo era um monte de besta, curiando eles. _Vamos lá! Meus enigmas! Vamos pra casa! _ Gritei e dei partida. Kuerine estava radiante, pois sabia que a coisa que Marina mais amava, era os pássaros, e eu acho que ele estava preocupado pensando que os pássaros de lá, era diferente dos de São Paulo, mas temendo preocupar Marina, não comentou nada a respeito, ele nem se quer me contou, que os pássaros tinha tanta intimidade com Marina. Não sei porque! Mas ele deve ter os motivos dele. O cansaço já havia ultrapassado minha forças, e as deles também, já tinha mais de 22 horas de viagens, paramos alguns minutos, para lanchar, pernoitamos uma noite, mas saímos de madrugada, quase não descansamos. Por isso o que eu mais queria naquele momento, era um bom banho e uma caminha gostosa para relaxar. O que estava me preocupando um pouco, era que Julia, minha secretaria do lar, não devia estar em casa, e eu tinha que recepcionar Kuerine e Marina, porque eu tinha certeza que ia dar trabalho, pois lá tudo ia ser novidade pra eles, eu já estava vendo no que ia dar. Eu não avisei a Julia, que dia eu ia voltar, com certeza, não devia ter almoço, e já era quase meio dia, eles deviam estar morrendo de fome, apesar que não reclamavam nada, mas eu não estava com pique, para ir em um restaurante alimenta-los, e pelo visto eu ia ter que fazer alguma coisa pra gente comer. Demorei tanto em meus pensamentos que nem notei que eles estavam dormindo. Marina esparramada no meio dos cocós dos pássaros e Kuerine de boca aberta do meu lado, roncando. Quando chegamos em casa, os acordei. _ Chegamos! Finalmente chegamos! _ Gritei para desperta-los. _ Kuerine e Marina quando viram minha casa ficaram parados um olhando para o outro, de repente o Kuerine fala esfregando os olhos pensando que estava sonhando. _ Meu Deus! Olha isso Marina! Que casa chique! Nos vamos morar numa casa chique! _ Marina se concertou no banco do carro e sem acreditar, também olhava admirada para frente da minha casa. _ Kuerine do céu! Isto não é casa! É um palácio! _ É sua Demetrio? Nos vamos morar aqui neste chique? _ Eu não acreditei no quanto, eles estavam surpresos. _ É nossa meninos! Aqui será o nosso lar! Gostaram ? _ Se aqui de fora é deste jeito! Imagina lá dentro! Meu Deus! Eu nunca vi algo igual em Caculé! Se gostamos?... Eu nem sei o que dizer! _ Disse Kuerine, eufórico. Quando entramos, os dois pareciam duas crianças, olhavam cada detalhe, admirados. _ Meu Deus! Como que alguém pode morar em uma casa tão grande?... Viu só Kuerine? Nos agora somos ricos! vamos morar em um palácio! _ Eu não falei que Demetrio é rico? Agora ele vai mesmo comprar minha modinhas! E quando ele comprar, nos vamos ficar rico também! _ Nisto, em quanto eu estacionava o carro, lá vem os dois correndo em minha direção. _ Voce vai mesmo comprar minhas modinhas, Demetrio? _ Meu Deus! Eu tão conçada e ele pensando nas modinhas, como diz ele. _ Claro que vou! E o livro também, voce não disse que tinha feito um livro? _ Mais do que depressa, Marina entra na conversa. _ É verdade Demetrio! Kuerine fez um livro lindo, contando a nossa historia. Desde que nos conhecemos até um outro dia. _ Eles eram incansáveis, pareciam de um outro mundo. _ Então, pronto! Voces vão ser mais ricos que eu! Pois o Kuerine é um artista da literatura e voce é uma artista da ecologia.. _ Falei rindo e abraçando os dois e levando pra dentro. Quando entramos, cada coisa ali presente era novidade pra eles, era perguntas sobre perguntas. _ Vamos fazer o seguinte: Vamos tomar banho, descansar, depois eu explico cada coisa que tem aqui, que voces não conhecem! Combinado? _ Parece que eles não gostaram muito da ideia, mas concordaram. Como eu havia previsto, a Julia não estava em casa, nem tinha nada pronto para comer, dei uma olha em tudo, e estava do jeito que deixei, a Julia era da minha inteira confiança, eu sabia que ela ia cuidar, direitinho da minha casa. Enquanto eu dei um giro pela casa, Kuerine e Marina, admirava tudo, mas não perguntava nada, pois havia me prometido que ia só depois que agente descaçasse. Mostrei o caminho dos quartos, pra eles, e dei um quarto pra cada um, pedi que eles se acomodassem, enquanto eu pegava toalhas, pra eles ir tomar banho. Depois que dei uma toalha pra cada um, peguei a minha e fui tomar meu banho. Enquanto eu tomava banho, só escutei a gritaria: _ Socorro! Socorro Demetrio! Socorro Kuerine! Estou pegando fogo!!! _ Meu Deus! A voz era da Marina… Me deu uma tremedeira, e só de tolha sai correndo do banheiro, para ver o que estava acontecendo. Quando cheguei em frente o quarto da Marina, lá estava o Kuerine todo molhado entrando no quarto da Marina correndo, sem uma peça de roupa. _ O que foi Marina?! O que esta acontecendo? Que fumaça danada é esta? Abre a porta! _ Kuerine gritava, e eu fiquei sem saber o que fazer, não estava entendendo nada. _ Não consigo! Eu vou morrer! Socorro!!! Me acode! _ Marina gritava apavorada. Antes que eu pudesse saber o que estava acontecendo, Kuerine deu distancia e arrebentou a porta do banheiro, e saiu correndo com Marina gritando: _ Fogo! Fogo! Corre Marina!!! Corre Demetrio! Si não, agente vai morrer! _Enquanto eles desciam as escadas correndo, eu entrei no box, e vi o chuveiro ligado na fase mais quente que tinha, por isso estava aquele fumaceiro. Desliguei o chuveiro e fui atras deles. Quando cheguei na frente da casa, eles já tinha sumido, fiquei desesperado, pois se a policia pegasse o Kuerine pelado, ia prender ele. Quando cheguei no portão, lá estava os dois abraçadinhos, tentando esconder a nudez, gritando socorro na casa da vizinha, que fechou a porta gritando com medo deles, e com certeza, indo chamar a policia. _ Calma Kuerine e Marina! _ Quando eles me viram me abraçaram e disseram: _ Ainda bem que voce esta aqui! Que voce não se queimou! _ Eles choravam e tremiam de tal maneira, que me deixou preocupado. _ Calma gente! Não era fogo nem um! Era o chuveiro que estava na fase mais quente e saiu aquele tanto de fumaça, e também pelo calor, esquentou muito. _ Eles me olharam de uma maneira angelical e falaram: _ Quer dizer que sua casa, não esta pegando fogo? Se eu sempre soube, que onde há fumaça há fogo!? Não estamos entendendo, voce viu o fumaceiro? Quase minha Marina morreu! Se eu não quebrasse a porta, ela era defunta agora! _ Kuerine estava tão nervoso que esqueceu que Marina estava pelada. Tirei meu roupão, dei pra ela e fiquei de cueca, mas notei que o Kuerine estava voltando a si naquele momento, ele não sabia como agir, colocava as mãos na frente, ficava de costa, agachava, quando viu que estava pelado e eu de cueca. _ Ai que horror! estamos pelados! E agora? O que vamos fazer? _ Olhei pra ele, e disse: _ Entrar!... Claro! Vamos entrar! _ Falei entrando no portão. _ Eu é que não vou! Sua casa é tão grande, que quando o fogo chegar aqui fora, já acabou com tudo lá dentro! _ Disse Marina, encostada do lado de fora do portão. Meu Deus!... Eu estava sem argumento. _ Confie em mim! Não há fogo! É só fumaça do chuveiro, depois explico como funciona! Vamos entrar? Lá dentro eu mostro o que aconteceu. _ Com muito custo consegui coloca-los pra dentro. Eles entraram desconfiados, procurando o fogo. Eu expliquei o que aconteceu, mas parece, que não convenci Marina, pois me olhava desconfiada e com ar de medo. _ Agora vão tomar banho, aqui não tem perigo nem um, pode confiar em mim. _ Não teve no mundo quem fizesse a Marina tomar banho no banheiro do quarto dela, mandei que ela tomasse em outro banheiro e coloquei no frio. Kuerine também pediu pra mim colocar o chuveiro igual o da Marina, pois tambem estava com medo. Depois que eles tomaram banho, eu tomei o meu. Graças a Deus, uma etapa vencida. Fui pra cozinha e preparei uns sanduíches pra nos, e falei que a noite agente jantava direito, mas eu estava muito conçado, não dava pra sair pra comprar comida. Eles comeram os sanduíches, como se fosse a primeira vez que comiam, mas não comentaram nada, acho que ainda estavam em estado de choque. Subimos para o andar de cima de novo, para dormir um pouco até a noite, quando a Julia deveria aparecer e fazer o jantar. Só que para minha surpresa, Kuerine e Marina colocaram os colchões em meu quarto. _ Mas voces não vão dormir no quarto de voces? _ Perguntei. _ Deixa agente dormir aqui Demetrio? Nos estamos com medo, sua casa é muito grande. _ Disse Marina, com o travesseiro debaixo do braço, e o colchão já jogado do lado da minha cama, e Kuerine atras dela também com o travesseiro e o colchão. _ É Demetrio! E eu também! A Marina falou uma coisa e é verdade, sua casa é grande demais, nos dois temos medo de dormir sozinhos em nosso quarto, e eu não posso dormir junto com Marina, nos não somos casados! _ Balancei a cabeça e disse: _ Então tá! dorme ai!... Mas vão buscar os cobertores e o lençóis, de voces. _ Eles fizeram uma cara de feliz e arrumaram os colchões um de cada lado da minha cama e em menos de dez minutos, eles já estavam dormindo. Eu fiquei ali, por algumas horas sem conseguir dormir, pois tinha a mania de ficar revirando na cama um tempão até o sono aparece, mesmo estando muito conçado. Enquanto o sono não chegava, eu fiquei observando os dois, dormindo como criança, só o Kuerine que roncava muito, mas podia ser pelo cansaço que ultrapassou as forças dele. Adormeci, e só acordei no dia seguinte as sete horas da manhã, com o sol em minha cara

KUERINE E MARINA.

SEXTO CAPITULO.

Kuerine e Marina continuava dormindo, levantei devagar para não acorda-los, e desci para tomar o meu café, que já havia recendido a casa inteira, pois Julia, chegava muito sedo. Ao chegar na cozinha, a mesa já estava posta, Julia ao me ver fez um ar de alegre. _ Ainda bem que o senhor chegou, eu já estava preocupada. _ É Julia eu fiz o maior achado do mundo, encontrei o rapaz que fui buscar, e mais a noiva dele que também é uma joia rara, daqui a pouco voce vai conhece-los, e não vai acreditar o quanto eles são especiais, voce só vai ter que ter um pouco de paciência com eles, porque são iguais crianças, pois na cidade de onde eles vieram, ainda não tem o que tem aqui em São Paulo, e tudo pra eles são novidade. _ A Julia me ouviu sem terromper. _ Mas o senhor sabe que sou paciente, e também esta casa precisava de alegria, o senhor ficava muito sozinho. _ Julia era um amor, se fosse outra, teria ficado zangada por ter mais duas pessoas para ela cuidar. Tomei meu café, lí meu jornal, e nada do Kurine e Marina descer, afinal de contas, fomos dormir, ainda era dia, dormimos bastante. Esperei até as nove e resolvi subir pro quarto pra ver se eles continuava dormindo. Quando cheguei tive uma surpresa, Kuerine e Marina já havia arrumado as camas e estavam sentados, esperando por certo eu ir busca-los. _ Há quanto tempo voces estão ai sentados? _ Perguntei. _Já faz muito tempo,_ Disse Kuerine. _ Meu Deus! Porque não descera? _ Marina me olhou com aquele olhar inocente dela e disse: _ Agente não sabia se podia descer, até que eu fui até a metade da escada, mas tinha uma mulher, passando eu fiquei com vergonha. _ É a Julia! Minha secretaria, ela que cuida de mim, e agora vai cuidar de voces também. _ Falei sentado ao lado deles. _ Olha isso Kuerine! O Demetrio não sabe se cuidar e ainda por sima pensa que agente não sabe também. _ Kuerine com um olhar de menino disse: _ Eu nunca vi isso! Voce e nos já somos grandes, temos que saber nos cuidar, isso não esta certo Demétrio! _ Me deu vontade de rir, mas contive. _ Voces não entenderam, ela trabalha aqui, e vai cuidar das nossas roupas, da casa, fazer comida pra nos. É isso que eu quis dizer. _ Há bom!... Mas a Marina pode cuidar da casa, ela cuidava da casa da mãe dela, apesar que ela não ia dar conta deste palácio. _ Disse Kuerine olhando pra mim. _ Dó nada! è grande demais! A casa de mainha era pequena, menor do que só esta parte de cima da sua casa, mas eu prometo que ajudo a sua secretaria. _ Disse ela sorrindo. _ Vamos descer, para tomar o café, porque daqui a pouco já é hora de almoçar, e eu vou aproveitar depois do café e vou mostrar a casa toda pra voces. Os dois se prontificaram para descer comigo, a Julia quando os viram ficou parada olhando para eles. _ Julia!... Este é Kuerine e esta é Marina, os novos moradores desta casa. _ Julia pegou na mão do Kuerine e da Marina, e os convidaram para sentar na mesa para tomar o café. Enquanto eles tomavam café, a Julia sentou na mesa com eles para deixa-los mais a vontade. Kuerine e Marina, olhava pra Julia de rabo de olho, e não diziam uma palavra. Tomaram o café, agradeceram a Julia e saíram da mesa pegando as xícaras para colocar na pia, e os alimentos, para guardar. _ Nada disto! Pode deixar que eu arrumo tudo, vão pra sala descansar _ Notei que Marina não gostou, quando a Julia foi tomar as coisas da mão dela. _ Vem cá moça! Voce pensa que eu vou ficar aqui, sem fazer nada? Eu não sou Demente! Estou acostumada a fazer tudo em uma casa, e sei fazer! _ Eu estava observando da copa, e me preocupei, pois não conhecia o temperamento da Marina. _ Marina, meu bem! Aqui não é igual na Bahia! O povo aqui paga alguém para fazer as coisas, e fica de perna pro ar! Vamos lá pra fora! _ Marina colocou a xícara na mesa de volta e olhou pra Julia, com ar de zangada. _ Ei! volta aqui mocinha! Vamos fazer uma coisa? Hoje voce não faz nada, mas se a parti de amanhã, quiser me ajudar, tudo bem! Tá bom assim? _ Marina abriu um sorriso, abraçou a Julia e disse: _ Assim tá bom! Eu não gosto que alguém pense que sou demente, na Bahia eu era professora, e quando chegava da escola, ajudava fazer os serviço em casa, lá não tem este negocio de secretária… Não! _ Kuerine e Marina, saíram da cozinha feliz. Pois se alguém quiser matar o Kuerine, maltrata a Marina, e pra eles aquela atitude da Julia era uma ofensa. _ Kuerine e Marina! Agora nos vamos conhecer a casa enquanto a Julia faz o almoço. _ Meu Deus! Agente acabou de tomar café e Demetrio já esta pensando no almoço. _ Disse Kuerine rindo. Fomos conhecer a casa, comecei pelo andar de cima. _ Olha Kuerine e Marina, aqui tem os quartos e esta salinha de tv. _ Mas o que tv faz? _ Perguntou Kuerine. _ Vou ligar pra voce vé. _ Liguei a televisão , e eles começaram a rodear ela pra ver de onde vinha a imagem e a voz.. _ Credo! Isso é coisa do outro mundo! Eu nunca vi gente dentro de um caixote! Me explica isso Demetrio!? Será que assim como eles ficam no caixote, não pode entrar aqui e fazer algum mal pra nos? _ Eu nunca pensei que a reação dele ia ser aquela, enquanto Kuerine questionava, Marina passava a mão na frente da tv, pra ver se podia pegar nas pessoas. _ Nem sei como explicar pra voces. mas vou tentar. A televisão transmite a imagem através de um satélite, agente não pega em quem aparece dentro dela. e só funciona através da eletricidade, e algumas com bateria. Em Caculé não tem televisão? _ Perguntei e enquanto eu explicava os dois ficaram caladinhos me observando, mas parece que estava com medo. _ Não! Nos nunca vimos isto, e isto deve ser coisa do outro mundo, nunca que alguém ia aparecer na nossa frente e nos não ia poder pegar, como esta acontecendo com esta tal de TV. é melhor voce apertar o botãozinho de volta pra este povo sair da sua casa. É perigoso agente colocar este monte de gente em nossa casa, principalmente que toda hora aparece alguém diferente. _ Kuerine falava como se estivesse me dando um conselho, e notei que a Marina estava com medo. _ Tudo bem gente! então vamos desligar, mas na hora que voces quiserem, não tenha medo, pode ligar, é igual o cinema, voces nunca foram no cinema? _ Eu nem Marina nunca fomos, mas Norma foi e contou pra gente, que tem uma fita, e ela vai passando pessoas que fala, mas tem uma fita! E aqui não tem fita nem uma. _ Mais uma vez me vi em situação difícil para convence-los de algo. _ Então tá! Mas se voces quiserem, pode ligar. _ Falei e fui caminhando para ir pra sacada. _ Tá vendo aqui? Voce só tem que ter cuidado para não sentar no para peito, porque se voces caírem lá em baixo, vão se machucar. _ Eu notei que estava falando sozinho, pois o foco deles era os blocos de apartamento que tinha na frente da casa. _ Aqui tem muitas coisas estranha Demetrio, olha onde o povo mora! Parece gaiola de passarinho, eu nunca imaginei que alguém fosse construir gaiola pra morar. se um cai de lá de cima não sobra nada, aqui pelo ao menos é baixo, e lá com aquela altura toda? será como eles sobe? _ Não esquenta, depois eu levo voces para conhecerem bloco destes. Vamos conhecer o resto da casa. Enquanto eu mostrava a casa pra eles, eles admiravam tudo, e quando eles viram outra televisão na sala de estar, ficaram mais amedrontados ainda. _ Veja Kuerine? Aqui tem esta tal de tv, pra todo lado, já vi que é perigoso demais, principalmente se ligar as duas. _ Marina não prestava atenção em nada que eu falava, pois estava sobre-saltada. _ Olha Demétrio, ainda esta em tempo de voce levar nois de volta pra Caculé, pois não queremos viver em perigo aqui em São Paulo, como voce vive, voce deixa todo mundo entrar em sua casa, e na nossa casa só entra conhecido. Na verdade eu acho é que voce não tem juízo. _ Marina falava como se quisesse me proteger. _ Já falei pra voces não se preocuparem, logo voces acostumam, com tudo que voces não conhecem, mas tenha certeza, não tem perigo nem um, a noite voce pode assistir novela, tá passando uma que a Julia gosta muito, que é REDENÇÃO, acho que voce vai gostar também. _ Ele pareciam mais tranquilos, quando eu disse que a Julia também assistia. _ Então eu vou chamar a Julia pra ver comigo, só quero ver se ela vai mesmo. _ Disse Marina. Mostrei a casa toda pra eles, e quando terminei, a Marina foi pra cozinha conversar com a Julia, e eu chamei o Kuerine para ir comprar umas roupas e sapatos para Marina, pois a Norma só trouce duas peças e um chinelo, pra não chamar a atenção da dona Odete, no dia que vinhemos pra cá. Pedi a Julia pra ver que numero a Marina usava de sapato e roupa, ela me deu e eu fiquei esperando o Kuerine pra sair. _ Perai Demetrio! A Marina não vai com agente? _ É melhor que não! Ela fica ai fazendo companhia para Julia, assim elas vão se entendendo. _ Mas eu não sei comprar roupa nem pra mim, imagina pra Marina! _ Então que tal se agente deixar pra ir a tardezinha que a Julia também vai com agente? Assim Marina vai ficar mais a vontade. _ Notei que o Kuerine não queria ficar longe de Marina. _ Então vamos trabalhar? _ Falei batendo no ombro dele. _ Como assim? Vamos trabalhar? Voce já arrumou um emprego pra mim? Mas, voce nem saiu de casa? Como arrumou este emprego? _ Cada diálogo que eu tinha com Kuerine, mais eu ficava emprisionado com ele. _ Não Kuerine! O trabalho é aqui em casa mesmo! _ Falei chamando ele. _ Há bom! Voce quer que eu capine o terreiro? _Meu Deus! A Ficha do Kuerine ainda não tinha caído.

CACULÉ- BAHIA. CIDADE NATAL DE KUERINE E MARINA .

CACULÉ- BAHIA. CIDADE NATAL DE KUERINE E MARINA .

SÉTIMO CAPITULO

_ Não! Nos vamos pro escritorio que tenho lá em cima, vou ler suas poesias e o livro que voce escreveu. Este vai ser o nosso trabalho a partir de hoje, estou curioso para ver seus materiais. - Kuerine olhou pra mim com ar de riso. _ Quer dizer … Que é só isso que vamos fazer? ler poesia? É desse jeito o trabalho? Quando ler poesia aqui é trabalho? _ Kuerine começou a rir. _ Marina! Marina! Vem cá`! Aqui agente não precisa trabalhar, ler é trabalho! Não é uma maravilha? _ Marina que tinha vindo atender o chamado eufórico do Kuerine, colocou a mão na cintura e falou: _ Kuerine seu bobo! Voce não sabe que eu sou professora e que meu trabalho era ler e escrever pros meninos? _ Então? O Demetrio pode ser professor também! _ Não Marina! A questão é que eu vou trabalhar com ele, de ler poesia! Ele que falou que é o nosso trabalho! _ Marina me olhou assustada. _ Oche Demetrio! Mainha falou que que ler ou escreve poesia é vagabundo! Ela falou que o Kuerine era vagabundo, quer dizer que voce também é? _ Meu Deus do Céu! Como eu disse antes, cada vez ficava mais difícil dialogar com os dois. _ Aqui quem escreve poesia é um poeta, e um poeta é um artista! E o Kuerine vai ganhar muito dinheiro, fazendo poesias, por isso não somos vagabundos. _ Quer dizer que quem escreve poesia não é vagabundo aqui? _ Perguntou Marina. _ Claro que não! E Vamos lá Kuerine! O dia esta passando. _ Falei e fui indo em direção do escritorio, Kuerine me acompanhou, e Marina voltou pra cozinha resmungando. Pegamos todas as caixa e fomos abrindo. Para minha surpresa, a caixa estava cheia de baratas, e o Kuerine saiu matando barata pelo tapete a fora. _ Calma Kuerine! Vou buscar veneno! _ Elas voa Demétrio e também esconde! _ E enquanto eu descia correndo pra buscar o veneno, só escutava os ploc das baratas, que o Kuerine pisava. Coloquei veneno nas caixas, e enquanto o cheiro saia, eu ia organizando os papeis lendo o que já estava fora da caixa. Um entre muitos papeis de embrulho encontrei um poema que chamou minha atenção. O VIDA! QUERIDA VIDA! DIFÍCIL DE SER VIVIDA. AMAMOS CADA MOMENTO. POR ELA RECEBIDA, CHORANDO OU SORRINDO. TEMOS QUE VIVER, NÃO TEM OUTRA SAÍDA. Li aquele poema e fiquei parado, tentando entender o que ele quis dizer com aquelas frases, ele deveria estar passando por alguém momento difícil. Continuei organizando aquela papelada, que teria que passar todas a limpo, pois era boas as poesias, mas estavam muito rabiscadas e com papel de todos os tipos, até de caixa de sapato tinha. O que estava escrito no papel da caixa de sapato era interessante também, apesar que eu acho que não tinha um ruim. PRECISO DE VOCE. VEM EM QUANTO HÁ TEMPO, A VIDA PASSA RÁPIDO. TUDO VAI COM O VENTO. PORQUE ESPERAS TANTO? PRA MIM DAR O SEU ACALENTO? Realmente o homem era bom, os poemas tinha uma boa rima. Achei o livro, entre os papeis que ele tirou da caixa, o livro estava dentro de um saco de pano, não encontrei o prefacio, eu acho que ele não fez, mas eu ia deixar o livro pra depois, preferi, deixar ele terminar de tirar todos os papeis das caixas. Era muito gratificante ver um trabalho tão bonito, feito em papeis tão feios e sujos, a força de vontade dele era tanta que todo tipo de papel que ele achava na rua, ele levava pra casa, pra fazer as poesias. Eu estava perdido no meio de tanto papel, e Kuerine era viciado em fazer poesia mesmo, pois enquanto eu estava sentado no tapete lendo o que ele escreveu, ele estava em minha escrivania, escrevendo mais poesias. Nos dois em silêncio, assustamos com Julia batendo na porta: _ Seu Demetrio! Eu trouce um suquinho pra voces. e quero aproveitar e dizer que desde que voces vinharem pro escritorio, a Marina esta no quintal, e o estranho é que ela toda hora entra e pega um monte de biscoito e leva pra fora, pela quantidade que ela já levou, eu acho que ela esta alimentando um batalhão lá fora. _ Julia foi falando enquanto entrava e servia o suco. _ Meu Deus! Minha Marina esta se sentindo sozinha, os passarinhos deve estar fazendo companhia pra ela. _ Kuerine levantou depressa e ia saindo. _ Espera ai Kuerine! Vamos olhar daqui da janela! _ Quando abri a janela lá estava a Marina no quintal arrodeada de pardais. era tantos que não dava pra contar Como podia uma coisa daquela? A coisa mais rara era ver pássaros no quintal, a não ser a tardezinha, ou pela manhã bem sedo. Pedi a Julia que pegasse a minha filmadora, pois eu queria registrar aquele momento inédito em minha casa. Depois que peguei a filmadora que comecei a filmar, notei que eles pareciam que beijava o rosto dela, era algo incrível, e espetacular. Enquanto eu filmava, Kuerine desceu para colocar Marina pra dentro. Quando Kuerine se aproximou, os pássaros voaram, e Marina parece que não gostou, pois, chamava os pássaros de volta. _ Não Marina! Temos que entrar, porque o Demetrio tem que trabalhar comigo, e se voce ficar aqui fora sozinha eu vou ficar preocupado. _ Kuerine tinha uma paciência tremenda para falar com Marina, eu nunca vi algo igual. _ Só mais um pouquinho Kurine! Eu prometo que quando acabar esta bolachas eu entro. _ Kuerine foi se afastando e falando com ela. _ Então tá! Só mais um pouquinho! Sinão o Demetrio vai me despedir do emprego de ler poesia, porque não consigo ficar lá, sabendo que voce esta aqui no quintal, eu lembro que voce quando ficava sozinha com os passarinho, era porque voce estava triste. _ Só que eu não estou triste! Só com um pouco de saudade de mainha, mas estou feliz._ Kuerine entrou e Marina continuou no quintal, e quando ele entrou os pássaros voltaram todos. eu não consegui sair mais da janela, filmava cada momento, porque se eu contasse pra alguém, ninguém ia acreditar, só vendo pra crer. Kuerine entrou no escritorio preocupado, toda hora olhava, pra ver se Marina tinha entrado. _ Kuerine! Desde quando a Marina tem esta anomalia com os pássaros? _ Ele não entendeu o que perguntei. _ Mas o que é isto? _ É se ela faz tempo que vive assim com os pássaros? _ Há sim, desde pequenininha que é assim, todos em Caculé sabe, e admira Marina. _ Mas é qualquer pássaro? _ è qualquer passarinho, tem pena e voa!... Ama Marina. _ De repente Kuerine grita da janela: _ Marina! Entra e vai tomar banho! Aqui na casa de Demetrio tem que ficar lorde, ele não gosta que agente fica sujo! Já estou indo! _ Gritou ela. Quando ela entrou tinha cocó de pardal pra todo lado, os cabelos não tinha onde colocasse um dedo. Parei de filmar e voltei para o chão pra continuar meu trabalho. _ Kuerine! A mãe da Marina já levou ela no medico pra saber porque os pássaros tem esta intimidade com ela? _ Já! E Marina disse que o medico falou que é o suor dela que chama os pássaros, eu não te contei? _ Kuerine falava sentado na escrivania. _ É… Contou, mas não é normal, deve ter algum especialista que desvenda o mistério. Depois vamos ver isso. _ Mas se este tal de especialista tirar os passarinho de Marina, ela morre. _ Ele entendeu errado. _ Não! Ninguem tira o pássaros da Marina, é só para desvendar o mistério. Ou melhor> Curiosidade. Eu quero levar ela na praça da sé, lá tem um monte de pombos, quero ver o que os pombos vão fazer quando ve Marina. _ Ora Demetrio! Vai fazer o que os outros passarinhos faz, vão corre tudo pra cima dela. estes momento só é ruim, porque os passarinhos quanto esta com Marina, não deixa eu ficar perto dela. _ Kuerine parece que sentia ciume dos pássaros. Conversamos com Marina e ela concordou. Marcamos tudo certinho, eu estava curioso para ver o que ia acontecer. Vou aproveitar e leva-los ao zoológico pra ver se Marina tem alguma afinidade com os outros animais Quando chegamos na Praça da Sé, Marina ficou deslumbrada com tantos carros, e enquanto ela admirava o movimento, nada dos pombos aparecer. _ Vixe! É carro demais! Mainha falou que quando agente passa na frente do carro ele mata agente, mas olha o tanto de gente passando na frente e não morre? Eu acho que é porque mainha nunca viu um monte de carro deste, um só deve matar, mas um monte não. _ Não Marina! Eles não pode matar ninguém, vão de vagar para que não aconteça nem um acidente, pois aqui é passagem para pedestre. _ Falei tentando tirar as duvidas dela. De repente Marina sai em disparada, atravessando a pista sem olhar os carros. Fechei os olhos, mas vi que Kuerine saiu correndo atras dela. _ Marina! Marina! Volta aqui!... Cuidado!!! _ Kuerine deu um grito tão frenético que pensei: Matou! Mas para minha surpresa, os carros começaram bater um no outro, era buzina pra todo lado, as freadas eram tremendas, a coisa foi tão seria que um dos carros chegou a encostar nela, e em desespero fechei os olhos e gritei:

OS PARDAIS E TODOS OS PASSAROS, AMA MARINA E MARINA AMA ELES.

OS PARDAIS E TODOS OS PASSAROS, AMA MARINA E MARINA AMA ELES.

OITAVO CAPITULO.

_ Meu Deus!!! Matou! Quando abro os olhos, estava um tumulto danado, Marina agachada em frente um pombo, que estava machucado, e umas crianças jogando tudo que tinha na frente, em cima dela. _ Seus filhos da puta! Seus miseráveis!... Seu isso seu aquilo… Os garotos quando viu que marina estava muito nervosa, saíram correndo, mas por infelicidade um ficou, acho que pra ver o que marina ia fazer com o pombo machucado que as criança machucara. Marina espumava de ódio, e quando olhou pra trás que viu um dos garotos ali, levantou, fechou a mão e deu um murro no garoto. _ Primeiro isto é pra voce sentir a dor que ele esta sentindo! _ Marina deu um baita murro no garoto, e disse: _ Isto é pra voce mostrar para seus amigos que se eles não tivesse fugido, ia sentir o peso da minha mão! Agora someeee daquiii! _ Marina esta louca de raiva, e Kuerine ali do lado dela sem falar nada, com a mão na cabeça. Os motoristas continuava buzinando, o engarrafamento já dava bem um km, e Marina continuava agachada no meio da pista, com o pombo. Depois que ela virou o pombo, pra lá e pra cá, levantou e olhou para um lado e outro, com o pombo quase desfalecido na mão, ficou assustada com tanta gente olhando para ela com ódio. Os motoristas dos carros só faltava chamar ela de santa, porque xingaram todos os nomes horrendos. Kuerine ficava tentando proteger a Marina arrodeando ela, temendo o que poderia acontecer com aquele tanto de homem perto dela xingando, Kuerine olhou pra mim, com um olhar de muito medo, e gritou; _ Demetrio! Socorro! Vão matar Marina! _ Foi ai que vi o perigo que eles estavam correndo. Kuerine e Marina estava fazendo menção de fugir correndo, mas eu gritei: _ Fiquem ai! Eu vou busca-los! _ Quando atravessei a pista para pega-los, dois dos homens já estava discutindo com Kuerine, pois queria bater em Marina e ele ficou na frente furioso. _ Calma rapaz! _ Gritei com um dos motorista. _ Olha o prejuízo que esta louca, me deu por causa de um pombo!? Quem vai pagar? _ A situação estava critica. Ainda bem que a policia não foi chamada. _ Eu pago tudo! Deixa ela e ele atravessar! Vou lhe dar meu cartão e tanto voce, como qualquer um dos carros que tiver batido, pode me ligar que eu pago! _ Tres motoristas se aproximaram de mim, pegou meu cartão e saiu xingando. Enquanto isto Kuerine e Marina já estava do outro lado da rua, no passeio agachados, tremendo de medo, mas preocupados com o pombo que sangrava. Quando cheguei perto deles, Marina passava a mão em circulo, a cima do ferimento do pombo, como se tivesse passando alguma energia para ele. _ Voce vai ficar bom! _ Dizia ela chorando. De repente, Marina coloca o pombo a cima da cabeça dela e grita: _ Voa Pra mim vê se voce ficou bom! _ O pombo deu um vou e voltou e sentou na cabeça dela. todos que estava ali, pra esperar o resultado, bateram palma. Quando olho pra cima lá vem um bando de pombos em direção a Marina, o pessoal que estava olhando o acontecido ficaram assustados e distanciaram dela, acho que pensaram que os pombos iam atacar Marina. Quando os pombos cercaram Marina, era pombo em todas a parte do corpo dela, que não tinha como eles se acomodarem, todos ficaram abismados, e eu admirado também, só escutava o tititi das pessoas. _ Calma meninos! Vou sentar no chão pra falar com voces! Sei que devem maltratar muito voces por aqui, pois vi que o povo daqui não tem coração, se eu não corresse, pra pegar o seu irmãozinho que o carro batei nele, os outros carros iam passar por cima dele, sem nem um remorco. _ Marina conversava com os pombos, como se fosse gente. Eu acho que aquela multidão que estava alí pensava que Marina era louca. Mas para nossa surpresa, a policia não demorou a chegar, por ver aquela multidão na praça, ainda bem que não foi na hora do engarrafamento. Marina quando viu o carro da policia, levantou em um salto, e gritou: _ Voam! A policia vai matar voces!!! _ Os pombos voaram e Marina olhou para os policiai assustadas e disse: _ Eu só tava dando carinho pra eles! Eu não vou roubar nem um, seu policial! _ Os policiais olharam pra ela achando graça. _ Calma moça! Eles são todos seus se voce quiser. _ Marina olhou pra eles sem falar nada, parecia assustada com a resposta. e os pombos permaneceram perto dela. _ Há!.. Agora entendi porque os pobres coitados vivem sofrendo?! É que eles não tem dono. Vamos levar eles Demetrio? Seu terreiro é grande e tem muitas arvores! _ Marina chamava quintal de terreiro, é assim que chama na Bahia. _ Não Marina! Estes pombos são da praça. e nos não podemos levar tantos pombos assim, teríamos que fazer um pombal do tamanho do mundo! É impossível! _ Então tá! Mas voce me trás aqui outras vezes? _ Marina estava muito emotiva, acho que nunca viu tantos pombos na rua. _ Claro! Quantas vezes voce quiser. Mas agora vamos embora, já tivemos surpresas demais por hoje. Enquanto nos caminhávamos em direção ao carro, os pombos acompanhavam Marina, era como se tivesse fazendo festa, os grus grus deles, eram tantos que pareciam uma sinfonia. aquele evento chamava a atenção de todos que passava, e me dava uma sensação de prazer muito grande, pois aquilo era diferente de tudo que eu já havia vivido. _ Como pode isso Marina? _ Não sei! Só sei que gosto deles e eles gostam de mim. _ Marina falava com uma simplicidade tão grande, como se aquilo fosse normal. Resolvi aproveitar que estava passando perto da casa de um grande amigo meu, e resolvi dá uma paradinha por lá para apresentar Kuerine e Marina pra ele, e contar as proezas de Kuerine como poeta e escritor e Marina como dominadora dos pássaros. Quando cheguei na casa do meu amigo, senti que algo ia acontecer, pois logo na entrada ele tem vários viveiros de pássaros, e Marina com certeza não ia gostar de ver os pássaros preso. Quando toquei a campainha, que meu amigo Sergio, veio abrir o portão, sem graça apresentei Kuerine e Marina pra ele, mas Marina não olhava para o Sergio quando ele estendeu a mão para cumprimenta-la, olhava para dentro do quintal dele, que de cara estava os pássaros. _ Não gostei daqui Demetrio! Vamos embora? _ Disse Marina sem cumprimentar o Sergio e com uma cara fechada como se quisesse devorar alguém. _ Calma Marina!_ Disse Kuerine. _ Como calma Kuerine! Este homem é mau! _ Sergio olhou pra Marina assustado sem entender o porque que ela nem o conhecia e já o achava mal. Sergio olhou pra mim, como se quisesse perguntar: _ Esta é moça é doida? _ Antes que as coisas ficasse fora de controle porque eu já conhecia Marina muito bem, eu falei: _ Desculpa Sergio! É que esta mocinha odeia ver pássaros preso. _ Mas eu cuido deles com muito carinho! Não se preocupe. _ Disse Sergio olhando para Marina. _ É mesmo moço? Quer dizer que o senhor cuida destes pobres coitados com muito carinho? Eu poderia dizer que o senhor os cuidaria com carinho se o senhor, ficasse preso ai com eles, mas como isto não acontece! Então o senhor esta violando a lei da natureza, se pássaros fosse para ser presos… Eles não tinham asas para voar. _ Marina falou olhando na cara do Sérgio, e depois que terminou de falar, se afastou de cabeça baixa, sem se aproximar dos pássaros, os quais, como já era de costume, faltava sair do viveiro de tanto que se debatia tentando se aproximar de Marina. _ Mas o que é isso Demetrio? Meus pássaros estão agitados como eu nunca vi! _ Fui obrigada explicar ali mesmo o paranormalismo de Marina. _ É o seguinte Sérgio! A Marina solta uma enigma no suor que atrai os pássaros, e eles deve estar querendo se aproximar dela, mas como ela não admite pássaros preso, ela não vai até o viveiro. Tenho certeza disto. _ Com o que eu disse, Sérgio entendeu porque Marina deu aquele sermão nele, e nos convidou para entrar. Meu objetivo de ir até a casa do Sergio, era para ele me ajudar a ajudar o Kuerine, pois ele era proprietária de uma editora. Entramos e fomos pra sala de visita. Senti que Kuerine nem Marina estava a vontade. Contei tudo a respeito das poesias e do livro que Kuerine escreveu e o Sérgio se mostrou muito interessado em publicar. Mas no conversa vai, conversa vem, não notei que Marina havia saído da sala. _ Onde esta Marina, Kuerine? _ Kuerine olhou para um lado e outro e de imediato partiu para a porta da saída, acho que previu o que Marina podia estar fazendo. De repente eu ouço um berro do Kuerine, e corri para ver o que havia acontecido. _ Meu Deus! _ Coloquei a mão na cabeça sem saber o que fazer. _Voce soltou os pássaros?... Voce é louca Marina!!! _ Falei brabo pela primeiro vez com ela. _ É… Soltei!? Eles me chamavam em pensamento, não aguentei a pressão de tantos pássaros desesperados ao mesmo tempo, em Caculé não existe ninguém que faz isso, sei que é errado o que este moço esta fazendo, pois Deus deixou os pássaros foi na floresta e mesmo que fique na cidade, é nas árvores, pássaros não é ornamento! _ Marina falava como se fosse normal o que fez, não analisou nem um segundo a gravidade do problema, minha cabeça estava tão confusa que eu só pensava o que eu ia fazer para reunir tantos pássaros e colocar de volta no viveiro, e quando olhei pro Sérgio ele estava hipnotizado olhando os pássaros dele, em cima da Marina fazendo uma grande festa, os pássaros cantava de tal maneira que parecia que era um amanhecer ou um entardecer de verão, realmente era algo inexplicável.

OS POMBOS FAZEM PARTE, DAS PAIXÕES DE MARINA.

OS POMBOS FAZEM PARTE, DAS PAIXÕES DE MARINA.

NONO CAPITULO.

_ Como pode? Eu não estou acreditando no que estou vendo! _ Fiquei sem ação, pois não entendi se ele estava admirando os pássaros em cima da Marina, ou se era porque Marina os havia soltado. _ Calma Sergio! Eu vou dar um jeito! _ Falei caminhando em direção a Marina para pedir que ela colocasse os pássaros de volta no viveiro. _ Não rapaz! Eu nunca vi algo assim! Mas o que é isto que esta acontecendo? Meus pássaros estão todos em cima da moça? Ou eu estou louco e vendo coisa? _ Eu não te falei que ela é paranormal? Então?! Ela domina qualquer bicho de pena que voa. _ Meu Deus! É espetacular! _ Sérgio ficou tão deslumbrado com o que via que esqueceu que era os pássaros dele que estava ali pronto para ir embora, pois tenho certeza que Marina não ia coloca-los de volta no viveiro. _ Vamos Marina! Coloca os pássaros de volta no viveiro! _ Gritei autoritário para ver se ela obedecia. _ Nunca que vou fazer isto! Voce não esta vendo a felicidade deles? Não esta escutando a sinfonia que eles estão fazendo com seu canto? Esta sinfonia quer dizer obrigada! Esta é a maneira deles agradecer e agradar os seres humanos que tem consciência que eles estão no mundo para cantar livremente, suas asas precisam bater, do contrario atrofia, é igual os seres humanos que não anda, com certeza vão precisar de uma cadeira de rodas, e os passarinhos vão ficar igual galinha que tem asas e não voam, mas em compensação também não cantam. _ Marina usava todos os argumentos possível para convencer que os pássaros não pode ficar preso. _ Não se preocupe Sergio! Eu vou comprar outros pra voce, basta que voce me diga quantos eram! _ Falei tentando normalizar a situação, mas não esperava que Marina ia ficar mais brava ainda. _ Pagar o que Demetrio? Os passarinhos não são dele! Os passarinhos não tem dono aqui na terra, eles não são mercadoria, este moço tem que entender que esta errado. _ Marina estava irredutível. _ Não Demetrio, não se preocupa, ela me deu uma lição de vida. _ disse Sergio, e quando olhei para o Kuerine ele estava caladinho com os olhos cheio de lágrima, fui até ele, e quando cheguei perto ele desabou a chorar. _ Por favor Demetrio! Não deixa o moço judiar de Marina! Voce sabia que ela era assim! Porque trouce nois pra cá? _ Kuerine estava pra dar um troço, de tão desesperado. Sergio vendo o desespero do Kuerine veio para perto dele também e o abraçou. _ Calma rapaz! Esta tudo bem! Eu não vou fazer nada com voces, ao contrario, aprendi com estes minutos algo que nunca pensei que aprenderia. Pode se acalmar, eu vou deixar ela fazer o que quiser com os pássaros, mesmo que ela devolva pro viveiro eu vou solta-los, pois eu nunca vi eles cantarem deste jeito. _ Que alivio que senti e o Kuerine também. _ Obrigado moço! Minha Marina é assim mesmo! Ela não pode ver passarinho em gaiola que ela solta. _ Kuerine falou aliviado. Enquanto isso, Marina conversava com os pássaros e os pássaros não saiam de perto dela, parecia que eles a beijava, fazia carinho, sei lá! Era algo inesquecível. Quando o Sergio se aproximou de Marina vi que ela deu uma ordem para os pássaros, que todos voaram ao mesmo tempo, tomando um rumo que tenho certeza que nunca mais voltaria. _ Vão! Meninos! Um dia agente se vê! _ Marina era muito decidida, e não tinha medo de nada, primeiro na praça, e agora no Sergio. Ainda bem que tenho conseguido contornar a situação. _ Calma moça! Eu estou de acordo com voce, prometo que nunca mais vou prender pássaros, e prometo também que ainda hoje vou desmanchar estes viveiro. Voce é uma pessoa que não parece da terra, estou muito agradecido por ter te conhecido. _ Nisto o Kuerine foi se aproximando do Sergio, parecia que estava pensando que ele estava cantando Marina, que olhava pra ele sem falar nada. _ Moço! Marina é minha noiva! O senhor não fica muito perto dela não! _ Ai meu Deus! Kuerine vai brigar com o Sergio, pensei e fui ao encontro dele. _ Calma! Eu só tó agradecendo ela pela lição de vida que me deu. _ Kuerine que parecia aborrecido logo respondeu. _ Tá bem! Mas Marina não leciona mais, eu não vou deixar ela da lição pra ninguém aqui em São Paulo. _ Kuerine entendeu mal o que o Sergio falou, mas o Sergio não questionou. _ Tudo bem! desculpa tá bom? _ Sergio foi se afastando, entendeu o recado do Kuerine. _ Este seu povo é meio complicado, Demetrio! Mas gostei deles. _ Disse Sergio, chamando agente de volta pra dentro. _ Espera ai Demetrio! Eu preciso falar com este moço o porque fiz isso! _ Marina se aproximou do Sergio que estava quase entrando dentro de casa e disse: _ Sabe moço! Os passarinhos são os seres vivo mais inofensivos da face da terra, e quando ele estão presos eles não cantam eles lamentam, a tristeza que me dá é que enquanto eu estou soltando etes aqui, deve ter milhões por esta cidade preso, eu acho que meu sofrimento aqui vai ser tremendo, pois voce de São Paulo usam passarinho para enfeitar a casa de voces, isto é absurdo, eu nunca vi falar que prendesse passarinho para enfeitar jardim de rico, me desculpa moço, mas meu sofrimento quando vejo passarinho preso é maior que arrancar um membro do meu corpo, e se o senhor pudesse entender o linguajá dos passarinhos, nunca mais o senhor prendia um. _ Sergio deixou Marina falando sozinha e foi pro outro lado da casa e veio com uma gaiola com um pássaro preto. _ Toma! Voce me convenceu de tal maneira que tenho este pássaro há muito tempo, e adoro ouvir ele cantar, mas com seu sermão, não quero mais ve-lo preso. - _ Sergio falava enquanto entregava a gaiola pra Marina. _ Obrigada moço! Deus vai recompensa-lo por isso. _ Marina abriu a gaiola, mas os pássaro preto não voou como os outros pássaros fazem, que dá um voou e depois que senta em alguma parte do corpo dela, o pássaro preto só deu um salto da gaiola para o ombro dela e lá permaneceu quetinho. _ Porque este agiu diferente, Marina? _ Solidão, Demetrio! Passarinho só anda em bando, voce não vê um passarinho sozinho, voce só vê um monte de passarinhos juntos. Ele são unidos, adoram voar juntos, quando voce vê um bando de passarinho juntos e cantando, estão fazendo festa tentando agradar os seres humanos os quais nem se quer observam sua beleza quando estão voando. _ Mas este pássaro preta é cantador. _ Disse Sérgio. _ Negativo! Ele não cantava enquanto estava preso, ele lamentava tentando que seu lamento chegasse até seu bando, tenha certeza disto. _ Marina continuava com o pássaro preto no ombro e o Sergio tentando fazer com que agente entrasse. _ Marina manda o pássaro embora pra gente entrar! _ _ Posso não Demetrio! Ele esta sozinho! Não vai conseguir se enturmar com outras especies de passarinho, temos que encontrar a família dele, de repente ele não é desta região, vamos levar e deixar nas arvores da sua casa até que ele consiga encontrar seu bando, se ele não encontrar agente ajuda andando por ai, assim como tinha aqui, deve ter outros por ai. _ Foi ai que Kuerine manifestou. _ Tá doida Marina! Se voce pegar passarinho do povo daqui eles mata agente! Seu Sergio foi camarada, mas outro pode não ser! _ Marina arregalou o olho assustada e virou pro Kuerine. _ Não tó doida não! Fico doida é quando vejo os passarinhos em gaiolas. _ Kuerine estava assustado com o comportamento de Marina. _ Vamos ter problemas Demetrio! _ Disse ele. _ Não se preocupe Kuerine! Uma coisa de cada vez, enquanto não acontecer, estamos tranquilos. _ Falei rindo e os levando pra dentro mesmo com o pássaro preto no ombro de Marina. _ A final de contas, voce não me contou o que devo a sua visita. _ Disse Sergio. _ Vai ficar pra outra vez Sergio! Por hoje acho que já passou dos limites. _ Nada disto! Em que posso ajudar voce? sei que quer alguma coisa. _ Sergio me conhecia a muito tempo e sabia quando eu queria algo. _ É verdade! Eu vi falar com voce a respeito de uma poesias e o livro que Kuerine escreveu, queria que voce me ajudasse publicar. _ Sergio era meu amigo irmão, e estava sempre a minha disposição quando eu precisava. _ Pode contar comigo., Depois voce fala quando quer que agente começa o trabalho. _ Eu vou ler tudo primeiro, depois trago pra voce olhar. combinado? _ Falei me despedindo do Sergio, e ele foi nos levar no portão. _ Meu Deus do céu!!! Que tanto de pombo é este em frente a minha casa? _ Sergio ficou louco ao ver a quantidade de pombo que estava ali em cima do meu carro, nos postes, em todo lugar tinha pombo. _ Ai meu Deus! Olha os passarinho não foi embora não Demetrio! Estão esperando por Marina! Olha lá! Estão todos lá na frente, acho que os pombos não deixou eles ficar aqui. _ Pra quer tanto susto Kuerine? Voce sabe que eles vão pra casa do Demetrio, lá eles se ajeitam. _ Meu Deus! Os pássaros de São Paulo iam todos para minha casa, pelo visto. Sergio estava tão deslumbrado com tudo aquilo que ficou sem ação, mas comentou: _ É melhor voce ir pra fazenda, Demetrio, sua casa não vai caber o que tem por vir. _ Sergio falou sorrindo, mas feliz por saber que eu estava me divertindo e muito feliz com meus dois fenômenos. O Carro estava tão cheio de cocó de pombo que não dava pra sair sem lavar o para-brisa, peguei a mangueira da casa do Sergio e lavai, brincando com ele. _ Se cocó de pássaros fosse dinheiro nem um banco do mundo caberia minha fortuna daqui uns dias. _ Sergio riu e comentou. _ È Demetrio! Voce vai ficar bilionário é com estes diamantes que voce trouce da Bahia. _ Sergio também achou que Kuerine e Marina eram uma fantásticos. Partimos de volta pra casa, com um monte de pombos, um pássaro preto domesticado, e um bando de pássaros, que eu não tinha ideia de como eles iam se virar em meu pomar, que não era tão grande assim para abriga-los.

OS PÁSSAROS QUE MARINA SOLTOU DO VIVEIRO.

OS PÁSSAROS QUE MARINA SOLTOU DO VIVEIRO.

DECIMO CAPITULO.

_ Marina, dá um jeito! A gente não pode levar este bando de passarinho pra casa do Demetrio, ele pode ficar zangado e brigar. _ Senti que o Kuerine estava incomodado com medo do que eu ia fazer naquela situação. _ Não se preocupe Kuerine! Eu vou leva-los para a floresta assim que o Demetrio me falar onde tem uma. _ Gente! _Deixa as coisas acontecerem! Os pássaros vão se acomodar, pode ter certeza, se eles acharem que deve, ele vão procurar a floresta mais próxima, afinal de contas agora ele estão livres. _ Senti que depois que falei, o Kuerine se acomodou no banco e disse: _ Se é assim! Sim. _ Claro que a situação estava meio complicada, pois meus empregados iam chiar por saber que o serviço ia aumentar, porque os pássaros, junto com os pombos ia fazer uma bagunça danada no quintal. Mas eu não queria pensar no que ainda ia acontecer, sempre fui de deixar as coisas para pensar na hora que estivesse acontecendo, nunca fui de me preocupar com o depois. Durante o percurso para chegar em casa, os pássaros iam fazendo malabarismo, mostrando que estava feliz, era algo encantador, e o barulho que ele faziam, chamava a atenção de todos que passavam por mim, tinha alguns que paravam querendo entender o que estava acontecendo. Marina se sentia realizada, e de vez em quando suspirava, e Kuerine estava todo posudo sentado no banco do carona. Quando chegamos em casa, chamamos a atenção de toda vizinhança, o barulho que os pássaros faziam era ensurdecedor mas prazeroso. Quando entramos eles entraram primeiro e foram se acomodando onde dava. Julia veio ao nosso encontro e disse: _ Voces trouxeram todos os pássaros de São Paulo pra casa? Eu nunca vi algo igual, não demora São Paulo em peso vai estar aqui pra ver esta maravilha. _ Julia também estava encantada com aquele fenômeno. _ Nos pensamos que voce ia ficar zangada, ao ver a família crescendo bruscamente e dando mais trabalho pra voce. _ Falei sorrindo. _ Nada! Eu adoro pássaros, só nunca imaginei ver tantos perto de mim. _ Marina ficou feliz por Julia não achar ruim, e o Kuerine estava mais feliz ainda, pois a maior alegria dele era ver Marina realizada. Marina conversou com os pássaros, não deu pra ouvir o que ela falou, só sei que todos os pássaros que estava em cima do muro, procuraram abrigo nas arvores. Entramos e fomos procurar algo para comer, pois o dia tinha sido intenso e já era quase três hora da tarde. O almoço já estava gelado, Julia começou a esquentar, enquanto tomávamos banho. E enquanto ela esquentava, Kuerina que foi o primeiro a descer, ficou apreciando a salada com fruta, que ele conheceu aqui em casa, e adorou, se fosse fazer a vontade dele, a Julia fazia este prato todos os dias. As coisa tinha mudado tanto de percurso, que eu não os levei no zoológico, nem comprei roupa para Marina, mas ela era tão humilde que não estava nem ai com o que ia vestir. Não demorou estávamos na mesa para almoçar. Marina e Kuerine, continuavam recusando tomar banho no banheiro do quarto deles, Não acreditava que não ia mais acontecer o que aconteceu, mas para mim estava tudo bem, o importante era que eles estavam sentindo bem a vontade em minha casa, e isto era tudo que eu queria. Depois do almoço, liguei a televisão para eles assistirem, só que eles conversavam mais do que assistiam alguma coisa, pois tudo era novidade pra eles. Eles estava assistindo desenho, mas infelizmente a luz acabou eu tive uma surpresa. _ Demétrio! Demetrio! Corre! Tras a vela para colocar atras televisão! Pois a luz acabou! E agente estava vendo! _ Eu e a Julia, caímos na gargalhada, eles ficaram brabos, _ Porque voce não trás a vela? Vai acabar o desenho? _ Gritou Marina. _ Não trago a vela, porque não vai adiantar nada! A televisão não liga com vela! _ Mas eles não se convenceram com o que eu falei. _ Como não liga? _ Disse Kuerine. _ Porque é só na eletricidade, tem que esperar voltar. _ Ainda sem entender muito bem, eles ficaram sentados no sofá, desconformados. Não nego que fiquei com pena dele, mas para mudar o clima chamei o Kuerine para ir para o escritorio e Marina para ficar com a Julia. Ele não gostaram muito da ideia, mas se prontificaram. A coisa que eu estava mais curioso era pra ler o livro, Kuerine era só entrar no escritorio e já ia direto para a escrivania fazer mais poemas. _ Como é mesmo o nome do livro que voce escreveu Kuerine? _ " O FANTÁSTICO MUNDO DE MARINA. _ Disse ele todo orgulhoso. _ Voce vai ler ele agora? _ Vou pois estou curioso pra conhecer a historia de voces. _ Me acomodei e comecei a ler o livro o qual era bem grande. O FANTÁSTICO MUNDO DE MARINA ( Obs: Começo do livro escrito por Kuerine) Lá vai uns bem-te-vi, tenho certeza que vão sentar naquela janela com cortina vermelha com azul. Janela que os passarinhos adoram e eu também, só não sei se curio os passarinhos ou a donzela que abre a janela para dar carinho a eles. Aqui sentado neste batente da porta, posso observar bem o que se passa por lá, aproveito cada horinha vaga, esperando ela chegar até a janela, a coisa que eu adoro é quando ela chega. Estou apaixonado pela quela boneca e gostaria de ser um dos passarinhos, para que ela me tocasse como toca eles. Não sei qual o mistério, mas os passarinhos vão até aquela janela varias vezes por dia e aquela menina os alimenta com alguma coisa, pois vejo que eles pega alguma coisa na mão dela. Ela deve ter entre 9 a 10 anos, mas eu estou apaixonado, não consigo levar o dia sem vê-la nem que seja por uns minutinhos. Eu tenho consciência que que somos criança para namorar, pois eu só tenho 16 anos, mas meu coração não quer nem saber, bate muito forte quando vejo ela.

ENQUANTO O ALMOÇO ESTAVA SENDO ESQUENTADO, KUERINE NAMORAVA A SALADA QUE ELE ADORAVA.

DECIMO PRIMEIRO CAPITULO. (Demetrio continua lendo o livro que Kuerine escreveu.)

Ela é tão especial que não sei o que faria se visse um menino perto dela, estou muito gamado, mas sei que ela nem me nota, pois com minha pobreza, não tenho nem roupa bonita pra vestir, e ela só anda lorde. Não sou de ir a missa, mas vou só pra ver aqueles olhinhos preto igual carvão, olhando o padre falar. Sei que o nome dela é Marina, pois vejo a mãe dela gritando de vez em quando na porta da casa dela, quando ela sai para pular corda com as amigas. Marina!... Como é lindo este nome e ela parece uma boneca. Os dias passavam e nada de Marina me notar, mas eu continuava apaixonado por ela, fazia questão de passar perto da janela dela quando os passarinho estava lá, pra vê se ela falava alguma coisa, mas parece que ela não estava nem um pouco interessada em saber pelo ao menos quem era eu. Devido eu ser muito pobre, sempre estava na rua a procura de algo pra fazer e ganhar o meu alimento, mas como meu coração não estava nem ai pra mim, além das dificuldades eu ainda estava apaixonado por alguém que nunca ia me enxergar. Passaram-se dois anos, eu já com meus 18 anos e Marina com 12, ela continuava raquítica, não tinha nem o corpo de moça ainda, mas eu continuava apaixonado por ela. Quando Marina ia pra escola eu ficava de longe vendo ela passar, e só em sentir aquele perfume de alfazema no ar já me causava felicidade, marina usava alfazema e apesar de ainda ser criança já usava desodorante avanço, como era cheirosa, enquanto eu? Não tinha nem um cheirinho que pudesse chamar a atenção dela. Um dia quando passava em frente o grupo escolar, onde Marina estudava, escutei uns gritos, e mencionava o nome de Marina. _ Vamos Marina! Mete a porrada! É isto ai! Bate mesmo! _ Um monte de meninos gritavam. Parei e fui entrando naquela roda de meninos e meninas freneticamente incentivando Marina bater em alguém. _ Parem! Parem agora! _ A molecada se assustaram e Marina chorando veio falar comigo. _ Estes moleques estão com badoque e disse que vai matar passarinho, eu queria tomar o badoque deles, e eles me agrediram. _ Como aquilo me deixou feliz, apesar que não era momento de felicidade, pois Marina estava sofrendo, mas não posso negar que estava muito feliz, aquela era a oportunidade de fazer Marina me notar. Mais do que depressa, me virei pros moleques para tomar o badoque. _ Me dá estes badoques agora! _ Gritei. _ Olha ai!? Kuerine querendo da um de homem! Não vamos dar não! Nos vamos buscar passarinho pro almoço! _ Então voces querem é carne? Faço uma troca, voce me dão o badoque e eu dou alguns cruzeiros para voces comprarem carne! Aceita? _ Claro! Na hora! _ Como eu tinha feito uns bicos, estava com alguns cruzeiros no bolço, claro que era pra mim comprar comida, mas não podia perder aquela oportunidade de mostrar pra Marina que eu existia. Peguei meus únicos trocado que tinha na gibreira, e dei pra eles. _ Me dá aqui o badoque e eu dou o dinheiro pra voces. _ Quando os meninos me deram o badoque eu entreguei para Marina, ela ficou tão feliz que os olhos dela brilhavam, olhando para mim parecendo uma Deusa. _ Obrigada! Como é seu nome mesmo? _ Kuerine! Meu nome é Kuerine. _ Marina não deixou eu pegar na mão dela, mas minha mão encostou na dela quando entreguei o badoque e isto era para mim muito importante. Os moleques saíram feliz da vida enquanto Marina colocava os badoque pasta de colocar caderno. _ Tchau Kuerine! Agente se vê por ia. Obrigada! _ Marina foi embora e eu fiquei olhando até ela virar a esquina. Cada dia que passava eu estava mais apaixonado, chegava em casa antes do por do sol, pra ver marina e os passarinhos na janela. Como Marina parecia ter ficado minha amiga, eu aproveitei uma daquelas tarde para passar perto da janela dela quando ela estava conversando com os passarinho. _ Oi Marina! Deusa dos passarinhos! _ Marina deu um oi, sem muito entusiasmo, mas não fiquei triste, pois só em ela ter respondido, já era o bastante pra mim. ( Demetrio, parou de ler o livro do Kuerine) _ Caramba! Só em ler este começo, já me deixou curioso pra saber o que ia acontecer depois. _ Seu livro é muito bom! vou ler todo para depois dividir em capitulos e corrigir os erros de português. _ Falei direcionando para o Kuerine. _ Voce vai gostar Demetrio, pois minha paixão por Marina é tanto que me inspira. A noite estava chegando, e os pássaros já estava fazendo suas sinfonia. O cantar deles era tão maravilhoso que não dava para deixar de apreciar. Marina com certeza estava lá com eles, Pois eu observava da janela do escritorio eles voando pra lá e pra cá, em uma alegria sem igual. Enquanto eu lia o livro, Kuerine devia ter feito uma 10 poesias, e ao visto eram todas para Marina, porque era cada uma mais apaixonada que a outra. Chamei o Kuerine para descer, pois já estava na hora de tomar banho para jantar.

IGREJA DE CACULÉ - BAHIA, ONDE A MARINA FREQUENTAVA AOS DOMINGOS.

IGREJA DE CACULÉ - BAHIA, ONDE A MARINA FREQUENTAVA AOS DOMINGOS.

DECIMO SEGUNDO CAPITULO.

Kuerine se concentrava tanto nas poesias, que era eu chamando, e ele continuava respondendo que já ia, mas continuava escrevendo. _ Sabe Demétrio! Eu nunca tive este tanto de papel a minha disposição, a vontade que dá é só de escrever milhões de poesias, a coisa que eu mais quis na vida, foi ter dinheiro para comprar um caderno bem grandão para mim escrever um montão de poesias para Marina. Dona Dolores de vez em quando me dava caderno, mas ela só dava para Norma me ensinar, como se fosse minha professora, porque eu não estudava no grupo porque os meninos implicava comigo, porque eu não tinha roupa bonita, nem dinheiro pra comprar a farda da escola, com isto eu desgostei e nunca mais que ir estudar. Quando do Dolores saia de perto de mim, eu arrancava algumas folhas do caderno pra levar pra casa, mas não sei como, toda vez ela notava e brigava comigo, um dia ela falou que não ia comprar mais caderno pra mim, e nunca mais ela comprou, como eu nem a Norma tinha dinheiro, eu tive que parar de estudar, mas graças a Deus que aprendi ler e escrever, mal mas consegui. _ Voce quer voltar pra escola? Se voce quiser eu matriculo voce e lhe dou tudo que voce precisar, caderno lápis…Tudo. _ Kuerine olhou pra mim com um ar de satisfação, mas depois fechou a cara. _ Tá doido Demetrio? Eu tenho 25 anos,! Como que vou pra escola se tenho que começar do ABC? Os meninos pequenos vão casuar de mim! _ Não Kuerine, a noite um monte de adulto estuda, voce pode estudar a noite. _ Notei que ele ficou entusiasmado. _ Então tudo bem, Se voce quiser eu estudo a noite já que só tem adulto. _ Então tá, vou ver o que faço, mas agora nos vamos tomar banho pra jantar, vamos descer porque já esta escurecendo. Eu e o Kuerine descemos e Marina já tinha tomado o banho dela e estava na sala vendo televisão, o engraçado é que Kuerine e Marina se amavam tanto, mas eu nunca vi os dois se beijando. Kuerine perguntou para Julia onde Marina estava, deu uma olhadinha pra ela e piscou o olho e foi tomar o banho dele. O engraçado era que Marina usava alfazema quando criança e continuava usando depois de moça, pois quando ela terminava de tomar banho o cheiro de alfazema recendia a casa inteira. Quando terminamos de tomar banho, o jantar já estava na mesa, e pude notar o silencio no quintal, os pássaros já estava dormindo e com certeza ia acordar todos nos, na hora que começasse clarear o dia. Enquanto eu estava perdido em meus pensamentos, Kuerine e Marina já me esperava na mesa. _ Demetrio! Voce deixa eu fazer chimango? Eu e o Kuerine adora, e tenho certeza que voce, a Julia e os outros empregados da casa vão adorar, é muito gostoso. Eu sei fazer chimango e xiringa, é muito bom. _ Enquanto Marina falava o Kuerine entrou no meio. _ E bolo de puba Marina? Eu adoro! Voce faz tambem? _ Primeiro o Demetrio tem que deixar, ai eu faço até beiju! Voce deixa Demetrio? Claro Marina! A casa é sua! Voce faz o que quiser. _ Marina e Kuerine parece que se sentiu maravilhados com minha resposta. _ Mas voce tem que comprar as coisas pra fazer. _ Disse Marina. _É só falar o que precisa, se aqui em casa não tiver, agente compra. _ Marina olha pra trás onde estava a Julia e perguntou: _ Ai tem polvilho, farinha de puba, ovos, leite e fermento, Julia? É só do que preciso. _ Julia achou graça e respondei. _ So não tem esta farinha de puba que voce fala, mas pode comprar amanhã. _ Julia achou graça do nome dos bolos. _ Então pronto! A hora que voce quiser fazer, pode fazer. _ Senti que marina estava feliz, apesar da saudade da mãe dela. Terminamos de jantar e eu fui pro escritorio e Kuerine e Marina foram ver televisão, nesta época estava passando a novela Redenção com Francisco Cuoco, Tarcisio Meira e Gloria meneses., Tarcisio Meira e Gloria Meneses, se não me engano. Sei que era a novela do ano, todos assistiam e era preto e branco a imagem. Kuerine e Marina estava assistindo, só que era um barulho dos dois, querendo que os personagens escutasse eles, quando eles achavam errado aluma coisa que eles faziam, Julia que seguia a Novela, não quis ficar na sala, pois segundo ela Marina e Kuerine falava o tempo todo e não dava pra ela entender nada. _ Amanhã eu compro outra televisão e coloco em seu quarto Julia, mas tenha paciência com eles. _ Falei tentando acalmar a Julia que não estava nada satisfeita. _ Precisa não seu Demetrio, tá tudo bem. _ Julia falou indo pro quarto dela. Julia era muito especial e com certeza eu ia comprar uma televisão pra ela. Fui na sala e avisei que eu ia pro escritorio, pois eu não conseguia dormir sedo nem gostava de ver televisão a não ser os jornais, mas como Marina gostava de desenho animado, eu só via jornais pelo radio. Fiquei muito surpreso quando falei que ia pro escritorio, e Kuerine levantou zangado. _ A não Demetrio! Voce vai deixar nois aqui sozinhos? Isto não tá certo! A Marina é uma donzela! Não fica bem agente sozinhos na sala! _ Meu Deus! Fiquei sem ação, como que eu ia fazer com os dois no escritorio conversando e eu querendo ler? _ Gente!... Voces são adultos! Não vão fazer o que não deve! _ Marina levantou e disse: _ O cão atenta Demetrio! Não tá certo agente ficar sozinhos na sala. Ou eu ou ele vai ter que ir com voce, pois agente só pode ficar sozinhos quando agente casar, não que eu vou deixar o Kuerine me desonrar, nem que ele faça isso, mas também posso ficar falada. _ Caramba! As coisas era mais complicada que eu imaginava. _ Então, tudo bem, vamos ficar juntos, só que eu vou ficar ali na salinha ouvindo musica e voce ficam aqui vendo TV. combinado? _ Tá Demetrio! Não fica zangado, é que nois quer que voce tenha orgulho da gente, vamos fazer tudo certo e na hora certa, tá bom? _ Kuerine falou satisfeito. Fui pra salinha ouvir Cascatinha e Inhana cantando, era as minha musicas preferidas. Quando terminou a novela, fui ficar com eles pra ver televisão, pois novela não era meu fraco. Enquanto agente assistia televisão, me distrai, e não notei que eles estavam cochilando. _ Vão pra cama gente! Voces estão quase dormindo. _ Quando voce for, nos vamos! _ Disse Marina. _ É Demetrio! Quando voce for acorda nois e agente sobe com voce. _ Disse Kuerine. _ Então tá! Fazer o que? _ É… Eles sentiam que eu tinha que cuidar deles para não acontecer nada, a confiança deles em mim, era além do que se possa imaginar.

NOVELA QUE PASSAVA NA ÉPOCA. " REDENÇÃO" COM FRANCISCO CUOCO.

NOVELA QUE PASSAVA NA ÉPOCA. " REDENÇÃO"  COM FRANCISCO CUOCO.

DECIMO TERCEIRO CAPITULO.

Vendo que eles já estavam dormindo ali de qualquer jeito, resolvi ir pra cama, quando os acordei, Kuerine levantou em um salto. _ O que aconteceu Demetrio? Onde! Onde! _ Quase morro de rir. _ Calma Kuerine! Estou te acordando para agente ir pra cama! _ Kuerine estava em um sono profundo, por isso se assustou, enquanto Marina já estava de pé, me esperando pra subir pro quarto. A ladainha era a mesma, pegar os colchões e colocar nos pés da minha cama, e isto eles faziam rápido. Marina não dormia sem rezar uma oração do Santo Anjo, Todos os dias antes de dormir ela ajoelhava e rezava em voz alta, e quando terminava o Kuerine dizia amém. Pra mim era muito lindo eles dois, eu jamais imaginei que pudesse existir um casal assim. No dia seguinte, como sempre eu levantei primeiro. Não demorou o Kuerine levantou. e logo em seguida la vem Marina, só que Marina não foi sentar na mesa pra tomar café com agente, foi direto pro quintal. Levantei e fui ver pra onde ela ia, como levantávamos com a sinfonia dos pássaros, pude imaginar que ela deveria ir saudá-los. Fiquei em pé no batente da porta, esperando pra ver o que ela ia fazer. Marina sentou debaixo do pé de manga e mais do que depressa os pássaros desceram da árvore. Como já entendia ela, não me preocupei e nem Kuerine levantou da mesa, ficou la esperando . Só que para minha surpresa ela começou a cantar: _ Passarinho na gaiola, Fez um buraquinho, voou! voou! A menina que gostava tanto do bichinho, Chorou! Chorou! Chorou!... _ Marina parecia que não era deste mundo, era doce, meiga de tal maneira, que era inacreditável que ela podia existir de verdade. Quando cheguei na mesa, pedi Kuerine que fosse chamar ela pra tomar café, porque eu queria leva-los ao shop para comprar roupa. Quando o Kuerine ia levantar da mesa, Ela chegou toda feliz. _ Bom dia! _ Disse ela. _ Marina! Quando terminarmos de tomar café, quero que voce e o Kuerine se arrumem para sairmos. _ Pra onde nos vamos Demetrio? _ Vamos comprar roupa, mas preciso saber primeiro se quando agente sair os pássaros vão atras da gente. _ Marina achou graça minha pergunta. _ Calma Demetrio! Eles não vão sair daqui mais nunca, pode ter certeza, voce não vê como eles são feliz aqui? Eles cantam até em horas que geralmente pássaros não cantam. _ Que bom! Estava preocupado, pois imagina o tumulto que eles não ia fazer novamente. _ Marina riu e disse: _ Mas se eu chamar… Eles vão! _ Eu fingi que não ouvi, e continuei, tomando meu café. Fomos pro shopping Iguatemi, e estava muito cheio, Marina e Kuerine ficavam um segurando na mão do outro, e de vez em quando parecia que queriam segurar em mim. _ Não fique preocupados, eu não vou deixar voces perderem aqui, fiquem a vontade e pode escolher o que quiserem. Kuerine parava em todas as bancas e pegava em alguma coisa admirado. Já Marina, parecia que estava com medo de se perder no meio da multidão. Agarrava Kuerine de tal maneira, que eu podia sentir que a mão dele parecia prender o sangue. Mas o engraçado é que ele estava sempre com aquela carinha de feliz. De repente Marina solta a mão do Kuerine e entra em uma loja. _ Compra pra mim Demetrio? _ Marina estava segurando uma conga vermelha e uma calça rancheira também vermelha. _ Claro Marina! Voce e Kuerine pode pegar o que quiserem. Mas escolham coisa boa que de pra voce usarem para ir em qualquer lugar. _ Mas olha como esta conga é bonita? E olha esta calça? _ Dizia Marina namorando a calça. _ Parece que ela havia se soltado, e Kuerine ainda continuava sem escolher nada. _Vamos Kuerine! Escolhe algumas coisas pra voce! Pois precisamos depois ir até uma loja que venda roupas de festa, pra comprar roupa pra o evento que eu vou fazer para apresenta-los pra sociedade Paulista. _ Mas o que é evento? - Peguntou Kuerine. _ É Uma reunião de pessoas para algum fins, e o nosso além de presentar voces quero apresentar seus poemas e seu livro, pras os donos das editoras mais importante de São Paulo._ Kuerine era curioso, sempre que ele não sabia alguma coisa, ele queria saber e ouvia minhas explicações caladinho. Enquanto eu conversava com Kuerine, Marina estava em uma loja namorando uma saída de banho, azul turquesa de cetim, muito bonito, marina tinha bom gosto. _ Posso levar Demetrio? É muito linda esta roupa. Marina colocava o roupão na frente do corpo e esnobava como se fosse a coisa mais linda do mundo. _ Nossa Marina! Esta roupa é linda demais! _ Disse Kuerine. _ Pode levar o que voces quiserem, eu já disse. _ Marina pegou o roupão e eu dei o dinheiro pra ela pagar, e nada do Kuerine escolher nada. _ Kuerine? Não tem nada que te agrada aqui? _ Só em voce esta comprando pra Marina, pra mim basta Demetrio! _ Kuerine não existia, ele era demais. Fomos pra uma loja masculina e lá, ele ficou deslumbrado com um chapéu. _ Isso sim que eu queria um! Posso levar? _ Claro! Leva quantos quiser. _ Aproveitei e comprei alguns chapéus pra mim também. Peguei algumas calças sociais, sapatos e meias, tanto para mim, quanto pra ele, já que tínhamos o mesmo manequim, e já que eles temiam o que podia comprar, tomei a frente e fui comprando o que achei que devia. Fomos pra uma loja feminina e pedi a moça que escolhesse os melhores vestidos, anáguas e calcinhas pra Marina, Compramos um monte de roupas, e eles estavam deslumbrados. Fomos pra loja que vende roupas de festa e mandei Kuerine escolher um smoque e Marina vestidos a rigor. Escolheram roupas, sapatos, e eu escolhi um pra mim, pois eu já tinha muitas roupas e sapatos, que nem tinha usado ainda, e fomos pra casa cheios de sacolas, e eles felizes da vida. Quando cheguei no carro, que fui da uma olhada no que eles compraram, notei que não tinha sapato adequado pra Marina, voltamos pra escolher uma sapato de salto, apesar que eu tinha certeza que ela não ia saber usar, mas a ocasião tinha que ser um sapato de salto.

CHOPP IGUATEMI,NA ÉPOCA, ONDE DEMÉTRIO LEVOU MARINA E KUERINE PRA COMPRAR ROUPAS.

CHOPP IGUATEMI,NA ÉPOCA, ONDE DEMÉTRIO LEVOU MARINA E KUERINE PRA COMPRAR ROUPAS.

DECIMO QUARTO CAPITULO.

Vendo que eles já estavam dormindo ali de qualquer jeito, resolvi ir pra cama, quando os acordei o Kuerine levantou em um salto. _ O que aconteceu Demetrio? Onde! Onde! _ Quase morro de rir. _ Calma Kuerine! Estou te acordando para agente ir pra cama! _ Kuerine estava em um sono profundo, por isso se assustou, enquanto Marina já estava de pé, me esperando pra subir pro quarto. A ladainha era a mesma, pegar os colchões e colocar nos pés da minha cama, e isto eles faziam rápido. Marina não dormia sem rezar uma oração do Santo Anjo, Todos os dias antes de dormir ela ajoelhava e rezava em voz alta, e quando terminava o Kuerine dizia amém. Pra mim era muito lindo eles dois, eu jamais imaginei que pudesse existir um casal assim. No dia seguinte, como sempre eu levantei primeiro. Não demorou o Kuerine levantou. e logo em seguida la vem Marina, só que marina não foi sentar na mesa pra tomar café com agente, foi direto pro quintal. Levantei e fui ver pra onde ela ia, como levantávamos com a sinfonia dos pássaros, pude imaginar que ela deveria ir saudá-los. Fiquei em pé no batente da porta esperando pra ver o que ela ia fazer. Marina sentou debaixo do pé de manga e mais do que depressa os pássaros desceram da árvore. Como já entendia ela, não me preocupei e nem Kuerine levantou da mesa, ficou la esperando . Só que para minha surpresa ela começou a cantar: _ Passarinho na gaiola, Fez um buraquinho, voou! voou! A menina que gostava tanto do bichinho, Chorou! Chorou! Chorou!... _ Marina parecia que não era deste mundo, era doce, meiga de tal maneira que era inacreditável, que ela existia de verdade. Quando cheguei na mesa, pedi Kuerine que fosse chamar ela pra tomar café, porque eu queria leva-los ao shopping para comprar roupa. Quando o Kuerine ia levantar da mesa, Ela chegou toda feliz. _ Bom dia! _ Disse ela. _ Marina! Quando terminarmos de tomar café, quero que voce e o Kuerine se arrumem para sairmos. _ Pra onde nos vamos Demetrio? _ Vamos comprar roupa, mas preciso saber primeiro se quando agente sair os pássaros vão atras da gente. _ Marina achou graça minha pergunta. _ Calma Demetrio! Eles não vão sair daqui mais nunca, pode ter certeza, voce não ve como eles são feliz aqui? Eles cantam até em horas que geralmente pássaros não cantam. _ Que bom! Estava preocupado, pois imagina o tumulto que eles não ia fazer novamente. _ Marina riu e disse: _ Mas se eu chamar… Eles vão! _ Eu fingi que não ouvi, e continuei, tomando meu café. Fomos pro shopping Iguatemi, e estava muito cheio, Marina e Kuerine ficavam um segurando na mão do outro, e de vez em quando parecia que queriam segurar em mim. _ Não fique preocupados, eu não vou deixar voces perderem aqui, fiquem a vontade e pode escolher o que quiserem. Kuerine parava em todas as bancas e pegava em alguma coisa admirado. Já Marina, parecia que estava com medo de se perder no meio da multidão. Agarrava Kuerine de tal maneira, que eu podia sentir que a mão dele parecia prender o sangue. Mas o engraçado é que ele estava sempre com aquela carinha de feliz. De repente Marina solta a mão do Kuerine e entra em uma loja. _ Compra pra mim Demetrio? _ Marina estava segurando uma conga vermelha e uma calça rancheira também vermelha. _ Claro Marina! Voce e Kuerine pode pegar o que quiserem. Mas escolham coisa boa que de pra voce usarem para ir em qualquer lugar. _ Mas olha como esta conga é bonita? E olha esta calça? _ Dizia Marina namorando a calça. _ Parece que ela havia se soltado, e Kuerine ainda continuava sem escolher nada. _Vamos Kuerine! Escolhe algumas coisas pra voce! Pois precisamos depois ir até uma loja que venda roupas de festa, pra comprar roupa pra o evento que eu vou fazer para apresenta-los pra sociedade Paulista. _ Mas o que é evento? - Peguntou Kuerine. _ É Uma reunião de pessoas para algum fins, e o nosso além de presentar voces quero apresentar seus poemas e seu livro, pras os donos das editoras mais importante de São Paulo._ Kuerine era curioso, sempre que ele não sabia alguma coisa, ele queria saber e ouvia minhas explicações caladinho. Enquanto eu conversava com Kuerine, Marina estava em uma loja namorando uma saída de banho azul turquesa de cetim, muito bonito, marina tinha bom gosto. _ Posso levar Demetrio? É muito linda esta roupa. Marina colocava o ropão na frente do corpo e esnobava como se fosse a coisa mais linda do mundo. _ Nossa Marina! Esta roupa é linda demais! _ Disse Kuerine. _ Pode levar o que voces quiserem, eu já disse. _ Marina pegou o roupão e eu dei o dinheiro pra ela pagar, e nada do Kuerine escolher nada. _ Kuerine? Não tem nada que te agrada aqui? _ Só em voce esta comprando pra Marina, pra mim basta Demetrio! _ Kuerine não existia, ele era demais. Fomos pra uma loja masculina, e lá ele ficou deslumbrado com um chapéu. _ Isso sim que eu queria um! Posso levar? _ Claro! Leva quantos quiser. _ Aproveitei e comprei alguns chapéus pra mim também. Peguei algumas calças sociais, sapatos e meias, tanto pta mim quanto pra ele, já que tínhamos o mesmo manequim, e já que eles temiam o que podia comprar, tomei a frente e fui comprando o que achei que devia. Fomos pra uma loja feminina e pedi a moça que escolhesse os melhores vestidos, anáguas e calcinhas pra Marina, Compramos um monte de roupas, e eles estavam deslumbrados. Fomos pra loja que vende roupas de festa e mandei Kuerine escolher um smoque e Marina vestidos a rigor. Escolheram roupas, sapatos, e eu escolhi um pra mim, pois eu já tinha muitas roupas e sapatos, que nem tinha usado ainda, e fomos pra casa cheios de sacolas, e eles felizes da vida. Quando cheguei no carro, que fui da uma olhada no que eles compraram, notei que não tinha sapato adequado pra Marina, voltamos pra escolher uma sapato de salto, apesar que eu tinha certeza que ela não ia saber usar, mas a ocasião tinha que ser um sapato de salto.

DECIMO QUINTO CAPITULO

_ Há não Demetrio! Eu não vou saber usar isto! É muito alto! - Disse Marina, enquanto experimentava o sapato. _ Não se preocupe, é por pouco tempo, depois que a festa começar voce pode trocar. _ Falei, mas ela não respondeu nada, parecia que não estava satisfeita. Aproveitei e comprei a televisão da Julia, pra acabar o problema dela não poder ver televisão com eles. Quando chegamos em casa, logo eles chamaram a Julia pra entregar a televisão e ver as roupas, a Marina vestiu uma por uma, pra mostrar pra ela, que pacientemente elogiava todas, mas quando chegou a vez dos sapatos, ela não se sentiu muito satisfeita em mostrar, pois não conseguia andar com os sapatos altos. _ Eu só não gostei destes sapatos! Eu não vou conseguir andar com eles, mas Demetrio disse que eu precisava trazer. _ Julia, Pegou um dos sapatos e disse. _ Não se preocupe que eu vou ensinar voce andar com eles. _ E voce sabe andar com isso Julia? Agente cai!... Olha? _ Marina calçou um dos sapato pra mostrar pra Julia, e vi que realmente ela ia dar trabalho pra ficar calçada com um deles. _ Não se preocupa Marina! Eu sei usar e vou ensinar pra voce. _ Julia era a pessoa mais legal do mundo, e entendia Kuerine e Marina como ninguém. Eles guardaram tudo, e eu fui providenciar os convites pra festa, pois eu queria que fosse no máximo em 15 dias. Este seria o tempo suficiente para reunir quem eu queria. A minha prioridade era apresenta-los a todos, e ver se tinha alguém interessado realmente nas obras, que eu estava preparando do Kuerine, pra depois apresentar pra eles com mais detalhes; Tudo estava correndo bem, Conseguir convidar 50 pessoas entre dono de editoras, jornalistas e algumas pessoas da sociedade paulista. Contratei um buffet, pois não queria me preocupar com nada. Depois de muitos altos e baixos, durante os dias que se seguiam, chegou o dia da festa, estava tudo organizado. Todos que eu convidei compareceram, e a estrela principal da minha festa, parecia que havia sumido, pois já fazia mais de três horas que todos estavam no salão e nada dela chegar. Mas como mulher é assim mesmo para arrumar demora um seculo, ninguém estava incomodado com a demora de Marina, Kuerine que de vez em quando chegava no pé da escada, pra ver se ela estava descendo. Depois de muita espera, lá vem Marina, linda e maravilhosa, se não fosse a roupa que ela vestiu, que mesmo não sendo adequada, chamou a atenção de todos. _ Meu Deus! Marina esta linda! Olha Demetrio! _ Gritou Kuerine que chamou a atenção de todos. Quando eu olho, lá vem Marina descendo as escadas, a tropeçando com o sapatos mais lindo que havia comprado, e o roupão azul turquesa de cetim. Botei a mão na cabeça e fui ao encontro dela. E enquanto isso todos as mulheres estava rindo e cochichando uma com a outra, mas mesmo sendo em um roupão de banho, Marina estava linda e os homens ficaram calados olhando admirados pra ela. _ Volta Marina! Esta roupa e saída de banho! Não é roupa de festa. _ Falei levando ela de volta pro quarto, e Kuerine foi atras. _ O que é isto Demetrio? Marina esta linda! _ Kuerine tambem achou que era roupa de festa. _ Faz o seguinte Marina, eu vou chamar a Julia pra te ajudar, não fique triste. _ Notei que Marina estava quase chorando. Desci com o Kuerine e pedi a Julia pra subir e ajuda-la. _ Vem cá Demetrio! Voce acha que precisa de uma roupa lorde desta pra sair do banheiro? Marina esta muito lorde, eu preferia ela com aquele vestido. _ Kuerine estava insatisfeito. _ Kuerine Aquela roupa não é de sair, é de ficar em casa quando agente acorda, enquanto toma café, ou quando sai do banho, aquela roupa chama roupão por isso. _ Falei baixinho abraçado com ele, que estava irredutível achando que aquela roupa que era ideal pra ocasião. Enquanto Marina não descia, Kuerine estava inquieto, e sem ter noção de etiqueta, me gritou no meio de todo mundo e de lá mesmo de onde estava falou. _ Ei Demetrio! A Marina esta demorando muito! Será que ela não vai vir pra festa, porque voce não deixou ela com a quele vestido lorde? _ Fui ao encontro dele, mas todos deram gargalhadas, e notei que ele ficou uma fera, e antes que ele esparramasse todos, eu tentei contornar a situação. _ Calma! A Julia esta arrumando ela, já, já elas descem. _ Para que Kuerine ficasse calmo eu permaneci ao lado dele, tentando distrai-lo. Meia hora depois Marina desce parecendo uma princesa , com um dos vestidos, mais lindo que comprou, escolheu o preto tomara que cai, meias preta rendadas e uma sandália alta, combinando com o vestido, claro que não se sentia bem, pois mal conseguia dar um passo descendo as escadas. Mas não nego… A festa parou para olhar pra Marina, eu só via os homens resmungando baixinho, com suas mulheres dando beliscões neles. Kuerine foi receber Marina e em voz alta disse: _ Voce esta linda! Mas aquele outro vestido estava mais bonito, mesmo o Demetrio dizendo que era roupa pra vestir dentro de casa. _ Eu tambem gostei mais daquele. _ Disse Marina parecendo insatisfeita. Depois que Marina chegou na festa, todos os olhos eram direcionado pra ela. Senti que Kuerine ficava o tempo todos observando os olhares, que não estava agradando nem um pouco a ele. Marina não estava sentindo a vontade, tropeçava todo tempo, e Kuerine segurava ela, pelos braços. _ Demetrio! Eu não estou agradando com a Marina desse jeito, ela vai acabar quebrando o pé, se pra ser rico, precisa de tudo isso, nois prefere ser pobre. _ Kuerine parecia ter chegado ao limite, eu tenho certeza que o que mais estava incomodando ele, era aqueles homens olhando pra Marina. Mas no meio da festa, quando procurei eles, no meio do povo, Marina estava descalço e Kuerine já tinha tirado a gravata e o sapato, estavam sentados no jardim muito triste. _ O que houve? Voces não estão gostando da festa? Esta festa é pra apresentar voces! E voces somem? _ Dá não Demetrio! Nos já estamos cheios de calos, tem um monte de bolhas pra todo lado em nosso pé. _ Disse Marina me mostrando os pés, e Kuerine passado as mãos nos pés dele. _ Tudo bem! Voce fiquem do jeito que quiserem, mas tenho que apresenta-los aos meus amigos, Vamos lá depois Voces pode subir.

KUERINE E MARINA, ARRUMADOS PARA SEREM APRESENTADOS A SOCIEDADE PAULISTA.

DECIMO SEXTO CAPITULO.

_ Mas não dá pra calçar os sapatos! Como que agente vai fazer? _ Perguntou o Kuerine. _ Vão descalço, não tem problema. _ Os dois entraram descaço, e todos olharam pra eles, condenando. Mas eu não liguei, e fui apresenta-los. _ Olha gente! Estes São meus filhos! Kuerine o homem mais inteligente que voces possam imaginar, e Marina sua noiva, a menina mais fantástica desta festa. _ Todos aplaudiram. _ Kuerine é Poeta e escritor, e eu quero que saibam que as obras literária dele, vai ser publicadas em breve. e Marina é professora, mas... Não é só este grande talento dela. _ Falei orgulhoso, mas Marina e Kuerine, não estavam se sentindo bem, pois eu os conhecia muito bem e sabia que eles não estava gostando de nada daquilo. A Festa foi um sucesso, apesar dos contra tempo. Mesmo insatisfeitos, Kuerine e Marina permaneceram na festa, a qual durou a té o amanhecer, e que foi silenciada com a sinfonia dos passaras que chamou todos pro quintal. _ Meu Deus!Que espetáculo! Gritaram todos, enquanto olhavam pras arvores, cheias de pássaros cantando pra todo lado. Um me chamava daqui! Outro me chamava dali! Foi um sufoco, Eu esqueci que a festa teria que terminar antes do amanhecer. _ Procurei por Marina, e ela estava de braços cruzados, com uma cara feia, perto da porta, e veio em minha direção quando me viu. _ Demetrio! Olha o que esta gente esta fazendo! Os pássaros não estão gostando destas luzes na cara deles, eles estão desesperados. _ Marina reclamava dos fotógrafos, fotografando os pássaros com fleche. _ Calma Marina! Eu vou conversar com eles!. _ Mas antes que eu terminasse de falar, ela saiu em disparada, parecendo um furacão. _ Parem! Parem de jogar estas luzes neles! Se eles gostasse das luzes de voces, eles não se recolhiam assim que o sol se poe! Parem agora! _ Marina estava uma fera. e os pássaros de imediato foram cerca-la, mesmo diante daquela multidão que tentavam pegar eles. Marina estava eufórica! Gritava pelo Kuerine, gritava por mim, ela não sabia o que fazer, pois o povo não a obedecia. De repente chega Kuerine jogando um monte de coisas, no povo, a coisa saiu do controle. _ Parem!!!_ Kuerine deu um berro tão grande, que todos ficaram imoveis. _ Parem! Ela não esta pedindo pra parar? Será que voce não estão ouvindo!!! _ Caramba! Kuerine conseguiu fazer um silencio de repente, até os pássaros voltaram pra arvores, parece que entenderam a mensagem. e o povo parado olhando para Kuerine e Marina, foi até engraçado. _ Meus Deus! Eu nunca vi algo igual! _ Disse um dos fotógrafos, que voltou a fotografar e filmar. Eu fui ao encontro dele e expliquei a situação e falei: _ Esperem que voces vão ver a coisa mais esplêndida, que já viram em toda a vida de voces. _ Clamei Marina e pedi com jeitinho para que elas mostrasse como que os pássaros a obedecia. _ Tudo bem Demetrio! Mas com uma condição! Voce pede a eles para não jogar aquelas luzes neles. Marina se afastou de todos e deu um comando paras as aves que de imediato obedeceram, descendo todas das arvores e cercando Marina, cantando felizes da vida. Era todos os tipos de pássaros, e mais os pombos da praça da sé, em peso. Todos ficaram plasmados, era mais cochicho que tudo, tenho certeza que nunca viram algo igual. Marina acariciava os pássaros com tanta intimidade, que não dava para avaliar aquela cena. Um grande editor se aproximou de mim e disse: _ Temos que fazer algo por esta moça, ela é fantástica, e lindo este numero! Ela que trouce estes pássaros de algum lugar? _ Não! O senhor esta enganado! Não é um numero de circo ou coisa parecida, estes pássaros, são pássaros comum de São Paulo, ela tem domínio sobre eles, não sei como. _ Mas é qualquer pássaro? De qualquer lugar? Não acredito! _ Antes dele terminar de falar chega outro amigo. Tenho um emprego pra voce menina! _ Disse ele aproximando de Marina, que não estava nem ai pra ninguém, acariciava os pássaros com sua inocência, e não notava que estava sendo o centro das atenções. _ Que emprego? _ Perguntou sem olhar na cara do meu amigo. _ Eu além de editor, sou apaixonada pelos pássaros e os animais, eu pago a voce o quanto quiser por cada gaiola aberta _ Disse ele. _ Só que eu não faço milagre moço! Eu só abro gaiola que eu tiver contato. _ Disse Marina e se levantando para ir para perto do Kuerine, que já estava caminhando para perto dela.. _ Epa! Nada disto! Marina não veio pra São Paulo trabalhar! Quem veio trabalhar foi eu! E pro governo do senhor eu já estou empregado, trabalho de fazer poema e de ler livro mais o Demetrio. _ O Kuerine falou de um jeito tão inocente, que todos riram. _ E tem mais moço! Soltar passarinho não é trabalho, e Marina trabalhava de professora, mas agora ela não vai trabalhar mais, que m vai sustentar Marina é eu e Demetrio! Não é Demetrio? _ Kuerine falou olhando pra mim, com um olhar preocupado. _ Claro Kuerine! E Voce e Marina, trabalham se quiserem, pois já são ricos. _ Tá vendo ia moço? Somos lorde! Agente só trabalha de trabalho de ler e fazer poesia, e Marina não precisa trabalhar _ Meu amigo ficou todo sem jeito, e se afastou do Kuerine. _ Tudo bem gente! A festa foi boa! E eu peço que ninguém comente a respeito dos pássaros de Marina, para não causar alvoroço em minha casa, sei que voces são meu amigos, e não tenho que me preocupar com isso. não é mesmo? Agora a festa acabou, agradeço a presença de voces e até uma próxima vez, quando farei outra festa para lançamento dos livros. _ Falei e fui encaminhando todos pra saída. sei que foi estranho, mas o povo parece que não queriam ir embora. Os pássaros já estavam de volta nas arvores, tinha alguns que tinham ido dar uma volta pelo quarterão, e o povo ainda deslumbrados com o que viram. Todos foram embora, e aliviados, fomos descansar. Mal deitamos, levantamos com um alvoroço do lado de fora do meu portão, milhares de vozes gritavam por Marina. _ Meu Deus! Socorro Demetrio! Estão chamando Marina lá fora! Acho que querem machucar ela! _ Enquanto eu me arrumava pra sair, e ver o que estava acontecendo, Kuerine e Marina já estava lá em baixo de pijama, e Julia acalmando eles. _ Mas o que é isto Julia? _ Repórteres Seu Demetrio! Olhei lá de cima, e tem um monte aqui na portão!. _ Reportares? Mas o que fazem aqui? _ Era um barulharão tão grande que estávamos assustados.

DECIMO SÉTIMO CAPITULO

_ É que saiu uma matéria a respeito dos pássaros e Marina no jornal da TV, agora de manhã, eu vi, mas não pensei que ia dar nisso. _ Disse Julia sem saber o que fazer. Nisto Marina chorava e Kuerine a acalentava. _ Será que vai pegar minha Marina, Demétrio? _ Kuerine tremia e Marina chorava, estava até cômica a situação. _ Claro que não Kuerine! Eles querem é ver os pássaros, pode acreditar nisto! Algum amigo falso colocou a matéria na TV, sendo que pedi tanto, que não fizesse. _ É melhor o senhor atender! Eles vão arrebentar o portão. _ Disse Julia. _ Tá vendo Demetrio? Este povo rico o que fazem? E agora? O que vamos fazer? Eles deve estar com aquelas luzes de novo, e minha Marina vai virar fera outra vez! Ai meu Deus! _ Kuerine olhava pra Marina, que estava muito assustada. _ Esperem aqui! Eu vou lá falar com eles. _ Falei e fui pro portão, pra dizer a verdade muito chateado, cansado e morto de sono. Mas quando abri o portão, não deu tempo nem de falar bom dia, eles evadiram minha casa e foram direto pro pomar. _ Ei! Parem! Voltem! _ Enquanto eu tentava contornar a situação, Kuerine e Marina viram o tumulto deles entrando e correram pro pomar também. Os fotógrafos nem pediram permissão, já foram fotografando tudo e Marina desesperada no meio deles, que nem notavam que o pivô daquilo tudo, estava do lado deles. Marina gritava pra eles pararem, Mas ninguém dava ouvido pra ela. Eu nunca vi tanto desespero, me fez lembrar do livro quando Kuerine conta dos moleques que queria matar os pássaros e Marina entrava em desespero. Enquanto eu pensava, Marina saiu em disparada, tirou as sandálias' e deixou para trás e foi em direção do salão de festa. Gritei por ela, mas ela não respondeu, continuou correndo. Olhando pelo quintal, pude ver Marina abrindo todas as janelas do salão de festa e fazia um gesto que só ela e os pássaros entendiam. Em questão de segundo, todos os pássaros foram pro salão de festa ao encontro de Marina, que com certeza deveria ter um plano pra eles. Os pássaros lotaram o salão de festa, O barulho do canto deles era tão forte que ninguém escutava o que o povo falava no quintal. Ai é que os repórteres ficaram loucos, queriam por que queriam subir pro salão de festa, mas Kuerine não deixou fechando a porta principal. Lá de baixo podia escutar o Kuerine implorando a Marina, para deixar ele entrar, mas Marina devia estar muito zangada, porque nem Kuerine ela obedecia. Peguei uma escada e fui até a janela do salão, e lá pude ver pássaros pra todos os lado, eles estavam nos lustres, nas cadeiras, nas mesas, o chão estava coberto de pássaros, mal podia ver Marina no meio deles. Os pássaros parecia conversar com Marina, eles pararam de cantar e fazia um sonido diferente, e Marina respondia alguma coisa pra eles. que felizes voavam de um lado pro outro, passando por ela demostrando um carinho que nem sei explicar. Os repórteres não desistiram, disseram que só iam embora se Marina falasse com eles. Notei que eles estava sentando em meu jardim e que realmente iam cumprir com a palavra, de não ir embora. Subi e fui tentar convencer Marina de falar com eles, com a promessa que compraria uma chácara bem longe, para ninguém perturbar mais. _ Sabe Demetrio! Aquela luz forte, pode até segar eles, eles não suportam luzes forte, posso até ir falar com eles, mas se me derem aquelas luzes, e posso fazer isso por voce, que estou em sua casa, mas é um abuso desses granfinos. _ Marina estava com muito raiva daquilo tudo. Quando passei a exigência da Marina eles aceitaram, me deram os holofotes das câmaras, e eu entreguei pra Marina. Marina, apesar dos seus 19 anos, era determinada e muito infantil ao mesmo tempo. Não sei como que ela fez, mas parece que tinha adestrado os pássaros. Marina desceu e os pássaros firam no salão, ninguém entendeu nada, mas de repente, Marina dá um assobio e sai em bando uma família de bem te vi, depois ela assovia de novo e vem um bando de pardais, e assim sucessivamente, foi saído família por família de pássaros e assentando ao redor dela, por ultimo ela chamou os pombos, que fazia acrobacia o por cima da cabeça de todos, que se abaixava, temendo ser bicados. Marina fez o maior espetáculos, mais os pássaros. Depois que todos saíram reuniram e foram, fazer uma orquestra tão linda, que até eu queria filmar, pois era algo sem igual, e Marina não admitiu que ninguém registrasse a cena. Vi um dos repórteres desesperado, por não poder filmar, com certeza, se ele conseguisse seria a reportagem mais cara que ele já teria feito, mas, como disse Marina, os passarinhos, não é pra ninguém usar eles, pra ganhar dinheiro. O show dos pássaros, durou mais ou menos uma hora, e eles estavam felizes por Marina estar ali feliz também, tenho certeza que Marina fez de proposito, todos podem ver, mas não podem levar pra ninguém ver. Eu fique deslumbrado, com tamanha beleza, e Kuerine parecia feliz porque sua Marina havia virado celebridade. _ Viu ai Demetrio? Minha Marina é porreta! Quando ela fala o tempo para, ela não tá nem ai pra estes granfinos. _ Enquanto o Kuerine falava comigo, Marina começou a colocar todos pra correr, e disse: _Quando voces tiverem do lado de fora, eu dou as luzes das maquinas de voces! Agora vamos! Todos pra fora! _ Marina conseguiu colocar os repórteres pra fora, e depois que saíram ela entregou os lofotes, imagino que estava a maior guerra lá fora, pra saber quem era de quem. Depois que tudo acalmou, Kuerine foi falar com Marina. _ Tudo bem Marina? _ Ela estava braba. _ Não Kuerine! Não esta tudo bem! Voce sabe que os pássaros estão ameaçados, tá quase igual lá em Caculé, só que lá eles queriam comer os pobres, e aqui querem segar com aquelas luzes malditas, que se tornam a mesma coisa. Que chatice,! Será que nesta terra ninguém tem paz?!. _ Marina estava muito nervosa, também pudera, ela não tinha dormido nada, passou o dia anterior, cheio de afazeres, eu entendo que não era fácil, segurar os nervos. _ Agora que tudo parece ter voltado ao normal, voces vão tomar um banho, para almoçar e dormir um pouco, reconheço que estamos todos conçados. _ Kuerine estava muito triste, acho que temia que Marina quisesse ir embora. _ Vamos Marina! Vamos tomar banho e descansar, pois assim como eu, voce não deve estar com apetite para almoçar.

DEZENAS DE FOTOGRAFOS QUERENDO FOTOGRAFAR OS PÁSSAROS.

DEZENAS DE FOTOGRAFOS QUERENDO FOTOGRAFAR OS PÁSSAROS.

DECIMO OITAVO CAPITULO.

_ Nada disto! Voces precisam comer alguma coisa antes de deitar, pois não sei que horas vão acordar, e podem adoecer. _ Eles me olharam como se dissesse: Demétrio esta mandando, temos que obedecer. _ Tudo bem! Não vejo a hora deste dia passar, pois estou exausta. _ Marina foi a primeira apegar a toalha e ir tomar banho, em seguida foi o Kuerine, e depois eu. A Julia estava uma fera, pois a casa estava toda suja de coco de pássaros. _ Eu não dou conta! Lamento!... _ Disse Julia, olhando pra mim. _ Tudo bem Julia! Pode arrumar mais uma empregada pra cuidar da casa e voce só fica com a cozinha. Não queremos perder voce, voce não é mais uma empregada, já faz parte da família. _ Senti que Julia ficou satisfeita . _ Então tudo bem! O Senhor sabe que o serviço aumentou muito. _ Claro que sei! E o que mais quero e que voce cuide da Marina pra nos, aumento seu salario e faço o que voce quiser, mas fica conosco. _ Eu estava morrendo de medo que a Julia quisesse ir embora, já fazia muito tempo que ela estava comigo, e eu tinha verdadeira confiança nela. _ Ok! Vou providenciar uma arrumadeira, e vai ficar tudo bem, eu também gosto muito de voces, e aqui eu sinto como a minha casa. _ Julia falou e saiu para cuidar do que ela dava conta. Marina e Kuerine depois do banho fizeram um lanche e subiram, só que não deitaram no colchão, como de costume, cada um foi pro seu quarto, o que eu admirei muito, mas fiquei calado. Eu não subi pro meu quarto, deitei ali mesmo na sala de televisão, estava vendo o jornal pra ver se saia mais alguma matéria a respeito de Marina, e acabei adormecendo. Acordamos quase 5 horas da tarde, em uma ressaca tremenda, parecia que havíamos, bebido a noite toda. Kuerine e Marina foram direto pra cozinha procurar o que comer, e eu subi pro escritorio queria ler mais uma parte do livro, mas antes de subir queria saber porque eles dormiram em seus quartos. _ Kuerine e Marina! Estou curioso! Porque voces foram dormir no quarto de voces? _ Ora Demetrio! É de dia! Esta todos acordados, agente não tem medo. _ Kuerine respondeu inocentemente. _ Há bom! Pensei que agora voce iam dormir em seus quartos! _ Kuerine arregalou os olhos. _ Nada disto! De noite não! _ Marina só olhava, não dizia nada, parecia que ainda não estava bem, e ainda estava mancando. _ O que houve Marina? Porque esta mancando? _ Meu pé que além dos calos, esta doendo muito. _ Disse ela sentando em uma cadeira, e levantando o pé pra mim ver. Realmente os pés da Marina tinha bem uns cinco calos. _ Agora vou subir pra ler seu livro Kuerine, voce quer ir? Ou quer ficar fazendo companhia pra Marina? _ Tenho que ir arrumar os papeis, Marina fica com a Julia, se voce vai trabalhar eu também vou! _ Kuerine falou já levantando pra ir comigo. No escritorio era sempre a mesma coisa. Kuerine logo pegava uma folhas, e começava escrever, nada de arrumar os papeis que continuava esparramado no chão. mas até que entendo, ele fica empolgado ao ver papel com fartura para ele escrever a vontade, e esquece do que tem que fazer, depois eu e ele arrumamos juntos. Peguei o livro pra ler, e só Deus sabe minha empolgação para saber o desfecho da historia, E sem perder tempo comecei a ler. . continuação do livro que Kuerine fez.. Na quela noite quase não dormi, pensava o tempo todo em um meio de chegar mais perto de Marina, nem que fosse como amigo, mas como a família dela me odiava, pois dizia que poeta era vagabundo, eles não queriam nem que eu me aproximasse da casa deles. As irmãs de Marina era moça, e Marina ainda era criança, mas ela mexia com meu coração de tal maneira, que eu não conseguia me imaginar sem ela. Sei que o amor ainda não havia brotado no coração de Marina, pois ela ainda tinha dez anos, mas eu com meus 16, já era adolescente, e estava cheio de amor pra dar, mas só Marina enchia meus olhos. A única coisa que Marina gostava, era dos passarinhos, eu!... Ela nem sabia que existia, mesmo tendo ajudado ela tomando os badoques. Eu não via a hora de amanhecer o dia, pois Marina ia pra escola logo sedo, e eu podia ver ela sair de casa. Toda vez que eu via ela saindo, eu ia pra frente de casa, pra ver se ela olhava pra mim, e naquela manhã aconteceu uma coisa maravilhosa, Marina me viu, olhou pra trás e acenou com mão,, e mais na frente, ela tornou olhar e jogou um papel enrolado, e mostrou com o dedo pra eu pegar. Nossa que alegria! Nada poderia me deixar mais feliz do que o olhar de Marina, ainda mais um bilhete, escrito por ela. meu Deus! Como eu estava feliz. Esperei ela sumir, pra ninguém notar que ela tinha deixado um bilhete, e fui pegar, lá estava escrito: " Kuerine! Hoje os meninos vão caçar passarinho, depois da aula, no mato perto do rio de baixo, eles são muitos, eu não dou conta de tomar os badoques sozinha, se voce puder vai me ajudar, painho nem mainha pode saber. se voce for agente pode tomar os badoques em frente da escola, agora se voce não for, eu vou pro mato tirar os passarinhos de lá, mesmo sozinha. Não posso deixar eles matar mais bem te vi, que é os que eles mais gostam. Te espero. Marina." Quando terminei de ler aquele bilhete, meu coração estava saindo pela boca, eu estava feliz pois Marina estava contando comigo, nem que fosse pra tomar badoque dos moleques, aquilo pra mim já estava bom por demais. Nossa como estava difícil das horas passar, toda hora eu olhava no relógio da igreja, pra saber que horas era, a ansiedade estava tanta, que parecia que os relógios tinham parado. Fui fazer um bico, justo naquele dia, e o menino que estava trabalhando comigo, notou que algo estava errado. _ O que esta acontecendo com voce Kuerine? Toda hora voce quer saber que horas são! _ Zé não era besta, sabia que eu não estava bem. _ sabe o que é Zé! É que eu estou com fome e não vejo a hora de ir comer. _ Por isso não! Eu trouce farinha com rapadura, pra mi comer, mas já que voce esta com fome, pode comer! _ Coitado do Zé, ele nem imaginava o que se passava em minha cabeça, e nem podia saber como meu coração estava aflito. _ Quero não Zé! Eu quero é ir pra casa comer lá.

DECIMO NONO CAPITULO.

Obs: Continuação do livro que Kuerine escreveu. _ Então tá difícil, ainda é 10 horas, falta muito! _ Zé falou rindo de mim. Meu Deus! A hora não passava, parece que cada minuto, demora uma hora pra passar, eu não estava aguentado mais, se eu pudesse, saia voando pra encontrar com Marina. Continuei trabalhando, mas o Zé virava e mexia olhava pra mim e balançava a cabeça. _ Kuerine! Voce não me engana! O que esta acontecendo? Voce esta muito inquieto, não dá pra voce tentar esconder, pois sua cara fala bem assim: Eu quero ir embora! kkkk Vamos! Desembucha! O que se passa com voce? _ Nada não Zé! Só estou com fome. _ Sei que Zé sabia que eu não estava normal, mas eu não podia trair Marina e contar pra ele. Ela pediu pra mim não contar pros pais dela, e o |Zé pode contar, pois conhece muito bem os pais de Marina. Continuar trabalhando, estava tornando impossível, cada minuto que passava a ansiedade aumentava. Mal o ponteiro chegou no 11 e no 12, nem despedi do Zé, e sai em disparada com minha velha bicicleta, eu tinha que chegar antes que o sinal batesse para Marina sair da escola, pois temia que ela pensasse que eu não ia, e fosse sozinha atras dos moleques. Cheguei bem na hora que o sinal tocou, meu coração não cabia dentro de mim, minha ansiedade maior, era poder ver Marina, sentir o cheiro de alfazema bem pertinho do meu nariz.. Fique de longe olhando, pedindo a Deus que Marina me visse, mas parecia que Marina não saia nunca, a demora estava tanta, que minha vontade era de chegar até a porta da escola e perguntar se alguém não viu ela, mas como poderia fazer isso, se ninguém podia saber que eu estava ali esperando por Marina? Tava difícil. Todos em Caculé me conhecia, e toda hora passava um e assuava de mim, porque estava sujo do trabalha. Para minha surpresa, o filho do meu vizinho veio falar comigo. _ Tá fazendo o que aqui Kuerine? Por a caso vai trabalhar na escola? _ Com certeza ele falou daquele jeito, porque sabia que eu não estudava. _ Tó esperando um amigo! _ Falei sem dar atenção pra ele, temendo ele querer ficar ali comigo, mas para minha surpresa, ele sentou no meio fio, bem pertinho de mim. _ Ora! Voce não vai pra casa Tião? _ Não! Estou esperando painho! Ele vem me buscar pra gente ir pro rio, Mainha tá lavando roupa lá e painho vai levar de comer pra ela, e eu vou também. _ Meu Deus! Gelei… O pai do Tião era amigo da dona Odete, ia me ver com Marina e com certeza vai contar pra mãe dela. _ Vou embora Tião! _ Falei já subindo na bicicleta. Dei uma despistada e parei em outro lugar. Já estava roendo as unhas quando Marina acompanhada com Norma me viu de longe e veio ao meu encontro. _ Oi Kuerine! _ Disse Norma toda sorridente, até sei o que ela pensou quando me viu, pois Norma sabia que eu amava Marina, e que a minha maior felicidade era chegar perto dela. _ Oi Noema! Voce vai com agente pegar os badoques? _ Com certeza! Voce acha que eu ia deixar meus amigos sozinhos numa hora desta? _ Norma tinha mania de dá um tapinha na gente quando falava,. Me deu um tapinha e olhou pra Marina que estava com a cara fechada., parecia muito chateada. _ E ai Marina? Parece que esta chateada? _ Claro Kuerine! Eu não sei até quando eu vou lutar pra estes moleques, filho da mãe! Não matar mais os passarinhos.. _ Não se preocupe! Voce não esta sozinha, eu vou ajudar voce todas as vezes que precisar._ Falei feliz da vida. E de repente norma grita: _ Olha lá Marina! Os moleques matador de passarinho bem alí! _ Norma falou apontando pros moleques. E eu mais do que depressa reagi. _ Ei!!! Esperem! _ Os moleques quando me viram, saiu em disparada. Coloquei Marina no quadro da bicicleta e Norma na garupa, e sai atras deles. Um quarterão depois, um moleque para na frente da bicicleta, eu acho que era o mandão de todos. _ Espere ai Kuerine! Voce ficou louco tambem? Fica impedindo agente de pegar os passarinhos que nem é de voces!? _ O pirralho era atrevido. _ Claro! E se voces não voltar agora, eu vou dar uma coça em cada um! _ Falei e já fui pedindo as meninas pra descerem da bicicleta. E Norma irada já foi dizendo: _ Porque voces não deixa os passarinhos em paz e vão pescar? Foi peixe que Jesus multiplicou para comer, e não passarinho! Ora! _ É isso mesmo! Os passarinho não é pra ficar caçando! Tem deles coitados, que tem um monte de filhotes no ninho, para alimentar e morre todos quando voces mata as mãe deles. Não é justo o que voces fazem! _ Marina estava quase chorando enquanto falava. _ Não é justo é agente vir pra mata caçar, mortos de fome e voce ficar impedindo!? _ Disse o mandão rodando o badoque. _ Voce vai mandar seus amigos voltar? Ou quer que eu faço isso? _ Falei montando na bicicleta sozinho e preparando pra ir atras do resto, que continuou andando, enquanto o mandão falava comigo. _ Com uma cara de deboche, o mandou gritou: _ Ei meninos!!! Voltem! Eu resolvi!... Vamos pro rio pegar piaba! Esse nojento do Kuerine, vai bater na gente! Depois nos vem pra mata! _ Só foi o mandão gritar que todos eles votaram insatisfeitos. _ Olha aqui Kuerine! Se voce continuar com esta maluca impedindo nois de pegar passarinho, eu vou contar pro painho e pra mainha, e ele vai lá na casa de voces! Por hoje passa! Mas pode parar com isso! Os passarinho é de todo mundo e quem quiser comer, come! _ Malditos! Não vão comer coisa nem uma! E se voces falar pro painho e a mainha, que eu não deixo voces pegar os passarinhos, nos vamos pegar voces! E vai ser na rua! _ Marina não percebeu a gravidade da coisa, se a mãe dela soubesse que eu estava junto dela ela ia apanhar, e eu e a Norma tambem. Porque sei que a dona Odete, não ia deixa passar uma coisa desta. _ Calma Marina! Eles não vão contar pra ninguém, eles sabe que se contar, vão levar uma coça, Não é mesmo moleques? _ Não tenho medo de voce Kuerine!_ Eles falaram e saíram correndo em direção ao rio. _ Não aguento mais! - Marina gritou e começou a chorar. _ Calma Marina! Eu e a Norma não vamos deixar voce sozinha! _ É Marina!... Eu e Kuerine estamos pro que der e vier! Nos vamos lutar com voce. _ Eles vão cansar de tentar, basta agente ficar atento. _ Falei morrendo de vontade de abraçar ela, e enxugar aquelas lagrimas que eu nunca queria que caísse dos olhos dela.

VIGÉSIMO CAPITULO

Obs. Continuação do livro do Kuerine que o Demetrio esta lendo. Voltamos pra casa, eu deixei Marina e Norma perto da casa delas e fui trabalhar feliz da vida, e me peguei cantando: Cabelo louro vai lá em casa passear! Vai vai cabelo louro! Vai cabar de me matar. Eu estava muito feliz, aquele cheiro de alfazema não saia do meu nariz. Agora só ia ver Marina as 6 horas, quando ela fosse pra janela do quarto dela, pra falar com os passarinhos. Nossa! Como ia demorar, eu tinha perdido o apetite, de tão feliz que estava. E o Zé logo notou. _ Que felicidade é essa Kuerine? Parece que viu passarinho verde? _ Eu vi foi tudo Zé! Vi passarinho! Vi beija-flor! Vi tudo de bonito que Deus deixo pra nois! _ Eu não sabia esconder a felicidade que estava sentindo. _ Mas o que foi que aconteceu, assim de tão bom com voce, neste tempinho que saiu? _ Falo não Zé! É só eu que posso saber. _ Falei pegando a pá pra continuar o trabalho. _ Então tá! se quiser contar um dia, eu vou ficar feliz de saber! _ Disse zé tambem começando a trabalhar. _ Zé não podia nem sonhar que eu era apaixonado por Marina, Porque ele vivia na casa da dona Odete, e um dia podia soltar, mesmo sem querer, pois sei que Zé é meu melhor amigo, e não ia contar para me prejudicar. O tempo parece que parava enquanto eu estava trabalhando, e passava muito depressa quando eu estava com Marina. Eu não via a hora de chegar 6 horas, pra mim ver Marina de novo. Com muito custo Chegou a hora de voltar pra casa, e eu nem esperava o zé, pra gente sair junto, mal dava a hora, e eu já saia em disparada. Quando passei em frente da janela de Marina, fui pedalando bem devagarinho, pois pela quantidade de passarinho que tinha lá, com certeza ela estava lá tambem. Quando Marina me viu, pegou a beija-flor que esta perto dela, entregou um bilhete e apontou pra mim. Parei pra esperar a beija-flor, que estava vindo em minha direção com o bilhete no bico. Quase cair de felicidade quando peguei o bilhete, pena que o beija-flor não deixou eu dar um beijo nele, porque a vontade era de pegar aquele beija-flor e dar um monte de beijos. Não abri o bilhete ali, pois tinha medo de que alguém visse. Sai na maior velocidade na bicicleta, pra chegar logo em casa pra mim ler. O Bilhete estava bem enroladinho, deu o maior trabalho pra abrir sem rasgar, e dizia: " Hoje vou pra praça, Vai tambem." Meu Deus! Era poucas palavras, mas era suficiente para mim deixar muito feliz. Claro que eu ia! Como poderia deixar de ir? As coisas estavam encaixando, Marina me convidando pra ir pra praça já era um bom começo. Cheirei e Beijei o bilhete e guardei. Como a Marina era cheirosa, tudo que ela pegava, ficava o cheiro de alfazema. Eu precisava correr pra mim arrumar e a água do pote tinha acabado, ainda tinha que ir no chafariz pegar água, e rezando pra que a fila não tivesse grande. Pequei a lata e fui direto pro chafariz, pois não queria me atrasar. O chafariz não ficava muito perto de casa, mas se eu fosse de bicicleta, dava pra adiantar bem. Por sorte, não tinha ninguém pegando água, enchi minha lata e corri pra casa. coloquei a água da lata, toda na gamela, pra mim tomar um banho bem tomado, pois queria ficar bem cheiroso, pra Marina. Passei bastante brilhantina no cabelo, passei avanço no suvaco e bastante diamante negro, destras da orelha e no peito. Vesti a melhor roupa que eu tinha, eu não tinha roupa lorde, mas tinha ganhado algumas roupas naqueles dias, e não tinha vestido ainda. Eu fiquei bonito, sei que estava muito bonito e cheiroso. Quando cheguei na praça, a praça estava cheia, comecei caminhar pra ver se via Marina. Os filhos da dona Angelica estava todos lá, o Paulo como era gozador, começou casuar de mim. _ Que lordeza é esta Kuerine? Marcou algum encontro aqui? _ Fiz de conta que não escutei, pois se eu falasse com ele, podia ser que Marina aparecia bem na hora, e eu não podia falar com ela, pra ele não saber que era ela o motivo da minha lordeza. Rodei a praça mais de não sei quantas vezes, e nada de Marina, Todos já estava indo embora, pois já tava tarde e Marina não apareceu. A fossa tomou conta de mim. Sentei em um dos banco e tava com vontade de chorar, quando avisto a Norma… Meu coração gelou... Pensei: A Norma tá chegando, deve ser que Marina tá junto. Norma veio falar comigo, e pra minha tristeza maior, Marina não estava com ela. _ Voce viu Marina! Norma? _ Ela abaixou a cabeça e parecia triste. _ Vi Kuerine! E é por isso que estou aqui esta hora. _ Realmente era tarde pra Norma tá na rua. _ Sabe Kuerine! A dona Odete viu o beija flor entregando o bilhete que Marina mandou pra voce e queria saber o que tinha escrito, Marina não disse e ela bateu muito nela, e a colocou de castigo por uma semana, Ate pra ir pra escola a Inês que vai deixa e buscar ela. e o pior, não pode abrir a janela do quarto dela até terminar o castigo. _ Meu Deus! Eu não acredito que dona Odete bateu em Marina! _ Eu fiquei atordoado com a noticia. _ Bateu! E foi de palmatória e corrião. Ela tá toda machucada, Eu consegui falar com ela, e ela me pediu pra vir falar com voce, demorei porque mainha não queria deixar eu sair. _ Norma realmente gostava de Marina, pois estava sofrendo. Quando fiquei sabendo que dona Odete tinha batido em Marina, meu coração despedaçou, cheguei sentir uma dor no peito. pedi a Norma que se soubesse noticias, que me falasse, pois eu não ia ter sossego enquanto não soubesse que Marina estava bem. Norma foi embora e eu fiquei ali, por mais alguns minutos, queria morrer ao pensar que Marina esta sofrendo. Fui pra casa só o caco, pois Inês era a irmã mais velha, e parecia que não gostava de Marina, tratava ela muito mal em casa, tudo era motivo para bater nela, e dona Odete além de bater, ainda deixava a Inês bater também. Eu estava inquieto, o quarto de Marina estava com a luz apagada, nem pra tá acesa pra mim ver ela passar de um lado pra outro, como sempre faz quando esta tudo bem, pois da minha casa dava pra ver tudo que se passava no quarto dela, olhando pelas brechas da janela.. Aqueles dias de castigo ia ser uma eternidade, eu não podia ver marina, nem de longe, primeiro que Inês indo buscar e levar ela na escola, não ia deixar ela falar com ninguém, pra me dar noticias, e também não ia pra janela, eu acho que ia morrer de saudade. e os passarinhos tambem.

VIGÉSIMO PRIMEIRO CAPITULO

A tardezinha os passarinhos cercava a janela esperando por Marina e de manhã cedinho também, aquilo era uma tortura pra mim, pois eu sabia que Marina estava louca pra abrir a janela pra falar com eles. Eu não conseguia dormir a noite, toda hora levantava pra ver se a luz do quarto dela estava acesa. Fui trabalhar aos pedaços, o Zé logo notou minha tristeza. _ Que merda hei rapaz? Um dia esta cantando, outro esta chorando! _ É Zé! A vida não tem sido muito fácil pra mim. _ Mas o que foi desta vez? _ Zé queria por que queria, saber o que me derrubou daquela maneira, mas eu não podia dizer de jeito nem um. A semana de castigo de Marina demorou a passar, raramente via ela de longe, e ela parecia muito triste, mas acho que eu estava mais triste que ela. No domingo Marina estava na janela, que alegria, a vontade que eu sentia era de correr ate a janela e contar pra ela que eu quase morro de saudade. Debrucei na janela e fique lá olhando Marina de longe, e ela parecia que estava me vendo, pois de vez em quando olhava em minha direção. Eu sabia que ela estava triste , porque quando ela estava triste ela ficava debruçada na janela, e não centada como de costume. Os passarinhos parecia que sabia da tristeza de Marina pois, não estavam cantando. Não demorou a Inês colocou Marina pra dentro e fechou a janela de novo, não sei se ela me viu, ou se era pra implicar mesmo. Naquele dia fui na casa da Norma, pra ela ir ver se Marina já estava bem, pois mesmo vendo ela de longe ainda estava muito preocupado. Era de costume ela ir na missa de manhã, e naquele domingo ela não foi, talvez estava machucada, pois dona Odete não tinha dó, quando pegava ela pra bater. Da ultima vez a mão de Marina estava toda inchada da palmatoria, quase morri de raiva o dia que vi, e olha que eu ainda não sentia este amor louco que sinto hoje. Se eu fosse um homem bem adulto e tivesse condições, eu ia roubar Marina e levar pra bem longe, só pra não vê alguem judiar dela. Quando Marina estava triste, nada servia pra mim, era como se ela fosse um pedaço de mim. Fui procurar Norma, pois ela era a única amiga que marina tinha que podia entrar dentro da casa dela. E sei que Norma devia ter noticia, como ela não podia ir na minha casa, pois eu morava só, apesar de só ter 15 anos, moça donzela não podia frequentar casa de rapaz sozinho. Dona Dolores, mãe de Norma, gostava muito de mim, e ela notou que eu estava triste. _ Entra Kuerine! Mas me diga o que fez voce se abater deste jeito? Parece que o mundo desabou em sua cabeça, rapaz! _ Ates que eu respondesse, norma veio falar comigo. _ Deixa ele Mainha! Ele esta em uns dias ruim. _ Disse norma segurando em meu braço e me levando pra dentro. _ É dona Dolores! Eu estou passando os piores dias da minha vida. _ Mas o que foi? Tá sem trabalho? Sua casa falta alimento? _ Dona Dolores preocupava muito comigo, não deixava faltar comida pra mim, e sempre foi assim. _ Não se preocupe dona dolores! Vai passar! Ninguem pode me ajudar no momento,e não falta nada lá em casa, estou trabalhando. _ Dona Dolores estava olhando pra mim, como se quisesse adivinhar o que estava acontecendo. Norma me levou pro alpendre, pois dentro de casa não dava pra ela falar de Marina pra mim. Sentamos na pilastra, e ela me contou um monte de coisas, até que dona Odete ameaçou de levar Marina pra salvador, se ela desconfiasse, que ela estava andando comigo. Disse que eu era vagabundo e esmolê, não era companhia pra filha dela. Dona Odete me odiava, só porque eu era um pobretão, sem família e não estudava, eu até que não tiro a razão dela, pois em Cacule, tinha um monte de rapaz que estudava pra ser doutor, e eu não tinha esperança pra isso, primeiro porque ninguém tava nem ai pra um menino como eu, que não tinha família, pois nem a casa que eu morava era minha, e além do mais não sabia fazer nada direito, a não ser modinha pra circo e parque, que raramente aparecia pra mim trabalhar. _ É Norma! a única razão que eu tenho pra viver é Marina, se ela não tiver ao menos longe de mim, que dê pra mim saber que ela esta ali, eu não tenho mais motivo pra viver. _ Meus olhos estava nadando em lagrimas, e Norma tambem encheu os olhos de lagrimas. _ Liga não Kuerine! A vida dá muitas voltas, e quem sabe em uma delas voce muda de vida? _ Ela queria me conformar de qualquer jeito. _ O que eu posso esperar pro futuro? Minhas modinhas não dá dinheiro, e é a única coisa que posso dizer que é minha. _ Eu estava ao ponto de explodir. Norma conversou comigo um tempão, e me aliviou bastante. Dona Dolores não deixou eu ir embora sem almoçar, mas por mais que tentei não consegui comer, fui embora esperando que acontecesse um milagre e eu conseguisse ver Marina. Norma me prometeu que ia procurar Marina e trazer noticias pra mim, mas o difícil é saber quando. --------------------------------------------------------------------------------------- Demetrio! Estou com fome! _ Kuerine tirou minha atenção do livro, eu estava tão concentrado, que não vi a hora passar. _ Tudo bem Kuerine! Desculpa! Eu me perdi em sua historia. Vamos descer! A Marina e a Julia deve esta preocupada com agente. _ Enquanto eu e o Kuerine descia as escada eu abraçado com ele, morto de dor pelo que ele passou, e fui falando. _ Kuerine! Eu estou adorando seu livro, ele vai fazer muito sucesso, tenho certeza, valeu a pena voce ter tido a ideia de escrever, só que tem palavras escrita que não sei o que significa, gostaria que depois voce me dissesse o significado, colocar como se fosse um dicionario, por exemplo: O que é gamela? _ Gamela é uma coisa igual bacia, que voce chama aqui, só que é feita de tronco de arvore, nos na Bahia usamos muito, pra tudo, lavar vasilha, tomar banho, lavar roupa, é isto! _ Há bom! Depois eu vou separar as palavras que eu não sei o que significa, e voce me ajuda traduzir, pois aqui em São paulo o dialeto é diferente. _ Quando chegamos na sala, Marina estava aborrecida. _ Porque voces demoraram tanto? Pensei que não ia descer mais! _ Calma Marina! Demetrio falou, que ler livro, fazer modinha e juntar papel é trabalho! Então!... Nois tava trabalhando. _ Kuerine parecia orgulhoso, por eu esta lendo o livro dele.

VIGÉSIMO SEGUNDO CAPITULO.

_ Mas só aqui em São Paulo que ler livro, fazer modinha e juntar papel é trabalho, porque lá em casa, mainha quando estava zangada, mandava eu ler pra descaçar, e catar papel quando estava de castigo, fazer ou ler modinha, nem pensar. _ Marina não sabia brigar com Kuerine, e por isso falava daquele jeito com ele. _ Marina, eu estou lendo o livro, pra depois publicar, e Kuerine esta juntando as poesias que estão muito bagunçada dentro da caixa, eu vou fazer o Kuerine, o homem mais conhecido e respeitado do Brasil, voce vai ver. _ Tenho certeza que Marina não sabia nada que estava escrito no livro, e nem imaginava o que o Kuerine passou por causa dela, e muito menos, o sofrimento com tanta descriminação e necessidade. _ Há! então desculpa! eu não sei o que estou falando. Quer dizer que as coisas que Kuerine escreveu, vai pras livrarias pro povo comprar como Jorge Amado? Voce sabia que lá em casa tem livro do Érico Veríssimo, e ele mora pra banda do sul, e foi parar na Bahia, o seu livro vai pra Bahia, Kuerine! Já pensou? Painho vai comprar! _ Não Marina! Seu painho não vai comprar meu livro, primeiro porque ele me odeia, e segundo, porque ele vai saber de tudo que agente escondeu dele, vai saber que eu te amo, desde que vi voce pela primeira vez, e voce era uma criança. Se ele ler meu livro, vai vir pra São Paulo, pra me matar, ainda mais quando ele souber que eu odeio a Inês, e que odiava dona Odete quando te batia. Não! Ele não pode ler o livro! O Que eu vou fazer Demetrio? Se o povo de Caculé souber da historia minha e de Marina, eu sou um homem morto! _ Kuerine não entendia que passado era passado. _ Não se preocupe com isso Kuerine, vai ser bom, ao menos eles vão ficar sabendo que seu amor por marina era verdadeiro, e que voce ficou muito rico, pra encher Marina de luxo, coisa que eles nunca sonharam que ia acontecer. _ Então voce vai ser famoso Kuerine! todo mundo vai ler seu livro. _ Disse Marina toda orgulhosa. _Com certeza! Ele vai ser famoso. E muito famoso, o que depender de mim eu vou fazer para calar a boca de muita gente, que fez ele sofre. _ Quando eu estava conversando com Marina, Kuerine veio como um raio. _ O que é isto Demetrio? Eu sou o homem mais feliz do mundo, mesmo que me falte comida, roupa, dinheiro, só em ter minha Marina do meu lado, eu já sou o homem mais rico do mundo. _ Isto que era amor. _ Eu sei Kuerine! Quero dizer no passado. Agora voce já é o homem mais rico, não sei do mundo, mas do Brasil eu tenho certeza, e ainda tem sua Marina tão sonhada. _ Marina olhava pra mim e pro Kuerine toda tímida. _ Gente ! Para com isso! Vamos tomar banho pra jantar, a Julia já foi pro quarto dela ver a novela, a comida ainda esta quente. _ Eu nem percebi que as horas tinha passado. Fomos tomar banho pra jantar, e já era bem tarde, talvez pelo motivo de ter dormido durante o dia, que houve este descontrole. Enquanto eu via o jornal tive uma surpresa, a reportagem sobre Marina e os Pássaros estava passando. _ Olha lá! Olha lá Demetrio! É Marina! _ Disse Kuerine eu eufórico. _ É mesmo! É eu! Olha lá Demetrio! É eu! _ Marina parecia mais empolgada que Kuerine. É!... É voce mesmo! A reportagem saiu na televisão! Aquele pessoal que estiveram aqui pela manhã, que fizeram esta reportagem. _ Falei sem saber qual seria a reação deles. _ Eita! Olha aquele lá?! É voce Demetrio! _ Disse Marina! _ E porque não tem eu? _ Perguntou Kuerine zangado. _ Porque voce estava com raiva, e ficou afastado e a câmara não alcançou voce. _ Notei que o Kuerine estava muito nervoso, mas tentei disfarçar que não estava percebendo. _ Olha Demetrio, eu não estou gostando nada disto, Voce já colocou Marina até ai neste cinema, e todo mundo fica vendo Marina, eu sou muito ciumento, voce sabe disto! _ Marina não esta no cinema! Ela esta em um programa de televisão, isto porque é novidade conversar com pássaros e ainda mais quando os pássaros, que não são treinados obedecem, por isso esta repercussão toda. Com certeza isto não vai parar por aqui, pois vão querer estudar a Marina, pra ver como isto acontece. _ Expliquei carinhosamente. _ Tá vendo?! Eu não quero ninguém atrais de Marina! Ainda mais este povo que só anda lorde! _ Kuerine estava remoendo de ciume e Marina quietinha, assistindo o que falavam dela e dos pássaros. _Fique tranquilo Kuerine, ninguém vai tirar a Marina de voce. _ Demetrio para quer me colocaram ai no cinema? _ Não é cinema Marina, é televisão, e colocaram para os que não viram o espetáculo seu e dos pássaros, possam ver. _ No programa, elogiava Marina, dizendo que ela era fantástica, que agora podiam ajudar os pássaros em extinção. Mas de repente falam em um tom de ordem: _Agora esta ordem é para o sr. Demetrio Marlon Silva. De parte do Sr. Governador do Estado de São Paulo. "Sr. Demetrio, queremos comunicar que a senhorita Marina Santos e Silva, que esta sobre a sua tutela, não poderá sair do estado, enquanto um geólogo não a procurar." _ Meu Deus do Céu! Como vou explicar para Marina e pro Kuerine isto? Apesar que não estamos de calculo sair de São Paulo, mas… Mesmo assim preciso explicar o que esta acontecendo. Do jeito que o Kuerine é, vai ficar possesso. Primeiro que eles me colocaram como responsável por Marina, e o responsável por ela é o Kurine, Como vou explicar isto pra quela gente? E como será que Kuerine e Marina vão encarar este responsável? Estou num mato sem cachorro, e se eles ficarem com medo e fugir? E Se eles pensarem que estão presos aqui? É melhor eu pensar bem, pra depois falar. _ Em um tom surpreso Kuerine se vira pra mim. _ O que houve Demetrio? Porque esta tão pensativo e triste de repente? Parece que viu visagem? _ Nada não Kuerine, esta tudo bem! _ Eu tenho que dar um tempo para eles se acostumarem que saíram na TV, depois eu dou um jeito para explicar. Minha sorte é que eles não entenderam o que falaram, do contrario o negocio seria bem mais difícil. O pior de tudo é que prometi a Marina que se ela atendesse os repórteres, eu mudaria daqui com ela e o Kuerine. Bem… mediante as circunstancia é melhor eu passar logo o recado pra eles, assim tiro um peso do meu ombro.

VIGÉSIMO TERCEIRO CAPITULO

_ Kuerine e Marina! Precisamos conversar, vamos sentar um pouco e desligar a TV, para que voces entendam o que vou falar. _ Sem dizer neda e meio assustados, os dois obedeceram. _ Pois bem… Dá para voces perceberem que aqui em São Paulo, o que acontece com Marina e os pássaros, e algo fora do comum! Por este motivo, os repórteres vinharam aqui e colocou na TV o acontecido. Com isto, esta havendo muitos pássaros em extinção, e muitos caçadores saem na mata para mata-los, assim como acontecia na cidade de voces, e o estado esta precisando da ajuda de Marina para evitar isso, mas antes eles querem, fazer alguns exames, para ver se descobrem o que causa este fenômeno, que Marina tem com os pássaros. para depois ver como vão fazer para ela ajudar a ecologia. _ Eles me ouviram tão em silêncio que me assustou. _ Perai Demetrio! A coisa esta ficando seria, este povo vão querer mandar em Marina, Vão querer tirar Marina de mim! Por isso não me agrada esta Prosa! _ Mas se eu posso ajudar os passarinho Kuerine! Vamos tentar? Afinal de contas, muitos estão em extinção como disse ai os lordes! _ Mas o que é esse tal de extinção? _ Kuerine perguntou levantando e caminhado de um lado para o outro, nervoso. _ Conta voce Demetrio o que é extinção! _ Sabe Kuerine, extinção é quando algo esta acabando, (ou melhor) é a perda total de uma especie. e se não forem cuidados para evitar, pode acontecer a qualquer momento. E com este dom que Marina tem de domina-los, vai ser mais facil para preserva-los. _ Mas como farei isto com os lordes Demetrio? _ Eu não tenho certeza, mas acho que onde tiver queimadas, o governo manda te buscar para tirar eles de lá, antes que destrói os ninhos, pois pelo que vi, voce conversa com eles e eles vão te dizer onde estão os ninhos com os filhotinhos, acho que é mais ou menos isso. _ Se é para o bem dos passarinhos eu faço qualquer coisa, e voce precisa entender Kuerine. _ Disse Marina olhando para o Kuerine que não estava nem um pouco satisfeito. Que alivio que senti, apesar de estar preocupado com o Kuerine, pelo ao menos a Marina entendeu. Mas para minha surpresa, Kuerine quase chorando falou: _ Olha aqui Demetrio! Quando voce me trouce de Caculé, pra cá, voce me prometeu que não ia separar a Marina de mim, voce sabe que eu não confio em ninguém, além de voce ficar perto de Marina, e este povo vão levar ela pra longe, e sabe Deus o que vão fazer com ela sozinha sem mim. _ Eu prometi e vou cumprir. Vamos fazer o seguinte, nos só aceitamos que a Marina vá, seja pra onde for, se eu e voce formos juntos com ela, Tá bom assim? _ Kuerine me olhava com um olhar tão penoso, que tive que me conter para não chorar. _ Tá bão! Mas eu e voce juntos! _ Não vamos antecipar as coisas, vamos esperar acontecer, não precisa voce ficar triste, prometo que as coisas não vão ser ruim, vai ser do seu jeito. - Falei acalmando ele. _ Mas será que eles não vão tirar os pássaros que estão aqui? Pois são eles que me ajudam a matar um pouco a saudade de maiinha e de paiinho _ Disse Marina olhando pela Janela. _ Não Marina! Aqui ninguém maltrata nem prende eles, e se eles estão aqui é porque querem, estão livres, todos podem ver isto. _ Falei passando a mão na cabeça da Marina, que mais parecia uma criança. _ Para aliviar os ânimos, vamos dar uma volta? _ Mas como eu disse Marina parecia uma criança, ela falou: _ Eu queria um papagaio Demetrio! Assim eu poderia ensinar ele falar igual o meu de Caculé. _ Mas onde vamos arrumar um papagaio se aqui é proibido vender? _ Falei coçando a cabeça. _ Mas voce não conhece alguém que mora na roça, pra arrumar um pra mim? _ Tenho vários amigos que tem fazendas, mas como vamos achar um lá? _ Marina me olhou cheia de esperança. _ Então me leva lá, que eu consigo trazer um pra mim, apesar que na época de acasalar, eles gostam de arvores muito alta para fazer seus ninhos, mas agente dá um jeito, não se preocupe. _ Por mim tudo bem, então vamos agora a tarde, pra fazenda do meu amigo, não é muito longe daqui. _ Eu queria que eles esquecesse a historia da TV, e que o Kuerine se relaxasse mais, pois estava parecendo que ia dar um troço. Nos arrumamos e fomos pra fazenda, e no percurso Kuerine me contava como sofreu no interior da Bahia, Quanto mais Kuerine contava sua vida, mais eu sentia que tinha que transformar a vida dele. Chegando na fazendo foi uma festa quando Marina desceu do carro, viu de cara o papagaio do meu amigo que estava na varanda, ela foi direto falar com ele, nem esperou eu apresenta-los. _ Como se chama louro? _ Parecia que ela estava falando com gente, mas para minha surpresa o papagaio respondeu. _ Chodó! Chodó! _ Marina colocou o dedo em frente o louro que logo foi para o dedo dela. _ Quero que aprenda meu nome Chodó! E meu nome é Ma-ri-na! _ Marina! Marina! _ Dizia o louro sem parar e subindo no ombro dela, só que Marina viu uma corrente no pé do papagaio, e de imediato tirou a corrente, mas de que depressa o papagaio deu uma voada e voltou pro ombro dela, naquela hora quase morro, e se o papagaio alheio fugisse? Nisto... Sai uma senhora de dentro da casa e diz: _Cuidado! Ele é bravo! _ Não se preocupe dona! Ele não é bravo! Só tem medo de ser maltratado. _ A senhora foi se aproximando da Marina e falou: _ Sabe! Eu tenho este papagaio a alguns meses, mas nunca pude pegar ele, ele me bica. _ A senhora falava admirada com a intimidade do papagaio com a Marina. _ É só a senhora não colocar corrente nele, deixa ele livre, se ele quiser, vai e vem pra floresta, e além do mais, ainda vai ficar feliz e fazer a senhora feliz também. _ Marina falava dando carinho na cabeça do papagaio. _ Desculpa por ela ir pegando seu papagaio, mas ela é louca por pássaros. Como a senhora sabe, sou amigo do seu patrão, e vi aqui mesmo sem avisar a ele, porque se eu não conseguir um papagaio para Marina, ela não vai me dar sossego. _ Falei tentando explicar nossa visita.

VIGÉSIMO QUARTO CAPITULO

_ Fique a vontade seu Demetrio, o senhor sabe que aqui o senhor tambem manda. _ Quando olho para os lados, cadê Marina?! Preocupado perguntei: _ Onde esta Marina, Kuerine? _ Kuerine estava distraído, e nem percebeu que Marina havia sumido, e saiu em disparada gritando por ela. _ Meus Deus! A Marina entende de passarinho, mas não entende de animais selvagens, deve estar em perigo!… Marina!!! Marina!!! Demetrio!!! Me ajuda! A Marina esta em perigo!!! _ Kuerine estava desesperado, eu nunca o vi assim. _ Calma Kuerine! Agente vai achar ela. Calma! _ Quando olhamos pra cima, tinha um bando tão grande de pássaros voando em circulo em um só lugar. _ Olha lá!!! Olha lá Demetrio!!! Ela esta ali! _ Kuerine gritava correndo em direção dos pássaros, Eu não conseguia acompanha-lo, e a senhora que estava na fazenda, tambem entrou no mato, e olhando para cima ela admirava o que estava vendo. _ Meu Deus! Eu nunca vi isso! Eles formam bando só de manhã sedo e a tardezinha! _ Realmente, era algo inexplicável. Dizia a senhora, enquanto corria junto com agente. De repente, volta o Kuerine, mais desesperado ainda, Corre Demetrio! Corre! Marina esta ferida!_ Quando chegamos onde a Marina estava, tinha milhares de pássaros ao redor dela, e cantavam um canto diferente, como se tivesse pedindo ajuda. _ O que aconteceu? _ Nisto o Kuerine estava pegando a Marina no colo, que estava ensaguentada. _ Foi um pedaço de pau que entrou no meu pé! Não consigo andar! _ Dizia Marina enquanto o Kuerine aconchegava ela no colo. _ Calma Kuerine! Deixa eu ver primeiro! _ Quando olhei era um pedaço de pau enorme dentro do peito do pé. _ Não podemos puxar! É muito grande! Temos que leva-la ao hospital! _ Mas a quantidade de pássaro que a arrodeava era tão grande, que não precisava esforço para encostar neles, e pior… Não se intimidavam, ficaram ao redor dela como se quisesse protege-la. O papagaio não saiu de cima da Marina, ficou o tempo todo em cima do ombro dela, querendo bicar os pássaros que estavam desesperado tanto o quanto a gente. parecia cena de cinema. Pegamos a Marina e levamos pro carro, e os pássaros acompanhando. _ E os papagaio Marina? Voce encontrou? _ Perguntei e Marina respondeu gemendo de dor. _ Não achei nem um! _ Leva este! Ele não gosta de mim mesmo! _ Marina olhou para a senhora com um ar de gratidão, mas se retorcendo de dor. _ Obrigada! Prometo que vou cuidar bem dele. _ Enquanto amarrávamos um pano no ferido, para estancar o sangue, o papagaio não parava de falar, parecia que estava entendendo a situação. Agradecemos a senhora e fomos de volta pra cidade, mas para minha surpresa, os pássaros estava acompanhando o carro, tinha pássaros de todas as especie, fiquei atordoado quando vi. _ Manda eles voltarem, Marina! Como vamos entrar no hospital com este monte de pássaros? _ Nisto o Kuerine não queria saber de nada, só estava preocupado com a Marina, segurava ela com tanto carinho, que nunca vi igual. _ Não adianta Demetrio! Eles não vão voltar, porque estão preocupados comigo. _ Quando olhei em direção a fazenda, lá estava a Senhora com a mão sobre a testa, apreciando aquela coisa mais fantástica do mundo. _ Preocupa não Demetrio! Os pássaros sabem o que fazer quando agente parar no hospital. _ Kuerine falou, enquanto passava a mão no rosto da Marina. _ O problema não é este, é que vamos chamar a atenção de Deus e do mundo com este monte de pássaros atras do nosso carro. Mas não deu outra, quando entramos na cidade, era buzina uma atras da outra, era carro parado para ver o espetáculo, era gente pra todo lado, parados observando. Quando chegamos no hospital que estacionamos o carro, os pássaros posavam em todo lugar, o bando era tão grande que até nos fios tinha pássaros. Na verdade não dava para acostumar com aquela cena, era cada vez mais linda. Marina foi medicada, teve que fazer uma mine cirurgia, mas não demorou muito, a única coisa engraçada, era que o papagaio não ficou com ninguém e teve que entrar na sala de cirurgia junto com ela, foi um tumulto, mas por fins deixaram ele entrar. Quando voltamos para casa, com tudo sobre controle, eu não parava de rir ao lembrar a quizumba que o papagaio fez, para não sair de perto da Marina, com isso todos nos começamos a rir, até o papagaio ria, foi muito engraçado. E como se não bastasse, os enfermeiros, os médicos, os pacientes, todos queriam apreciar os pássaros que pacientemente esperavam lá fora, cantando sua orquestra maravilhosa. Os pássaros nos acompanhou até em casa, e entraram conosco, se juntando com os que já estavam lá. Não vai demorar os pássaros do Brasil inteiro vão estar em São Paulo, se continuar assim. E melhor… Em minha casa. Enquanto entravamos na garagem, Julia aparece com as mãos na cabeça. _ Meu Deus gente! Aqui já tem mais de mil pássaros e voces trouxeram mais? O Barulho vai ser tremendo! _ Mas eu que já estava acostumando com a situação falei: _ Ora Julia! Voce aguenta barulho de radio! TV! Carros passando aqui toda hora! Esta orquestra vai ser melhor do que estes barulhos. _ Mas Seu Demetrio!? Onde voces vão chegar? Todo lugar que vão trás um bando? E agora um papagaio também? _ Meu Deus! aqui vai virar um zoológico!. _ Mas Julia era gente boa, falava aquilo mas não se zangava com o trabalhão que os pássaros iam dar. Entramos e logo tínhamos que providenciar uma casinha para o papagaio, antes que Marina o quisesse levar pro quarto dela. Enquanto eles se ajeitavam, pois Marina teve que entrar no colo do Kuerine, o papagaio continuava em cima de Marina. _ Mas o que aconteceu? Marina se machucou como? _ Perguntou Julia, enquanto ajudava o Kuerine a colocar Marina no sofá. _ Deixei o Kuerine contando pra ela a historia, e fui saindo para comprar uma casinha para o papagaio, mas para minha surpresa grita Marina: _ Demetrio! Deixa agente ir com voce?! _ Não Marina! Fica em casa pra descansar e não machucar o seu pé, até que se o Kuerine quiser ir… Tudo bem… Mas voce! Não! _ Falei caminhando em direção do carro. _ Por favor Demetrio?! Deixa eu ir! _ Marina não se cansava, adorava passear. _ Não! Lá tem muitos pássaros preso, pois é uma agropecuária, e voce vai soltar os pássaros me trazendo confusão. _ Prometo que fico no carro! Eu quero escolher a gaiola, pois não quero gaiola fechada. _ Só que ela foi falando e andando em minha direção, pulando com um pé só, e o papagaio no ombro.

VIGÉSIMO QUINTO CAPITULO.

_ Tá bom! E vem voce tambem Kuerine, só que pelo amor de Deus,manda os pássaros ficarem em casa, E o papagaio fica com a Julia. _ Tá bom! _ Mariana foi entrando no carro e o papagaio deu um vou vazante e entrou primeiro que ela, era impossível dominar aquela situação, os pássaros tinha autoridade sobre mim, era uma coisa incrível. Entramos no carro e lá se vai o papagaio junto, fazendo a maior algazarra com a Marina, que feliz da vida nem parecia que estava com o pé machucado. Chegamos na agropecuária, e eu com o coração na mãe, pois havia vários viveiros cheios de pássaros, mas como Marina prometeu não descer do carro, entrei mais confiante. Só que havia vários tipo de casas de papagaio, seria muito incomodo levar para Marina escolher, com isto resolvi dar um voto de confiança pra ela, e deixa-la entrar. Chamei Marina que feliz da vida entrou. Mas para minha surpresa, os pássaros ficaram loucos, as araras parecia que ia destruir os viveiros. e neste tumulto, procuro o papagaio que não estava com Marina, e pergunto: Onde esta o papagaio Kuerine e Marina? _ É mesmo! Cadê o louro? _ Disse Kuerine. Mas antes da Marina responder, o papagaio entrou voando e sentou no ombro dela. _ Onde voce estava louro? _ Kuerine perguntou alisando a cabeça dele. Achei estranho que o papagaio levantava e subia a cabeça, quando a Marina falava no ouvido dele, senti cheiro de traquinagem. Mas resolvi fazer de conta que estava tudo bem. Comprei a gaiola que ela escolheu e saímos, quando entrei no carro, senti um alivio e pensei: Graças a Deus deu tudo certo! Dirigi uns trinta metros e vejo um bando de pássaros atras do carro. _ Ai meu Deus! Pisei no acelerador, pois desta vez ia dar merda! Com uma certa distancia, vejo um carro, cantando pneu atras do meu. O que voce fez desta vez Marina? Pelo amor de Deus!... Fala! _ Nada Demetrio! Eu não soltei os passarinhos do homem não! _ Acreditei e parei o carro para ver o que o motorista ia falar, o papagaio inexplicavelmente se escondeu atras de Marina. _ Pois não? O que o senhor quer? _ O homem soltava fogo pelas ventas. _ Sai da frente que eu quero matar um papagaio que esta com voces!!! Ele abriu todas as minhas gaiolas! Este maldito!!! _ Calma! Vou pegar o papagueio e o senhor faz o que quiser, nos não temos culpa!_ Pisquei para a Marina e pedi que soltasse o papagaio, pois sabíamos, que ele era inteligente o suficiente para voar junto com o bando de pássaros. _ Pronto moço! Agora se vira com o papagaio! _ Falei e fui dando partida, pelo retrovisor pude ver ele, com as mãos na cabeça, tive dó, mas ele vendia pássaros em extinção, como araras azuis e outros pássaros, com certeza não ia chamar a policia pra nos. Mas não deixei passar em branco: _ Olha Marina!... Voce não pode fazer estas coisas, eles podem te prender e até lhe processar, não fica bem pra nos, se voce não parar com isso, tenho que deixar de sair com voces._ Falei demonstrando que não estava satisfeito com a situação. _ Tudo bem Demetrio! Sei que estou errada, mas não aguento ver passarinhos presos, sinto uma agonia tremenda, e como falo com eles, eles me pedem para solta-los. É muito difícil minha situação! Eu gostaria de ser uma pessoa normal! Queria não falar com passarinho! _ Marina estava chorando. _ Calma! Tá tudo bem Marina! O Demetrio não esta brigando com voce! _ Disse Kuerine preocupado. _ Eu estou brigando sim! O que vamos fazer com tantos pássaros? Como vamos agasalha-los? Voce sabe que muitos pássaros juntos, vai ser difícil pra nos, quando o governo descobrir que só esta aumentando a quantidade em nosso quintal, não sei o que vão dizer ou fazer com agente. Esta passando dos limites! _ Quando parei para olhar para a cara de Kuerine e Marina, os dois estavam chorando. _ Ai meu Deus! Me desculpem! Voce não tem culpa de ser assim Marina! E voce Kuerine! Fica calmo! Vamos contornar esta situação! Tá tudo bem. _ Eles pareciam duas crianças. Eram incríveis. Quando olho pra trás, não vi nem o papagaio nem os pássaros. _ Onde eles estão? Sumiram! _ É sumiram! _ Disse Marina enxugando as lagrimas. _ Me desculpa gente! Desta vez fiquei nervoso! Já pensou se aquele homem desse uns tiros na gente? Mas quem sabe eles voltaram pra lá?! _ Distraímos e não vimos, que rumo tomaram. Coloquei uma musica para melhorar o clima, e fui cantando junto com a musica, Quando entro em minha rua, paralisei!... Tinha pássaro pra todo lado de novo, esperando no portão, nas arvores vizinha, nos fios elétricos, e o papagaio vindo na direção do carro, Marina colocou o braço pra fora e ele sentou no braço dela. Marina deu um beijo no papagaio e escutei quando ela sussurrou: _ Bom trabalho! Obrigada!. _ Meu Deus do céu! O papagaio estava fazendo o mesmo que Marina fazia! Agora eu estava frito. A Julia nem falava mais nada, só colocava a mão na cabeça e entrava, a cada vez que chegávamos da rua. Marina e o papagaio estavam ambientando a arara, não dei muita bola pra ela, pois pela primeira vez eu realmente estava chateado, Kuerine tentava amenizar a situação, pois tinha medo que eu maltratasse Marina, Mas eles já haviam dominado a minha vida de tal maneira, que eu já sentia que vivia pra eles. Meio o tumulto dos pássaros, escutei Marina conversando com o papagaio e a arara. _ Olha aqui meninos!... Quando o Demetrio ficar bonzinho, vou pedir para comprar mais uma casinha, por enquanto a arara dorme na cadeira e o louro na casinha. _ Nem pensar que eu ia de novo em uma agropecuária, Marina não tinha juízo mesmo! As coisas em casa começou ficar complicado, tinha mais pássaros, que galho de arvores, estava ficando fora do controle. _ Olha Marina e Kuerine! Temos que pedir ajuda pro Ibama, temos que arrumar uma floresta aqui por perto, para deixar esta quantidade de pássaros, não podemos mate-los aqui, os vizinho, não demora, vão virar umas feras. _ Os dois me olharam de rabo de olhos, mas não discordou. Mais do que depressa fui buscar ajuda com o Ibama, liguei e em menos de duas horas , lá estavam eles, prontos para me ajudar. Quando os recebi no portão, eles quase não me deram atenção, pois os pássaros cantavam sem parar e voavam de um lado para outro, que cheguei a pensar que eles sabiam o que estava acontecendo.

VIGÉSIMO SEXTO CAPITULO

_ Meu Deus! Que coisa mais linda! Eu nunca vi algo igual! Como conseguiram este prodígio? _ O pessoal do Ibama estavam deslumbrados. _ É sobre isto que os chamei aqui, preciso de um lugar para colocar eles, uma floresta supervisionada por voces, ou algum lugar seguro. _ Mas voce não me respondeu como conseguiu acumular tantos pássaros? _ Eu não sabia como responder, se eu dissesse que tinha uma paranormal em casa que fazia isto, era que o tumulto ia ser feio, e tambem como explicar o inexplicável? _ Isto é uma longa historia, no decorrer da ação voce vão entender. _ Falei tentando fazer com que eles resolvesse a situação. _ Bem… Voce sabe que aqui deve haver vários ninhos, como vamos recolher todos eles, e não tenho a minima ideia como transporta-los. _ Não se preocupe com os ninhos, precisamos de uma escada de bombeiro, e um carro aberto. _ Tudo bem!... Vou ligar pedindo um carro de bombeiro, voce tem um telefone? _ O agente do Ibama entrou para ligar em busca de ajuda do bombeiro, e eu fui prevenir Marina para que ela subisse na escada e pedisse os pássaros para indicar onde tinha ninho. _ Não se preocupe com isso Demetrio! Só não quero que maltrate eles, e que leve eles para um lugar, onde não vão ser caçados e maltratados. _ Marina estava triste, mas entendia que aquilo era preciso. O agente voltou e pediu alguns minutos que o carro do bombeiro estava a caminho. Em quanto o carro do bombeiro chegava, eles ficavam admirando a quantidade de pássaros, que feliz cantavam uma sinfonia sem igual. O Carro do bombeiro não demorou a chegar, e notei que quando estacionou na frente de casa, Marina abaixou a cabeça e parecia chorar. Mas fiz de conta que não notei e prossegui com a ação. O agente contou aos bombeiros o que precisava fazer, mas um deles logo gritou: _ Não esqueçam que tem os ninhos que não sabemos os locais que estão! _ Logo vi Marina levantar de onde estava e vir em direção deles. _ Não se preocupe moço! Eu sei onde esta cada ninho, basta que coloque a escada e eu pego. _ Notei que os bombeiros e os agentes olharam um para o outro, tentando entender o que ela ia fazer. _ Espera ai gente! Como vamos colocar todos os pássaros no caminhão? Como vamos leva-los? Isto esta esquisito! _ Um dos bombeiros falou com a mão no queixo. E mais uma vez Marina falou: _ Eu os levo sem precisar prende-los, nesta gaiola grande. _ Os agente do Ibama tinha pedido um caminhão todo rodeado de tela, quando viu que se tratava de pássaros. _ Vamos tirar os ninhos e o resto não se preocupem. _ Kuerine ficou de longe com as braços cruzados pra trás, como sempre fazia, quando estava parado. Os bombeiros colocaram as escadas, e marina falou em voz alta: _ Meninas! Onde estão os ninhos? Me leva em cada um deles! Não vou deixar ninguem machucar seus filhotes! _ Os agentes e os bombeiros balançaram a cabeça como se visse uma louca falando com os pássaros. De repente, lá vem um bando de pássaros em direção da Marina, era pássaro assentado em toda parte do corpo dela, era algo extraordinário, que não dava para acostumar, com aquelas cena nunca. Nisto a escada já estava pronta para Marina subir. _ Vamos lá! - Disse ela. e os agentes e bombeiros sem entender o que estava acontecendo, cochichava um com o outro. Marina subiu a escada e alguns pássaros subiu com ela, outros ficavam voando ao seu redor. Automaticamente, Marina ia entregando os ninhos para o bombeiro, que ficou a baixo dela, o qual ia passando pros outros, mais abaixo dele. Nesta brincadeira, era tantos ninhos, que pensei que não ia acabar, pois no quintal da minha casa, tinha muitas arvores, e todas elas estavam cheias de ninhos. Foi tão engraçado, que os bombeiros e os agente iam obedecendo a Marina meios atordoados, sem entender tal anormalidade. Demorou um bom tempo, colhendo ninhos, e quando acabou, Marina desceu e foi no caminhão ver como eles estava sendo agasalhados, deu o toque dela, e mandou os pássaros, que eram donos dos ninhos, tomarem os seus lugares, e para nossa surpresa, todos obedeceram. _ Olha! Tem que ir devagar, mas até agora não sei pra onde vão leva-los. Pra onde mesmo? _ Marina pergunto com um tom agressivo. _ Vamos leva-los para uma reserva legal, aqui perto, eles vão ficar muito bem lá, tem tudo que eles precisam, para continuarem saudáveis. _ Um dos agente respondeu. _ Mas e o resto? Como vamos leva-los? _ Eu vou em cima do caminhão que estão os ninhos, e o outros pássaros acompanham, pode deixar. _ Mais uma vez, os agentes e os bombeiros, olharam um para o outro sem entender. Marina subiu no caminhão e gritou: _ Vamos meninos e meninas! Arrumamos moradia segura pra voces!!! _ O pessoal olharam admirados, ao ver tantos pássaros saindo das arvores e acompanhando Marina, Mais uma vez digo… Era extraordinário ver aquilo. Fui no meu carro atras do caminhão, e neste tumulto todo, esquecemos do Kuerine, que não estava lá, na hora que tudo terminou. _ Eiiiiiiiiiii! Peraiiiiiiiiii! Eu tambem vouuuuuuu! _ Kuerine corria atras do caminhão feito um doido. _ Para aiiiiiiiiii! É meu noivoooooo! Ele tambem vaiiiiiiiii! _ Marina ficou desesperada quando viu o Kuerine, correndo atras do caminhão. Parei meu carro perto dele, mas ele não quis entrar. _ Não! Eu vou no caminhão com a Marina! _ E foi mais a frente e subiu no caminhão todo desajeitado. Nisto o papagaio já estava com Marina, pois não deixava ela pra nada, os dois eram um grude. Enquanto passávamos pelas avenidas, tornamos São Paulo um tumulto. Era carro batendo, era gente gritando para que ostros olhassem, era tanta gente admirando aquele bando de pássaros que acompanhava o caminhão, que parecia uma procissão. E não demorou já tinha reporte filmando para todos os lado, aquele comboio se tornou uma celebridade. Quando chegamos na reserva, os pássaros passaram na nossa frente, parecia que sabiam que o habitar deles era ali. Marina gritava:

OS PASSAROS ESTAVAM PRA TODOS OS LADOS, ATÉ NOS FIOS ELÉTRICOS.

OS PASSAROS ESTAVAM PRA TODOS OS LADOS, ATÉ NOS FIOS ELÉTRICOS.

VIGÉSIMO SÉTIMO CAPITULO.

_ Vão meninos!!! Aqui é a casa de voces!!! _ Marina estava feliz quando viu o local. Kuerine que estava mais calado que tudo, não parecia gostar da situação, bem provável, estava com ciume da Marina ao ver tantos homens ao redor dela. Marina desceu e o caminhão do bombeiro aproximou, para colocar a escada para ela ambientar os ninhos. Este processo demorou mais, que para tira-los da minha casa. Não sei ao certo, mas Marina parece que deixava os pássaros escolher onde colocar seus ninhos. pois primeiro o pássaro sentava em um galho, e depois ela colocava o ninho ali, com todo cuidado do mundo. Na hora de voltar pra casa, os dois entraram no meu carro, e eu fui agradecer os agentes e os bombeiros, quando cheguei no carro, Marina estava abraçada com o Kuerine, e chorando deitada no peito dele. Chorava de soluçar. _ Mas Marina! Porque chora tanto? Voce sabe que ai é melhor pra eles, e voce sabe que muitos outros virão! _ Só que vai ser difícil chegar em casa e não encontrar eles lá, como antigamente, voce não entende o que sinto Demetrio! _ Realmente era difícil pra ela. _ Tudo bem!... Mas ainda tem a arara e o louro, para te fazer companhia. e logo voce terá um monte de pássaros outra vez, eu sei disto! _ Quando chegamos em casa, parecia que tínhamos chegado de um velório, bateu uma tristeza ao ver aquele silêncio, que se para mim estava difícil, imagine para Marina. Marina foi direto pro quarto, e Kuerine sentou na mesa e debruçou pensativo. Julia veio ao meu encontro, e alegre perguntou: _ Voces vieram de um velório? É o que esta parecendo! _ Senti que Julia estava feliz, mas com razão, pois ia diminuir bastante o trabalho dela, porque coco de pássaros, era pra todos os lugares. Os vidros das janelas, tinham que limpo todos os dias, tive que arrumar outra empregada para ajuda-la, mas mesmo assim o trabalho estava muito para elas duas. _ Vou descansar um pouco Kuerine! Voce não vai? _ Falei subindo as escadas. Kuerine não me respondeu, estava muito melancólico. Quando eu terminei de subir as escadas, gritei: _ Vou descansar e mais tarde vamos trabalhar. _ Ele me olhou como concordando e abaixou a cabeça de novo. Quando cheguei na janela do escritorio, Marina estava sentada no batente da janela do quarto dela, com o papagaio e a arara, e chorando. Fique mais deprimido que eles dois juntos. resolvi ir até o quarto dela, pois não podia deixa-la assim. Matutei bastante minha cabeça, para achar um meio de mudar aquele quadro. e entre a tristeza e as duvidas, achei a solução. Marina quando me viu, começou enxugar as lagrimas, para mim não perceber que ela estava chorando. _ Fique tranquila Marina! Eu tambem choro! Sei que voce esta triste, é normal, afinal de contas o canto dos pássaros já esta fazendo falta pra mim, imagina pra voce. Mas tenho uma surpresa, acho que voce vai gostar, Vou comprar uma fazenda pra voces, assim voce pode criar o tanto de pássaros que quiser. E não vai mais precisar passar por isso. _ Fazenda de verdade, Demetrio? Bem grandona? Que eu posso criar cachorros, cavalos, gado, porco e o que eu quiser? _ Marina parecia uma criança, os olhos brilhavam. _Kuerine! Kuerine! Corre aqui! _ Marina gritava Correndo pelas escadas. Marina foi feliz da vida contar para o Kuerine a novidade, que ao ver ela feliz, ficou feliz tambem. Senti um alivio, ao ve-los felizes. Liguei para alguns amigos, para ver se conseguia a fazenda o mais rápido possível. Três dias depois um amigo me ligou, dizendo que tinha achado uma bela fazenda perto de São Paulo. Mais do que de pressa, dei uma fugidinha e fui conhecer, para ver se era o que eu queria. Encantadora, tinha tudo que pensei, tudo que faria Marina e o Kuerine felizes. Comprei a fazendo e coloquei no nome dos dois, para que futuramente fosse o começo da mudança de vida deles. Mas eu queria fazer uma surpresa pra eles. Pedi aos meus empregados que providenciassem, todos os tipos de animais exótico, domésticos, e cavalos de raça, que eu ia comprar para colocar na fazenda. Mandei fazer uma linda placa com letras garrafais escrito. " O FANTÁSTICO MUNDO DE MARINA". Eu queria colocar tambem, outros bichos que Marina tinha afinidade, mas para fazer isso, tinha que apelar para Kuerine, pois ninguem conhecia Marina melhor que ele. Chegando em casa, disfarçadamente, pedi Kuerine para citar todos os animais que Marina gostava, mas que não tocasse no assunto com ela, Kuerine era curioso, mas sabia guardar segredo. A Lista era grande, Para dizer a verdade, Marina gostava de todos os animais, mas depois dos pássaros, a preferencia dela era por cavalos. Mandei buscar de todos os lugares, animais de todos os tipos e raça, principalmente cavalos, muitos cavalos. Marina e Kuerine, gostavam de surpresas, e tudo que eu fazia eles aplaudiam, então fiz do meu jeito. Mandei enfeitar todos os animais, para fazer a surpresa, queria vê-la muito feliz, pois a minha consciência doía muito, por causa dos pássaros que tirei lá de casa. Kuerine e Marina, eram os filhos que eu não tive, para mim eles eram muito importante, pois deu razão a minha vida vazia, que só acumulava riquezas, sem ter um passarinho para sustentar. Meus pais deixaram uma herança muito grande, e eu como filho único, herdei tudo, mas nunca tirei da cabeça que queria ajudar alguém, mas tinha medo de investir errado. Deis graças a Deus esta duas pessoinhas maravilhosas, cruzarem em minha vida, não sou eu que estou ajudando eles, é eles que me ajudaram arranjar uma razão de viver. Nunca quis casar, não tive filhos, tive uma família muito pequena, que Deus resolvei levar muito sedo. Fique muito tempo resolvendo as coisas da fazenda, Kuerine e Marina estava diferente comigo, estavam achando que eu havia os abandonado. _ É Demetrio!... Voce agora não quer mais andar com agente, cada dia que passa, fica mais distante, não nos leva pra passear e nem o livro quis mais ler, acho que não gosta mais de nois. _ Kuerine falava com a voz de choro. _ Não gente! Eu estou trabalhando! Logo apresento este meu trabalho pra voces. _ Respondi triste, pois não sabia que eles estavam pensando assim. _ Meu pé já até sarou e voce nem percebeu, não tá mesmo mais ligando pra gente. _ Disse Marina me mostrando a cicatriz no pé.

RESERVA ONDE LEVARAM OS PÁSSAROS.

RESERVA ONDE LEVARAM OS PÁSSAROS.

VIGÉSIMO OITAVO CAPITULO

_ Ontem eu e a Marina estávamos triste, e achamos que voce deve estar planejando mandar nois de volta pra Caculé. _ Não é nada disto, e como prova, quero leva-los hoje a tarde para passear, e quero que voces convidem a Julia para ir com agente. E leve a arara e o papagaio também, vamos todos para uma bela surpresa. _ Falei abraçando os dois e sorrindo. _ Voce esta falando serio? Então vamos ficar lorde Marina! Afinal de contas, já tem um tempão que agente não passeia. _ E vamos levar Esmerada e Ametista tambem. _ Estranhei o nome. _ Mas quem é Esmeralda e Ametista? _ O louro e a arara, Marina colocou nomes neles. _ Gostei! Lindo nomes. _ Comentei mandado eles se arrumarem. _ Há esqueci!... Avisa pra Julia ir se arrumar tambem, e diga que não almoçaremos em casa, almoçaremos mais tarde no passeio. _ Notei o ar de felicidade na cara deles, e aquilo me alegrava muito. Eu havia convidado para o evento, muitas autoridade local, a imprensa, cozinheiros profissionais, para providenciar o almoço do ano, convidei tambem, vários profissionais, que entendiam de animais, pois queria tudo perfeito, afinal de contas eles mereciam. Não demorou estavam todos arrumados, mas nem imaginavam do que se tratava. Quando chegamos na fazenda, parecia uma romaria, tinha muitos carros e muita gente entrando, eu havia preparado a maior surpresa do mundo, para meus paranormais. _ Êita! Olha a dona daqui chama Marina, igual meu nome! Olha lá Kuerine e Julia! "O FANTÁSTICO MUNDO DE MARINA", Olha só Demetrio! Voce viu aquilo? _ Ela estava deslumbrada do lado de fora, imagina quando entrasse. _ É Marina... Eu vi! _ Fiquei serio, para ela não perceber nada. Quando o nosso carro foi entrando na porteira, vinha em nossa direção, mais de trezentos pombos, todos brancos, deu um vazante por cima do nosso carro, que foi a coisa mais linda do mundo. e no chão dezenas de ganços com lacinhos rosas em comemoração a Marina. _ Meu Deus! Que lugar lindo Demetrio! _ Disse Marina. _ Eu nunca vi algo igual. _ Disse Julia. _ Parece um parque. _ Disse Kuerine. _ Vai lá nos ganço, Marina! Tudo que tem aqui é seu e do Kuerine! _ Falei abraçando os dois. _ Meu Deus! Estes ganços são meus?! Tudo aqui é meu?! Tá vendo Kuerine? É tudo nosso!!! _ A felicidade dela correndo para encontrar os ganço, era demais. Ela ficou flechada de ganços e pior... Resolveu tirar todas as fitinhas que estavam nos pescoços deles. _ Se são meus, não podem ser amarrados por nada, mesmo estando lindos. _ Disse ela, e logo todos estavam ajudando ela tirar os lacinhos. _ Demetrio! Voce não falou que não queria mais aves na sua casa? E onde eu vou colocar tantos ganços? _ Aqui na sua casa hora! _ Quer dizer que a fazenda tambem é nossa? Meus Deus! Eu não acredito! _ Kuerine e Marina não sabiam como suportar tanta alegria. _ E Tudo de voces! Mas tem muitas coisas ainda para acontecer. Vamos terminar de entrar. _ Com ajuda de todos que estavam próximo, Marina conseguiu libertar os gansos, dos lacinhos. Cada entrada para a apresentação dos animais, tinha uma cerquinha com um colchete. Andamos alguns metros e tinha outro colchetes. _ Vamos! Abre Marina! _ Quando ela abriu, veio uma quantidade imensa de pavão, ela quase ficou louca de felicidade. _ Meus Deus! Que coisas lindas! _ Todos os pavões caminhou em direção dela, parecia que tinham sido adestrados. Ela agachou e passou a mão em muitos deles. E o que mais me emocionou, foi que Kuerine e Marina estavam chorando. _ Não quero vê-los assim! Ainda tem muitos animais para apresentar a voces, e não quero que eles pensem que voces ficaram triste ao vê-los. _ Falei sério. _ É mesmo Marina e Kuerine, se eles ver voces assim vão ficar triste. _ Disse Julia abraçando Marina. Andamos mais alguns paços e encontramos os colchetes, das galinha e dos patos, _ Vai lá Marina! Abre este outro colchete. Quando Marina abriu deu um grito de felicidade. _ São muito lindos Demetrio! Olha Julia e Kuerine! _ Marina nem ligava para a quantidade de pessoas que estavam vendo a apresentação, era como se só tivesse eu, Kuerine e Julia com ela. No proximo colchete era os coqueis, vários dele, Estávamos escutando uma sinfonia desta vez de varias aves juntas, era algo inexplicável. _ No próximo colchete eram os cavalos, de todas as raças e cores, e na frente deles, tinham uns dez cavalos que saudaram a Marina, abaixando a cabeça e dobrando as patas._ Marina desta vez... Desabou!. Abraçada com Kuerine chorava alto, chamou a atenção de todos que vieram ver o que estava acontecendo, até mesmo os cozinheiro e garçons, vieram correndo. _ Calma Marina! Ainda não terminou e voce já esta assim? _ Peguntei tirando ela dos braços do Kuerine, que junto com ela tambem chorava feito crianças. Caminhamos em direção ao outro colchete, e lá estava dezenas de vaca, touro e bezerros, de todas as raças. Quando Marina viu os bezerros, foi abraça-los como se fosse normal, entrar no meio de monte de vaca e e touros, e o mais incrível é que todos deram passagem para ela, como se já a conhecesse. Os fotógrafos, fotografavam cada movimento da Marina e filmavam admirados. Como se não bastasse tantas surpresas, quando a Marina larga os bois, sai de dentro da floresta milhões de pássaros, flechou a Marina de tal maneira que não dava pra ver ela. Ai notei que ela tinha ficado mais feliz que nunca, na verdade a Marina era apaixonada por pássaros e os pássaros apaixonados por ela. _ Meus amores! Minha vida! Voces tambem estão aqui? _ Marina toda arrumada como estava, sentou no chão para dar carinho ao pássaros que pareciam tambem adestrados, cantavam e arrodeavam ela, como fazendo uma festa. Para tirar a Marina do meio dos pássaros, deu muito trabalho, os convidados, esqueceram até a fome, para contemplar aquieles acontecimentos únicos, que tenho certeza que eles nunca viram. Eu ouvia sussurros para todos os lados, Cada um falava uma coisa. Na realidade o que estava acontecendo, nem eu esperava, de tão lindo que era. Kuerine era o tempo todo protegendo Marina, e ela tão interdita com tantas surpresas, quase não dava atenção para ele, e ele estava enquito. Marina parecia cansada, pegou a primeira cadeira e sorridente sentou-se.

MARINA RADIANTE DE ALEGRIA.

VIGÉSIMO NONO CAPITULO

_ Ainda não acabou, vamos ali na frente que tem mais. _ Marina me acompanhou e foi a vez dos cachorros, de todas as raças e tamanho. _ Que lindos! _ Marina foi entrando em cada canil para cumprimenta-los, ficamos doidos com medo que algum deles a mordesse, mas como ela era paranormal de tudo, todos a trataram como se já a conhecesse. Kuerine ficou de longe pedindo para ela não ultrapassar as grades, que separava cada raça. Mas Ela não estava nem ai, entrou em todas ela. Para terminar, foi a vez do ultimo colchete, que era um viveiro imenso cheio de papagaios e araras. e dentro tinha varias arvores para eles ficarem, pois Marina ia odiar se os encontrasse presos, sem ter arvores pra eles. Quando Marina viu as araras e os papagaios, deu uma crise de riso porque o louro e a arara entrou na frente dela. Foi tudo muito lindo, eu nunca tinha me sentido tão feliz. Quando Marina saiu de dentro do viveiro a arara que ela chamava de Ametista e o papagaio que ela chamava de Esmeralda, ficaram com os outros. _ Não Ametista! Vem cá Esmeralda! Voces não podem ficar ai! Vamos comigo! _ Mas o papagaio e a arara não quiseram sair, veio perto dela e depois voltou para o viveiro. _ Deixa eles ai Marina! Quando agente for embora leva eles. _ Disse Kuerine. _ É Marina! Talvez eles querem se divertir um pouco. _ Com muita luta a Marina deixou eles lá. O Viveiro era todo na tela, mas aberto em cima , se acaso alguns quisesse sair podia, por isso ela concordou deixa-los lá, sem solta-los como sempre fazia. Fomos pra festa, o almoço já estava atrasado demais, era mais uma janta na quelas alturas. Todos os repórteres flecharam em cima de Marina, queriam saber como ela fazia aquilo, Kuerine não aguentava mais dentro dele, ao ver Marina arrodeada de homens. _ Calma gente! Eu não faço nada! Acontece!... Simplesmente acontece! _ Marina explicou do jeito dela e saiu do meio deles. _ Demetrio eu queria discusar, afinal de contas tenho que dizer alguma coisa e fazer alguma coisa, com estes presentes que voce nos deu. _ Faz o que voce quiser Marina! Aqui voce manda! _ Falei providenciando uma mesa para ela subir. Marina subiu na mesa e Kuerine subiu também, ele não largava ela um minuto. _ Minha gente! Quero agradecer a Deus em primeiro lugar, depois ao Demetrio, este homem generoso que nos adotou como filhos, mesmo sabendo que é muito novo, para ter filhos como eu e Kuerine. Não posso ter uma maravilha desta, se não for útil para a humanidade. Para compensar tanta bondade, eu vou programar shows beneficente aqui, para ajudar crianças e velhinhos abandonados. Eu quero ajudar também os cachorros de rua, não quero velos perambulando pela cidade, sem ter um lar. Vou aproveitar meu dom, e fazer algo pelo próximo. Fica todos convidados para o próximo show, e gostaria que entre nos tenha alguns voluntários, para nos ajudar a realizar este sonho. Esta é a maneira de retribuir a grande bondade de Demetrio. Muito obrigada pela atenção! _ Marina parecia uma senhora ao discursar, naquele momento, o jeitinho de menina tinha desaparecido. Todos bateram palma para Marina, e eu os chamei para voltar pras mesas, para servirem o almoço, que na verdade não era almoço mais, era jantar. Enquanto almoçávamos, Marina recebeu um monte de cartão de visita, para avisar quando ela precisasse de ajuda, aquilo me comoveu, Marina era espetacular em tudo, na verdade era um gênio. O namoro de Marina e Kuerine era diferente da outras moças, eles não beijavam, não se agarravam, nem pareciam noivos, isto porque ainda tinha os costumes de Cacule. Mas eram o tempo todo juntos. Em um descuido do Kuerine, um dos convidados pegou na mão da Marina e não queria soltar, falava algumas coisas perto do ouvido dela, bem baixinho. _ Me solta!!! Por favor me solta! _ O convidado não quis soltar, só vi quando o cara rodou parecendo um pião, Marina havia dado um tapa na cara dele. _ Seu cafajeste! Não ta vendo que não gosto que me pega!? Sai de perto de mim! _ Nisto lá vem o Kuerine feito uma bala. e eu corri para ver o que estava acontecendo, mas antes de chegar perto, só ouviu os gritos. _ Para! Deixa ele! _ Kuerine havia dado um grande bufete, na cara do convidado. _ O que foi Marina? Este cara abusou de voce? - Kuerine estava com a boca espumando e Marina tremia igual uma vara verde. _ Ficou pegando em mim, este pilantra! _ Temendo que as coisas piorassem, peguei Kuerine e Marina, e tirei dali. Quando fui investigar o acontecido, era o dr. Fireste, um alto empresario da sociedade de São Paulo. _ Muito me admira voce, Fireste! Faltar com o respeito com Marina, a dona da festa!.... E voce não respeita sua esposa e seus filhos aqui presente?! _ Eu estava nervoso com o abuso do Fireste. _ Como não pegar esta cabritinha linda! Ela é fora de serie! Nunca vi algo igual! _ Fireste parecia bêbado. _ Pois fica sabendo que o nome dela é Marina, e que não é pro seu bico! Quero respeito com ela, antes que mando voce sair daqui de quatro! _ Nunca me vi tão nervoso. estava me sentindo um leão, defendendo seus filhotes. _ Desculpa Demetrio! _ Uma voz feminina gritou perto de mim, quando olhei era a esposa dele. _ Como a senhora suporta isso? Seu marido é um canalha! _ Eu sei! Mas ele esta bêbado, vamos dar um desconto, ignora esta situação, vou ficar perto dele para que não venha a acontecer mais. _ A esposa de Fireste era uma verdadeira dama, nem merecia um tipo de marido daquele, que não a respeita, nem respeita as outras mulheres. Sentamos para almoçar, e por infelicidade a mesa do Fireste era ao lado da nossa. _ Por favor Demetrio! Vamos para outra mesa!... Esta aqui me faz perder o apetite. _ Vamos procurar outro lugar. _ Levantamos, e quando Marina levantou Fireste gritou de lá: _ Voces estão com medo de mim? _ Fireste levantou e pegou nos braços de Marina e com um tipo desprezível falou: _ Eu posso te dar muito mais que o Demetrio, mocinha! Para de ser besta! _ Ai não prestou. Kuerine pegou uma cadeira e jogou na cabeça do Fireste, que caiu sangrando, Quando a esposa e os filhos do Fireste viu que ele estava ferido, caiu com gosto de gaz em cima de Kuerine e Marina, eu não sabia o que fazer, tentava amenizar a bagunça, mas a cada momento entrava mais gente pra briga. De repente, Marina se afasta um pouco dele e da um assobio diferente, eu nunca tinha ouvido antes. Quando olho dos lados e para cima, estava vindo um monte de pássaros em nossa direção, um monte de ganso,e os cachorro parecia que ia desmontar o canil. Fiquei apavorado, a família do Fireste, saiu batendo as mão nos pássaros e pulando com medo do ganços. Entraram na casa sede, e se fecharam lá. Entrei dentro da casa e pedi que eles fossem embora, mas a festa já estava destruída, pois os convidados estava preparando para entrar em seus carros. _ Calma gente, se tem alguém que precisa ir embora é o Fireste, voltem para suas mesas, a bagunça já terminou, eles estão indo embora. Enquanto isso, Marina tinha ido no canil, para acalmar os cachorros, e agradecido os gansos e os pássaros pela ajuda. E eu com jeitinho e sem graça, fui contornar a situação.

DEMETRIO DESAPONTADO COM O AMIGO FIRESTE.

TRIGÉSIMO CAPITULO.

A Marina e o Kuerine estavam mais calmos, já até acalmava os convidados, enquanto eu, acompanhava o Fireste e sua família para o carro deles, para eles irem embora. Todos os convidados comentavam o ocorrido, mas o que eles mais admiravam foram os pássaros e os gansos, flechando em Fireste e sua família. Quando retornei, estava tudo calmo, a festa deu prosseguimento, foi uma paz. Depois que a festa acabou, tomamos banho, nos arrumamos para voltar pra casa. Estava muito frio, e já era quase meia. Durante a viagem de volta, Kuerine não parava de falar no Fireste, parecia que queria come-lo vivo. Quando chegamos em casa, a Julia foi direto pra cozinha. Marina parecia cansada, deu boa noite e foi pro quarto, Julia preparou um café, e eu e o Kuerine ficamos na mesa conversando, e tomando o café. Uns minutos depois, Marina desce pedindo desculpa pelos transtornos. Colocou uma xícara de café pra ela, e sentou na mesa. Ficamos por ali alguns minutos, e depois subimos para descansar. afinal de contas o dia foi longo e cheio de imprevistos. Depois que tomei meu banho para dormir., escuto a Marina deitada e chorando igual criança. _ O que foi desta vez Marina? _ Perguntei surpreso. _ Saudade de mainha Demetrio! Imagina como eu ficaria feliz, se minha família também pudesse ver, a festa que voce deu pra nos, e nossa fazenda? _ Fiquei triste com a tristeza de Marina, imagina o que Kuerine estava sentindo, mas como sempre ele tentava acalma-la. _ Prometo meu bem! Assim que agente casar, vou levar voce, em Caculé, voce vai ver sua familia. _ Kuerine era muito paciente com ela. _ Te acalma Marina! Tudo tem seu tempo, agora vamos dormir, porque o dia não foi nada fácil, apesar das coisas boas que aconteceram. _ Perai Demetrio! Agente veio embora e deixou os animais lá sozinhos? _ Não Kuerine! Tem empregados e dois caseiros, para tomar conta de tudo. _ Falei em quanto observava Marina alisando a barra da saia, e chorando baixinho. _ Já se acalmou Marina? Vamos dormir agora? A vida é assim! Nada é completo, sempre falta alguma coisa, temos que nos conformar com isso. _ Eu sei Demetrio! Vai passar._ Marina enxugava as lagrimas e se ambientou para dormir. Acordamos sedo no outro dia, fui o primeiro há tomar café, e queria ler um pouco do livro que Kuerine escreveu, contando a historia dele e de Marina quando eram crianças, e fazia dias que eu não pegava. Subi para o escritorio, desta vez sozinho, Kuerina ainda não havia descido. "Continuação do livro escrito por Kuerine." Norma me contou, que Marina já estava bem. Só que a tristeza continuava a mim perturbar, eu conhecia todas as manias de Marina. _ Norma!... Eu vou ter que mudar daqui, eu não aguento mais ver a dona Dolores judiar de Marina. _ Falei trieste. _ Não Kuerine! Voce não precisa ir embora!... Deixa Marina ficar moça, e case com ela. _ Mas como vou casar com ela? Se a mãe dela disse que filha dela não casa com pé rapado? Eu não tenho nem onde cair morto! Ela jamais vai deixar eu casar com Marina. _ Ora! Quando ela ficar moça, quem vai escolher com quem casar, é ela, e não a mãe dela! _ É mesmo! Não é norma? Só que não sei se Marina gosta de mim, o quanto eu gosto dela. _ Claro que gosta! Ela só fala em voce! E quando agente fala muito da pessoa, é porque gosta. _ Norma gostava muito de mim, e não me desanimava nunca; _ É isso que vou fazer! Vou esperar Marina ficar moça, e vou casar com ela! Não sei como! Mas vou! Eu nunca vou conseguir viver sem Marina, ela é minha vida! _ Norma me olhava com olhar de compaixão, tenho certeza que ela achava impossível eu casar com Marina., mas ela era minha amiga, e gostava muito de mim, jamais ia me desanimar. _ E no percurso para casa, fiquei sabendo que tinha chegado um parquinho na cidade, aquilo me encheu mais de esperança, pois quando chegava parquinho, eu ganhava dinheiro fazendo modinhas para os namorados. Mais do que depressa fui no parque me oferecer pra fazer modinhas lá, e quando cheguei, logo vi que tinha pombo correio, e que era ensinado para entregar as modinhas. Meu Deus! Marina só não pode ver este pombo, porque ele fica preso durante o dia, e tenho certeza que ela não vai gostar, e o parque com certeza, vai perder o pombo pra ela. O pessoal do parque me aceitaram, e me explicou sobre o pombo que entrega as modinha, só que eu já conhecia pombo correio, mas escutei calado. Durante duas semanas, eu ia trabalhar no parque, e esquecer um pouco de Marina. Quando voltei pra casa, passei bem pertinho da janela do quarto de Marina, e coloquei uma margarida na brecha. E fique la de casa esperando ela chegar, pra ver se Inês ainda estava buscando e levando ela na escola. Quando os alunos começara a passar, voltando pra casa fiquei eufórico. Tirei a tramela da janela e fiquei lá de rabo de olho esperando. Quando eu via Marina, sentia um frio danado na barriga e ficava tremendo igual vara verde, eu era apaixonado por ela, e não era de hoje. De repente surge Marina e a Norma, virando a esquina, a jararaca não estava junto. A felicidade que fiquei, encheu meu rosto de alegria. Marina ficava linda com aquele vestido de xadrez branco e azul, que era o uniforme do grupo escolar. Como eu queria ir encontrar com ela!... Beijar a mão dela e dizer que eu amava ela, demais. Marina entrou, e Norma foi pra casa. Fique lá de butuca, pra ver se ela ia abrir a janela, e ver a margarida que deixei lá. Uns dez minutos depois, lá estava Marina, chamando os passarinhos e com a margarida na mão Como fiquei feliz! Marina tinha voltado a vida normal, e já que tinha pegado a margarida, era porque tambem gostava de mim. Hoje a noite tenho que ir pro parque, não posso ficar vigiando Marina da greta da janela. Quando fui pro o parque, fui todo lorde, apesar da roupa surrada, mas limpinha e cheirando avanço. Pedalei muito a bicicleta, e joguei uma pedrinha na janela dela, temendo que dona Odete, ou a jararaca da Inês visse. O Parque estava lotado, toda vez que vinha parque pra Caculé, era uma diversão. _ Oi Kuerine! Faz uma modinha para o Cicero! _ Era a Gloria, uma fofoquira da cidade. _ Como é a modinha que voce quer? _ Perguntei. _ Nos terminamos e eu quero voltar pra ele. quero uma modinha pedindo pra voltar. _ Ele esta a onde? Para o pombo levar? _ Ali no atirador do parque, onde o povo atira pra ganhar prenda. _ Ta bem, mas espera, pra voce ver se esta boa a que vou fazer. Cicero meu amor. Não consegui te esquecer, Se não voltares pra mim. Sei que vou morrer. _ Ta boa assim? _ Perguntei mostrando a modinha pra ela. _ Otima! Pode mandar.... Adorei! _ Gloria foi embora, e eu mandei o pombo levar a modinha pro Cicero. _ Quando o cicero recebeu, foi na minha barraquinha atras de mim. _ Quero responder a modinha! Quero que esculacha ela, pois detesto aquela menina.

DEMETRIO PRONTO PRA VOLTAR PARA SÃO PAULO.

TRIGÉSIMO PRIMEIRO CAPITULO.

(Continuação do livro que Kuerine escrevei.) _ Então espera que vou fazer. mas se acalma!_ Falei pegando o papel para escrever a modinha pra ele. Gloria enxerida. Me esquece por favor. porque até seu cheiro, Me causa pavor. _ Tá bom assim? _ Otima! Pode mandar. _ Só que tive que esperar a Gloria aparecer , pois com certeza ela ia procurar a resposta, e o pombo não ia achar ela naquela multidão. Não demorou a Gloria veio atras da resposta., quando entreguei, ela leu e jogou na cara do Cicero. Dai a pouco chega Inês, irmã de Marina. _ Por favor faz uma modinha pro Fernando, o meu namorado! _ Como voce quer? _ Falei sem olhar na cara dela. _ De amor, estamos apaixonados. _ Vê se esta esta boa: - Falei de cabeça baixa. Fernando eu te amo. Quero voce só pra mim, Voce é minha vida. Não sei viver sem ti. _Tá ótima! Vou estar com ele bem ali! _ Inês apontou para a barraca da maçã do amor. Até olhei bem.... Pra ver se via Marina junto com ela, mas parece que que aquela ingrata, não trouce, Marina com ela.. Depois que o pombo levou a modinha da Inês, ele tava demorando de voltar, já tinha três modinha pronta dos freguês, e nada do pombo. _ Marina só pode estar aqui! Só Marina poderia distrair o pombo, para ele não voltar _ Pensei em voz alta. Olhei para todos os lados, e nada de ver o pombo, os freguês já estavam tumultuando, em minha barraca _ Ei rapaz! Cadê a minha modinha que não chegou ainda no destino? _ Um dos fregues estava brabo, Era freguês reclamando pra todos os lados eu já estava ficando doido. Não ia demorar pro dono do parque vir encher meu saco. Poucos minutos depois, a fila já estava enorme, e chega o dono do parque soltando fumaça pelas ventas. _ O que esta acontecendo aqui? Porque esta fila tão grande? _ Calma seu João! O pombo foi deixar uma modinha ali na barraca da maçã do amor, e já tem um tempão e ele não voltou! _ Seu João, estava uma fera. Saiu em direção a barraca da maçã do amor, pra ver se via o pombo. _ Voces viram o pombo correio? _ Da minha barraca eu escutei ele perguntando, em um tom agressivo. Do jeito que ele tava, bem capaz de querer, despenar o pobre do pombo, se o encontrar. _ Não, seu João!... Da ultima vez que vi, ele estava no ombro de uma menina de uns 10 anos. Até estranhei, mas não disse nada._ Disse um dos fregues do parque. Quando escutei aquilo, tive certeza. Era Marina! Com certeza era ela! Só ela tinha o poder de detrair o pombo e ainda carrega-lo no ombro. _ Seu João!!!_ Gritei. E quando seu João olhou pra trás eu fiz um aceno para ele vir em minha barraca. _ Achou? _ Ele perguntou irritado. _ Não! Mas eu acho que sei onde ele pode estar. O senhor fica aqui na barraca um pouco, que eu vou procurar. _ Sai em disparada Rodei o parque todo, e nada do pombo. Por sorte vi a Norma. _ Norma! Voce sabe se a Marina veio aqui no parque? _ Veio com a Inês, comprou maçã do amor, e já foi embora. _ Ai a coisa complicou. _ Norma ela levou o pombo! E agora o que eu vou fazer? _ Quer que eu vá lá na casa dela? Pra ver se o pombo está com ela? _ Pelo amor de Deus! Faça isso!... Se o pombo não voltar acaba as modinhas, e eu estou frito. _ Falei desesperado. Enquanto a Norma foi na casa da Marina, eu voltei pra barraca. Seu João já estava inquieto. _ Cadê aquele pombo infeliz? Voce não achou? _ Não seu João! Ele não esta por aqui! Rodei tudo, e não vi ele. _ Seu João olhou pra mim, e com um ar de raiva, disse: _ Roubaram o meu pombo! O que eu vou fazer? _ Seu João passava a mão na cabeça, parecendo desesperado. Claro que eu sabia onde estava o pombo! Mas eu não podia falar, primeiro queria esperar a Norma voltar da casa de Marina. E tambem fiquei com medo do Seu João maltratar Marina, se soubesse que o pombo estava lá na casa dela. A fila cada momento ficava maior, e eu não conseguia fazer as modinhas direito, estava pensando milhões de coisas. Se o pombo tiver na casa da Marina? E seu João chamar a policia e falar que Marina roubou o pombo dele? Ai meu Deus!... Me ajuda a encontrar este pombo, antes do seu João. Tive uma ideia... _ Gente! Eu faço modinha de graça pra voces, se não falarem a respeito de Marina, pois sei que todos voces sabem que Marina atrai os pássaros, e se falar pro seu João, ele vai levar a policia pra prender ela

TRIGÉSIMO SEGUNDO CAPITULO.

_ A maioria concordaram, pois tinham que pagar 1 cruzeiro, por cada modinha, e eu mesmo que eu não recebesse nada do seu João, ia fazer as modinhas de graça pra eles. Mas como em todos os lugares, sempre tem um espirito de porco. Uma menina gritou: _ Foi Marina! Ela que leva tudo que é passarinho e bichos que voa pra casa dela! Marina roubou o pombo do seu João! Vou contar pra ele!... _ A menina que estava na fila, saiu correndo para contar pro seu João. Larguei a barraca sozinha, e sai atras dela. _ Não! Não foi Marina! Pare! Não fala isso pro seu João! _ A menina nem ligou pra mim, e em menos de 10 minutos, o seu João já estava com o jeep da policia indo atras de Marina. _ Por favou seu João! Não vá atras de Marina! Ela ama os pássaros, e seria incapaz de rouba seu pombo! _ Há! … Então voce conhece Marina?! Vamos lá agora me mostrar onde ela mora! Meu pombo nunca fez isso, olha que ele já é bem velhinho! _ Seu João falava me pegando pelo braço, e me levando em direção do jeep da policia. _ Não! Eu não! por favor não faça isso! _ Mas meus gritos foram em vão, ele me jogou dentro do jeep e lá fomos nos, pra casa de Marina. Quando o carro da policia estacionou em frente a casa da dona Odete, não demorou, encheu de bisbilhoteiro pra saber o que estava acontecendo. Quando dona Odete saiu na porta, que me viu, já foi gritando: _ Só podia ser o Kuerine! Olha aqui Marina! Olha quem esta no carro da policia? Só falta ele esta acusando, nos de roubo! Ou sei lá do quer!? Os policiais e seu João, foram entrando na casa da dona Odete, e me levando junto. _ Ei!... Este aqui não entra na minha casa não! Pode voltar vagabundo! _ Dona Odete gritou e foi me colocando pra fora, aos empurrões. Sente no carro, e fiquei esperando! _ Disse um dos policiais. Ouvi bem a Marina gritando, que não era ladrona. E o que era pior de tudo , era que ela pensava, que eu que tinha levado a policia lá, para dizer que foi ela. O que eu ia fazer, se Marina não quisesse mais saber de mim? Em pouco tempo, seu João sai com a mão na cabeça. _ Meu Deus! O que eu vou fazer, sem meu pombo? Ele era a atração principal do parque!_ Nisto vejo Marina na porta, com os olhos nadando em lagrimas. _ Já sei o que pode ter acontecido!... Na hora que o namorado da minha irmã pegou a modinha, o pombo veio e sentou em meu ombro, ficou por alguns minutos, dei um carinhosinho na cabeça dele, mas logo ele voou, pode ser que ele me acompanhou, mas se ele fez isso… Deve estar em cima do telhado, e como esta escuro, ele pode ter dormido. _ Mal a Marina acabou de falar, chega seu Lindolfo. _ O que esta acontecendo em minha casa? Porque estes policiais estão aqui? _ Ele falava olhando pra dentro do carro, e para minha surpresa, já foi me xingado! _ O que voce fez vagabundo? Porque esta aqui na frente da minha casa com a policia? _ Fiz nada não seu Lindolfo! É só um mal entendido! Estão se explicando! _ Quando seu Lindolfo ficou sabendo do que se tratava, ficou uma fera. _ Olha aqui pessoal! Minha família não são ladrões! Principalmente de pombo! E fiquem sabendo, que se minha filha quisesse milhões de pombos, ela tinha um monte aqui pra ela! Pois ela tem um dom de atrair pássaros! Por isso!.... Se retirem da minha casa! E leve este moleque com voces! _ A família de Marina, a cada dia parecia que me odiava mais, só porque eu era pobre. Seu João na hora que viu o pai de Marina, falar que ela atraia passarinho. logo pediu suplicando: _ Já que voce tem este dom!... Por favor!... Acha meu pombo! Eu amo aquele pombo! Ele dorme em meu quarto! É tratado como gente! me ajuda! _ Seu João falava com Marina, de uma maneira, que até eu fique comovido. _ Seu pombo tem nome? _ Marina perguntou mais aliviada. _ Tem! O nome dele é amor! _ Seu João falou mais calmo. _ Paiinho!... Por favor deixa eu ajudar achar o pombo? Tenho certeza que ele esta aqui por perto, eu não vi ele me acompanhar, mas com certeza deve ter sido isto que aconteceu. _ Vá filha! Mas eu vou com voce! _ Seu Lindolfo ajeitou o chapéu e pegou na mão de Marina, pra ela ir pro meio da rua. _ Agora esperem um pouco, vou gritar por ele, e voces fiquem quietos, para ele escutar. Amor!!! Vem cá menino! _ Marina pediu pra que agente ficasse de longe, para o pombo sentir o cheiro dela. Com três chamada, veio uns 40 pombos em direção de Marina, saindo do telhado da casa dela. Seu João correu para dentro do carro, ao ver um bando de pombos, vindo em nossa direção. _ Meu Deus! Que tanto pombo! E como vamos saber quem é o amor? São todos iguais! _ Seu João e todos os policiais estava admirados, pois não sabiam que Marina, falava com os bichos. _ Só o senhor pode separar o seu dos outros. Chama o nome dele que ele vai! _ Seu joão ficou assustado, pois seu pombo não estava com o coração que carregava no pescoço, e seria difícil saber qual era o dele, mesmo sem esperança, chamou… E nada… Os pombos só queriam saber de Marina. _ Tive uma ideia!... _ Disse seu João esperançoso. _Alguém arruma um papel que vou fazer de conta que é um poema, e peço para Amor pegar. _ Seu João teve uma boa ideia. Quando Marina colocou o papel pra cima, todos os pombos pegaram o papel, ao mesmo tempo. _ Não funcionou! _ Disse seu João. _ Dá pro Kuerine! Disse a encrenqueira da Inês. _ Até que fiquei feliz, quando ela disse pra dar pra mim, mas não falei nada. _ Toma Kuerine o papel! _ Que alegria, Marina estava passando o papel pra minha mão, aquilo pra mim era como se fosse um beijo, pois ela chegou bem pertinho de mim, e aquele cheiro de alfazema, inundou o meu nariz. Quando levantei o papel, Amor veio direto pra minha mão e pegou, e como ironia do destinho, entregou pra Marina. Não nego que fiquei feliz e sem jeito. Marina olhou pra mim, como se fosse uma modinha de verdade, notei que ela também gostou. Todos bateram palma, menos dona Odete, que bisbilhotando, estava lá na rua também. Quando Marina pegou o papel segurou o pombo, para que não fugisse. _ Pronto seu João! Aqui esta seu Amor. _ Quando a Marina passou o pombo pras mão do seu João, ele fugiu. Tivemos que fazer tudo de novo, e Marina teve que ir até o parque, pra colocar amor no viveiro, pois ele não queria se afastar de Marina, de jeito nem um. Próximo capitulo amanhã. 12-02-2015

AMOR, O POMBO DO PARQUE.

AMOR, O POMBO DO PARQUE.

CAPITULO 33. ( Demetrio continua lendo o livro que Kuerine escreveu. )

Naquele dia as atrações da banca de modinhas, não funcionou mais, pois para funcionar, só se Marina ficasse lá, e sem duvida que nem dona Odete, nem seu Lindolfo ia deixar. Fique triste na hora que Marina voltou pra casa. Uma que eu não ia ganhar meus tostões, e outra, que dona Odete ia meter o pau em mim, quando a Marina chegasse em casa. Tanto Marina quanto eu, ainda eramos criança, mas meu sentimento por ela, era de adulto, queria poder cuidar de Marina… Há!... Como eu queria! Minha barraquinha fechou, e eu fique por ali algumas horas. Encontrei Norma novamente, e ela disse que quando veio falar, que Marina não estava com o pombo, eu já estava dentro do carro da policia, e ela ficou com medo. Bati papo com Norma e dona Dolores, por alguns minutos, e votei pra casa triste, pois não sabia o que se passava na cabeça de Marina, depois de tudo que tinha acontecido naquela noite. Não nego que adorei aquela confusão, pois pude sentir o cheiro de Marina… Ficar perto dela… E isto para mim era melhor, que qualquer coisa na vida. Quando cheguei em casa, as luzes da casa de Marina, estavam acesas, acendi meu candieiro, e fique olhando pelas brechas da janela, para ver quando a luz do quarto dela apagasse, pois quando a luz do quarto apagava, era porque ela já ia dormir, ai eu também dormia em paz. Meu fogão estava apagado, bem que eu queria tomar um cafezinho adoçado com rapadura, mas já estava tarde, não ia mexer com isso, por causa da fumaça que ia recender a casa toda. Mim conformei com um pouco de farinha e rapadura, e fui dormir. Na manhã seguinte, acordei sedo com seu Alípio chamando na porta, com uma vasilha cheia de xiringa e café pra mim. Seu Alípio, era de um coração de ouro, virava e mexia ele levava alguma coisa pra mim comer, apesar que ele passa privações, mas o pouco que tinha, dividia comigo. Seu Alípio não entrou, só me entregou a vasilha e foi embora, pediu que eu me alimentasse, porque dizendo ele, saco vazio não ficava em pé. Tomei meu café, e fui lá no parque. Queria saber se Amor não tinha fugido mais, para que a noite eu pudesse trabalhar. Seu João já estava em pé, fumando seu cigarrinho de palha. _ Tudo bem seu João? _ Perguntei e fui sentando no meio fiou ao lado dele. _ Kuerine, passei a noite matutando a respeito da menina que salvou o Amor. Gostaria de lhe fazer uma proposta, voce sabe, que dentro de alguns dias, o parque vai embora. E eu quero te oferecer uma quantia em mirreis, para que voce roube, aquela menina pra mim. _ Tá doido se João? Marina é minha vida! Jamais eu faria algum mal pra Marina! _ Ora! Ora!... Por acaso voce é apaixonado por aquela pirralha? Eu só queria que voce roubasse ela pra mim, pra mim ganhar muito dinheiro com ela. Já imaginou a atração, que ia ser meu parque? Com uma menina que chama pássaros, e eles vem? _ Imaginei sim seu João! Só que Marina é minha! Quando agente ficar adultos, nos vamos casar. _ Já vi que voce que esta louco! Ela ainda cheira a leite, e voce esta falando em casamento? Voce enlouqueceu de vez! _ Olha seu João! Nem pense em fazer nada com Marina! Eu por ela mato e morro! _ Pronto! O negocio esta resolvido! Voce rouba ela, e voce também vai embora comigo! _ Tá doido homem? Eu só vou roubar a Marina quando ela completar 18 anos, ela agora só tem 10, vai demorar um pouco. _ Seu João olhava pra mim, com um ar, de quem tava doido pra roubar Marina. _ Então podemos fazer um trato!... Dentro de 8 anos, eu volto aqui, e voces vão embora comigo? Voce vai fazer modinha, e ela vai fazer demostração com os pássaros. Vou comprar um bando, e farei um grande viveiro. Vai ser o melhor parque do mundo. _ Hai sim! Quando Marina completar 18 anos… Eu topo! _ Falei feliz. Eu e seu João, ficamos amigos. Todos os dias eu ia ficar no parque com ele, mesmo quando o parque estava fechado. O parque ficou em Cacule um mês. E foi duro quando ele foi embora, pois eu passava meu tempo com seu João, e almoçava todos os dias com ele, não me faltou nada pra comer. Agora que o parque tinha ido embora, minha vida ia voltar a ser como era, e além do mais... Não tinha pra onde eu ir, de noite. A tristeza que eu estava sentindo era grande, mas pelo ao menos eu estava com mais tempo para tomar os badoques dos meninos. Poder ver mais a Marina chegar da escola, e tambem eu tinha uma espareça a mais, pois seu João ia me ajudar roubar Marina, daqui a 8 anos. Norma estava na venda do seu Zezinho, e me chamou. _ Kuerine!... Voce não imagina como a Marina falou do que aconteceu ontem! Já estive na casa dela hoje, e ela falava como se tivesse gostado de ver voce no tumulto, que houve por causa do pombo do parque. E tenho uma novidade… Ela chorou muito antes de ontem, porque o pai dela disse que ia mandar ela pra Salvador, para estudar. _ Norma sabia que eu não ia gostar de saber, que Marina ia embora, por isso falou triste. _ Não Norma! Pelo amor de Deus! A Marina não pode ir para Salvador, eu morro aqui, sem ela. _ E pior Kuerine! A Inês também vai com ela. _ A Norma ficou ali comigo alguns minuto, e notou que eu queria chorar. Voltei pra casa, pois precisava ficar sozinho, me despedi da Norma, só o trapo. Chegando em casa, desabei no choro, Queria morrer!... O que eu ia fazer sem Marina? Minha vida ia acabar. Os dias foram passando, e eu só pensava em Marina indo pra Salvador. Com isso resolvi ir a té o grupo escolar, para conversar com ela. Fique esperando o sinal bater, pois não dava mais para aguentar aquela duvida, se ela ia, ou não, nas ferias pra Salvador. _ Oi Kuerine! _ Uma voz doce falou em minhas costas e aquele cheiro gostoso de alfazema, tomou conta do meu nariz.. Era Marina! Minha doce Marina! E meu coração parecia que ia sair pela boca, e a tremedeira, logo ia mostrar que eu estava apaixonado. Próximo capitulo amanhã depois das 21 horas.

NORMA A MELHOR AMIGA DE KUERINE E MARINA.

CAPITULO 34

( Demetrio continua lendo o livro, que Kuerine escreveu.) _ Oi Marina! Eu vi aqui, porque Norma me contou outro dia, que voce vai embora pra Salvador, isto é verdade? _ É Kuerine! Paiinho e maiinha vão mandar eu e Inês para lá, pois querem, que eu termine meus estudos lá, estou muito triste, pois eu não queria ir. _ Quando voce vai? _ Peguntei com a voz tremendo e com ar de choro. Mês que vem!... Nas ferias! Eles querem que eu faça o ginásio e o cientifico lá, como eu termino o primário este ano, eles já estão providenciando a viagem. _ Olhei pra Marina triste, peguei minha bicicleta e sai em disparada, eu queria sumir no mundo, minha vida estava perdendo o sentido. Como que eu ia fazer, para continuar a viver em Caculé sem Marina? Como eu ia dizer, que eu ia esperar por ela? Só tinha uma pessoa pra mim ajudar, que era a Norma. Fui direto pra casa da Norma, dona Dolores me amava, de repente ela tinha uma ideia para Marina não ir. Quando cheguei na casa da dona Dolores, que falei que estava morrendo, porque Marina ia pra Salvador, ela começou foi a rir. _ Kuerine! Voce e a Marina são crianças! Logo este amor que voce diz sentir, vai acabar quando voce ficarem adultos. Voce vai conhecer outras moças para namorar, e não vai nem lembrar de Marina. Primeiro que se ela vai estudar em Salvador, ela vai demorar por lá, até terminar os estudos, e isso vai demorar bastante. Mas vai ter as feria tambem, que com certeza ela vem passar aqui, e voce pode vê-la. Amor de criança, logo passa, voce vai ver! E se ela tiver que ser sua, ela volta, e voces se casam, independente dos pais dela querer...Ou não! O amor ultrapassa qualquer barreira._ Dona Dolores não sabia o que eu estava sentindo, e como aquilo estava tirando o meu sossego. _ Não dona Dolores! Eu amo Marina demais! Não vou conseguir viver sem ela. _ Nisto eu já estava chorando. Se Marina fosse filha da dona Dolores, tenho certeza que ela não ia fazer como dona Odete faz comigo. Ela podia até não deixar agente namorar, mas não ia tirar Marina de Caculé. Porque eu sei que os pais de Marina, estavam tirando ela daqui, porque sabia que eu amava ela. _ Mas não sofra antecipado não Kuerine! Ainda falta um mês, e muita coisa ainda pode acontecer. _ Dona Dolores conseguiu me acalmar um pouco. Quando faltava três dias para Marina viajar, dona Odete adoeceu, e não tinha quem fizesse a Marina aceitar viajar. A Norma me contou, que dona Odete ia operar, e Marina não ia mais viajar na data marcada. Quase morro de alegria, fique rezando para que a viagem fosse cancelada. Todos os dias, eu procurava saber como dona Odete estava. Na verdade eu queria que ela não sarasse, pra Marina não ir embora. Sei que estava pecando, mas não posso negar, que estava adorando que ela estava doente. Os dias passavam, e as ferias ia passando tambem, se a Marina não fosse nas ferias, teria que fazer o ginásio em caculé, e como a Inês já tinha terminado a faculdade de direito, teria que ir fazer pros graduação, que ficou faltando. Logo fiquei sabendo que dona Odete operou, e o Dr. Paulo deu três meses de repouso pra ela, pois com a operação ela quase morreu. Marina estava muito abatida por causa da doença da mãe, mas eu estava feliz da vida, ela só não podia saber, sinão ia me odiar. Eu não conseguia trabalhar no emprego, que seu Zé arrumou pra mim, era o tempo todo na brecha da minha janela, olhando Marina, na janela dela. Como ela estava de ferias, só ficava na janela. E de vez em quando acenava pra mim. Um dia Marina foi sozinha na venda, pra comprar alguma coisa, e eu aproveitei pra falar com ela. _ Marina! Eu lamento por sua mãe estar doente. _ Notei que Marina levou um susto. _ Obrigada Kuerine! Estou passando um aperreio danado, eu nunca vi minha mãe doente! Morro de medo dela morrer. _ Marina estava muito abatida, e ao ver o sofrimento dela, comecei a pensar como eu estava sendo mesquinho, em querer que dona Odete não sarasse, para Marina não viajar. _ Posso te ajudar em alguma coisa? Faço qualquer coisa para voce não sofrer! _ Falei meio envergonhado. _ Não Kuerine! Só Deus pode ajudar que maiinha sare logo. _ Mas mesmo assim voce vai viajar? _ Não! Eu não quero ir! Mas paiinho insiste! Não sei o que fazer. _ Se voce for, quanto tempo vai ficar lá? _ Procurei com medo da resposta. _ Eles querem que eu faça o ginásio, o normal ou o cientifico lá em Salvador. Acho que demoraria uns 7 anos. _ Marina não olhava em minha cara, em quento falava. _ Mas é muito tempo! _ Não senti quando falei zangado. _ Por isso não quero ir!... Mas não sei mais o que fazer, para tirar esta ideia da cabeça deles. _ Marina! Eu sei, que voce sabe que sou apaixonado por voce, e se voce for mesmo, eu vou ficar aqui esperando o tempo que for preciso. e aconteça o que acontecer, eu vou me casar contigo. _ Eu tava tão desorientado, que queria pegar Marina, e colocar em um embornal, e sair correndo. Aquela hora, não era hora pra fazer declaração de amor, mas meu coração sentia que se Marina fosse embora, eu ia perder ela. _ Ta doido Kuerine! Nos somos criança ainda, vai demorar muito, pra mim ficar moça, e voce um rapaz grande. painho e maiinha não pode nem sonhar uma coisa desta. Até Inês que já é moça!... Namora escondido. Voce não pode falar que vai me esperar, pois aqui em Caculé tem muitas moças bonitas, e logo voce vai se apaixonar por uma delas._ Marina não acreditava no meu amor. _ Não Marina! Nem uma moça vai me encantar, como sou encantado por voce! Voce é tudo na minha vida! Sei que não posso te dar coisas lordes, mas posso te amar para sempre. _ Marina estava morrendo de vergonha, por eu tá falando aquelas coisas, mas se ela fosse embora de repente, eu não ia poder falar, e era raro ver Marina sozinha, aproveitei e já disse tudo, assim ela ia sabendo, que eu amava ela e que estava esperando. _ Nem sei o que dizer!... Então quando voce vai tomar os badoques dos meninos, para não matar os passarinhos, é porque gosta de mim? _ Claro que é! Eu me apaixonei por voce no dia que voce foi no aniversario da Norma. Daquele dia pra cá, só penso em voce.

MARINA SE DIVERTINDO NO ANIVERSARIO DA NORMA, ENQUANTO O KUERINE A OBSERVAVA.

CAPÍTULO 35. ( Demétrio continua lendo o livro que Kuerine escreveu.)

_ Lembro que voce ficava muito perto de mim, e painho não deixa eu brincar com menino, e ele pegou nos brincando no alpendre, e naquele dia ele me bateu, e me levou pra casa, assim que cantou parabéns.. _ Pois foi neste dia, que voce roubou minha paz. _ Eu não sei muito de amor não Kuerine!... Mas gosto quando saio na janela, que voce esta olhando pra mim, e gosto também, quando voce defende os pássaros, tomando os badoques dos meninos. Gosto de olhar pra voce e estou gostando, por voce falar estas coisas pra mim. Agora tenho que ir embora! Já demorei muito! E se alguém me ver conversando com voce e contar pra maiinha, ela ou Inês vai me bater. _ Marina pegou o embornal com umas coisas dentro, e foi saindo de cabeça baixa, mas notei que ela me olhou mais uma vez, de rabo de olho. _ Marina! Eu vou te esperar, pode ter certeza! Por favor não namore outro rapaz! _ Eu não tava nem ai se alguém escutasse, pois meu coração, estava aos pedaços e doendo muito. _ Marina olhou pra trás, e deu uma rizadinha. Meu Deus! Aquele cheiro de alfazema que Marina usava, me enlouquecia, como eu queria poder dar um beijo no rosto dela, para sentir aquele cheiro de mais perto! Ai! Cada momento eu amo mais Marina. (obs: Demetrio parou de ler o livro que Kuerine fez.) Demetrio! Demetrio!!! Sai dai homem! Já faz um tempão que voce esta ai trancado! _ Era Kuerine que me despertou da viagem de dentro daquele romance. _ Meu Deus! Perdi a noção do tempo! já são quase meio dia! Desculpa Kuerine! Mas sua historia e da Marina… Faz agente voar no tempo. _ Sabe Demetrio! O meu amor por Marina é tão grande e verdadeiro, que voce pode ver, amo Marina desde que ela tinha 10 anos, e nunca boli nela, e nem pretendo antes da gente casar. Ela é uma rosa pura, nos nunca esfregamos um no outro, nunca agarrei marina com mal intenção, vou esperar até nois casar, e quero que Deus ajude voce, para que voce publique meu livro, e eu ganhe bastante dinheiro, para mim fazer uma bigue festa de casamento. E quando nois casar, eu vou mandar os retratos do casamento, para os pais dela. _ Não Kuerine! Não é preciso publicar o livro pra voces casarem, se voce quiser, faço o casamento já! É só colocar os papeis pra correr e pronto, dinheiro nos temos de sobra pra fazer a festa, e mandar as fotografias para os pais da Marina. Mas se voce não quiser que eu faça a festa com meu dinheiro! Eu compro o seu livro antes de publicar. _ Ai eu tó sendo mesquinho! Agente nem sabe se alguém vai querer ler este livro! Eu não estudei, escrevo muito mal, não sei não!... Mas acho que não vai dar certo! Primeiro que esta uma bagunça danada, nem seu se voce vai conseguir colocar ele em ordem, pois eu ia só escrevendo e guardando, pode até ter sumido alguma pagina. _ Kuerine tinha mania de coçar a cabeça, quando estava pensativo. _ Pois eu compro assim mesmo! Quanto voce quer? _ Ele me olhou com os olhos arregalado, parecendo que tinha visto fantasma. _ Quem sou eu para querer alguma coisa? Voce que esta ficando doido! E tá querendo comprar um livro, que nem sabe se alguém vai querer ler! _ Kuerine fez um arzinho de riso e abaixou a cabeça. _ Não Demetrio! Eu dou o livro pra voce! Não quero nada não! Voce já fez muito por mim e Marina, fez tanto… Que dinheiro nem um do mundo paga. Fique com o livro! Se alguém quiser comprar, quando voce publicar! Voce dá uns trocados para mim e Marina viver. _ Kuerine era inocente de mais, apesar dos seu 24 anos. _ Voce não tem noção o quanto seu livro é lindo! E também o quanto voce é inteligente! Seus poemas são maravilhosos, voce na verdade é um gênio! _ Todas as vezes que eu elogiava ele, ele ficava sem jeito. _ Sou não!... Demetrio! Eu não passo de um matuto, que teve a sorte de achar um anjo para mudar a historia dele. Voce que é tudo isso, que voce falou. _ Quem me dera que eu soubesse fazer poemas, eu ia ser o homem mais feliz do mundo, acho até que não me casei até hoje, porque não sei fazer uma frase bonita pra uma mulher. _ Falei abraçando ele. _ Que nada Demetrio! Voce é o homem mais inteligente e bonito que eu conheço, qualquer mulher ia ser feliz ao seu lado. Voce que deve não ter se apaixonado por nem uma delas, mas deve ter um monte que é doidas por voce. _ Kuerine levantava o meu, astral, ele era incrível. _ É Kuerine… Quem sabe eu ainda vou sentir este amor que voce sente por Marina? Porque se eu senti!... Caso imediatamente. _ Dei uma gargalhada, abracei ele de novo, e fomos descer as escadas juntos, afinal de contas, já era quase hora do almoço. Conviver com Kuerine e Marina, era como se voce vivesse em um mundo de fantasias. Eles não tinham ambição, não sabiam o valor que tem, Kuerine um escritor e poeta, e Marina paranormal e professora, e com uma paranormalidade exclusiva, pois eu nunca ouvi falar, que alguém tivesse um suor que atraísse pássaros. Depois que estou convivendo com eles, aprendi muitas coisas. Aprendi dar valor na vida… Aprendi que o amor era a coisa mais importante do mundo… Aprendi a dar valor na natureza, e aprendi tambem que nem só de pão vive o homem. Minha fortuna nunca me deu felicidade, a não ser depois que os conheci. Hoje, se não fosse Kuerine e Marina, eu estava mais uma vez, sentado na varanda da minha casa, observando o povo passar na rua, e sem nem uma perspectiva de felicidade. _ O que foi Demetrio? Ficou calado de repente! _ Kuerine falava enquanto entravamos na cozinha. _ Não se preocupe Kuerine! De vez em quando me perco em meus pensamentos. _ Kuerine quando chegou na cozinha, passou os olhos rapidamente ao redor do recinto, e fechou a cara, por não vê Marina junto com a Julia. Mas desfaçou… Sentou junto comigo na mesa, e continuamos nosso papo. _ Olha Kuerine! Eu adotei voce e Marina, como meus filhos, voces são os filhos que sonhei ter um dia. _ Não gosto muito deste negocio de filho não Demetrio! Pois dona Dolores disse que me amava como filho, mas sei que filhos dela era só Vera, Ana e Norma, eu não me achava filho dela, apesar que ela cuidava muito bem de mim. _ Tá bom!... Mas voce e Marina agora, são meus filhos! E eu os amo como se fosse de sangue._ Kuerine olhou para mim com um olhar angelical. _ Gosto de voces do jeito que são, sem tirar nem por, voces são um orgulho para mim, e aproveitando... Quero que voce fale com Marina, para fazer faculdade, porque ela ia dar uma ótima bióloga ornitóloga.

DEMÉTRIO O GRANDE EMPRESARIO, QUE MUDOU A VIDA DE KUERINE E MARINA.

TRIGÉSIMO SEXTO CAPITULO.

E voce?… Se quiser estudar também eu acho muito bom. _ Cada momento que eu conversava com Kuerine, eu me sentia muito feliz, talvez por ser muito rico, nunca parei para conversar com alguém, que não fosse a negocio. _ Kuerine onde anda seus pais? _ Tenho não Demetrio! Meus pais me abandonaram na estação do trem, quando eu ainda era nenê, e uma mulher me criou, mas judiava muito de mim, e quando completei 9 anos eu fugi de casa, eles moravam em uma cidade perto de Caculé. Mas eu não quero falar deles. _ Tudo bem! Desculpa! Mas... E como voce estudou? _ Eu nunca fui a escola, quem me ensinou o que sei, foi dona Dolores, mãe de Norma, uma santa mulher que é professora, e dava aula pra mim nas horas vagas, ela que me ensinou ler e escrever. O pouco que sei agradeço a ela. Eu não podia matricular no grupo escolar, pois não tinha registro de nascimento, o que eu tinha era um papel escrito meu nome, e o dia que nasci. Mais nada. O povo de Caculé me chamava de vagabundo… Esmolé… Moleque de rua e um sonhador. Mas pensando bem!... Eles tinham razão, eu não andava cheirando, nem bem arrumado, pedia comida as pessoas para sobreviver, muitas vezes, vestia roupa rasgada e toda amarrotada. _ Mas como voce conseguiu aquela casa, e se virar sem ter ninguém por voce? _ A casa era do pai da dona Dolores, seu Bruno, e como ele morreu, dona Dolores me deu pra morar, e ficou as coisinhas dele lá pra mim, antes da dona Dolores me dar a casinha pra morar, eu vivia mais nas ruas, dormia debaixo do caramanchão da praça, de vez em quando dormia na casa de um, ou de outro. Era esta a minha vida. E quando tinha feira eu ajudava os feirantes nas barracas, ou então o seu Lio a vender raízes. Quem me ajudava também era seu Tiago, na barbearia dele, eu sempre limpava fazia mandado, e ele me dava uns tostões. Trabalhei muito para o seu Alípio na tenda dele, ele era alfaiate, e eu limpava a tenda, e também aprendi costurar os botões dos ternos que ele fazia. Seu Alípio era muito bom pra mim. Mesmo quando eu não estava mais trabalhando com ele, ele levava alguma coisa pra mim comer. A maior tristeza da minha vida, naquela época, foi quando seu Alípio e a família dele mudou pra Brasilia, ai eu me senti sozinho, apesar que ainda tinha dona Dolores, e outras pessoas que gostavam de mim. Depois Marina passou a ser meu ponto forte, ela morava pertinho da minha casa, ela que me ajudou a continuar a viver a vida que eu tinha. Se eu fosse uma menina, qualquer um me queria, em suas casas, pra mim ajudar na lida, mas como eu era um menino, eles não me oferecia moradia. Naquela época, quem me ensinou muitas coisas foi seu Alípio, ele que me ensinou a rimar as modinhas, ele também sabia fazer modinhas, e foi as modinhas que me ajudou muito, todas as meninas que queriam mandar recado, para os namorados delas, pedia para mim fazer modinha e me pagava, ou me dava alguma coisa pra vestir ou comer. _ Meu Deus! Já era mais de duas horas da tarde e eu Kuerine, ali num papo muito gostoso. A historia de Kuerine partia meu coração, mas eu gostava de escutar, pois ele passou o que passou, e não se tornou um bandido. _ Kuerine meu filho! Já passou da hora do almoço, vamos ver onde está Marina pra gente almoçar? _ Por mim eu ficava o resto do dia contando minha historia pra voce, até esqueci de Marina, nem sei onde ela anda, porque desde a hora que estamos aqui, não vi ela. _ Kuerine foi atras da Marina e eu atras da Julia, pra esquentar a comida, que todas as vezes que agente ia comer era fora de hora, não sei como a Julia não reclamava. Marina como sempre, estava no pomar com o louro e a arara, e logo que Kuerine chamou, ela veio e sentou na mesa. Almoçamos e eu fui dá uma volta pelo quintal. Enquanto Kuerine e Marina, foram ver televisão. Passamos a tarde sem ter o que fazer, e a noite sentamos na varanda para conversarmos. _ Então moçada! Vamos programar um evento na fazenda, para começar o trabalho que voces querem para ajudar as crianças carentes? Podemos organizar uma neste final de semanas. _ Marina ficou empolgada. _ Claro Demetrio! Podemos sair a manhã bem sedo, para fazer os preparativos. _ Por mim tudo bem! O que voces quiserem eu tambem quero. _ Disse Kuerine. Ficamos um bom tempo ali na varanda, Kuerine e Marina me contou um monte de historias, e sorrimos muito juntos. Naquela noite, fomos dormir mais sedo, fizemos um lanche improvisado e fomos para a cama. Marina e Kuerine, continuavam dormindo no colchão no chão ao lado da minha cama, uma casa imensa, e cheia de quartos e camas, e eles ali amontoados comigo. No dia seguinte eles levantaram antes de mim, quando desci, eles já tinham tomado café. Julia batia papo com Marina, como sempre fazia, elas duas se davam muito bem, e Kuerine estava no pomar. Tomei só um cafezinho e fui para o pomar. Em minha casa, agente comia qualquer tipo de fruta direto do pé, meu caseiro era muito eficiente. Depois que comi umas uvas, voltei para reunir com Marina e Kuerine, pois tínhamos que combinar o show beneficiante. _ Marina! Chama o Kuerine e vai arrumar as coisas, que voces querem levar pra fazenda. Eu vou conversar com os empregados, e volto logo. _ Marina foi atras do Kuerine e eu fui ver o caseiro para saber como estava as coisas. Fiquei por lá alguns minutos e quando voltei, Marina e Kuerine estavam lá em cima, preparando as malas, pra gente ir pra fazenda. Convencei com a Julia, que parecia que adorava ficar sozinha. Dei as ordens devida, e fui colocar as coisas no carro. Vi que Marina tinha dado algumas ordens para o papagaio, não sei o que ela disse pra ele, mas sei que deve ter sido a respeito da fazenda. _ Então! Já estão prontos? _ Perguntei colocando minhas coisas no carro. _ Prontinhos! _ Disse Marina. _ Vou deixar voce na Fazenda e volto com o Kuerine, para preparar as coisas que depende daqui da cidade. _ Marina e Kuerine nem pareciam noivos, eu nunca vi os dois se beijando, se tratavam com muito carinho, mas não ficavam grudados um no outro, como é o costume da cidade grande. Só que eu tinha certeza, que amor igual o deles dois, não existia por ai. _Demetrio eu vou levar a Esmeraldo e Ametista com agente. _ Que historia de Esmeralda e Ametista é esta? O louro e a Arara mudaram de nome? _ Marina riu e disse: _ Mudei o nomes do louro para Esmeralda e da arara para Ametista, achei mais bonitinho e mais artístico, pois a partir de hoje, eles vão virar estrelas do show da fazenda. _ Achei graça dela. Próximo capitulo amanhã. 16-02-215.

AMETISTA

AMETISTA

ESMERALDA.

ESMERALDA.

CAPITULO 37

_ Tudo bem! Se voce acha assim! Assim seja! _ Entrei no carro e esperei eles se agasalharem. A Fazenda ficava duas horas de distancia de São Paulo, E quando chegamos na porteira, parece que as bicharadas sabiam que a Marina estava chegando, era tanto barulho que parecia que estavam matando eles. Eu amava aquela cena, era algo extremamente lindo. Enquanto íamos nos aproximando da casa sede, os pássaros quase não deixava agente chegar, flecharam na frente do carro e queriam, por que queriam, entrar no carro. Marina colocou o braço pra fora, e todos queriam sentar nos braços dela, era algo inexplicável, como aqueles bichos amavam ela. O papagaio e a arara saíram voando de dentro do carro, não sabemos para onde foram, pois não ficaram com os outros pássaros que estavam ali. Chegando em frente a casa sede, já estavam todas as galinha, patos, gansos, e os outros animais, só não vieram recebe-la, porque estavam presos. Mas eu sabia que não ia demorar e Marina ia soltar todos eles. Que luta foi para agente conseguir descer do carro, eram tantos bichos que não tinha lugar pra gente colocar os pés, pedi Marina que descesse, e fosse para mais distante, para que eu e o Kuerine conseguíssemos descer também e tirar as coisas de dentro do carro. Quando Marina desceu e se afastou, todos foram com ela, e como sempre ela sentou no chão, para dar atenção a todos. Tudo aquilo parecia conto de fadas, mas era real. O barulho dos pássaros e dos restante dos bichos, eram tanto… que nem um zoológico seria igual. Cavalo rinchava, os bois mugia, os cachorros latiam, os porcos gritavam. Na verdade não sei como Marina fazia isso, mas era uma festa a cada coucho e canil que ela chegava. Levou mais de uma hora para que os bichos acostumassem, com a presença de Marina e calassem a boca. Quando Marina entrou estava toda suja, precisou tomar um banho para depois agente ver o que ia fazer primeiro. Deixei Kuerine arrumando as coisas. Enquanto Marina tomava banho, eu fui cumprimentar os caseiros e os empregados. _ Olá seu José! Vinhemos preparar um show beneficiante,. E como esta por aqui? _ Seu Jose era um homem muito eficiente, eu não precisava me preocupar com nada, que eles resolvia tudo sozinho, o melhor é que se Kuerine e Marina resolverem morar na fazenda, quando casarem, eu não vou me preocupar com eles. Quando eu estava conversando com seu Jose, sai duas moças lindas de dentro da casa dele, uma loira e uma morena. _ Quem são estas? Eu não me lembro de vê-las por aqui no dia que contratei seus serviços, nem o meu amigo que me indicou o senhor, me falou que o senhor tinha uma família. As duas moças se aproximaram dele, e ele me apresentou, logo em seguida veio sua esposa, que por sinal muito educada. _ Esta é Amelia, minha esposa! E estas são Juliana e Julieta! Minhas filhas. _ Caramba! Que mulheres lindas! Logo notei, que meu coração disparou quando peguei na mão da morena. Precisei disfarçar, para seu José não notar que eu havia me encantado com sua filha. _ Muito prazer! Voces são muito belas._ Falei com um ar cavalheiro. Quando eu contratei seu Jose, pedi a ele que contratasse vaqueiros, e todos os empregados que fosse necessário, expliquei que Kuerine e Marina eram inexperientes e que durante algum tempo, ele teria que administrar e ter paciência com eles, pois ia ter dias que eu teria que ficar na cidade, e não poderia administrar as coisas por lá. Seu Jose fez tudo direitinho, contratou alguns empregados, e quando chegamos estava tudo em ordem. Chamei Marina e Kuerine, para apresentar ao novo administrador, sua esposa e suas filhas. _ Kuerine e Marina!... Estas são D. Amelia esposa do seu José, e estas duas são Julieta e Juliana filhas deles! _ Kuerine e Marina os cumprimentaram, e logo pegou amizade com as filhas do seu José. _ Como voce faz aquelas coisas com os bichos? _ Perguntou Julieta. _ Eu não faço nada, só os amo! Mas nos todos estamos admirados com o barulho que eles fizeram quando voces chegaram, e mais admirados ainda, com os pássaros, que parece que saíram todos das matas, para receber voces e notei que o negocio deles era voce. _ É... Eu amo os pássaros e eles me amam, só isso! _ Notei que Marina não queria contar para Julieta que era paranormal. Julieta logo entrou na casa sede com a Marina, para ajudar ela desarrumar as malas e Juliana foi para cozinha com dona Amália, preparar alguma coisa pra gente comer. Eu, seu Jose e Kuerine, fomos conhecer os novos empregados. Eu estava me sentindo o homem mais feliz do mundo, vendo a alegria do Kuerine e Marina, eu havia encontrado a verdadeira razão de viver. Eu vivia trancado dentro de casa, nunca saia para passear, pois não tinha ânimo. Vivia sem perspectiva, estava me sentindo inútil, quando eles entraram em minha vida. Cheguei a conclusão que nada tem sentido, se não for compartilhado. Cheguei a conclusão também, que quando somos muito ricos, nada tem tanto sabor, tudo fica muito fácil e também nos tornamos avarentos, quanto mais tem, mais quer acumular riquezas. Agora pergunto! Pra quer tanto dinheiro, sem ter em que gastar? Para deixar para o governo, ou pra deixar para a família brigar pela herança? Temos que viver! Fazer o que nos dá prazer, aproveitar a vida enquanto podemos. Estou até pensando em arrumar uma companheira, o amor de Kuerine e Marina esta me dando aspiração para o amor. Quando acordei dos meus pensamentos, foi com Kuerine me gritando. _ Ei Demetrio! Vai ficar ai sozinho? _ Ai percebi que fazia algum tempo que eu estava debruçado na concheira dos cavalos, pensativo, pois seu Jose e Kuerine já estavam em uma boa distancia. Próximo capitulo amanhã.

JULIETA. MEXEU COM O CORAÇÃO DE DEMÉTRIO.

JULIANA, IRMÃ DE JULIETA.

CAPITULO 38.

_Estou indo! Desculpa! _ Quando cheguei perto dos dois Kuerine me perguntou: _ O que houve homem! Parece que estava sonhando acordado? _ Eu estava analisando minha vida, lembrado do que eu era e no que voce e Marina me transformaram.. _ Quer dizer que do jeito que voce é rico, tem tudo na hora que quer, e não era feliz antes? Não entendo! _ Não eu não era feliz, estava sem perspectiva de vida, estava achando até que já havia vivido demais. Hoje estou revigorado, tenho ideias e pensamentos que antes não tinha, Eu era um pobre miserável rico! Antes eu achava que bastava ter dinheiro, que estava tudo resolvido, não pensava em ter uma família... Não pensava em amar alguém, para mim todos que se aproximavam só queriam alguma coisa, e mais nada. Mas agora sei o valor da felicidade, e quero viver o máximo que puder. _ É Seu Demetrio! Não quero me meter não! Mas agente só é feliz tendo uma família, e pelo que vejo sua família é só Kuerine e Marina, O senhor precisa de uma mulher, nos homens só nos completamos depois de casados, e fica melhor ainda quando temos filhos. _ Pois é Demetrio! Seu José esta certo! Eu e Marina não queremos vir morar na fazenda e deixar voce sozinho em São Paulo! Ou voce vai ter que vir pra cá! Ou nois vamos continuar morando lá! Até voce arrumar uma mulher e casar. _ Seu José e Kuerine tinham razão, eu tinha tudo para mudar a minha vida agora. Quando despedimos do seu José, Kuerine voltou ao assunto: _ Demetrio! Voce pensa que não notei que voce olhou para Julieta com um olhar diferente? E ela também olhou para voce parecendo que queria dizer: Que homem charmoso rsrsrsrsr. Eu notei camarada! Voce fretou com Julieta, e tenho certeza que todos notaram. _ Kuerine tinha razão, senti algo diferente quando vi Julieta. _ Voce esta certo Kuerine! Senti algo estranho mesmo! Aquela mulher é muito bonita, mexei comigo. _ Então Demetrio? Pede ela em namoro pro seu José? Tenho certeza que é de gosto dele, quem não quer um genro maravilhoso como voce? _ Calma Kuerine! Eu nem sei se ela gostou de mim! _ Camarada! Ela te achou um pão! tenho certeza! _ Kuerine estava empolgado, bateu em minhas costa e disse: _ Vou torcer pra voces dois!. _ Voltamos para casa sede abraçados, e o cheiro de comida já recendia a toda a casa, nos estávamos com fome, pois saímos sem almoçar de São Paulo. _ Bem Kuerine, como esta meio tarde, vamos deixar para voltar a São Paulo amanhã, ainda temos muito tempo para arrumar o show, e que tal se agente saísse hoje a noite, para uma boate aqui na cidade vizinha? É!... Agente convida Marina, Julieta e Juliana, pelo ao menos vamos distrair um pouco. _ Mas que diabo é boate? Eu nunca vi falar! É uma casa noturna, que agente vai pra dançar! _ Há!... Voce esta falando de baile? Eu já fui em baile! Em Caculé tem muitos bailes, e eu já fui em alguns. Por mim tudo bem! Vamos nesta tal boate! As meninas vão gostar. E por falar em Marina, onde ela esta? _ Dona Amelia? A senhora viu Marina? _ Kuerine perguntou. _ Vi sim! Ela foi mais a Julieta treinar pássaros, pelo ao menos foi o que ela disse, levou a arara e louro com elas. Até pedi pra não ir, pra elas não ficarem andando sozinhas por ai, mas Marina falou que não me preocupasse!... Então deixei Julieta ir. Mãe! Evem as meninas! _ Gritou Juliana. Kuerine saiu ao encontro de Marina para contar que agente ia sair a noite, e pelo jeito ele estava doido pra conhecer uma boate. Eu só estava meio sem jeito de pedir seu José e dona Amelia pras meninas deles ir com agente. Sentei na mesa de jantar, para descansar um pouco. _ Voce quer um café? Minha mãe fez agora! _ Disse Juliana. _ Não obrigada! Se tiver, eu prefiro um suco de frutas. _ Notei que Juliana me olhava diferente, mas meu negocio era Julieta, e além do mais Julieta era mais calada e tímida, já Juliana era mais brincalhona e levava tudo na brincadeira. Juliana pegou o suco e roçou em minha mão ao entregar, como sou macaco velho, notei o que ela queria dizer. Fiquei sem jeito e levantei da mesa e fui pra varanda tomar o suco. Uns minutos depois seu Jose chegou e sentou na pilastra, com seu cigarro de palha fumando. _ Seu Demetrio! O senhor pretende fazer o que mesmo no final de semana? Parece que as meninas falou em festa de bichos? Como que é isso? _ Há seu José! A Marina tem uma especialidade com os animais, e ela que fazer umas apresentações para colher beneficio para entidades carente. Não sei muito bem como ela vai fazer isso, mas ela consegue, ela é diferente de qualquer pessoa que o senhor conheça. próximo capitulo amanhã.

MARINA NA FAZENDA.

CAPITULO 39

_ Eu notei quando voces chegaram com a recepção que os bichos fizeram. Para dizer a verdade pro senhor, nos ficamos admirados, pois nunca vimos isto antes. Mas esta historia de fazer festa com animais eu não acredito, como que eles vão obedecer? _ a Marina é especialista nisto! Ela domina qualquer animal! Só vendo pra crer. - Seu Jose me olhava com um ar, como se me achasse doido, mas não disse mais nada. Marina e julieta entraram e estavam mais sujas que poleiro de pato. Julieta falou alguma coisa com a mãe dela, e foi para casa, e Marina deu um oi pra gente e foi tomar banho. Não demorou, Marina voltou, e veio falar comigo na varanda. _ Sabe Demetrio! Eu ensinei a Julieta a lidar com os passaros, pois quero que ela me ajude, não tive muita afinidade com Juliana, mas Julieta eu gostei muito dela. _ Fico feliz! Mas eu queria que voce pedisse os pais delas, para deixar elas saírem conosco hoje a noite, pois vamos dançar. _ Marina aregalou os olhos. _ Dançar!... Mas a onde? Não sabia que aqui por perto tem festa! _ Não! Não é aqui, nos vamos para a cidade vizinha, procurar uma boate pra gente divertir. _ Falei querendo rir, pois Marina estava muito surpresa. _ Boate!? Mas o que é isto? Eu não lembro de ter ouvido esta palavra antes. _ É uma casa de festa, com musicas ao vivo, voce vai gostar. _ Falei e fui apressando ela para pedir para seu Jose e dona Amelia, para deixar as meninas irem. _ Marina foi falar com Dona Amelia e eu fiquei esperando a resposta, na verdade eu estava doido para ficar perto de Julieta. Marina volta toda empolgada, dizendo que dona Amelia deixou, e que ela falava com seu José. Marina mais do que depressa foi falar da novidade pra meninas, que ficaram empolgadas também. Só que Juliana e Julieta já conheciam as boates, elas tinham vindo da cidade, para morar na fazenda, e pelo visto elas eram mais vividas que eu, Marina e Kuerine juntos. Já estava anoitecendo e dona Amelia nos chamou para jantar, a fome estava grande pois não almoçamos. Dona Amelia era uma cozinheira de mão cheia, a comida estava uma delicia. Comemos, ficamos por ali algumas horas conversando e fomos nos arrumar para sair. Enquanto isto, notei que Julieta evitava olhar pra mim, estava sempre de cabeça baixa, quando eu deparava com ela. Juliana era mais atirada, e tinha um filho de cinco anos, que era uma gracinha, mas muito sapeca. O Filho da juliana gostou muito de mim, e sempre estava me arrodeando, ele chama seu José e dona Amelia de pai e mãe e a Juliana de Juli, bem provável, que foi os pais de Juliana que o criou. _ Vamos jogar bola? _ Gritou o menino puxando minha calça. _ Não bebê! Hoje não!... Amanhã eu brinco com voce! _ Ele saiu meio sem graça e deu um tchau sem jeito. Marina chamou Julieta para ajudar ela escolher um vestido pra sair,. e Juliana já tinha ido se arrumar. Fui tomar banho, e notei que eu estava muito vaidoso, dei um jeito na barba, passei perfume e escolhi uma roupa bem jovial. Julieta foi se arrumar e Marina também. Estávamos todos animados. Meu Deus! Que cheiro gostoso é este? _ Perguntou Juliana! _ É mesmo! _ Disse dona amelia, que estava terminando de colocar as coisas no lugar. _ Voces estão me deixando sem graça! Será que exagerei no perfume? _ Que nada Demetrio! Voce só esta muito cheiroso, mas mesmo que tivesse exagerado, este cheiro tão bom, não ia ser exagero. _ Eu estava usando Vitess, um perfume francês que eu adoro. _ Voces viram se Kuerine já se arrumou? Ele que não sai do pé da Marina, não estou vendo a voz dele. _ Nisto chega Marina toda bonita vestida num vestido creme, e um sapato combinando, abracei ela e disse que ela estava linda, notei que ela ficou toda tímida, ainda não tinha acostumado comigo o suficiente para aceitar um abraço fraternal. Marina estava linda. _ Voce viu Kuerine, Demetrio? Ele ainda não se arrumou, e não vejo ele aqui na casa. _ Voce esta de brincadeira Marina! Agora mesmo ele estava jantando com agente! _ É!... Mas ele foi lá fora e não voltou até agora, sinão ele tinha pedido a roupa, que ainda esta em cima da cama. _ Há não gente! Já esta tarde para Kuerine esta andando por ai no escuro. e eu não posso acreditar que ele resolveu passear uma hora desta, que agente vai sair! _ Falei zangado. _ Rapaz! Aqui tem muita cobra e bicho selvagem, não dá para ficar por ai a noite! _ Disse seu Jose preocupado. _ Ai meu Deus! Só falta o Kuerine esta nas matas! _ Tá doido Demetrio? O que ele ia fazer lá a esta hora? _ Sei não! Só sei que ele não esta por aqui! _ Há estas alturas estávamos todos prontos para sair. _ Meu Deus! quem sabe se agente gritar ele aparece.? _ Mais do que depressa todos nos começamos a gritar o Kuerine, e com isto todos os empregados veio ver o que estava acontecendo. A Marina já estava chorando, ela conhecia o Kuerina mais do que nos, e segundo ela, ele é incapaz de sair sem avisar pra ela pra onde vai. _ Gente! Eu não posso nem pedir a ajuda dos bichos, nem dos pássaros, a esta hora já estão dormindo e também é perigoso. _ Já havíamos procurado por toda a redondeza, e nem sinal de Kuerine. Julieta e Juliana passaram na frente da gente, cada uma com um cavalo em disparada. _ Ai meu Deus! Porque que Julieta e Juliana passaram aqui assim? _ Disse seu Jose com um ar admirado, Eu não entendi nada mas não quis fazer pergunta. Já havíamos rodado por ali tudo e nada, voltamos pra casa pra ver se ele tinha chegado. _ Amelia! Voce deixou a Julieta e a Juliana saírem a cavalo a esta hora sozinhas? _ Não Zé! quando eu vi, já foi ela passando aqui na frente em disparada. _ Dona Amelia estava preocupada também. _ Vixe!... Agora não vamos procurar um! E sim três! _Disse Marina já soluçando. _Eu nunca vi uma pessoa sumir assim!_ Falei sem saber o que fazer. _ Agora voce fica aqui com dona Amelia, Marina, só os homens vão procurar, a mata esta escura e não dá para voce arriscar. Nos vamos pegar os vaqueiros e os outros empregados, para nos ajudar, Vai ficar tudo bem!... Mas voce espera aqui! _ Falei autoritário para que ela obedecesse. _ Se as meninas voltarem, pede pra elas ficarem aqui com voces! Tá bem? _ Disse seu José. Quando chegamos perto da cachoeira, tinha um cavalo com o arreio, só foi mais preocupação, pois pensamos logo nas meninas, pois não sabíamos com que cavalo saíram ._ Meu Deus! Este cavalo e o que Julieta gosta de montar _ Seu José falou tirando o chapéu e passando a mão na cabeça. Meu coração disparou. Próximo capitulo amanhã.

DEMETRIO E MARINA, PRONTOS PARA SAIREM, A ESPERA DE KUERINE, JULIETA E JULIANA.

CAPITULO 40.

_ O senhor acha que Julieta estava nele! Seu Jose? _ Bem… Ela só monta nele, ela o chama de pintado. Chama pra ver se é ele! _ Pintado!!! _ Gritei e o cavalo veio em disparada em minha direção, e quando chegou em frente do cavalo que eu estava, ele rinchou, e suspendeu as duas patas da frente, eu percebi que ele queria dizer alguma coisa, com aquele gesto. Seu José arreou do cavalo dele e pegou a corda do pintado. _ Vamos pedir a Deus que esteja tudo bem, pois pelo que sei de cavalo, este gesto pode ser perigo. _ Superstição seu José! _ Falei pra dentro, pois no fundo eu também estava preocupado. Queria entender porque Juliana e Julieta não falou nada para dona Amelia, e saiu em dispara com os cavalos. _ Já são quase uma hora da manhã... É melhor agente pedir ajuda! _ Disse seu Jose montando no cavalo dele e com a corda do pintado na mão. Voltamos para casa, mais preocupados ainda, pois nem um de nos conhecia aquela terras, não sabíamos quais os perigos que Kuerine e as meninas estavam passando. Com certeza a julieta deve ter montado no cavalo da Juliana, para ficarem juntas. Enquanto íamos andando pela estrada de volta, um vaqueiro chamou nossa atenção. _ Vamos descer aquele morro, quem sabe eles estão lá e pode estarem machucados.. _ Sem falar nada todos nos acompanhamos o vaqueiro que gritava o nome do Kuerine e nos o acompanhávamos gritando tambem. Embaixo da gruta tinha um monte de cachoeiras, e era um lugar de difícil acesso. _ Não! eles não viriam pra cá! É muito longe! _ Falei observando o perigo e o barulho da cachoeira, eu pelo som deviria ser varias e grande. _ Vamos voltar! Não tem ninguém aqui. _ Obedecemos o seu José, que era mais experiente que nos, e voltamos. Quando estávamos próximo das casas da fazenda, ficamos louco e aceleramos os cavalos. Era tanto choro de desespero, que de longe escutamos. Enquanto descíamos dos cavalos, Julieta vei aos soluços nos encontrar, e foi pra perto do seu José. _ Junior papai!!!O Junior! _ O que tem o Junior Julieta?! _ Gritou seu José abraçando ela. _ Tambem não está aqui! Eu e Juliana não queríamos preocupar a mamãe, mas quando entramos na nossa casa, assim que sentimos a falta do Kuerine, saímos loucas, pois o Junior também não estava em casa. _ Julieta estava desesperada. _ Quem estava com o pintado? Voce ou Juliana? _ Nem eu, nem Juliana! Eu procurei o pintado para montar para ir atras do Kuerine e o Junior, mas ele não estava na colcheira! Pesei que ele poderia ter ficado no pasto, mas gritei por ele e ele não me atendeu, logo deduzir que ele deveria estar com Kuerine. _ Julieta estava tão desesperada que não viu que o pintado estava do lado do seu José. _ Pintado também esta sumido! _ Disse ela enxugando o rosto. _ Olha ele ai! Ele estava perto das cachoeiras, atras do morro. _ Disse seu Jose e entrando correndo pra dentro de casa. Julieta Deu um carinho na cara do pintado e entrou também.. _ Zé! Socorro! Quero meu neto! _ Gritava dona Amelia. Juliana e Julieta estava debruçadas na mesa chorando e Marina em pé na beira da porta, com o rosto inchado de tanto chorar. _ Não achou Demetrio? Marina perguntou me abraçando e chorando desesperadamente. _ Não se preocupe! Vamos pedir reforço. _ Falei acariciando os cabelos de Marina. _ Meu Deus! Onde será que Kuerine e o Junior se meteram?! _ Disse dona Amelia aos soluços. Nestas alturas estava um tumulto na fazenda, O desespero da Marina era tanto, que parecia que Kuerine tinha morrido. Dona Amelia fez um chá de calmante, e todos nos tomamos, quem ainda estava com a cabeça funcionando era Julieta, que tentava acalmar a mãe e a Marina. _ Esta fazenda é muito grande, e eles devem ter se perdido, porque já estava escurecendo, Junior adora andar a cavalo, com certeza deve ter pedido o Kuerine pra dar uma voltinha com ele, e não deve ter conseguido voltar. Só pode ser isso que aconteceu. _ Esta quase amanhecendo, vamos esperar mais um pouco para ver se Marina consegue a ajuda dos cachorro e dos pássaros. Se ela não conseguir procuraremos a policia. _ É mesmo Marina! Voce pode pedir os pássaros e os cachorros para achar eles! _ Disse Julieta. _ Com certeza! Mas a noite os pássaros não vão nos ajudar, deixa acabar de amanhecer, tenho certeza que eles vão achar. _ Marina parecia mais conformada. O Mais preocupante era que a garoa esta forte, eles devem tá passando o maios frio, e pior que trocemos o cavalo, eles estão muito mais desprotegidos. O desespero só estava tirando o nosso raciocínio, deveríamos ter deixado o cavalo lá, quem sabe eles achavam o cavalo e voltavam mais seguros, mas eu nem ia falar isso pra ninguém, do jeito que seu José estava, só ia se sentir mais culpado. Mas parece que Julieta leu meios pensamentos. _ Pai! Voce devia ter deixado Pintado lá, assim poderiam achar o cavalo e voltarem. _ Eu pensei que tinha sido voce que tinha montado no Pintado, por isso eu trouxe. _ Mas não vamos desesperar mais! Tudo vai correr bem! Meu Jesus esta lá com eles. _ Seu José queria acalmar nossos ânimos. _ Olha gente! Kuerine foi criado no interior, ele sabe da um jeito na situação, vamos ficar tranquilos e esperar o amanhecer. _ Eu não consigo esperar, vou pegar dois cachorros e vou dar uma volta. _ Disse seu Jose. _ Papai! Pega o pluto! Ele adora o Junior!... Tenho certeza que se ele estiver por perto, por onde o senhor andar, ele vai acha-los. _ Disse Juliana. _ Verdade Filha! É o que eu vou fazer. Só me preocupa é que ele pode estranhar o Kuerine, e ele é muito brabo. _ Pluto é um dos cachorros do canil? _ Perguntei. _ Não Demetrio, Pluto é um pastor alemão que o Junior ganhou quando nasceu, eles dois cresceram juntos, e é um xodó os dois. _ Então o que estão esperando? Vamos pegar o Pluto! _ Perguntei eufórico, pois tinha visto uma luzinha dentro do túnel. Os pássaros ainda não tinham acordado, ainda não estava claro, Marina esperava ansiosa para clarear. _ Com os pássaros é melhor, Pois tem a visão de cima, vai ser bem mais fácil, pelo que eu conheço o Kuerine, ele deve estar desesperado, por saber que estamos preocupados, tenho medo que ele esteja andando na mata, tentando achar o caminho de volta, e esta se perdendo mais. Kuerine não vai ficar parado, eu o conheço, e apesar de ser do interior, ele não tem costume com matas, eu tenho mais costume que ele, pois já entrei varias vezes em mata fechada com os pássaros. _ Marina realmente conhecia o Kuerine, e sabia do que ele era capaz. Próximo capitulo amanhã.

JUNIOR, O QUE TEM DE BONITO, TEM DE LEVADO.

CAPITULO 41

Não demorou, seu José e Juliana chega com um lindo pastor alemão na coleira. _ Eu vou com voces! _ Eu também vou! _ Todos os empregados se prontificaram para ir também. e quando estávamos saindo, Marina grita: _ Ei! Eu tambem vou! Vou chamar meu exercito para ir com agente, afinal de contas, já esta claro. _ Marina deu três assobios, e milhares de pássaros veio ao encontro dela, inclusive a arara e o papagaio. Todos ficara de boca aberta. Era difícil nos acostumar com aquele dom de Marina. Eram tantos pássaros, que virou uma nuvem, ao redor da fazenda. De repente, Marina fica caladinha olhando para os pássaros, como se tivesse falando com eles em pensamento. e dá um salto e grita: _ Vamos lá meninos! Vamos achar Junior e Kuerine! _ Os pássaros tomou um rumos que todos nos admiramos. era totalmente o contrario do qual agente estava procurando. _ Mas por ai? _ Perguntou seu José. _ Eles sabem o que estão fazendo seu José! E é melhor agente obedecer e os acompanhar. _ Mas não tem logica! Por ai não tem estrada, nem meio de passar! _ Não se preocupe seu Jose, nos vamos fazer o caminho. _ Disse Marina confiante. _ Olha gente! Eu vou ligar pra policia, antes da gente sair, calma ai!... Pode ter alguém machucado e vamos precisar da ajuda deles. _ Todos me esperaram, mas quando voltei de dentro de casa, estava muito decepcionado, não tinha viatura, e eles disseram que só consideram alguém perdido, depois de 24 horas do sumiço, e só tinha 12 horas, pois eram 6 horas da manhã, e ainda completaram com a frase: Se não aparecer até lá, nos liga de novo. Realmente é um absurdo, porque quantas coisas pode acontecer em 24 horas. _ Vamos lá minha gente, temos 12 horas para procurar sozinhos, sem a ajuda da policia, pois eles não consideram que a pessoa desapareceu antes de 24 horas de ausência. _ Andamos para todos os lados e nem sinal dos dois, Os pássaros também estavam sentindo dificuldade para achar, e os cachorros farejavam muito em alguns lugares, mas nada também. _ Papai! Papai! Corre aqui! o Pluto achou algo! _ Gritou Julieta. _ Achou alguma coisa? _ Olha aqui! É do Junior! _ Mas o que é isto? _ Perguntei. Julieta estava com uma correia na mão, velha, suja, que se eu encontrasse, jamais imaginaria que era de alguém. _ Esta correia o Junior ganhou do padrinho dele, assim que ele ganhou o pluto, para se ele não obedecesse ele ameaçar que ia bater. Desde então todo lugar que ele vai é com esta correia, e o pluto só achou, porque é familiar pra ele. _ Julieta ficou esperançosa depois que achou a correia. e o mais interessante é que o pluto pegou a ponta da correia e puxava Julieta mais pra frente, como se tivesse mais coisas. Julieta soltou a correia e saiu correndo atras do pluto, que saiu em disparada. Pluto parou em frente uma gruta, que parecia que tinha sido desabada. Pluto latia desesperadamente em frente a gruta, mas não víamos sinal de passagem, para entrar. e os pássaros arrodearam a gruta, eram muitos pássaros, e eles voavam ao redor e sentavam por alguns minutos. _ Vamos cavar! Quem sabe eles estão ai dentro! _ Disse seu Jose. _ Uma coisa é certa papai! Se não for Kuerine e Junior, tem algo ai dentro. Enquanto isso Marina tentava conversar com os pássaros para saber o que eles ouviram ou viram. Começamos a tirar as pedras e quanto mais agente tirava, mais tinha pra tirar, a impressão que dava era que o barranco desmoronou, e fechou a entrada da gruta. Passamos uma duas horas tirando entulho. Quando conseguimos, o pluto entrou de uma vez, latindo. Entramos atras, e logo escutamos um rosnado, que deu para perceber que era perigo. _ Voltem! Não sabemos o que tem ai dentro, se o pluto rosnou é porque tem perigo. _ Gritou seu José. Mas já era tarde, pois nos já havíamos entrado. Pluto rosnava ferozmente, como se tivesse enfrentando uma fera. _ Vem cá pluto!!! Pluto! Volta aqui! _ Gritava a Julieta. A caverna estava tão escura que não dava pra enxergar nada. _ Julieta! para de gritar! Se for uma fera, ela vai pegar voce! _ Estávamos muito preocupados com o que tinha dentro da caverna. De repente levei o maior susto, pois esbarrei em alguém que me agarrou. _ Demetrio!!! _ O grito soou dentro do meu ouvido, e para minha surpresa era Julieta. _ Calma! Julieta! Sou eu! _ Agarrei Julieta bem forte apertando - a, em meu peito. _ Calma! Calma!... _ Fiquei alisando a cabeça dela por alguns estantes, e foi o suficiente para perceber que o meu coração começou a bater forte. Eu sabia que a situação do momento era para sentir terror, mas algo mais forte e gostoso tomou conta de mim. Julieta ficou quietinha, com a cabeça deitada em meu ombro, mas quando notou o que fez, me deu um empurrão e se afastou. _ Perdão Demetrio!... É que tropecei em algo peludo! _ Eu queria dizer que adorei, mas Julieta tremia tanto, que providenciei em tira-la dali antes que ela desse um ataque. _ Chame o pluto! Vamos sair daqui! _ Gritei enquanto saia com Julieta. Seu Jose gritava desesperadamente lá de fora: _ Saiam dai! _ Não papai!... Tem algo aqui! E temos que saber o que é! O pluto não ia insistir latindo, se não tivesse vendo algo. _ Juliana não saiu de dentro da caverna, ficou segurando o pluto que queria atacar algo. _ O fosforo esta acabando, só temos uma alternativa! Vamos acender uma fogueira dentro da caverna, pra gente ver o que é que esta lá dentro, mas pra isso, um pouco do pessoal tem que ficar aqui fora, pra dar espaço. _ Falei já mandando pegarem pau seco.

JULIETA NA FAZENDA, SEM SABER POR ONDE COMEÇAR A PROCURAR KUERINE E JUNIOR.

CAPITULO 42

Entrou eu, seu José e o vaqueiro, a juliana muito teimosa, permaneceu lá dentro, ela tinha um espirito selvagem, não tinha medo de nada. Quando acendemos a fogueira, estava lá no cantinho um bicho grande e peludo, que tentava proteger alguma coisa. _ Junior! Junior! _ Gritou seu José. E eu pensei que ele tinha visto o menino, e em um impulso, fui em direção aquela coisa, que encolhido não dava pra saber se era um macaco ou outra fera. Mas por mais que agente tentasse, não dava pra ver o que ele protegia. Seu José foi caminhando com um tição aceso em direção daquela coisa, que nervosa deu um urro, mostrando os destes para seu José. _ Afasta seu José! É um gorila! E ele esta furioso. Nos não sabíamos a quanto tempo quele gorila estava preso ali, e tememos que estivesse com fome e quisesse nos atacar. _ Vamos! Vamos voltar! Temos que pegar algo de comer, para tentarmos tira-lo de lá de dentro, é muito perigoso ficarmos aqui. _ E ai papai! O senhor acha que o Junior e o Kuerine estão com ele? _ Não, pois o Kuerine é grande, dava pra gente ver, e também para eles não gritarem quando entramos, só se Deus o livre, estiverem mortos. _ Seu José falou pra dentro de tanto nervoso. _ Deus me livre papai! O senhor nem pensa uma coisa desta! _ Gritou Juliana já chorando. _ Calma Juliana! Nos não vimos nada a não ser um monte de pelo preto, agachado no cantinho da caverna, apesar de grande, não parece que tem mais alguém com ele. O mais provável é que esteja protegendo um filhote. _ Falei tentando acalmar Juliana, que como mãe do Junior, estava mais desesperada, que todos nos. Quando estávamos em uma distancia de uns cinco metros da caverna, ouvimos um granido alto, que olhamos pra tas, o Gorila estava saindo. _ Meu Deus! Que bicho grande é aquele? _ Gritamos quase ao mesmo tempo. _ Que bom gente! Graças a Deus que ele saiu! Só que ele não esta com nada, o que ele protegia continua lá dentro. _ Mas nem acabei de falar, o pluto se soltou da mão da Juliana e entrou dentro da caverna em disparada, e para nossa surpresa o gorila voltou quando viu o pluto entrando. Não pensei duas vezes, peguei um tição e sai correndo para entrar antes dele, e deu certo, ele ficou com medo do fogo e voltou novamente. Depois que o gorila se afastou todos vieram para a frente da caverna. Eu e seu José entramos, e lá estava o pluto lambendo o Junior, que não demostrava nem uma reação, mas estava vivo, pois os olhos estava arregalado de terror. _ Mas Juliana ao entrar e vê o Junior ali parado, debruçou em cima dele em desespero. _Tá morto papai! O Junior esta morto! _ Calma! Ele não esta morto! Só esta assustado! _ Falei tirando ela de cima do Junior, para mim olhar a pulsação dele. Marina ao ver os gritos de Juliana, entra feito uma bala e aos gritos. _ Eles estão morto Demetrio? Eu não acredito! _ Marina estava tão desesperada que não percebeu que Kuerine não estava com o Junior. Foi ai que voltamos a si, e notamos a falta do Kuerine. _ Não Marina! O Junior não esta morto! E o Kuerine não esta aqui. _ Marina se sentiu aliviada, mas saiu de dentro da caverna chorando. Meu Deus! Que situação! Eu não sabia quem precisava mais de mim, se era Marina ou Juliana. Olhei a pulsação do Junior e estava bem, mas ele não dava um piu se quer. Estava em estado de choque, com certeza. Quando estávamos tirando o Junior de dentro da caverna, lá vem o gorila de novo, Juliana abraçou o Junior e saiu correndo. _ Não! Não corra! É pior! Ele pode correr atras! _ Mas de nada adiantava meus gritos, Juliana não parava de correr. O Gorila entrou e saiu da caverna, parecendo um furacão e vinha em disparada em nossa direção, não corram gente! _ Mas era ai que todos corriam. O gorila batia nos peito e dava uivos tremendos. Todos nos estávamos tremendo de medo. E o que mais nos encabulada, era pensar de onde tinha vindo aquele gorila, pois no Brasil não existe, só podia ser do zoológico ou de algum circo que ele fugiu. O gorila ficou uns 15 minutos parado gritando e batendo no peito, e de repente saiu em disparada em direção da juliana. _ E agora Demetrio? Ele corre mais do que Juliana, ele vai tomar o Junior dela! _ Gritava Julieta. _ Não se preocupe, Juliana pegou um cavalo! E o pluto vai guiar ela até em casa, Vamos tentar distrair ele, correndo em outra direção. _ Enquanto Corríamos esquecemos dos cavalos. Marina deu um assobio e todos eles vieram ao nosso encontro, montamos nos cavalos e saímos em disparada. Os pássaros parecia entender o que estava se passando, em nem um momento tentou pousar em Marina. Quando chegamos na fazenda, o gorila já estava lá do lado de fora urrando, e a julieta já havia entrado, pois o cavalo estava na porta assustado, com os urros do gorila. Entramos as pressa, e quando estava fechando a porta Marina grita: _ Esperem! Eu vou lá fora conversar com ele. _ Voce ficou louca?_ Perguntou Julieta. _ Cuidem do Junior e deixa o gorila comigo. Quem sabe ele me dá noticia do Kuerine! _Marina saiu e bateu a porta. Que marina conversava com os pássaros, e com os bichos da fazenda, eu já sabia, mas com animais feros, eu não imaginava, mas para protege-la achei melhor ficar da janela com a arma na mão, se o gorila atacasse ela, eu atirava nele. Marina se aproximava da fera devagarinho, e dizia algo que não dava pra escutar, só sei que estava funcionando, pois o gorila calou a boca e ficou escutando Marina. Sabendo que estava tudo bem, sai da janela e fui ver como estava o Junior. _ E então? Como ele está? _ Perguntei esperançoso. _ Acabamos de dar banho nele, mas ele continua calado, não responde o que agente pergunta. _ Disse dona Amelia preocupada. Enquanto dona Amelia foi preparar alguma coisa pro Junior comer, Juliana continuava chorando e tentando fazer com que ele falasse alguma coisa. Marina estava com uma distancia do um metro do gorila, e chorava falando com ele. e o mais estranho é que os pássaros não estavam lá.e também não veio com agente. _ Eu posso ir ai? _ Perguntei. _ Não! Por enquanto não! _ Gritou ela. Na quelas alturas, já eram quase 11 horas da manhã e os pássaros não tinha voltado e o Kuerine nem sinal de vida, sei que Marina estava em um desespero sem tamanho. Dona Julia conseguiu dar uma mamadeira com vitamina de fruta, pro Junior e estava colocando ele pra dormir.

CAVERNA.

CAPITULO 43

A preocupação estava grande, pois o Junior que parecia uma maritaca, não tinha dado nem uma palavra até então. _ Kuerine não estava com o macaco. Só o Junior poderá nos ajudar, dizendo pra onde ele foi. Vou alimentar o gorila, e depois vamos ver o que vamos fazer para encontrar o Kuerine. _ Disse Marina enxugando as lagrimas que não parava de cair. Marina encheu uma bacia de frutas, e deu para o gorila, e pelo visto eles dois estavam se entendendo muito bem. Eu não sei o que Marina tem, só sei que entende e fala com todos os animais. O que me deixou intrigado foi que no Brasil não tem gorila, eu acho que este deve ter fugido de algum zoológico ou de algum circo. O gorila ficou la fora comendo, e Marina entrou. na casa do caseiro, me pedindo pra gente ir para casa sede, pois estava muito cansada, ia tentar dormir um pouco para conseguir raciocinar, e estava com esperança que os pássaros estava com Kuerine. Acompanhei Marina pra casa, pois a situação do Junior já estava sobre controle. _ Kuerine é igual uma criança Demetrio! Eu acho que ele deve esta passando maus pedaços. Eu estou pensando que ele errou o caminho, e foi de rumo para a cidade. _ Marina estava com os olhos inchado de tanto que havia chorado. _ Vamos fazer um trato! Mas antes eu quero saber o que voce fez para acalmar o gorila? _ Conversei com ele, ele entende tudo que os seres humano fala, e também se não fosse ele, talvez a situação estava pior, bem ou mal ele protegeu o Junior como se fosse filho dele, só não entendi o que eles faziam naquela caverna, e porque desmoronou. E o trato? qual é? _ O trato é o seguinte: Voce não vai mais chorar, e só vai ficar trite, se tiver motivo, depois que os pássaros voltar. _ Tá bom! _ Disse Marina com um ar de riso. Fui até a janela e o gorila estava lá, acampado, dormindo que roncava. Nem o barulho da bicharada da fazenda impedia aqueles roncos enorme, parece que ele estava muito cansado, talvez tentou sair da gruta e não conseguiu, a sorte é que ficou alguns buraquinho para que eles pudessem respirar, do contrario o Junior e ele agora estariam mortos. O Junior acordou chorando apavorado, e todos corremos para o quarto. _ Calma bebê!... Estou aqui! _ Disse dona amelia, pegando ele no colo, e aconchegando em seu peito.. _ Junior! Onde esta Kuerine? _ Marina não esperou nem o Junior se acalmar direito e perguntou. Junior não respondeu, só fez sinal com a mão, dizendo que não sabia. _ Eu não posso ficar aqui parada, enquanto Kuerine esta não sei onde! _ Calma Marina! Olha o que combinamos._ Falei abraçando ela. O dia passou rápido, e já era quase seis horas da tarde, e os pássaros nada de chegar, até a arara e o papagaio estavam sumidos. A preocupação da Marina tinha sentido, pois seis horas os pássaros se recolhem para dormir, e pelo visto eles não iam voltar mais naquela noite, ai que a preocupação vai aumentar. Enquanto eu estava perdido em meus pensamentos e fazendo tudo para ser forte, para conseguir acalmar Marina, ouço uns gritos. _ Marina! Marina! Olha o louro! _ Gritava Julieta. Marina pegou o louro já chorando. _ Esmeralda! Meu amor! Onde esta o resto do bando? _ Marina começou a acariciar o papagaio, e vê todos os pássaros chegando, menos a arara. ela de repente cai no choro. _ Demetrio! O louro esta com o bico sangrando! Olha! _ Marina colocou o louro em meu dedo, e chorando foi ao encontro do bando de pássaros, que parece que estava sentindo a dor de Marina, e não fez festa com a presença dela. _ Demetrio! Os pássaros foram pra cidade, tenho certeza disto, e como a arara não voltou, alguém deve ter pego ela. Enquanto Marina enxugava o sangue do bico do louro, ele começou a falar: _ Pegou arara! Pegou Kuerine! _ Marina se transformou. _ Quem louro? Quem pegou a arara e o Kuerine? _ Mas o louro não respondeu, só falava pegou varias vezes. _ Marina, primeiro coloca remédio no bico do louro, e olha se os outros pássaros estão bem! Agora eu tenho certeza que Kuerine esta na cidade. E pela hora teremos a ajuda da policia para acha-lo. _ Senti que Marina ficou mais tranquila quando falei. Com aquela agitação dos pássaros esquecemos do gorila, que tinha arrumado algum lugar escondidinho para dormir, só Deus sabe onde. Os pássaros não ajudaria em nada a noite, minha preocupação era que se a policia pegou o Kuerine, deve ter judiado dele, pois estava sem nem um documento. Eu acho que deveríamos levar o louro até a cidade, e vê se ele sabe onde a arara e o Kuerine esta. Porque se agente contar pra policia, que os pássaros e o louro que nos deu noticia que Kuerine esta na cidade, eles não vão acreditar. Não podemos ficar de braços cruzados temos que fazer alguma coisa. _ Demetrio! Vamos agora? O louro nos leva! O Kuerine não pode passar a noite onde esta, sabe Deus o que aconteceu com ele! _ Marina estava ansiosa. _ O que o senhor acha seu José? _ É… Podemos ir tentar achar ele, afinal não é tão longe a cidade, a única coisa que me preocupa é que Junior até agora não disse uma palavra se quer, esta acenando o tempo todo, e parece muito assustado. _ O senhor pode ficar se quiser, levo uns dois empregados, Marina e Julieta também vem junto. _ Perai Demetrio! E se este gorila acordar sem Marina aqui? _ Perguntou dona Amelia assustada. _ Não se preocupe dona Amelia,, ele não vai acordar, e tambem voltamos antes do amanhecer. _ Senti que Marina estava empolgada. Peguei o carro da fazenda, que era um carro grande. Quando a Julieta ia entrando no banco de trás com os outros empregados, Marina chamou ela pra frente, e ela sentou perto de mim, e Marina com o louro no ombro sentou perto da janela. Marina não era boba, ela sabia que alguma coisa estava acontecendo entre eu e Julieta. Durante a viagem para a cidade, Julieta só respondia o que perguntávamos, ela estava toda sem graça. _ Voce parece mais triste que eu Julieta! O que esta acontecendo? _ Nada Marina! Esta tudo bem, só estou chocada com os últimos acontecimentos. _ Julieta estava realmente muito triste.

A TRISTEZA ESTA CONSUMINDO MARINA.

CAPITULO 44

Eu sabia que mediante tantas coisas que aconteceram, nas ultimas 24 horas, havia acontecido também, algo muito especial, em meu coração, e no coração de Julieta, mas até agora não havíamos comentado nada, estávamos deixando as coisas acontecerem livremente, Julieta era muito conservadora, e eu muito tímido. Da fazenda até a cidade levava 3 horas de carro, não era muito longe, mas pertinho também não era. Quando entramos na cidade, Marina soltou o papagaio e pediu para ele ensinar o caminho para chegar até Kuerine, e a arara. Fomos acompanhando devagar, e de vez em quando, parece que o papagaio se sentia cansado e queria se recolher, pois sentava em algumas arvores, e quando agente passava por ele ele voava e passava na frente do carro de novo. Algumas vezes, Marina precisava gritar por ele. Andamos mais de uma hora, de repente o papagaio para em frente um prédio, cheio de viaturas da policia. _ Mas aqui é a delegacia!? Será que o Kuerine e a arara estão presos? _ Com certeza, Demetrio! Vamos parar aqui e descer. _ Disse Marina. Entramos no prédio, e de cara encontramos com um policial na porta da delegacia. _ Por favor!... Estamos procurando um rapaz, por nome de Kuerine, que desde ontem esta perdido. Saiu da fazenda e não voltou, ele esta acompanhado de uma arara, que veio procura-lo e também não voltou! O senhor pode me informar se ele esta aqui? _ Os policiais deram uma gargalhada, e disseram: _ Quer dizer que uma arara veio atras do mané que sumiu?... Não!... Voces estão de brincadeira! _ Os policiais ficara por alguns minutos fazendo gozação com a nossa cara, até que Marina gritou: _ Olha aqui!? Eu sei que aqui é uma delegacia, mas sei também que temos nosso direito de cidadão! Se meu noivo esta aqui, nos queremos vê-lo agora! Afina de contas, ele não é bandido para estar preso! _ Eu nunca tinha visto Marina tão nervosa, como estava. _ Calma Marina! Não resolveremos nada assim! _ Falei abraçando ela e tentando acalma-la. _Enquanto eu estava abraçado com Marina, e conversando com ela, temendo um desacato a autoridade. Julieta foi até o balcão e perguntou suavemente: _ Por favor sr. policial! Estamos aflitos, tem mais de 24 horas que o noivo da minha amiga se perdeu na reserva da fazenda, não estamos suportando mais de tanta angustia, nos ajude! Se ele esta ai, nos deixa falar com ele! Por favor! _ Julieta era meiga e muito linda, com tanta sabedoria, ai que eu me apaixonei mais. _ Tudo bem! Ele apareceu aqui sim!... Mas como não tinha documento nem um, demos ordem de prisão e ele desacatou a ordem e fugiu, tivemos que captura-lo como animal! Ele se machucou um pouco. _ Não meu Deus!!! Eu não acredito que Kuerine foi mal tratado! Ele não faz mal uma mosca! _ Marina começou gritar na delegacia, e chorar desesperadamente. _ Calma moça! Ele esta vivo! Mas não é assim! Chega e diz queremos falar com ele e proto!... Temos regras! _ O policial estava numa calma tão grande que a vontade que dava, era de entrar, e tirar o Kuerine de lá de qualquer jeito. Mas parecendo que leu o meu pensamento. Enquanto o policial conversava com aquela mansidão toda, o papagaio entra de delegacia a dentro, e Marina quando viu, saiu correndo atras dele, ai virou um tumulto. _ Onde é louro! Onde? _ Gritava Marina. De repente ouço gritos apavorantes: _ Demetrio!!! Demetrio! O Kuerine esta morto aqui no chão! Todo ensaguentado!!! Socorro!_ Não vi quando sai correndo atras de Marina. Quando deparei em frente uma sela, Kuerine todo sujo ensaguentado, deitado no chão feito um bicho! Coloquei as mãos na cabeça, e fiquei desesperado. _ Pelo amor de Deus! O que fizeram com ele? _ O policial meio que passado com nosso desespero falou: _ Este cara estava perambulando pela cidade, altas horas da noite, todo sujo e ensaguentado, sem documento, e a guarda da noite passada, prendeu ele. Como ele resistiu a prisão, e não confessou nada, fiquei sabendo que apanhou um pouco, mas ele esta vivo! _ O policial falava tão frio que dava nojo. _ Este senhor é um homem de bem, e queremos tira-lo daqui, o que tenho que fazer? _ Perguntei com o coração partido, pois Kuerine não levantou o rosto para olhar pra gente, e Marina estava desesperada. _ Ele não vai com voces! Ele precisa confessar quem ele matou! E pelo tanto de sangue na roupa dele, deve ter sido de faca. _ Disse o policial. _ Não! ele não matou ninguém! Como eu já disse! Ele não mata uma mosca! solta ele por favor! _ Marina estava descontrolada. _ Por favor! Deixa agente levar ele ao menos no hospital? Ele é inofensivo, eu posso garantir isso. _ Nos já levamos, esta tudo bem com ele, e para voces tirarem ele daqui, vai precisar de um advogado. _ Tudo bem! Mas só deixa eu conversar com ele um pouquinho! Por favor! _ Pedi quase me ajoelhando nos pés do policial. _ Tudo bem! Mas a moça sai daqui com este papagueio maluco! _ Na hora que pedi para Marina sair para mim conversar com o Kuerine, ela ficou uma fera, difícil de ser domada. _ Calma Marina! É melhor voce sair e deixar eu falar com ele, vai ser melhor pra todos nos! _ Com muita luta, ela sai resmungando. Quando entrei na sela, que Kuerine se levantou, quase cai de costa! Ele estava todo rasgado, Sujo da cabeça aos pés, cheio de sangue! Na verdade parecia que ele tinha matado alguém. Estava com um enorme curativo na cabeça, braço engessado, boca toda inchada, os olhos todo roxo e tão inchado que mal abria. _ O que aconteceu Kuerine? _ Perguntei abraçando ele e já me desmanchando em lagrimas. Kuerine para mim era como um filho, e pelo estado que ele estava, deve ter sofrido muito. Kuerine abriu um pouco os olhos, que pelo inchaço não dava para ver que estava aberto, e começou a chorar,. Um choro tão sentindo que meu coração ficou aos pedaços. _ O que aconteceu? seja o que for! Fala pra mim! _ Senti que ele tentava falar, mas não conseguia.

O AMOR BROTANDO NO CORAÇÃO DE DEMÉTRIO E JULIETA.

CAPITULO 45

Ele acenou, pedindo uma caneta. _ Dei a caneta e um papel pra ele, e ansioso fiquei aguardando, mas com a mão direita, ele não conseguia escrever, pois o braço direito estava engessado até a mão. Devagar ele ia fazendo uns garranchos, que dava para entender. _ Fui atacado por um macacos grandes , e depois ele roubou o menininho, e entrou em uma gruta, eu tentei impedir, mas ele correu atras de mim e pulavam em uma altura assustadora em cima da gruta, me impedindo de entrar. Ele pulou tanto, que vi que quando ele entrou, um monte de pedras caíram na entrada da gruta, me ferindo e quebrando o meu braço, fiquei desesperado, pois o menininho entrou com o macaco e ficou preso lá dentro. Sai dali correndo em busca de ajuda, mas quanto mais eu corria, mais eu ficava perdido. Os pássaros me encontraram, e foiram voando em uma direção, a qual eu segui e vi parar aqui na cidade. Este é o motivo que estou neste estado, mas eu preferia que voces me tirassem daqui, para agente ir ver se ainda encontra o menininho vivo. O cara que me ajudou, chamou a policia, e me levaram para o hospital, depois que fui atendido, me trouxeram pra cá pra cadeia, e me jogaram aqui, queriam que eu dissesse quem eu matei, só que não matei ninguém, eu me machuquei com as pedras que cairam de cima da caverna. _ Eles te machucaram? _ Kuerine engolia em seco, e fazia umas caretas, como se estivesse sentindo muita dor. _ Não! Só disseram que amanhã de manhã, eu tinha que dá conta de quem eu matei, sinão eu ia apanhar muito. Eu falei pra eles, que não matei ninguém, acho que quase matei um macaco. Mas isso não importa no momento, eu só quero que voce peça a eles para mim levar onde a gruta desmoronou, pra ver se agente consegue salvar o pobre menininho, que deve esta mal lá dentro, se ainda não morreu. _ Kuerine estava chorando muito enquanto escrevia. _ Calma Kuerine! Não fique assim! Nos já achamos o garoto, ele esta em casa, e esta bem. _ Notei que o Kuerine fez uma cara de alivio. O policial que estava escutando eu lendo em voz alta o que o Kuerine escrevia, ficou emocionado. _ O único jeito dele sair daqui, é se ele nos levar nesta tal gruta, e agente constatar que ele esta falando a verdade._ O policial sabia que era verdade, mas estava fazendo o trabalho dele. _ Tudo bem, mas deixa eu o levar em um hospital particular, para me constatar que ele esta bem medicado, ai eu levo o senhor na fazenda para mostrar, que ele esta falando a verdade. _ Tenho que ver se pode, vou conversar com o delegado. _ Disse o policial todo emotivo. _ Eu deixo meus documentos, até fico aqui se for o caso, mas tenho que levar ele para ser medicado, pois sente muita dor. _ O policial saiu sem falar nada, e alguns minutos depois voltou. _ Tudo bem! Mas terei que ir com o senhor nesta tal fazenda, para concretizar os fatos. _ Disse abrindo a sela. Deixei Marina e Julieta, no hospital com Kuerine e fui pra fazenda. Chegando lá, ele viu que a historia do Kuerine era verdadeira, pois o Junior estava lá, só que ainda não tinha dito uma palavra por causa do trauma. Quando contei o que aconteceu, todos ficara chocados. Voltei para a cidade com o policial, deixei ele na delegacia e fui para o hospital. O papagaio ainda estava com a Marina, pois tínhamos que achar a arara. Kuerine foi medicado e estava com a perna engessada, pois quando fizeram os exames a perna que ele estava sentindo muita dor, estava fraturada. Depois que acertei tudo, fomos comprar os remédios. e voltar pra fazenda, pois eu ia deixar o Kuerine em casa, e voltar de novo pra cidade, para achar a arara. Isto que era amor… Marina não desgrudava do Kuerine, e eu não posso negar que ele estava fedendo suor e sangue seco. A situação do Kuerine estava critica, porque com um braço e uma perna engessados, rosto desfigurado! Caramba!... Estava horrível! Julieta me olhava de vez em quando, com um olhar diferente, parecia que queria falar alguma coisa de amor pra mim, mas não tinha coragem. Eu estava tão apaixonado que mesmo naquela circunstancia, eu queria da uns beijos nela e dizer o que eu estava sentindo. Distraído em meus pensamentos, nem notei a luta da Marina, para que o papagaio entrasse no carro. _ Vamos louro! Entra no carro! Amanhã agente volta pra buscar a arara! _ Mas mesmo com o maior carinho que Marina pedia, o papagaio não obedecia. _ Arara! Arara! Arara! Pegar! _ O papagaio repetia o tempo todo a mesma coisa. Marina mesmo triste, não queria maltratar o louro querido dela. _ Voce sabe onde a arara tá Esmeralda? Se sabe agente arrisca demorar um pouco mais! _ O Papagaio entrava e saia do carro como se dissesse: Vamos! Eu levo voces lá! _ Vamos acompanhar ele Demetrio! Ele deve saber onde a arara tá! _ Kuerine fez um gesto como se dissesse: Vamos! _ Já que é assim, então vamos lá! _ Fui dirigindo devagar acompanhando o papagaio, e para minha surpresa ele parou de novo na delegacia. _ Há não! Na delegacia de novo não! Nos entramos ai e não vimos a arara! _ Falei não querendo descer. _ Tudo bem Demetrio! Eu e a Julieta entramos. voce fica aqui com o Kuerine. _ Marina falou já descendo do carro. _ Não! Nada disto! Eu vou! voces ficam aqui! Falei e fui indo logo em direção da delegacia. _ O senhor aqui de novo? O que ainda quer? _ É que levamos o rapaz, mas falta a arara! _ Falei autoritário, pois tinha certeza que o papagaio não errava. _ Mas aqui não tem nem uma arara! _ Disse o policial brabo. De repente sai um outro policial lá de dentro e diz: _ Entrega a arara do moço! Estamos aqui para cumprir a lei e não para roubar! _ O policial estava nervoso. _ Não roubei! Ela veio pra cá de livre vontade. _ respondeu ele grosseiramente. _ Sabe porque ela veio pra cá seu policial? Porque o dono dela estava aqui preso. Mas podemos fazer um trato! O senhor solta ela, e se ela quiser ficar aqui, nos vamos embora _ Falei me debruçando no balcão, para que ele certificasse, que eu não saia dali sem a arara. Proximo capitulo amanhã.

AMETISTA

AMETISTA

CAPITULO 46.

_ O policial entrou resmungando e voltou com a arara no braço. Quando a arara viu o papagaio, que posou em meu obro, ela saiu em disparada e o papagaio a acompanhou. _ Olhei bem dentro dos olhos do policial que queria roubar a arara e disse: _ Um bom dia pro senhor! Quando cheguei no carro o louro e a arara estavam fazendo a maior festa, apesar de estar com os olhos inchado de chorar, Marina demostrava felicidade. _ Agora sim! Tudo voltou para os seus devidos lugares! _ Disse Julieta feliz. Kuerine, estava com uma cara de quem estava no inferno e entrou no céu, era ainda madrugada, e tenho certeza que Kuerine enquanto estava preso, queria que o dia nunca amanhecesse, temendo apanhar dos policiais que havia o ameaçado, imagina ele todo quebrado e ainda apanha?! Deus me livre desta hora. Olhei pra trás triste e falei: _ Desta vez escapou de uma hei amigão?! _ Kuerine fez um ar de riso e abaixou a cabeça. _ É Verdade Kuerine! Deus realmente ama voce! Foi por pouco! _ Disse Julieta. Chegamos na fazenda 5;30 hs, Já estava amanhecendo, Os pássaros nos receberam com a maior festa, Marina teve que pedir para o Kuerine entrar primeiro, para não machucar ele. Marina agradecia os pássaros, o papagaio e a arara, com se agradece gente! Se eu não a conhecesse ia dizer que estava pirada.. O papagaio e a arara foram com os pássaros para as arvores, e a preocupação agora era o gorila, e se fosse ele que Kuerine machucou, e ele se voltasse contra ele? _ Marina! voce sabe que o Kuerine foi atacado por este macaco, que esta aqui na fazenda? _ Perguntei muito preocupado. _ Não se preocupe! Quando terminar de amanhecer, eu vou leva-lo para a floresta. _ Não seria melhor que agente procurasse ajuda para levar ele? Pois ele deve ser do zoológico ou de algum circo. _ È… temos que pensar o que fazer com este pobre coitado, que com certeza estava sozinho nas matas. _ É vamos pensar, mas agora não dá. _ Disse Marina. _Agora eu queria que voce ajudasse o Kuerine tomar um banho. _O que me admirava era que Marina era cuidadosa, e preocupava com Kuerine de tal maneira, que dava inveja a qualquer homem. _ Não se preocupe! Eu vou dar um banho no seu nenê. _ Falei e ia saindo, quando chega dona Amelia e seu José. _ Meu Deus! Mas o que é isto? Kuerine esta todo quebrado! _ Dona Amelia abraçou o Kuerine e encheu os olhos de lagrimas. Junior acordou com o barulho, e quando viu o Kuerine, abraçou a perna engessada e chorou de soluçar. Kuerine também começou a chorar. Com isso pude imaginar o sufoco que os dois passaram juntos., Todos nos enchemos os olhos de lagrimas, foi muito emocionante. O Junior não parava de chorar, dona Amelia tentava acalmar ele, mas era em vão. Kuerine sentou e pediu para colocar o Junior na perna que não estava engessada, até esquecemos a sujeira, que o Kuerine estava de tanta emoção. Quando dona Amelia sentou o Junior na perna do Kuerine, ele acariciou a cabeça dele e novamente caíram no choro. e o Junior de tanto chorar acabou dormindo. Dei banho no Kuerine e fomos tomar café, para depois ir descansar. Todos nos tomamos banho, tomamos café, e cada um procurou um lugar para deitar. Eu deitei na rede da varanda e acordei três horas depois com o sol em minha cara. Eu estava tão conçado, que quando tentei levantar, parecia que um trator havia passado em cima de mim. Com um bom esforço, levantei, fui tomar banho e tomar um café reforçado. O silêncio estava tremendo. _ Onde esta o pessoal dona Amelia? _ A Marina e o Zé, foi levar o gorila pra floresta, Juliana e Julieta estão ai pra dentro arrumando as coisas. Kuerine e Junior, ainda estão dormindo. Quando fui passando no corredor, Julieta estava saindo do banheiro. _ Olá! _ Falei. _ Olá! Voce descansou? _ Julieta perguntou sem olhar em meus olhos. _ É… Descansei bastante. _ Falei encarando ela. Julieta ficava toda desconcertada quando batia de frente comigo. Apesar da casa ser muito grande, por ironia do destino, virava e mexia, eu e Julieta estava esbarrando um no outro. Eu estava preocupado com minha casa, que já fazia uns dias que eu não tinha noticia de lá, Aconteceram tantos imprevisto, que nada foi como planejamos, não tivemos passeio nem show, e do jeito que estava as coisa ainda ia demorar um pouco para realizarmos o que planejamos. Não sei se Marina foi procurada pelo pessoal do governo, que disse que ia precisar dela! Não sei se Julia precisou de mim! Apesar de ter telefone, o sinal aqui é muito ruim, agente fica quase que isolado, imagino que causei algumas preocupação em casa, pois não íamos demorar, só íamos fazer o show beneficiante e voltar para casa, imagino como esta a cabeça da Julia. Ultimamente minha vida virou um verdadeiro tumulto. Mas o importante é que todos estão vivos. Vou da uma lida no livro do Kuerine para detrair um pouco a minha cabeça. _ Dona Amelia! Quando a Marina chegar, pede pra ela ir até meu escritorio, e se o Kuerine precisar de alguma coisa, a senhora me chama. Vou ler um pouco! _ Enquanto eu caminhava para o escritorio, notei que dona Amelia olhava pra mim com um olhar de mãe, senti carinho no olhar dela, de repente ela deve estar imaginando que em breve serei mais um filho na vida dela, pois pretendo conquistar e me casar com Julieta. _ Tudo bem seu Demetrio! Pode ficar tranquilo! _ Disse dona Amelia já de costa pra mim. O Escritório que improvisei na fazenda, era confortável, tinha uma vista linda para as matas, os cantos dos pássaros dava ânimo para se concentrar. próximo capitulo amanhã.

DEMÉTRIO, REVIGORADO E FELIZ.

CAPITULO 47

(Obs) DEMÉTRIO VOLTA A LER O LIVRO DO KUERINE. Marina ficou conversando comigo um bom tempo. se eu pudesse faria parar o tempo, pra ela não sair dali de perto de mim. _ Tenho que ir Kuerine! Maiinha pode estar precisando de mim, e se ela sonhar que estou aqui conversando com voce, vai ser uma guerra. _ Tudo bem! Mas por favor… Não viaja sem avisar pra mim, pois se isto acontecer eu morro. _ Marina riu e foi andando com aquele jeitinho meigo, e deixando pra trás aquele maravilhoso cheiro de alfazema. Aproveitei e gritei nas consta dela. _ Meu Deus não vai deixar voce ir! _ Marina olhou pra trás, e fez aquele gestinho que só ela sabe fazer com o ombro, como se quisesse dizer: Tomara! Eu continuava observando Marina se afastando, só que agora era diferente, ela sabia que eu a amava. e melhor... Não fez nem uma imposição. Sempre que eu tinha uma chance, eu mandava poemas pra ela, um dos poemas que eu li tanto que até gravei na cabeça, pois sei que todos os poetas não grava os poemas que escreve. pois eu não gravo um, a não ser que eu leia muitas vezes. Mas este era diferente, entrou dento da minha alma: Marina! Marina! És doce como o mel. Meu mundo com voce, É um pedacinho do céu. És tudo que eu mais quero, Deste mundo cruel. Eu sei que Marina ainda é uma criança, para entender o tamanho do meu amor, e este sentimento tão profundo, mas tenho certeza que quando ela ficar adulta, vai entender tudo, e o que mais me deixava feliz, era saber que ela guardava tudo que eu mandava pra ela. Eu não posso dar presentes caros, mas mandava flores do campo, quero dizer… Uma flor, porque se mandasse muitas, os pais dela descobria. Fiquei três dias sem noticias, quase morro de tédio, pois temia que Marina já tivesse viajado. O seu João dono do parque, nunca mais apareceu, acho que estava esperando Marina ficar de maior, pra voltar, mas se ele voltasse hoje, eu roubava Marina, porque estou com medo desta viagem pra Salvador, tenho medo que Marina arrume um granfino por lá, e nunca mais volte. _ Oi Kuerine! O que esta fazendo ai sozinho e tão pensativo? _ Era Norma! meus olhos brilhou, pois ia ter noticias de Marina. _ Pensando na vida! _ Respondi melancólico. _ Vamos lá pra minha casa, não fica ai sozinho deste jeito! Maiinha esta preocupada com voce, _ Vou sim Norma!... Mas antes quero ir lá em casa, buscar uma poesia que fiz pra Marina, queria que voce entregasse pra mim. Voce entrega? _ Perguntei por perguntar, pois sabia que Norma era minha amiga e amiga da Marina, e faria qualquer coisa por nos dois _ Claro! Voce sabe que sou seu pombo correio. _ Norma disse sorrindo. _ Então tá! Vou pegar! Mas antes me diga se voce viu Marina? _ Estive com ela hoje, a mãe dela já esta bem melhor, acho que não tem escapatória, ela vai mesmo. _ Quando Norma disse que Marina ia viajar, meu coração disparou, não sei o que eu faço, para ela não ir, não vou aguentar esta vida aqui sem ela. _ Pensei alto. _ Lembra o que maiinha te disse? Não se preocupe com nada antes de acontecer, pois só quem sabe das coisas é Deus. _ Norma estava tentando me acalmar. _ É Norma!... Não queira sentir o que estou sentindo. acho que voce não aguentaria, Doí demais! _ Falei de cabeça baixa, pois já estava chorando. _ Não! Não fique assim! Vá logo na sua casa e pega o poema pra me entregar! Exclamou me empurrando. Enquanto caminhava para minha casa, meu coração palpitava sem parar. Quando passei em frente a casa de Marina, ela estava molhando o jardim. Fingi que não estava vendo, quando ela joga a ducha da mangueira em minha direção. _ Acorda Kuerine! Ela gritou rindo. _ Oi Marina! _ Gritei enquanto pulava me defendendo, para não molhar. Quando Inês ouve nossos gritos… Sai feito uma jararaca. _ Que intimidade é esta sua pirralha? E voce? Porque não procura o que fazer seu vagabundo?! _ Abaixei a cabeça e continuei meu caminho, tremendo de ódio, eu queria dá uma porrada na cabeça daquela cobra! _ Entra! Já molhou demais! _ Escutei ela gritando com Marina, e colocando ela pra dentro aos empurrões, quando olhei pra trás ela estava puxando a orelha de Marina, e dizendo um monte de desaforos. Inês era tão ruim, que estava ficando biata, nem um rapaz da cidade se interessava por ela, todos tinham medo, e os namorados que arrumava, não durava nada, e justo com ela os pais de Marina querem mandar ela para Salvador. Não! Deus não pode deixar isso acontecer. Peguei a poesia e fui pra casa da dona Dolores, Norma estava na porta quando cheguei _ Norma! hoje a Inês esta envenenada, acho que judiou da Marina, porque ela pegou a Marina brincando comigo quando passei perto da casa dela, agora estou preocupado. _ Calma Kuerine, o veneno dela não mata Marina, pode ter certeza, ela é despeitada, por isso age assim. _ Norma era maravilhosa, sempre me dando apoio. _ Por onde andava rapaz? Porque sumiu? _ Perguntou dona Dolores. _ Tava em casa! Sumi um pouco pra dar sossego pra senhora, pois lhe perturbo muito. _ Nada disto! voce sabe que minha casa é sua. _ Bondade da senhora! Que é muito generosa. _ Porque esta tão nervoso? _ Dona Dolores perguntou chegando mais perto de mim. _ Inês!... Como sempre!... Aquela jararaca jogou o veneno dela de novo, além de judiar de Marina, ainda me chama de vagabundo. _ Liga não bobo! Ela quer chamar atenção. _ Dona Dolores levantava a minha moral, todas as vezes que Inês derrubava. Entrei na casa de Norma, e comecei a mostrar a poesia pra ela e dona Dolores, que também gostava das minhas poesias. _ Lê alto Norma! Também quero escutar! _ Dona Dolores era um amor, valorizava tudo que eu escrevia, e me dava ânimo em tudo. Eu sei que ela queria escutar, pra me ajudar a sair daquela tristeza. Norma começou a ler: Marina! Marina! És doce como o mel, O meu mundo com voce, É um pedacinho do céu, Es tudo que eu mais amo, Neste mundo cruel. próximo capitulo amanhã.

INÊS E MARINA.

CAPITULO 48.

( Continuação do livro que Kuerine escreveu.) Hó saudade! Saudade! Como pode me maltratar? Se continuar desse jeito! Voce vai me matar. Preciso ver Marina! Minha doce menina, Que tanto me fascina. E me faz sonhar. Quero-a pra mim, Sem ela é o meu fim Não vejo futuro sem ela. Hó saudade! Saudade! Não me torture assim. Quantas as estrelas no céu, Quantos peixes no mar. Quantas arvores na terra. Quantos pássaros no ar. Hó quantas maravilhas, Deus fez pra nois apreciar. Tudo incontável. Grandes… Incalculáveis. Difícil de avaliar. Se conseguírem contar as estrelas. Ou contar os peixes do mar, Contar as arvores da floresta, Ou os pássaros que há, Terão capacidade, Do impossível contar. Como o impossível é incontável, Saberás que meu amor por Marina, Não tem matemática do mundo, Que vai conseguir somar. _Caramba! Esta linda! Voce é muito inteligente Kuerine! _ Disse dona Dolores batendo palma pra mim. _ É isto ai Kuerine! Tá linda mesmo! A Marina vai adorar. _ Disse Norma, toda feliz. _ Sabe Kuerine! Voce ainda vai ser um grande poeta, Deus vai iluminar sua estrada, e vai fazer surgir um anjo, para ajudar voce tornar publico toda esta sua sabedoria. _ Dona Dolores e Norma me levantava. _ Pode ser, mas o meu maior sonho mesmo, é casar com Marina, voces sabem disso, tudo que faço é por ela, é ela que me da inspiração. Mas se Deus me ajudar que isto venha a acontecer, mostro pra dona Odete que posso casar com Marina. ou então roubo ela e me caso bem longe. Há Norma! E quando voce for entregar, pergunta se Inês bateu nela. _ Falei triste. _ Pode deixar! Inês não é mãe dela, e fica judiando de Marina, só porque é mais velha. _ Norma pegou o poema e guardou. O pior era que toda hora eu lembrava da Inês puxando a orelha de Marina. e meu sangue fervia de raiva. Fique conversando um pouco com dona Dolores, e depois fui embora. Passei por bem longe da casa dela, pois do jeito que estava com raiva, se eu visse Inês, e ela dissesse alguma coisa, eu nem sei o que era capaz de fazer. Chegando em casa o tédio tomou conta de mim, mas quando abri a janela tive uma surpresa, o beija-flor de Marina estava no batente, com um bilhete nos pés, deveria fazer um tempinho que ele estava ali, pois o bilhete não estava no bico dele, como de costume, quando é segredo. Peguei o bilhete, e achei estranho que o beija-flor não foi embora. _ Tudo bem Pétala! _ Que era como Marina o chamava. Mas ele continuou ali esperando eu ler o bilhete. _ Há!... Voce quer resposta! É isto não é? _ Perguntei feliz, achando até que o beija-flor ia me responder. Abri o bilhete e tinha escrito: " Kuerine, me leva embora desta casa, não aguento mais apanhar de Inês. Beijos. Marina." Quando li o bilhete, meus olhos encheram de lagrimas. Meu Deus! Inês bateu em Marina de novo. Como pode ser tão cruel? Tão malvada? Que raiva! _ Gritei e dei um murro na janela. O beija-flor se assustou e pegou voou. _ Volta aqui Pétala! Desculpa! Vem pegar a resposta! _ Eu gritava feito louco, mas ele não voltou. Fiz a resposta e fiquei esperando, pra ver se ele voltava. Escrevi assim: Conte comigo meu amor. Voce é o motivo da minha vida. Levo voce pra bem longe, Nem que seja no mato, Encontraremos guarida. Te amo Marina, fujo com voce, na hora que voce quiser. Beijos. Kuerine. E Agora? Como eu ia fazer? O beija-flor chegou lá sem resposta, Marina deve estar pensando que eu não liguei e esta se sentindo sozinha. Quando eu estava fechando a porta para ir pedir a Norma para entregar a resposta, lembrei que quando Marina manda o bilhete, no bico do beija-flor é porque ninguém pode ficar sabendo, e quer resposta, mas se for nos pés, não quer resposta e todos podem saber. Só que como fazia tempo que ele estava ali, não sei se era para responder ou não, pois o bilhete estava no pé e não no bico. Fiquei esperando ela na Janela, e duas horas depois, eu já estava torrado do sol, pois minha janela era virada pro sol, demorou mas ela apareceu. Acenei e mostrei o bilhete. Ela fez sinal para mim esperar até as 5. Entendi que deve ser quando o beija-flor voltasse. Fiquei esperando, e parecia que as horas não passava. de repente vi Norma entrar na casa de Marina, fiquei triste, pois ela não podia mandar o beija-flor buscar o bilhete com a Norma lá, pois era segredo. Eu estava inquieto, mesmo sabendo que a Norma ia entregar o poema que deixei na casa dela, eu não suportaria dormir sem Marina ter a resposta do bilhete. Já era 5:30 e nada da Norma ir embora, Estou perdido!... Pensei. ¨6:15, vejo Norma, Inês e Marina sairem,. Ai é que fiquei louco de raiva. Eu não tinha chance de mandar o bilhete, e temia colocar na janela e Inês ver, se visse ia Matar Marina, Deus que me livre! Inês era mais velha que Marina 15 anos, por isso achava no direito de bater nela, enquanto Marina tinha dez anos, Inês tinha vinte e cinco, e como ela estava ficando beata, não tinha quem suportasse ela. Coloquei o bilhete no bolso e sair, fui ver pra onde elas foram. Dona Odete já estava em casa e andava a casa toda, isto queria dizer que ela já esta boa. e queria dizer tambem, que a qualquer momento explodia a viagem para Salvador. Eu tinha que aproveitar, aquela decisão de Marina e fugir com ela, só não sabia como, nem pra onde, pois não conhecia ninguém fora de Caculé, nem tinha dinheiro pra isso. Mas nem que fosse para morar nas arvores com os pássaros, eu ia fugir, com ela. Eu não ia deixar Marina sendo espancada naquela casa. Andando sem rumo, olhando em todas as vendas, para ver se elas estavam fazendo compra, vejo que elas estavam na loja da dona Diva, comprando tecido para fazer roupas, ai sim que me preocupei, elas iam fazer roupas novas para viajar. Fiquei tão distraído com a surpresa que não percebi que estava muito próximo da loja. Norma me viu e colocou a mão pra trás, disfarçando acenava pra que eu fosse embora. Abaixei a cabeça bem triste e sai. E agora? O que eu ia fazer?. Fui pra casa e entrei em meu quarto e chorei feito menino. Havia até esquecido que ainda tinha uma saída. Mas se Marina me chamou para fugir, só porque estava com raiva? E se agora que Inês estava comprando roupa pra ela, ela mudou de ideia? Eu estava desesperado. Em meio ao meu desespero, dobrei meu joelho e comecei a rezar, pedindo a Deus para me dar uma saída, eu não estava suportando aquela dor. Meu Deus! Me ajuda! Estou sofrendo muito! Me mostra uma saída! Amo demais Marina e não vou conseguir viver sem ela. Não tira ela de mim pelo amor do seu filho Jesus. Amem! Deitei e fiquei pensando em Marina, acendi o candieiro mesmo sabendo que não tinha querosene o suficiente para passar a noite, pois queria que ela soubesse quando voltasse, que eu estava em casa. Ainda era sedo para dormir, mas não tinha nada que me interessasse lá fora, a não ser minha Deusa, mas eu não podia me aproximar dela. e jamais podia entrar onde ela estava. Mais ou menos meia noite, bate em minha janela. A principio pensei que era algum ladrão, mas o batido suave me tirou esta hipótese, Olhei pela greta, e fiquei surpreso, abri a porta feito um furacão, era Minha Marina, ali bem pertinho de mim. Deus ouviu minhas preces! Gritei. _ Como conseguiu fugir? _ Perguntei abraçando ela bem forte. Marina não falava nada, só chorava. _ Por favor, não chore! Fala comigo! Até o próximo capitulo.

MARINA E NORMA.

CAPITULO 49.

(Demetrio continua lendo o livro do Kuerine) _ Maiinha mandou comprar as passagens, a Inês vai amanhã bem sedo para a estação! Estou com medo! Me ajuda Kuerine! _ Marina cortou o meu coração em pedaços, menores do que já estava cortado. _ Não Marina! Não Marina! Não vá! Vamos fugir como voce propôs? _ Falei apertando ela contra mim. _ Eu quero fugir, mas pra onde vamos? _ Ela perguntou enxugando as lagrimas com as costa da mão. _ Primeiro me diga como voce conseguiu chegar aqui? A Inês não dorme no seu quarto? _ Dorme!...Mas ela estava roncando, eu sai de mansinho. _ Disse Marina sentada em minha caminha de estrado velho. Naquela hora tive vontade de pega-la em meus braços, beija-la até ela perder o fôlego. Queria fazer igual Romeu e Julieta, mas eu não tinha coragem pra isso. sei que sou covarde. Sentei do lado da Marina, e comecei analisar um jeito pra gente fugir. _ Quer fugir hoje? Agora? _ Perguntei bruscamente e decidido. _ Hoje não! Mas amanhã a esta hora? Que tal? _ Mas se Inês comprar passagem para amanhã? Ai não vai dar tempo! _ Falei coçando a cabeça. _ Não! Ela não pode comprar pra amanhã, porque os vestidos não estão prontos. Ela comprou os tecidos hoje, vai demorar uns três dias para fazer. _ Então tudo bem! Te espero amanhã a esta hora! Agora vá! Antes que ela sente falta de voce e vai ser pior. _ Dei um beijo no rosto de Marina e ela foi saindo. _ Espere! Eu esqueci de te dar a resposta do seu bilhete, o beija-flor se assustou comigo e foi embora sem a resposta. Fiquei com medo de mandar pela Norma, pois não sabia se era segredo. _ Marina pegou o bilhete, não abriu e foi embora. Fique da minha janela olhando, até ela pular a janela dela. Eu estava feliz e triste ao mesmo tempo, o cheiro de alfazema trasbordava em meu quarto, enquanto eu não deixava com ela nem cheiro de avanço, pois nem um desadorante eu tinha. Era revoltante a minha situação. Além de não ter dinheiro, não tinha emprego em Caculé. Comecei a ficar ansioso, querendo que chegasse logo a hora da gente fugir, e o pior era que não podia contar pra ninguém, nem pra norma que era a nossa melhor amiga. Pela manhã bem sedo, Marina estava na janela com os passarinhos. Vi quando ela entregou um papel para o pétala e apontou pra minha casa. Naquela hora gelei… Meu Deus! será que Marina arrependeu? Quando peguei o bilhete, abri todo triste. " Combinado! Os pássaros vão conosco, já combinei com eles. Beijos. Marina." Que alivio meu Deus! Nem percebi quando dei um pulo de alegria, acho até que Marina viu. Beijei o bilhete, e mandei beijos pra ela. Pétala ficou esperando a resposta como sempre, peguei uma florzinha do jardim da vizinha, beijei e coloquei no bico dele e mandei. Ela beijou a flor e mandou outro beijo, como eu fiz. A felicidade estava trasbordando dentro de mim, acho até que nunca tinha me sentido tão feliz como estava. O amor que eu sentia por Marina, era além do que alguém pudesse imaginar. Só em olhar pra ela, já me sentia realizado. Mesmo cheio de emoção, fui dar uma volta, pra ver se achava um bico pra fazer, pois queria pelo ao menos uns tostões, para comprar alguma coisa de comer pra gente levar. Marina gostava muito de doce, e eu queria levar uns doces pra ela. Enquanto andava pela rua, era chutando tudo que via na minha frente, chutava pedrinhas, chutava tampinha, parecendo uma criança quando esta chupando uma bala doce. Encontrei um colega pela rua, e logo me parou. _ Que felicidade é esta Kuerine? Parece que esta rindo pras paredes? _ É Zé! Estou feliz mesmo!_ Falei e continuei andando. _ Mas o que te deixou tão feliz? Por acaso encontrou sua mãe? _ O Zé resolveu me acompanhar, querendo saber o motivo da minha felicidade. _ Não Zé! Deus me deu algo que preenche todos os vazios que minha familia deixou. _ Falei sorrindo e continuei _ Ei Kuerine! _ Gritou seu Manoelzinho. _ Tenho um serviço pra voce!, vais ficar ocupado por uma semana, quero que quebre este muro, e me ajude a levantar outro! Te pagarei bem. _ Quando ouvi aquilo, fiquei sem saber o que dizer, pois não podia dizer que amanhã eu não ia estar mais na cidade. pois em cidade pequena, todos se conhecem, e eu não podia correr o risco de contar. porque se chegasse ao ouvido da dona Odete ou de Inês, eu e marina estava perdidos. ai eu teria que recusar, apesar de estar precisando, mas no momento nada era mais importante que Marina pra mim. _ Não seu Manoelzinho! Eu não posso! _ Seu Manoelzinho olhou pra mim com raiva e disse: _ Voce é mesmo um vagabundo! por isso não tenho pena de voce! _ Mas é a primeira vez que o senhor me dá um serviço! Quantas vezes pedi pro senhor deixar eu limpar o jardim, ou capinar o terreiro, e o senhor falava que o senhor mesmo fazia? Só que agora que o senhor quer, eu não posso! _ Falei humildemente. Eu já estava acostumado ser chamado de vagabundo, tenho certeza que todos me chamavam assim, porque eu não tinha uma família, mas se bem pensassem... Minha idade ainda era pouca, para ser tachado de vagabundo. E também, eles achavam, que poesia era pra quem não tem o que fazer.. _ Tudo bem Kuerine! Mas não vem aqui me pedir nada! Porque não te dou. _ Disse com raiva e logo virou as costa pra mim. Eu precisava achar um bico, só por um dia, e não por uma semana. Vou dá uma passadinha na dona Dolores, quem sabe ela tem algo pra me fazer. Mal cheguei na porta e ela já foi gritando: _ Que bom Kuerine, que voce apareceu! Tenho um serviço pra voce. _ O que a senhora precisa que eu faça? _ Minha felicidade estava tanta, que nada me fazia entristecer, mesmo seu Manoelzinho me chingando, eu continuava feliz. _ Perai rapaz! Que felicidade é esta? Nunca te vi tão feliz. _ Dona Dolores me conhecia muito bem, ela sabia que algo de bom tinha acontecido. _ Só um minutinho maiinha! Que el vai ficar triste. _ Disse Norma correndo em minha direção. Próximo capitulo amanhã.

MARINA VAI FUGIR COM O KUERINE.

CAPITULO 50.

_ Kuerine! Voce sabia que Marina vai pra Salvador? Que a Inês vai comprar passagem hoje? _ É mesmo Norma? Não diga! _ Falei tranquilo. _ Êpa! Neste angu tem caroço! Tá acontecendo alguma coisa, voce nunca que ia aceitar desta maneira! Aconteceu alguma coisa, que eu não esteja sabendo? _ Norma ficou curiosa. _ Nada aconteceu! Estou fazendo como sua mãe me ensinou, de preocupar só quando acontecer. _ É isto ai Kuerine! _ Gritou dona Dolores lá da cozinha. _ Agora venha cá! Quero que capine o terreiro pra mim,. _ Só se for agora dona Dolores! estou precisando mesmo! _ Falei e já fui entrando pra pedir a enxada. A Norma não saia do meu pé, parecia que estava adivinhando o que eu e Marina estava planejando. _ O que é Norma? Que saber de alguma coisa, ou quer falar alguma coisa? _ Não! só estou estranhando voce!, Se voce pensa que me engana, esta muito enganado, conta logo o que voce esta planejando, pois sei que voce não é assim! _ Fiz de conta que não entendi o que ela falou, e peguei a enxada e comecei a capinar o terreiro, pois sabia que tinha que terminar ligeiro. Eu tinha certeza que ia ganhar alguns trocados, pois dona Dolores sempre que eu fazia alguma coisa pra ela, ela me pagava. Norma foi ajudar dona Dolores na cozinha e me deixou em paz, mas virava e mexia ela me olhava desconfiada. Eu tinha que voltar pra casa antes do anoitecer, pois queria ver Marina na janela com os passarinhos, para ver se estava tudo bem. porque temia que ela mudasse de ideia. ai eu ia morrer de vez. Deus que me livre se isto acontecer. ( Demetrio foi interrompido de ler o livro do Kuerine.) _ Demetrio! Demetrio! _ Alguém bateu na porta me chamando, e era dona Amelia. Abri a porta e tirando os óculos perguntei: _ O que foi dona Amelia? _ É que faz tempo que Marina chegou, mas ela não deixou eu chamar o senhor, pensado que estava dormindo. Mas como já esta na hora do almoço, achei melhor lhe chamar, para almoçar. _ Fez bem dona Amelia pois quando pego pra ler este livro que estou lendo, me perco no tempo, a senhora pode ir, que eu já estou indo. _ Dona Amelia desceu as escadas, e eu guardei o livro do Kuerine, e fui falar com Marina. _ Pensei que estava dormindo Demetrio! Passou tanto tempo trancado dentro do escritorio. _ Marina ainda continuava triste. _ Eu estava lendo o livro do Kuerine, voce sabe que quando pego esta historia de voces pra ler, me perco no tempo. Mas como esta o Kuerine e o Junior? _ Bem melhor! Os remédios que o medico passou é muito bom. O Junior que não falou nada até agora! Ele só acena. Será que ele ficou mudo? Eu acho que devíamos levar ele no médico, isto não é normal! Foi o trauma, com certeza. Amanhã o Kuerine já pode falar, pois o maxilar dele já melhorou, ai vamos saber ao certo o que aconteceu, tenho medo que o Junior tenha machucado a cabeça. _ Acho que não! Mas vamos esperar até amanhã, qualquer coisa agente leva ele no médico. _ Falei e fui andando para o quarto para ver Kuerine e Junior, que não desgrudavam um do outro. _ Olá amigão!... Esta melhor? _ Kuerine fez um aceno que estava bem. _ E voce meu herói? _ Junior deu o seu primeiro sorriso depois do acontecido. _ Fiquem bom logo! Temos que fazer o show! _ Dei um tapinha no Kuerine e um beijo no Junior e fui almoçar. Julieta estava na cozinha sentada na mesa, e Juliana perto do fogão, quando puxei a cadeira para sentar do lado dela, ela deixou o copo cair. _ Calma Julieta! _ Disse Juliana com ar de gozação. Senti que Julieta não estava a vontade, coloquei meu almoço e ela já havia colocado o dela, mas virava e mexia, o garfo caia, o copo de suco derramava, pois a mão dela estava tremendo. Comecei a conversar pra ver se ela se distraia, e perdia aquela timidez. Graças a Deus Marina chegou e sentou do outro lado dela. _ Como foi ontem com o gorila, Marina? _ Foi uma luta! Ele não queria ficar nas matas, queria voltar comigo a qualquer preço, por isso demorei, tentando distrair ele para mim fugir, sem que ele percebesse. Voce precisa de ver que gracinha, eu escondia e ele me achava, seu José já estava impaciente. _ Ainda bem que voce tem esta habilidade com os animai, sinão agente estava perdido. O Junior podia até ficar pior se visse o gorila, pode ser até que ele estava aqui, por causa dele, de repente é uma gorila e pensou que o Junior era seu filhote, rsrsrs, pode ser não é mesmo? _ Pode ser algum gorila que perdeu o filhote, entre os animais tem isto, eles adotam o primeiro que vê na frente. Ou então quando tiraram ele do habitar dele, ele tinha filhotes, e não esqueceu. Há Demetrio eu já avisei pro Ibama que tem um gorila perdido aqui na fazenda, e eles prometeram que vão vir para resgata-lo. E avisei que é adestrado, para que eles saibam que deve ser de algum circo por ai. Mas vamos mudar de assunto… E nossos planos? Foram de água a baixo! _ Marina estava bem melhor, pois já lembrava do show que vinhemos fazer. _ Foi mesmo! No momento o que importa é a recuperação do Junior e do Kuerine, depois agente marca outro dia e volta pra fazer o show. _ Enquanto eu e Marina conversávamos, Juliana entrou no meio. _ E nosso passeio Demetrio? O da boite? Ainda esta em pé? _ Nisto Julieta reage e fica uma fera. _ Voce esta doida Juliana? Com tantos problemas que estamos, voce lembra de passeio? _ Mas olha quem esta falando!... Voce mais que ninguém estava louca pra ir. _ Claro! Todos nos queríamos ir! Mas queríamos!... É Passado! _ Calma gente! Voces não vão brigar! _ Disse Marina se levantando e indo em direção da Juliana. e abraçando ela. _ Julieta estava nervosa, não sei se era pela situação ou se era porque eu sentei do lado dela. O que estava me incomodando, era que Juliana não disfarçava, olhava pra mim com um olhar comprometedor, que me deixava sem graça, e notei que Julieta percebeu, talvez por isso ela estava braba com Juliana.

VIRAVA E MEXIA, JULIANA DAVA AS DELA.

CAPITULO 51

_ Calma Meninas! A hora do almoço é sagrada, não se pode discutir. _ Disse seu José percebendo que as duas irmãs estavam a ponto de briga. _ Sabe papai! A Julieta só quer dá uma de santinha, com esta cara de peixe morto! _ Eu disse para! _ Gritou seu Jose. _ Meu Deus! Mas o que é isso gente? Não respeitam, mais não? _ Dona Amelia deu um basta na briga. _ Papai só chama a minha atenção... mamãe! A Julieta é o dodoizinho dele!_ Julieta pediu licença e saiu da mesa. _ Tenho certeza que Julieta deve ter ido chorar de vergonha, por eu ter visto a discussão. _ Desculpa Demetrio! Estas minhas filhas me matam de vergonha. _ Disse seu Jose. _ Não se preocupe seu José! Isto é coisas de irmãos. _ Falei e continuei comendo. Marina estava calada e triste, pois Kuerine não estava na mesa com agente. _ O que foi Marina! Esta triste? _ É a primeira vez que cento na mesa sem o Kuerine, Demetrio! Desde que estamos morando com voce. _ Disse e foi encostando o prato pra lá. _ Voce não deve ficar assim, afinal de contas ele esta bem! Voce sabe que temos que agradecer a Deus, pois podia ter sido muito pior. _ Eu sei! E agradeço muito a Deus, mas o que posso fazer se sinto falta? _ Porque voces não dormem juntos, Marina? _ Perguntou Juliana. _ Junto com quem? _ Marina perguntou surpresa. _ Com Kuerine! Claro! _ Voce é louca Juliana? Ele não é o meu marido! _ Marina estava vermelha de vergonha. _ Como não é? Voces não moram juntos? Quem amiga com fé! Casado é! _ Juliana era bem atrevida. _ Eu não sou amigada com ele! Somos noivos! _ Marina a estas alturas, estava mais envergonhada ainda. _ Não estou entendendo! Quer dizer que voces não fazem nada? _ Juliana insistia nas perguntas. _ O que voce tem a ver com isso menina! É da sua conta? _ Disse seu Jose, interrompendo Juliana. _ Sabe Juliana! Marina é moça, ela e Kuerine estão esperando o casamento primeiro. _ Falei tentando fazer Juliana parar com aquele interrogatório, _ Quer dizer que ela é virgem? _ Insistiu ela. Marina estava com tanta vergonha, que não sabia onde enfiar a cara. _ Isto mesmo! Tanto ela, quanto ele são virgens! Tá bom pra voce? _ Falei grosseiro. _ Toma! Era isso que voce estava procurando? Queria aborrecer Marina e Demetrio! _ Disse seu José, tambem zangado. _ Desculpa! É que é raro uma historia desta! Por isso estranhei._ Juliana falou sem jeito. _ Sabe Juliana! Na minha cidade, quando voce arruma marido sem casar, voce é mulher da vida._ Marina estava zangada e mexeu com a ferida da Juliana, que tinha um filho e não era casada. _ Então sou mulher da vida! Pois não casei e tenho um filho!- Juliana ficou uma fera com a resposta da Marina, que tenho certeza que falou sem pensar. _ Espera ai Juliana! como voce é inconstante! Deixou todos de mal humor! Voce não se manca não? _ Gritou dona Amelia. Levantamos da mesa irritados, menos Juliana, que parece que fica feliz em irritar os outros. Marina foi pro quarto ficar com Kuerine, e eu fui sentar na varanda. Fiquei lembrando do dia na gruta, Quando lembrei que abracei Julieta, senti a mesma emoção que senti naquele dia, meu coração parecia que queria pular pela boca. O Lugar da varanda, onde eu estava sentado, dava de frente para o galinheiro e logo percebi que Julieta estava colhendo os ovos. e cantando. quando levantou as vistas, e percebeu que eu a observava, ela ficou tão sem jeito e desconcertada, que deixou a lata de ovos cair. e tentando salvar a lata, acabou caindo tambem. Quando vi ela no chão, corri até o galinheiro para ver se ela tinha se machucado. _ Tudo bem Julieta? _ Perguntei levantando ela. _ Tudo bem! Não se preocupe! Tropecei. _ Disse ela sem logica da resposta, pois não tinha nada para ela tropeçar. _ Meu Deus! Quebrou todos os ovos! Como vou explicar pro meu pai? _ Diga que fui eu que quebrei! Assim ele não vai brigar. _ Não! Eu não posso colocar a culpa em voce! tenho que falar a verdade, mentir não é justo! _ Disse sem graça. Julieta entrou, e eu continuei na varanda, e para minha surpresa… Pensando nela. Julieta era o oposto de Juliana, ela era meiga, sensível, tímida e prestativa, já Juliana era má, arrogante, atirada e egoísta. Não demorou muito tempo e chega Juliana para sentar na rede ao lado da minha, ela começou a balançar, se amostrando. quando ela colocava os pés no chão para balançar a rede, a sua saia curta, subia ao ponto de ver sua calcinha. Eu que odeio mulher deste tipo, estava me irritando. De vez em quando ela olhava pra mim, com um olhar insinuante. Notei que Julieta estava inquieta, pois passava pra lá e pra cá a todo momento. mas não demorou ela se aproximou da Juliana e com um ar de raiva.... Ela falou: _ Voce não tem o que fazer, Juliana? Mamãe esta sozinha arrumando a cozinha _ Ela estava tentando tirar a Juliana da li. _ Estou fazendo o kilo! _ Juliana falou e continuou balançando. Julieta entrou indignada, e momentos depois, Marina me chama. _ Demetrio! Vem cá! _ E quando cheguei no quarto, ela pediu para que eu ficasse com ela e o Kuerine um pouco. Estranhei a atitude de Marina, acho que Julieta falou alguma coisa pra ela, ou então ela estava desconfiada que Julieta e eu estávamos apaixonados. _ Senta ai! Me conta o que esta achando do livro do Kuerine?! Pois sei que estava lendo ele hoje, e por sinal, demorou um bocado. _ Disse ela. _ É verdade! O livro é esplendido! Quando começo a ler, esqueço do tempo. e por sinal, voce dava um trabalhão pro Kuerine! Não é mesmo? E sua amiga Norma? Voce sente saudade dela? _ E como! Noema é minha melhor e grande amiga, me ajudava muito. Voce não imagina como sinto falta dela, e tenho certeza que Kuerine sente o mesmo, ela era nossa amiga de verdade. Quando agente casar, eu vou buscar ela para passar uns dias com agente. Norma é como uma irmã para o Kuerine, e pra mim tambem. _ Não se preocupe Marina! assim que eu mandar publicar o livro do Kuerine, nos vamos a Caculé! Quero que Norma seja a primeira a ler o livro dele. JULIETA E JULIANA TINHAM UMA BELEZA DIFERENTE.

DEMETRIO ESTAVA FASCINADO, COM A BELEZA DE JULIETA.

CAPITULO 52

_ Não Demetrio! Só podemos voltar lá, quando eu e Kuerine casar, sinão, mainha e paiinho, pode se vingar dele, eles não vão acreditar que Kuerine, nunca fez mal nem um a mim. E quando ela souber do que eu e Kuerine fizemos lá enquanto eramos crianças, ela vai matar agente. porque eles podem ler o livro também, e ainda tem a Inês que envenena qualquer pessoa, e odeia o Kuerine, lendo o livro ela vai saber que Kuerine se pudesse matava ela, além do mais paiinho e mainha vai ficar sabendo que Inês me batia, ai ela vai ficar mais envenenada, pois ela dizia que se eu contasse ela me matava de bater. E ela pode impedir que agente se case. Deus me livre! Não quero passar tudo aquilo de novo. _ Mas voces só não casaram ainda, porque não quiseram, o que falta pra voces casarem? _ Voce arrumar uma noiva e casar com agente, pois não queremos deixar voce nunca mais sozinho. _ Eu?! Mas porque tenho que arrumar uma noiva? Estou acostumado ficar só, e se não casei até hoje, pode ser obra do destino, ou quem sabe a noiva esteja a vista? Rsrsrsr. _ Notei que Marina fez ar de riso também.. _ Será mesmo Demetrio? Garanto que não vai demorar, voce vai casar junto com agente. _ Carambá! A Marina sabia de alguma coisa, a Julieta deve confidenciar com ela. _ Amém! Que Deus me abençoe com uma esposa! _ Falei coçando a cabeça e sem jeito. _ Voce verá! _ Marina falou e foi se levantando. Kuerine olhava pra mim com ar de riso, e parecia muito feliz. Descobri com a atitude dos dois, que eles sabiam do que estava se passando, mas não comentava, não sei porque. Kuerine dormiu e eu e Marina continuamos conversando. _ Fica ai! Vou buscar suco pra nos. _ Marina falou e foi saindo. Deitei no tapete e fiquei esperando feliz da vida. Dai a pouco Marina volta sem o suco. _ Mas cadê o suco? _ Não tinha feito! Dona Amelia vai fazer, e vai trazer pra gente. _ Ficamos conversando e esperando o suco. Dai apouco entra Julieta com uma bandeja de suco. Quando ela me viu, tremia tanto que Marina percebeu, e foi falar com ela. _ Calma Julieta! _ Ai foi pior que ela derramou o suco _ Desculpa! Eu sou muito desastrada! Desculpa gente! Vou pegar um pano! _ Meu Deus! A julieta era diferente de todas as moças que eu já vi, ela realmente ficava nervosa quando me via, isto era um bom sinal. Enquanto Julieta foi pegar o pano Marina falou: _ Pronto Demetrio! O cupido já flechou um coração, daqui a pouco flecha o outro. _ Fingi que não entendi, mas Marina não era boba. _ Pode deixar Julieta! Eu enxugo pra voce. _ Falei pegando o pano. _ Mas o que é isto? Pode deixar! Eu enxugo. _ Disse ela tomando, o pano da minha mão. Marina de vez em quando olhava, pra vê se o Kuerine tinha acordado. Fiquei muito feliz por saber que alguém se preocupava comigo. Enquanto Julieta enxugava o suco eu a observava, e notei que ela estava tão desconcertada, que não conseguia disfarçar. Ela se desculpou mais uma vez, e saiu. _ É… Não temos nada pra fazer, acho que vou deixar voce descansar um pouco, e vou ler mais um poco do livro do Kuerine, pois quanto mais eu leio, mais tenho vontade de ler. Mas antes queria que voce ligasse lá pra casa e perguntasse a Julia se esta tudo bem, e se alguém ligou pra mim, estou preocupado, lembra que o pessoal do governo disse que ia ligar pra voce, se precisasse transportar as aves para outro lugar em caso de incêndio? Então!.. Diga a Julia que se alguém ligar, pra ela dar o telefone daqui. Não conte o que aconteceu para não preocupa-la. E que só dê o telefone daqui, se for extrema necessidade, pois do contrario se meus amigos souberem que estamos aqui, não vai demorar vão chegar todos ao mesmo tempo. _ Tudo bem! vou ligar agora. _ Marina foi providenciar o telefonema, e eu fui primeiro beber um cafezinho na cozinha e falar com dona Amélia. _ Dona Amelia! Se o Junior acordar, e não tiver falando ainda, a senhora me chama, pois o levo ao medico com seu José. vou ler um pouco, estou no escritorio. _ Tudo bem Demetrio, e obrigada pela preocupação. _ Dona Amelia nem imaginava que eu já estava considerando ela, como minha sogra, e o Junior como meu sobrinho. Chegando no escritorio, era a mesma penitencia, quando começava a ler, saia fora do mundo real. (Demetrio volta a ler o livro do Kuerine) Enquanto capinava, a felicidade era tanta, que me peguei cantando: … Cabelo louro vai lá em casa passear! Vai vai cabelo louro! Vai acabar de me matar. Cantei um bocado e depois comecei a pensar: _ Meu Deus! Como eu queria virar um passarinho, para ver o que se passa na sua cabeça, tenho certeza que tem alguma coisa boa no ar, voce esta muito feliz. _ Disse Norma se aproximando de mim. _ Conta pra mim Kuerine! Voce fala que sou sua amiga, mas não confia em mim. Pelo que te conheço sei que tem segredo ai!. _ Não Norma! Só estou feliz! Mais nada!_ Falei tentando disfarçar. _ Se voce não quer contar, tudo bem! Mas que tem coelho neste mato! Isto tem! _ Norma saiu de perto de mim chateada. Quando terminei de capinar o terreiro, dona Dolores me deu o dinheiro e eu fui embora. _ Tchau Norma! Não fique zangada comigo, eu gosto muito de voce! _ Despedi de dona Dolores, peguei as roupas que ela me deu e me mandei. Quando passei em frente da janela de Marina, ela estava lá e parecia muito feliz, os passarinhos revelava pra todo mundo, o estado de espirito de Marina. Quando ela estava triste, eles sentavam ao redor dela, quando ela estava feliz, eles não paravam um minuto, ficava voando de um lado pra outro cantando, parecendo uma orquestra. Acenei pra ela e fui pra casa, louco para chegar a hora da gente fugir. Enquanto caminhava em direção a minha casa, ia assoviando, feliz da vida. Quando cheguei em casa, comecei a providenciar as coisas pra gente levar. Arrumei umas coisas no embornal, como rapadura, farinha, chimango, xiringa e bolo de milho, que comprei na dona Bela, pois todos os dias a mãe de Marina comprava biscoitos na dona Bela pra ela, Marina adorava chimango. Fui até a casa da dona nesta e pedi Nelinho, uns pães da padaria que ele trabalhava, pois ele ganhava todos os dias, e meu dinheiro era pouco pra comprar, tudo que agente ia precisar. Próximo capitulo amanhã.

INÊS, O QUE TEM DE BONITA TEM DE IMPLICANTE.

CAPITULO 53.

( Demetrio continua lendo o livro do Kuerine) Passei na casa do seu Alípio e pedi que ele fizesse uma embornal grande pra mim, pois ia precisar, ele não me perguntou pra quer, já foi logo fazendo com um resto de pano que ele tinha em casa. e ainda por cima me deu dois calção de gabardine muito bonito. Eu já estava com uma bagagem enorme. Tinha bastante bolo e biscoito pra Marina, e naquela época do ano, tinha muito ubu e manga no mato, agente não ia passar fome. Voltei pra casa feliz da vida,estava preste a realizar meus sonhos, não precisava mais esperar oito anos para o seu João do parque voltar. Eu estava ansioso, não conseguia ficar em casa parado, esperando a hora passar. Depois que deixei tudo arrumado, fui visitar o seu Liú e dona Angelica, eles também gostava muito de mim. os filhos deles, o Paulo e o Neto eram meus amigos. sempre eles me ajudavam, me dando roupas que não servia mais neles e comida. Muitas vezes ajudava seu Liú, na feira e ele me dava alguns mirreis. _ Que surpresa Kuerine! _ Disse seu Liú, enquanto arrumava algumas raízes pra vender. _ Saudade de voces seu Liú! Onde estão todos? _ Os meninos saíram, e Angelica deve esta lá pra dentro, cuidando do da casa. _ Tá bom seu Liú! Vou embora! Queria ver os meninos. _ Desconcertado sai dali triste, pois estava me sentindo como se tivesse despedindo de todos, e a partir do momento que eu fugisse com Marina, nunca mais podia voltar a Caculé, pois seria lixado. Quando estava saindo, dona Angelica apareceu, na porta. _ Vem cá Kuerine! Algum problema? _ Não dona Angelica! Eu só queria ver o Paulo e o Neto! _ Então vai no jardim, eles estão lá. Mas voce não esta com fome? _ Na quelas alturas eu ia lembrar de comer? Eu não estava aguentando, eu dentro de mim. _ Não! já comi. Tá bem! Vou passar na praça! _ Falei por falar, claro que eu não ia na praça, dona Angelica era muito desconfiada, ela ia notar que eu estava escondendo algo, preferi me mandar dali rápido. Ainda era nove horas da noite, faltava muito tempo pra meia noite. se eu fosse pra casa ia ficar doido. Em um ponto foi bom não encontrar o Paulo e o Neto, pois eles iam me pedir pra fazer modinha pra eles, e eu não podia negar, pois eles eram muito bons pra mim. Eu não podia fazer nada que fosse me detrair, e passar da meia noite na rua. Fiquei andando sem rumo, até aproximar a hora Onze e quinze, voltei pra casa e a luz do quarto da Marina estava acesa. quando vi fiquei gelado, pois eles dormem sedo. Meu Deus! Será que descobriram o nossos planos? Se descobriram, vou ser lixado, sem roubar Marina. Meu coração parecia que ia pular do meu peito. Algo estava errado, eu nunca vi a luz do quarto de Marina acessa depois das dez, a não ser quando ela estava doente. Eu sempre dormi tarde, e observava a hora que ela apagava a luz. sei que Marina não era louca de arrumar as coisas pra fugir, de luz acesa. Eu estava tenso, mas não restava nem uma outra coisa a não ser esperar dá meia noite e ver se ela ia aparecer. Para passar o tempo, comecei a escrever modinhas. Mas estava saindo um horror, eu não conseguia fazer nada, pois estava muito preocupado. Encostei na cama e comecei a cochilar, na verdade o dia tinha sido muito cansativo. Adormeci e acordei umas três horas da manhã, com o gurda da rua tocando o apito. Levantei em em um salto. e fui na brecha da janela, pra ver se o quarto da Marina estava de luz acesa, e o pior é que a luz do motor já tinha desligado e a lamparina estava acesa.. Eu tinha certeza que Marina não tinha vindo, pois meu sono é leve, e teria acordado. Tentei dormir novamente, mas não consegui, Não via a hora do dia amanhecer. Eu nunca tinha visto uma noite tão longa quanto aquela, mas finalmente amanheceu, e para minha surpresa já era mais de oito horas e a loja da dona Odete, não tinha aberto ainda. Algo muito serio estava acontecendo, pois ela abria até nos domingos. Não sai de casa, fiquei esperando pra vê se Marina abria a janela. Os passarinhos flecharam em frente da casa, e a todo tempo pousava na janela, e nada de Marina. Eu não tinha a menor duvida, algo estava acontecendo e tomara que não fosse com Marina. Fui na casa da dona Dolores chamar a Norma, e como ela dormia até tarde, bem provável que ainda estava dormindo. Comecei a bater na porta desesperado. Dona Dolores saiu sobressaltada. _ O que aconteceu Kuerine? Que desespero é este? _ É Marina dona Dolores! Ela não deve estar bem! _ Como sabe? Perguntou dona Dolores, e como eu tinha corrido até a casa dela, mal conseguia falar. _ O que aconteceu com Marina? Vamos fala Kuerine! Vamos! fala logo!!! _ Era Norma que saiu do quarto de anágua e sutiã. _ Volta pro quarto Norma! Voce esta quase nua! _ Disse dona Dolores empurrando ela de volta pro quarto. Norma ficou tão preocupada quando falei de Marina, que esqueceu que não estava vestida, e saiu do jeito que estava, mas para mim, eu nem notei nada, estava desesperado. _ Tenho certeza dona Dolores, aconteceu alguma coisa, o candieiro do quarto de Marina, passou a noite toda aceso. _ Calma rapaz! Que susto voce nos deu! Pensei que Marina tinha morrido! _ Deus me livre dona Dolores! Não fala isso nem de brincadeira! _ Voce parece que bebe Kuerine! É normal agente de vez em quando dormir com a luz do quarto acesa. _ Disse Norma, nervosa. _ O quarto de Marina, não!... Ela nunca esqueceu! E quando acaba a luz do motor dona Odete não deixa ela ligar a lamparina com medo dela botar fogo na casa. Marina já falou isso pra mim. _ Nisto a preocupação só aumentava, e pior, ninguém sabia que justo naquela noite, nos dois íamos fugir. _ Vá lá Norma! Veja se aconteceu alguma coisa! Ele pode ter razão. _ Pediu dona Dolores, e Norma tomou café e saiu. Fiquei conversando com dona Dolores, até ela voltar. Eu estava muito preocupado para ir embora sem saber o que aconteceu. _ Kuerine voce não dorme, não? _ Claro que durmo! _ Respondi, sem entender o que ela queria saber. _ E como voce sabe, que a luz do quarto de Marina não apagou a noite toda? _ Fiquei sem saber o que responder, ela não podia dormir pra sonhar, que eu esperei Marina a noite toda. _ Coincidência dona Dolores! Eu tive insonia. _ Falei de cabeça baixa, pois não sabia mentir.

NORMA AMIGA INSEPARÁVEL DE KUERINE E MARINA.

CAPITULO 54

( Demetrio continua lendo o livro que Kuerine escreveu.) Sentei no alpendre, e fiquei esperando a Norma voltar. De repente vejo ela surgir na esquina da sorveteria. Corri ao encontro dela. _ E ai Norma! O que aconteceu? _ Notei que Norma havia chorado. _ Conta logo! Pelo amor de Deus! _ Gritei sem sentir. _ Muito esquisito isso. _ Dona Dolores parecia desconfiada. Dona Aiá! Ela morreu! _ Dona Aiá era a vó de Marina. _ Meu Deus! Marina deve estar desesperada! Ela era louca pela aquela vó! _ Pois esta mesmo! Ela desmaiou quando ficou sabendo, Dr. Paulo foi lá e teve que dar injeção com calmante nela e na dona Odete. por isso ela ficou com o candieiro aceso, depois que apagou a luz do motor. E para completar, a Inês descobriu uma mala cheia de roupa da Marina, debaixo da cama, e quase matou ela, de tanto bater, para ela contar pra onde ela ia, mas ela apanhou muito, mas não contou. Por acaso voce sabia que ela ia fugir? _ Norma perguntou desconfiada. Eu não respondi e perguntei: Quer dizer que Inês bateu em Marina de novo? Além da dor da surra! Ainda a dor da morte da Avó? É por isso que Marina desmaio! Aquela Inês ainda me paga! Como fico revoltado com isso! Dá vontade de dar uma surra na Inês! _ Quando dei por mim, estava gritando. _ Kuerine! Se controla! _ Gritou dona Dolores. _ Desculpa dona Dolores! É que quando Marina esta sofrendo eu fico louco! _ Falei chorando. E até esqueci que agente ia fugir. _ A senhora vai lá mainha? Dona Odete está desesperada, precisa das amigas para conforta-la. Apesar que lá já esta cheio de gente. _ Claro que vou, Norma! E voce porque não vai pra lá fazer companhia para Marina? A Vera e a Ana cuida da casa. _ E eu? Será que posso ir lá dona Dolores? - Perguntei triste. _ Não é possível, que um momento deste, eles vão te maltratar! Vamos comigo! Se eles falar alguma coisa, eu saio junto com voce. _ Dona Dolores, era como uma mãe pra mim. Saiu eu, Norma e ela. Quando chegamos lá, o corpo da dona Aia, estava sendo velado na sala, e a casa estava cheia de gente, e de cara, encontro a Inês. _ Há não! O que voce esta fazendo aqui Kuerine? Ela perguntou com aquele jeito nojento de ser. _ Ele veio comigo Inês! Tem algum problema? Se tiver!... Vamos embora! _ Respondeu dona Dolores. _ Não! Só acho que ele é muito cara de pau! _ Inês falou e foi saindo, mas dona Dolores chamou a atenção dela de novo e disse: _ Só vamos ver Odete, e vamos embora! Não se preocupe. _ Ai que ódio! Como eu queria dar um bofete na cara da Inês. Fiquei mais tranquilo quando eu vi Norma abraçada com Marina. Ela estava com os olhos inchado de chorar. Dona Aiá era tudo pra Marina, pois Marina ficava muito com ela quando era pequena. _ Oi Kuerine! Que bom que voce veio! _ Disse Marina enxugando as lagrimas que caia insistentemente. _ Eu não ia ter sossego se não te visse. _ Falei baixinho, temendo que a Inês escutasse, Eu não queria ver mais ninguém, já tinha visto Marina. _ Fica ai dona Dolores! Eu vou embora pra não dá problema pra senhora. _ Não senhor! Vamos voltar juntos._ Disse dona Dolores segurando em meu braço. Dona Dolores entrou no quarto, onde estava dona Odete, que chorava na maior altura. Dona Odete abraçou dona Dolores, e foi ai que ela chorava. _ Calma Odete! Sua mãe estava cansada! Deus levou ela para descansar. _ O clima na casa da dona Odete, esta muito triste, dona Aiaí era muito querida. Inês entrou no quarto e dona Dolores como estava com raiva dela, foi logo dizendo: _ Não se preocupe Inês! Nos já vamos embora. _ Mas o que é isto Dolores? A Inês tambem esta feliz por ter vindo. _ É verdade mainha! Só que quem esta com ela, que não me agrada. _ Inês estava indignada. _ Desculpa!... É que Kuerine é como filho para mim, por isso o trouce _ Não repara Dolores! Inês é assim mesmo. _ Fiquei constrangido com a presença da Inês no quarto, então sai e fui tomar um ar. Norma e Marina estavam sentadas no meio fio., Marina encostada a cabeça no ombro da Norma, desabando de chorar. _ Senta aqui Kuerine!_ Disse Norma batendo no chão. _ Não Norma! Inês pode ver e criar caso, não quero dar mais problema pra Marina. _ Falei com um ar de quem queria tomar Marina no colo, e acariciar acalmando o coraçãozinho dela. _ E dai Kuerine? Ela já criou caso com dona Dolores, acho que não vai criar mais caso não! _ Marina olhou pra mim com aquele olhar que eu não conhecia… Triste e vazio. Fique pensativo por uns instantes, quando ela insiste. _ Vamos!... Senta! _ Não pensei duas vezes, sentei do lado de Marina. Ai meu Deus! O cheirinho dela me fascinava, a vontade que eu tinha era de pegar ela no colo, e acariciar feito um nenê. Nisto nem notei que meu coração pulava tanto, que dava pra perceber por cima da camisa. _ Como voce esta Marina? Norma me contou que voce apanhou ontem a noite. _ Bateu mesmo! Foi Inês de novo. Mas quase matei ela de ódio, pois ela queria saber, sobre a mala debaixo da cama e eu não contei. _ Marina falava esfregando uma mão na outra. _ Mas pra que era a mala mesmo? Voce ia fugir? _ perguntou Norma curiosa. _ Voce sabia disto Kuerine? _ Fiquei calado. _ É Norma! Eu ia fugir mesmo! Não aguento mais Inês. _ E eu sabia! Ia com ela! _ Falei de cabeça baixa, e depois levantei a cabeça e completei: _ Mas não conta a ninguém Norma! Porque sinão vão me lixar. _ Voce é louco! Claro que sei que é segredo. Mas porque não me contaram? Voce não diz que confiam em mim? _ Norma estava zangada. _ Desculpa Norma! Fiquei com medo._ Disse Marina. _ E eu também! _ Falei sem graça. _ E agora? Voces ainda vão fugir? _ Não sei! Meu coração esta doendo muito agora, para mim pensar nisto. já pensou se Aia morresse quando eu estava fugindo? Ia ser assustador. Mas nem quero pensar nisto,

MARINA ESTA DE LUTO.

CAPITULO 55.

. ( Demetrio continua lendo o livro que Kuerine escreveu. ) amanhã é outro dia, não sei o que vai acontecer. _ Marina estava sofrendo tanto que era o tempo todo soluçando. _ Marina! Entra! _ Era Inês, e tava demorando dela aparecer para atrapalhar tudo. _ Vamos Marina! Vamos entrar. _ Disse Norma levantando Marina pelo braço. Marina e Norma entraram, e eu fiquei na porta, com vergonha de entrar sozinho. Caculé em peso estava na casa de Marina. pois eles eram muito conhecidos. O Sino da igreja tocava de uma em uma hora, este é o costume da cidade, quando morre alguém. e toca um tempão na hora que vai pro cemitério. Eu me sentia perdido, no meio daquela gente que só me viam como vagabundo. Mas a presença de Marina, me fazia sentir o homem mais importante do mundo. Por isso permanecia ali na porta, só pra ver Marina passar de vez em quando. Quando foi na hora do enterro, o chororó foi horrível. Todos choravam e Marina pedia para que a vó não fosse embora, quase morro de dó de Marina. _ Não vai Vó! por favor não me deixe! _ Marina continuava gritando, eu estava tão trastornado, que se eu pudesse levava ela pra bem longe dali. Vendo Marina naquele estado, comecei a chorar, Norma veio pra perto de mim e me abraçou, ela sabia o motivo do meu sofrimento. _ Já pesou na hora do enterro Norma? Estou muito preocupado com Marina, e não posso fazer nada! É desesperador. Sabe de uma? Eu vou pra casa! não aguento ver Marina sofrendo deste jeito. _ Não Kuerine! Voce vai ficar aqui comigo, embora voce não sabe, mas voce esta ajudando Marina é muito. _ Será Norma? Será que Marina quer que eu fico aqui? _ Claro rapaz! E também voce não vão fugir? Pouco importa o que a Inês vai fazer agora. _ Eu estava tão deprimido, que queria que aquilo acabasse logo. Eu estava ao ponto de fazer uma loucura. não estava aguentando aquele sofrimento todo. Marina ainda era muito criança para suportar uma perca tão importante pra ela. agora eu estava com medo que ela não quisesse mais fugir comigo. Meu maior problema era que a Inês batia muito nela e os pais dela não faziam nada. achava que aquilo era certo. Eu estava tão inseguro, e com medo do que estava por vir, que estava inquieto. A quantidade de gente aumentava a cada momento, principalmente quando chegou perto da hora do enterro. Já era cinco horas, e eu não tinha comido nada, e nem estava com fome, também não vi Marina comer. Quando fecharam o caixão Marina gritou tanto até desmaiar. Fiquei louco, tinha que me controlar, ninguém podia saber que eu amava Marina, tanto o quanto amo. _ Marina! Marina! pelo amor de Deus! aguenta! - Não vi quando gritei. Mas o tumulto estava tanto, que eu acho que ninguem percebeu. _ Calma Kuerine! Ela só desmaio, logo ela Volta! _ Disse Norma me abraçando. _ Vai lá Norma! Ajuda Marina pelo amor de Deus!. _ Empurrei a Norma em direção de Marina. De repente Marina abriu os olhos, e para mim foi como se Deus tivesse descido do céu naquele momento. O Enterro foi um Deus nos acuda. Havia chegado as tias de Marina, que morava em Salvador. E Uma delas faltava cair dentro da sepultura, Marina não gritava mais, só soluçava e me olhava com um olhar, parecendo que estava pedindo socorro. Passei pertinho dela e falei bem baixinho: _ Não se desespera. Eu te amo. _ Não sei onde arrumei coragem pra dizer, só sei que disse. Marina se afastou da multidão e Norma a acompanhou. fui pra perto delas e fiquei andando devagar com elas, sem dizer uma palavra. Depois do enterro, voltei pra casa tão triste, que parecia que tinham tirado um pedaço de mim. Me lembrava direto do rostinho de Marina. triste e abatido. E o que era pior, eu não tinha com quem conversar, nem um radio para ouvir e me distrair. Era triste minha vida de solidão. Como eu queria ter uma família naquela hora! Como seria bom se eu tivesse uma mãe, para deitar no colo dela e dormir. Fui pra cozinha comer alguma coisa, e quando cheguei lá, me deparei com os embornais cheio de coisas que eu ia levar para Marina comer quando agente fugisse, aquilo me deu uma tristeza tão grande, que queria gritar bem alto, mas me contive. Era muita falta de sorte, dona Aiá morrer justo naquele dia. Mas fazer o quer? Pior seria se nos fugisse e Marina descobrisse que sua vó morreu e tivesse que voltar nas carreiras, ai ia ser um Deus nos acuda. Não quero nem pensar nisto. Os biscoitos e os bolos iam perder, porque eu sabia que tão sedo, Marina não ia pensar em nada a não ser em sua vó. Passaram quinze dias e foram os piores quinze dias da minha vida. Marina estava muito depressiva, e dona Odete Mandou ela pra casa de uma tia em Brumado, para se detrair com as primas. _ Kuerine! Adivinha quem chega hoje? _ Era Norma que chegou atras de mim, para dar a noticia. _ _ Nem acredito! Só pode ser Marina! _ Isto Mesmo! Marina chega hoje! Dona Odete falou que ela vai chegar no trem das cinco horas. Voce quer ir na estação comigo? Voce fica de longe, mas pelo ao menos vê Marina chegando. _ Claro que vou! Estou morrendo de saudade dela! Não durmo nem como direito, desde o dia que ela viajou. _ Então esta combinado! Marina tambem vai ficar feliz. Ela mandou uma carta pra mim e perguntou como voce estava, esqueci de te contar. _ Na carta ela falou se agente ainda ia fugir? _ Não! Claro que não! Ela não tocou no assunto, mas eu acho que sim. _ Tomara que ela fosse embora comigo, pois só me sentirei realizado, quando tirar ela das garras da Inês. _ Mas como voces vão viver? Poema não dá dinheiro pra ninguém Kuerine!, Voce sabe tanto quanto eu! Escritor e poeta só vão pra frente se tiver um padrinho. Aqui no Brasil escritor e poeta só tem valor se tiver dinheiro. _ Norma parecia indignada. _ É verdade Norma, eu nunca fui em uma biblioteca, nem conheço nem um poeta ou escritor, mas voce tem razão, eu sei disto. Por isso aqui em Caculé não dão valor em poeta, principalmente pobre igual a mim. E é por isso que me chamam de vagabundo.

KUERINE ESTA ARRASADO, POR CAUSA DE MARINA.

CAPITULO 56.

( Demetrio continua lendo o livro do Kuerine) As pessoas deviam dar valor em poeta e escritor, pois para fazer uma linda poesia e um bom livro, precisa ter este dom de Deus. Os poetas e os escritores, passam horas e horas escrevendo, principalmente a noite, que é a melhor hora para ficar inspirado, perde noites de sono, mas poucos dão valor. Eu estou escrevendo a historia minha e de Marina, mas tenho certeza que nunca alguém vai ler, porque não posso publicar. _ Pensando na realidade, fiquei triste, pois tinha certeza que meu livro ou minhas poesias nunca iam estar em uma estante ou biblioteca de alguém. _ Kuerine o que houve? Ficou calado de repente! _ É a realidade da vida que me amedronta, Norma!. _ Norma ficou pensativa e depois disse: _ Combinado! As cinco horas agente se vé na estação. _ Norma foi embora e eu voltei pra casa feliz da vida. A saudade que eu sentia de Marina era tão grande, que parecia que fazia um ano que ela tinha viajado. Passei na casa da dona Diva, e seu Zé Frois, estava lá. _ Oi Kuerine! Nunca mais te vi na cidade _ Eu estava por aqui seu Zé _ Falei trasbordando de felicidade _ Mas porque esta tão feliz? _ Disse ele batendo em minhas costa. _ Não posso contar pro senhor aqui, mas depois eu conto. _ Seu Zé era de confiança, ele sempre aprovava o que eu fazia, inclusive adorava meus poemas. Quando eu estava sem nada pra fazer a noite, eu ia com seu Alípio pra casa dele ouvir Alziro Zarur. e sempre tinha um cafezinho e uns biscoitinhos pra gente. Quando seu Zé Frois, saiu da loja da dona Diva, eu acompanhei ele. _ Vamos lá pra casa Kuerine? Quero saber o que anda acontecendo com voce!_ Disse ele curioso. _ Sabe seu Zé! Eu estou apaixonado por Marina, a filha da dona Odete, e ela estava viajando, e chega hoje, por isso estou tão feliz. _ Mas Kuerine!... A Marina ainda é uma criança, não tem como voce estar apaixonada por ela. _ Seu Zé Frois não apoiou a minha paixão por Marina, na verdade, ninguém ia entender. só Deus sabia o que se passava com nos dois. Seu Zé Frois era espirita, e acreditava que meu amor por Marina era coisas de vidas passada. Mas fosse o que fosse, eu amava Marina, e Marina me amava. _ Kuerine não sofra, espera a Marina e voce ficarem adultos, voce com seus quinze anos ainda é uma criança também, não sabe o que é responsabilidade. Não seu Zé! Eu morei sozinho a vida inteira, e com isso amadureci muito sedo, eu sei cuidar de Marina. _ Tudo bem! Mas lembre-se, se Marina tiver que ser sua esposa, ninguém no mundo vai impedir isso, só que voces precisam ser adultos primeiro, para saber o que querem. Por isso tenha paciência, o tempo passa muito rápido, voce vai ver, quando menos esperar, já vai ser um homem e Marina uma mulher. Tudo que agente projetar aqui na terra, se torna realidade um dia, mas não precisa ficar ansioso, tentando antecipar as coisas. _ Seu Zé Frois era sábio igual o seu Alípio, mas não entendiam o meu amor por Marina. Fiquei na casa do seu Zé Frois uma horas, ele me deu um monte de conselho. Seu Zé Frois já era um homem maduro, sabia muito da vida, só que era difícil seguir seus conselhos, nada me fazia mudar de ideia, meu amor por Marina era além do que alguém pudesse imaginar. Quando fui embora ele me deu um monte de coisas pra mim levar pra casa. E pediu que eu me cuidasse, não me desesperasse, por sentimentos que um dia ia passar e eu ia rir, assim como aconteceu com ele, e muita gente que ele conhece. Fiquei pensando no que seu Zé disse, mas não adiantou nada, cada minuto que passava, eu ficava mais ansioso pra ver Marina. Graças a Deus já estava quase na hora do trem chegar. Chegando em casa, banhei e fui pra casa da Norma, pra subir pra estação com ela. Nestas alturas dona Odete já estava curada da operação, meu medo era que Marina chegasse, e ela mandasse ela pra Salvador, como estava previsto antes dela adoecer. Na atual conjuntura eu não sabia mais se Marina ia fugir ou não. Apesar que no momento as chances são minimas, mas o amor é imortal, aconteça o que acontecer, Marina será minha. Os rapazes da cidade não tinha descoberto Marina ainda como moça, pois era uma criança, mas para mim era a mulher da minha vida. sei que daqui a três anos, se eu não roubar Marina, vou ter que competir com os rapazes da cidade, e sei que será muito duro, pois eles só andam lordes e são estudados, enquanto eu sou um ninguém, como diz dona Odete e Inês. Quando cheguei na casa da Norma, ela já estava de saída. Enquanto agente ia andando para estação, fui conversando com ela, ela sim apoiava meu amor por Marina. _ Norma... Seu zé Frois não aprova o meu amor por Marina, e isto me deixou muito triste, pois se ele aprovasse ia me ajudar muito, porque ele é muito sábio. ele e seu Alípio seria o que preciso para dar tudo certo, mas nem um aprova. _ Tudo bem Kuerine, entrega sua vida e da Marina pra Deus, ele aprovando tudo vai dar certo. _ Norma me enchia de esperança. Quando chegamos na estação, a família da Marina estava toda lá. Eu não podia me aproximar, mas onde fiquei dava pra ver tudo. Meu coração quase saiu pela boca quando o trem apontou. Marina chegou com uma calça rancheira azul e uma conga branca, combinando com a blusa. que era branca de mangas compridas. Ela estava linda como sempre. Fiquei observando de longe, e não contive minhas lagrimas de felicidade, principalmente quando notei que ela me viu de longe e deu um sorrisinho disfarçado. depois que vi Marina, voltei pra casa satisfeito. A avenida que agente passava para ir para estação, tinha um jardim no meio e era cheia de arvores. As arvores estava cheia de passarinhos, tenho certeza que eles sabiam que Marina havia chegado. Entrei na venda da dona Lica, pra ver Marina passar. Os pássaros estavam fazendo uma festa tão grande, que parecia uma orquestra. Uns quinze minutos depois, o pessoal junto com Marina estava passando. Os passarinhos acompanhava parecendo que festejava também. eu nunca vi coisa tão linda, quanto Marina e os passarinhos. O povo de Caculé já estavam acostumados com aquele evento. todos sabiam que Marina amava os passarinhos e os passarinhos amava ela, afinal de contas eu não sabia quem amava ela mais se era eu ou eles.

INÊS E NORMA ESPERANDO MARINA CHEGAR DE BRUMADO.

CAPITULO 57.

( Demetrio continua lendo o livro do Kuerine) Marina quando passou na frente da venda da dona Lica, já estava com a blusa toda suja de coco de passarinho, ela não ligava, pra ela eles eram tudo. e o mais interessante é que ninguém ligava, era tão normal ver Marina suja de coco de passarinho, que tenho certeza que estranhavam quando viam ela limpinha. Caculé era coberta de passarinho, e eu tenho certeza que era por causa de Marina, pois a cada dia, aparecia mais e mais. Era tanto bem te vi, pássaros preto, beija-flor, e um monte de passarinhos que não sei o nome, só sei que eram lindos. Depois que Marina passou, eu fui pra casa, nem passei na casa da Norma, porque Norma foi pra casa da Marina com ela, a única coisa que estava me afobando, era que eu não via a hora de Norma me contar as novidades. ( Demetrio parou de ler o livro do Kuerine) Meu Deus! Perdi mesmo a noção do tempo, o pessoal deve esta pensando que morri. faz tanto tempo que estou preso neste escritorio, que nem sei que horas são. Quando sai do escritorio, Marina e Julieta estavam sentadas na varanda conversando. _ Pensei que não ia sair mais daquele escritorio! _ Disse Marina. _ É que quando começo ler o livro do Kuerino, perco a noção do tempo, de tanto que a historia de voces é interessante. E ai? Voce ligou pra casa? _ Perguntei pra Marina. _ Liguei. A Julia Disse que ligaram uma vez procurando voce, mas quando disseram que estávamos na fazenda, ele deixou o recado, para que quando agente voltasse os procurassem, Acho que houve algum incêndio por lá. E alguns amigos seu também lhe procurou, mas nada era urgente. _ Que bom que tudo esta sobre controle. _ Falei aliviado. Julieta sem perceber estava parada olhando para mim, ela nem piscava, e quando percebeu que eu estava notando, disfarçou meia sem jeito, e foi saindo. _ O que foi Julieta? Voce ficou estranha de repente! _ Marina perguntou desconfiada. _ Nada não Marina! É que minha mãe, pode estar precisando de mim. _ Julieta não conseguia disfarçar, que também estava apaixonada por mim. _ Me fala um pouco do livro! Em que parte da minha vida com Kuerine, voce esta? _ Estou quando voce viajou pra Brumado, ou melhor, quando chegou. O amor seu e do Kuerine é bem velho, não é mesmo? _ É… Kuerine já sofreu muito por minha causa. Quando ele se apaixonou por mim, eu ainda era uma criança, e o pior é que quase toda cidade sabia, menos paiinho e mainha. Sei que eles suspeitavam, mas não tinha certeza, achava impossível que eu pensasse em namorado, eles achavam que Kuerine era louco, quando ficava sabendo de alguma coisa a respeito, e quando eles me perguntavam, eu negava. Inês de vez em quando jogava veneno para mainha me bater, falava que Kuerine estava espalhando na cidade que eu era namorada dele, e muitas vezes quando mainha não me batia, ela batia, tentando fazer eu confessar que estava namorando, mas nunca eu confirmei, e ela ficava uma jararaca, faltava me matar de bater, e quando mainha vinha me socorrer, ela dizia que eu tinha virado moleca de rua. Eu imagino o que ela não infernizou paiinho e mainha, quando voces me roubaram. Inês odiava o Kuerine. Eu acho que ela deve ter dito: " Não falei! Voces não quiseram acreditar!" Inês não era fácil, e mainha ainda deixava ela me bater, porque era a mais velha, por isso muita gente da cidade dizia, que ela estava ficando beata. Quando fiquei moça, ela me prendia, mas Kuerine teve muita paciência, eu acredito que ele me ama de verdade, pois aguentou o pão que o diabo amassou, por causa de mim. Kuerine sofreu muito mesmo, além das privações que ele passava, ainda tinha minha família que condenava ele o tempo todo. Eu me apaixonei por Kuerine, de tanto ele insistir para me namorar. As poesias que ele me mandava, era digna de qualquer mulher se apaixonar por ele, Kuerine é muito romântico. Apesar que agente se encontrava muito pouco, mas o pouco que agente se encontrava, era maravilhoso. No interior o namoro é mais escondido, e muito comportado, Kuerine nunca buliu em mim, sempre me respeitou. Por isso que eu o amo tanto. Eu morro pelo Kuerine, Demetrio! Pode acreditar... Eu não sei viver sem ele, e tenho certeza que ele tambem não sabe viver sem mim. _ Marina sentia um prazer imenso, em falar da vida dela e do Kuerine, mas eu tive que interromper, sinão não precisava mais ler o livro deles. Julieta passou um tempo lá pra dentro, mas era muito agarrada em Marina, logo voltou e ficou perto da gente. _ E voce Julieta? Já se apaixonou alguma vez? - Perguntei curioso. _ Acho que sim! Mas foi amor de adolescente, amor passageiro que não deixou nem uma sequela. _ Voce não pretende se casar um dia? _ Claro! O sonho de todas as mulheres é se casar e ter filhos. Mas não sei se terei esta sorte de alguém se apaixonar por mim, ao ponto de querer casar comigo. A maioria dos homens só querem aproveitar, e depois deixar agente jogada por ai, hoje esta difícil de arrumar um homem de verdade, um grande exemplo para mim é Juliana, se apaixonou, fez coisas erradas e hoje esta ai com um filho sem pai, pois o namorado dela não quis mais saber, quando soube que ela estava gravida. A vergonha que ela passou, eu não quero passar nunca. _ Julieta se abriu de tal maneira, que estranhei. _ É!... Mas tem homem que valoriza a mulher, exemplo é Kuerine e Marina. Eu se um dia arrumar uma companheira, quero para viver para sempre. _ Marina ficou caladinha, só escutando o que eu e Julieta falava, e de repente se manifestou.

KUERINE E MARINA.

CAPITULO 58.

_ Eita Demetrio! Acho que voce esta querendo se casar, e pelo jeito, eu posso imaginar, quem será a pretendente. _ Marina falava com um olhar de sapeca. _ Não estou entendendo, onde quer chegar, mas posso fazer minhas analises, só não sei se posso julgar. _ Claro que voce sabe do que eu estou falando, voce não é bobo. _ Claro que imagino, mas gostaria que, o que voce pensou, se tornasse realidade. _ Falei suspirando. _ É só voce querer, se são solteiros e desimpedidos, o que os impede? _ Marina! Marina!... Voce esta ficando impossível! _ Falei brincando. Julieta, meia sem graça ficava olhando para mim e Marina, fazendo de conta que não estava entendendo nada. Julieta era tão especial, que hipnotizava qualquer homem, só não sei como ainda continuava solteira. Quem sabe Deus a reservou para mim. _ Julieta voce gosta de alguém? _ Marina perguntou sem vacilar. _ Que pergunta é esta, Marina! Claro que não! Voce sabe, já contei parte da minha vida pra voce. _ Aquela resposta da Julieta me tirou de campo, pois pensei que ela também gostava de mim. _ Voce esta mentindo! Eu sei que voce gosta de alguém. _ Marina falava com Julieta, com ar de gozação. _ Olha este papo esta me deixando sem graça, é melhor eu entrar e procurar o que fazer. _ Espere! _ Nem percebi quando gritei. Julieta olhou pra trás surpresa, e parou. _ Julieta! Voce quer casar comigo? _ Aproveitei que estava estranho o papo, e deixei mais estranho ainda. _ Como?! Acho que não entendi! _ Julieta fixou os lhos em mim, ficou mais surpresa do que eu esperava. Marina ficou tão surpresa, que colocou a mão na boca. _ Isto é jeito de pedir alguém em casamento, Demetrio? _ Marina falou com os olhos arregalados. _ Pior foi o Kuerine que te roubou! _ Exclamei sorrindo. _ E Então Julieta? Quer ou não quer casar comigo? _ Não sei o que dizer, voce me pegou de surpresa. _ Julieta estava tão sem graça que ficou vermelha. Eu não sei onde arrumei coragem para pedir Julieta em casamento, só sei que eu estava falando serio, se ela quiser casar comigo eu caso mesmo. _ Se voce disser não! Eu não vou ficar zangado, seja sincera e responda: Quer casar comigo? _ Sei que a surpreendi. Mas era tudo ou nada. _ Me de um tempo para pensar, voce me pegou de surpresa, não posso responder assim… Voce nem me namora! Como pode me pedir em casamento? Do nada assim? _ Não é do nada, me apaixonei por voce, na hora que te vi pela primeira vez, e não sou bobo, sei que voce também sente algo por mim. _ Não quero namorar anos, como fazem, esta na hora e preciso de uma esposa, e esta mulher que escolhi, foi voce! Espero que voce me aceite. _ Marina ficou calada, observando eu e Julieta, parece que não estava acreditando no que estava acontecendo. _ Voce esta falando serio Demetrio? Voce quer casar mesmo com Julieta? _ Nunca falei tão serio Eu quero casar com Julieta. E já que ela não tem resposta pra mim agora, não tem nada. _ Faz o seguinte Julieta, amanhã voce me responde, e se for sim eu peço sua mão em casamento para seus pais. Combinado? _ Tudo bem! Amanhã! _ Julieta estava assustada. Eu estava fingindo que estava calmo, mas meu coração parecia que ia pular pela boca. Não sei se estava com vergonha, ou se com medo dela dizer um não. Só sei que depois que pedi ela em casamento, estava ansioso. _ Então vamos entrar, o Kuerine pode estar precisando de mim, acho que o assunto nosso, entrou em uma área restrita. _ Marina era gozadora. _ Estou aguardando sua resposta julieta, e espero que seja sim, mas se não for, não se intimida. Falei enquanto ela se afastava. Quando entramos, Kuerine estava sentado na sala, depois do que aconteceu, esta era a primeira vez que saia do quarto. E enquanto o Junior, ele já estava falando algumas coisas, mas só o essencial, ainda estava traumatizado. Como o Kuerine já estava melhor, já podíamos planejar a volta pra casa. Mas eu queria voltar com um sim da Julieta. A Juliana, estava percebendo que eu estava gostando da Julieta, e não estava muito satisfeita com a situação, pois começou olhar pra mim atravessado. Enquanto ficava com dona Amelia na cozinha, sempre estava cochichando, olhando pra mim ou pra Julieta. Quando me aproximei da cozinha e sentei na mesa pra tomar um cafezinho, ela falou: _ Mamãe! A senha não acha que Julieta anda no mundo da lua? _ O que é isto menina! Para de pensar mal da sua irmã. _ Lá vem a senhora defendendo ela, se eu estou falando é porque ela anda diferente! _ Quando vi que Juliana estava envenenado dona Amelia contra a Julieta, perguntei: _ O que voce tem contra a Julieta, Juliana? Ela é tão meiga, tenta ser agradável com todo mundo. _ Não liga não Demetrio, eu já me acostumei com isto! ´É coisas de irmãs. _ Mas vira e mexe, ela esta maltratando a Julieta. _ Falei já me metendo na vida da família. _ Tá vendo Juliana?! Até as pessoas de fora, nota sua indiferença com sua irmã. _ Dona Amelia parece que estava notando que eu estava apaixonado por Julieta. _ Demetrio, já que voce se doí tanto por causa da Julieta, porque não casa com ela e leva ela contigo? Assim me deixaria em paz. _ Juliana era atrevida. _ Isto é jeito de falar com nosso patrão, menina? Voce ficou louca? _ Bem que se ela quisesse eu casaria na hora. _ Falei sem pensar. Juliana ficou com tanto ódio, com minha resposta, que faltou me bater, ela não media as palavras quando estava com raiva. _ Viu ai mamãe? Ele esta é apaixonado pela Julieta, a senhora que não enxerga nada. _ Enlouqueceu menina! Não respeita? _ Dona Amelia gritou de novo. _ Calma dona Amelia! Está tudo bem, não me incomodo com a maneira que ela fala comigo, só gostaria que ela tratasse Julieta melhor. _ Notei que Juliana estava se mordendo de raiva, cheguei a pensar que ela estava com ciume da Julieta comigo.

DEMETRIO TOMANDO UM CAFEZINHO, ENQUANTO JULIANA FALA MAL DE JULIETA E ELE FICA INDIGNADO.

CAPITULO 59

Sai da cozinha e fui conversar um pouco com Kuerine, não estava gostando daquela discussão, se Julieta chegasse ali, não ia ficar bem. Quando cheguei para falar com Kuerine, Marina estava conversando com ele. _ E ai campeão? Já esta pronto pra outra? _ Kuerine riu e abanou a mão. Deixei os dois conversando e fui ver o Junior, que graças a Deus já estava brincando. Brinquei um pouco com ele, e voltei. Notei que eu estava sem lugar, a ansiedade tomava conta de mim, não via a hora de receber a resposta da Julieta. Resolvi ir para o escritorio, pelo ao menos me distraia com o livro do Kuerine. _ Marina vou para o escritorio, quando puder, comesse organizar as coisa que voltaremos pra cidade depois de amanhã, e quando o Kuerine tiver recuperado, voltamos para providenciar um novo show _ Tudo bem Demetrio, mas as coisas estão organizadas, eu não deixei bagunçar, na hora que voce quiser voltar, estamos prontos. _ Marina realmente era muito organizada. Eu estava triste com a tristeza do Kuerine, ele ainda estava muito abatido, não era mais o mesmo., deve ter sofrido muito na delegacia, ainda mais ele, que nunca havia entrado em uma delegacia na vida. O Junior já sorria, e ele não! Seu José era um ótimo caseiro, tomava conta de tudo de uma maneira que alegrava qualquer dono de fazenda, eu esta me sentindo privilegiado, a fazenda era da Marina e o Kuerine, mas eles não entendia nada de administração, por isso tenho que esta presente por um bom tempo, até eles amadurecerem mais. Marina com o que aconteceu com o Kuerine, dava menos atenção para os pássaros, quase não ia no quintal, e por incrível que pareca, até o papagaio se distanciou um pouco, dona Amelia que estava cuidando dele e da arara. Agradeço a Deus pela família do seu José ser tão maravilhosa com agente, sinto eles como se fossem da minha família. Chegando no escritório me tranquei como sempre faço, e comecei a ler o livro. (Demetrio volta a ler o livro que Kuerine fez) Continuação do livro do Kuerine. A noite fui na casa da Norma, pois ela já tinha voltado pra casa. As coisas que comprei para mim e Marina fugir, eu estava comendo, pois não ia durar, ia estragar. Mas se ela resolver fugir comigo, do um jeito e compro tudo de novo. Fui andando pela rua e pensando: Se eu e Marina tivesse fugido, já estava longe, mas dona Aiá foi morrer bem no dia que agente ia fugir… Que falta de sorte, a minha. Quando cheguei na casa da Norma, ela estava sentada no alpendre. _ Oi Norma! E ai? Marina comentou alguma coisa com voce? _ Perguntei temendo a resposta. _ Infelizmente não Kuerine! Pois com a chegada dela, todos queriam saber como estava a família deles em Brumado., por isso não tive tempo para conversar com ela. _ E elas falaram na viagem pra Salvador? _ Não! A Inês que perguntou a ela, se ela tinha contado, para o pessoal lá de Brumado, que elas iam pra Salvador. Mas Marina não respondeu, porque era muitas perguntas ao mesmo tempo, _ Norma sabia que eu precisava ouvir algo, pra conseguir dormir. _ Não se preocupe, Kuerine! Amanhã eu volto lá. _ Poxa Norma! Marina sabe o quanto estou sofrendo por causa dela, e não manda dizer nada pra mim? _ Ela estava cansada da viagem, mas amanhã dou um jeito de trazer ela aqui pra casa, e voce vem também. Ai voces conversam, ta bem? _ Claro que não estava bom, eu queria ao menos um recadinho de Marina, mas fazer o quer? Voltei pra casa desiludido, mesmo sabendo que ia ver Marina no dia seguinte. Quando cheguei em casa, fui fazer um monte de poema, assim passava o tempo. Acordei cedinho, pois queria ver Marina na janela, com os passarinhos. Quando eu estava raspando a rapadura, para adoçar o café, seu Alípio chegou, batendo na porta. _ Oi Kuerine! Voce sumiu, vim ver o que aconteceu com voce. _ Entre seu Alípio! Chegou em uma boa hora, o café esta quase pronto. Ai enquanto agente toma o café agente proseia e eu lhe conto o que esta acontecendo. _ Falei puxando o tamborete, pra ele sentar. _ Seu Alípio era bom de prosa, e também pra dar conselho. _ Vamos Kuerine! Me conta o que esta martelando a sua cabeça. _ Disse ele sentado perto de mim. _ É que estou morto de apaixonado seu Alípio! E pior... não sei mais o que fazer. _ Mas por quem , rapaz de Deus? Voce ainda esta cheirando a leite, não esta na hora de apaixonar, _ É Marina filha da dona Odete, seu Alípio, estou louco por ela. _ Meu Deus! Ai danou-se! Marina filha da Odete é uma menina ainda. Voce deve estar de brincadeira. _ Não seu Alípio! Estou falando sério, e o pior que a família dela me odeia. Só me maltrata, pra eles eu não passo de um vagabundo. _ É difícil, esta situação, voces dois são criança, voce nem barba tem ainda e ela ainda é uma meninota. Mas fique tranquilo, quando voce ficar adulto e ela uma moça formada, voces podem namorar e até mesmo casar, não tem quem os impeça, mas quando voces forem adultos. Pra te dizer a verdade, eu não gostaria que uma das minhas filhas que ainda são crianças me dissesse que estava apaixonadas, Deus que me livre, acho que dava uma peia nela, voce tem que ver que é difícil pra os pais, ver alguém apaixonado por sua filha que é uma menina. _ Mas eu não sei o que fazer, estou louco por Marina e não é de hoje, e tenho certeza que ela também gosta de mim. _ Mas Kuerine! Voces não sabem ainda o que é o amor! O amor é coisa de adulto, não posso acreditar que voces esteja mesmo apaixonado. E por sinal! Olha o que Marina esta fazendo!? Na janela do quarto dela brincando com os pássaros! Voce acha mesmo que uma menina daquela, sabe o que é estar apaixonada? _ Pois é seu Alípio, eu fico horas vendo ela com os passarinhos. Para mim é a melhor hora do dia. _ Isto é amor de criança, logo vai passar, voce vai ver, geralmente as criança pensam que estão apaixonadas, muitas delas é pelo professor, já vi isto demais, mas logo passa. Não se preocupe, vai passar. _ Não seu Alípio! Eu amo Marina de verdade, o senhor não entende, mas eu amo mesmo.

JULIETA E JULIANA SÃO DIFERENTES, ATÉ NA MANEIRA DE PENSAR..

jULIANA É MAIS ESPACIAVA, JULIETA MAIS TÍMIDA.

CAPITULO 60.

(Demetrio esta lendo o livro que Kuerine escreveu.) _ Tá Kuerine, mas não se esqueça que ela e voce ainda são criança, eu não acredito que um menino de 15 anos e uma menina de dez, possam se apaixonar. Para mim é absurdo. Mas se voce gosta dela, é só esperar ela crescer e virar uma moça, ai voces casam, não tem no mundo quem possa separar quem se ama. _ Que bom que o senhor pensa assim, há uma esperança. Mas que eu amo Marina, há… Isto eu amo! Morro de medo de perder ela para algum menino da cidade, por isso fico desesperado deste jeito, não tenho nada pra oferecer pra ela, mas ela é meu motivo de viver.. _ Falei tentando mostrar pra seu Alípio, o quanto Marina é importante pra mim. _ Se voce quiser saber se ela te ama, é só falar que voce gosta de um vestido dela, se ela começar a vestir ele, muito, é para te agradar. _ Ela tem um vestido melindroso, que eu adoro ver ela vestida, vou falar pra ela, o quanto gosto dele. Ai vamos ver o que vai acontecer, mas eu acredito que ela também gosta de mim. _ Conversei com seu Alípio por um bom tempo, e ele é um sábio pra mim. Ele tomou o café e foi embora. Seu Alípio era muito pobre, não podia me ajudar, a não ser com seus conselhos. Eu gostava muito das filhas dele, uma delas a Ester era muito amiga da Norma, de vez em quando quando eu chegava na casa da dona Dolores, ela estava lá, mas agente mal falava um oi. Tenho certeza que se seu Alípio tivesse condições, me levava pra morar na casa dele, mas o coitado também era muito pobre. Vivia de alfaiataria, e em Caculé esta profissão, não dá pra viver. Depois que seu Alípio foi embora, eu sai em seguida, fui pra casa da Noema, e quando passei perto da praça, escutei uns comentários que tinha chegado um circo na cidade, fiquei feliz e perguntei onde ele estava,, me disseram que estava em Caculezinho, mas a moçada caíram matando em cima de mim, pois sabia que eu não tinha nem onde cair morto, pra quer queria saber onde estava o circo. _ Pra quer voce quer saber onde esta o circo Kuerine? Voce não pode nem comprar um pão! Como vai comprar ingresso? _ Disse Ermogenis, filho do dono da sorveteria. _ Quero trabalhar!... Ora! Vou pedir pra lavar os bichos, pra ganhar uns trocados _ Então porque voce não trabalha na sorveteria? Lá tá precisando! _ Claro que trabalho em qualquer lugar. Vou passar lá agora. _ Quando sai da praça, fui direto para sorveteria. _ Seu Ermogenis! O senhor esta precisando de ajudante? _ Seu Ermogenes era carrancudo, mas era muito respeitado na cidade, a sorveteria dele era a única sorveteria que tinha em Caculé. _ Estou precisando sim Kuerine! Mas quem te contou? _ O Ermorgenis, seu filho. _ Pai e filho tinha o mesmo nome. _ Mas o que é mesmo que o senhor quer que eu faça? _ É para sair na rua vendendo picolé, e quando tiver aqui dentro, lavar a loja e lavar as vasilhas. _ Poço começar amanhã? _ Pode começar hoje!_ Quando seu Ermogenis, disse quero que comece hoje, meu coração despedaçou. Como eu ia fazer pra ver Marina? Apesar que ela compra picolé toda hora, mas era bem capaz que dona Odete não ia mais deixar ela ir na sorveteria, se soubesse que eu estava lá. _ Seu Ermogenes, eu quero muito trabalhar aqui, mas deixa ao menos para mim começar a tarde? Tenho algo muito importante pra tratar agora de manhã. _ Seu Ermogenes olhou pra mim, coçou a barba e disse: _ Tudo bem Kuerine! A tarde voce começa!. _ Que alivio que senti. Fui pra casa da Norma, feliz da vida porque tinha arrumado um emprego, mas estava triste ao mesmo tempo, porque não sabia o que Marina ia dizer do nosso plano de fugir. Eu estava angustiado, precisava de Marina para ter um sentido na minha vida. Se Marina for para Salvador, vou ficar louco. Já esta acabando as ferias, não sei o que vai ser da minha vida, se ela não for fugir mais. Chegando na casa da Norma, Marina não estava lá, _ Marina não veio Norma? _ Perguntei desiludido. _ Veio não! Mas marcou com voce, no matiné do circo. _ Norma respondeu feliz. _ Não! Não pode ser meu Deus! Parece que o Senhor esta contra mim! _ Exclamei exaltado. _ Não estou te entendendo! A coisa que voce mais quer é encontrar com Marina, eu marco tudo e voce fica zangado? _ Norma ficou uma fera comigo. _ É porque arrumei um trabalho na sorveteria, e começo hoje a tarde. O que eu vou fazer Norma? Estou perdido! _ Tá difícil! A dona Odete deixou ela ir no matiné! Isso porque ela soube que a Vera vai também, agora não sei o que voce vai fazer, e para ajudar agente a Vera disse que não vai, e vai deixar dona Odete pensar que ela foi. _ Entrei em desespero, comecei a chorar. _ Não fica assim Kuerine! Tem que ter um jeito. _ Norma olhava pra mim, morrendo de pena. As coisas na minha vida , era muito difícil, mas meu caso com Marina era mais difícil ainda, tudo dava ao contrario. Mesmo que eu quisesse ir para o matiné ver Marina, como que eu ia sem um mirreis? Não tinha dinheiro nem pra morrer! Que merda de vida difícil! Mas se era a minha chance, eu vou! _ Norma! Voce paga a minha entrada? _ Claro que pago! Mas o que voce vai dizer para o seu Ermogenis? _ Vou dizer que só posso começar amanhã, e se ele não quiser, eu continuo capinando terreiro para comer. _ Depois que decidi, me senti melhor. _ É isto ai Kuerine! Talvez esta seja a ultima chance de voce falar com Marina. _ Tá doida Norma? Eu vou ver Marina o resto da minha vida. _ Falei de imediato. _ Onde voce quer que eu espere voces? _ Vou te dar o dinheiro da entrada, e voce vai primeiro e senta na quita fileira da arquibancada. _ Tudo bem! Vou estar lá! _ A Norma me deu o dinheiro e eu fui correndo pra casa. Não queria me atrasar, ia banhar logo e esperar a hora passar, até chegar uma e meia da tarde, pra mim entrar no circo. Eu vou aproveitar e falar do vestido melindroso, pra ver a reação de Marina. A hora passou rápido, e eu fui pro circo, como não queria atrasar, fui duas horas antes, fiquei esperando duas horas, era um flagelo, toda hora olhava pra ver se ela tinha chegado, mas demorou uma eternidade.

MARINA E NORMA.

CAPITULO 61

(Demetrio continua lendo, o livro que Kuerine escreveu.) De repente ela entra, com o dito vestido melindroso. Estava a coisa mais linda do mundo, Marina era uma Deusa, como podia ser tão linda daquele jeito. Quando ela e a Norma foi se aproximando de mim, comecei a gelar, suava mais que um cuscuz no fogo. _ Oi Kuerine! _ Era Marina, com aquela vozinha linda e com aquele gostoso cheiro de alfazema. _ Oi! Respondi sem graça. _ Faz tempo que começou? _ Norma perguntou, pois quando elas entraram o espetáculo já tinha começado. Mas como eu só pensava em ver elas entrando, nem percebi que havia começado, e muito menos se fazia tempo. Marina sentou perto de mim, e aquele cheiro gostoso, entrou no meu nariz , indo parar dentro da minha alma. Norma estava fitada no palhaço, morrendo de rir, mas Marina, assim como eu, não estava achando graça de nada, pois assim como eu, estava com o pensamento muito longe do circo. _ Desculpa por ter feito voce gastar, e não deu pra gente fugir. _ Quando Marina disse aquilo, me enchi de esperança. _ Tem nada não! Afinal, dona Aiá morreu, mas agente ainda vai fugir? _ Não sei o que vou fazer, pois Inês, depois que vovó morreu, não me bateu mais. E mainha falou que quase morreu de saudade de mim, quando eu fui pra Brumado. Se eu fugir… Mainha vai morrer. _ Meu Deus! Marina estava mudando de ideia. _ Tudo bem!... Voce que sabe. _ Respondi estourando de tristeza. _ Olha lá Kuerine! Olha o elefante como é lindo! _ Gritou Norma. Mas não demorou para ela notar, que eu não estava assistindo nada. _ Desculpa Kuerine! Voce prefere olhar para sua Beija-flor, não é mesmo? _ Marina olhou para Norma e sorriu. Pela primeira vez, pude segurar a mão de Marina, que suava tanto, que molhava a minha. _ Tem tido noticia do seu João, do parque Kuerine? _ Marina perguntou em um tom, que parecia adivinhar que quando seu João do parque voltasse eu ia roubar ela. _ Não Marina! Mas ele vai voltar! Tenho certeza. _ Falei convicto. _ Como voce sabe? _ Norma perguntou , mas com os olhos vidrado no espetáculo. _ Sabendo! Só sei, que sei! _ Sabe Kuerine, pra mainha deixar eu sair, eu pedi pra ela me deixar estudar, com a Norma agora nas ferias, assim é bom que podemos nos ver sempre. _ Caramba! Que felicidade! Se ela queria me ver, já era um bom sinal. _ Que bom, tomara que ela deixa! E salvador? Voce ainda vai viajar? _ Só no ano que vem, graças a Deus, com a morte de vovó, mainha prefere ver, agente por perto, por enquanto. _ Que maravilha! Voce não imagina o peso que tirou de dentro de mim. Esta é a maior felicidade que tive. Marina era tímida, mas mesmo assim conversava muito comigo, sem olhar em meus olhos claro! Mas eu não importava. Eu ali distraído, conversando com Marina, e quando vejo, começou o numero do pombo na cartola. Norma olhou pra mim e disse: __ É agora que o espetáculo vai acabar. _ Norma tinha razão, quando se tratava de ave. _ Meu Deus! Como faço? Não quero que aconteça como no parque. Marina falou preocupada. _ Deixa eu te abraçar, que meu cheiro com o seu, vai confundir o pombo. _ Pedi louco para que ela aceitasse, pois não ia dar certo se acontecesse de novo. _ E se alguém vê e contar pra mainha? Com certeza ela me mata! _ Vê nada! O circo esta lotado demais. E tambem com um espetáculo bom deste, alguém vai olhar pra nos? Nunca que vai. _ Marina toda sem jeito deixou eu abraçar ela. Que delicia, aquele cheirinho de alfazema, bem no meu nariz, como eu estava radiante. _ Boa ideia! De repente dá certo. _ Disse Norma se ajeitando na cadeira. _Quando o homem foi fazer o truque, cadê o pombo? Meu Deus! Estava arrodeando dentro do circo, eu e a Norma olhamos um para o outro, tremendo. Se aquele pombo sentasse em Marina, ia chamar a atenção de todo mundo, ai agente estava perdido. E naquela mesma tarde, dona Odete ia saber que eu estava com Marina, e pior… Que Vera não foi com agente. Marina encolheu em meus braços, escondendo a cabeça. O magico sem graça, gritava o pombo, que voava quase batendo na cabeça da gente. _ Não vai dar certo! _ Marina exclamou baixinho. Na verdade... Não deu. O pombo sentou em minha cabeça, procurando a cabeça de Marina. _ Tange ele Kuerine! _ Gritou Norma. Mas era tarde!... Todos olhavam pra nos, e como já esperado, começou o ti, ti, ti. _ O pombo sentou no Kuerine! Olha!? _ Gritou um moleque. Venha cá rapaz! _ Gritou o magico. _ E agora Norma? O que eu faço? Se eu levantar vão ver Marina! _ Não levanta! _ Disse Marina quase deitada em meu colo. _ Que situação! Disse Norma preocupada. O pombo não saia, por mais que eu tangia. Ele voava ao meu redor e sentava de novo, em minha cabeça. _ Ei moço! Vem cá! Tá com medo de mim? _ Tornou gritar o mágico. _ Anda rapaz! Vem que o pombo vem junto, eu acho que ele gostou de voce! _ Coitado do magico, ele não sabia que eu não podia sair dali, por dinheiro nem um, e que o pombo não ia obedecer ele. E com uma decisão tremula gritei: _ Vou não! _ Vai! Vai! Vai! _ Todos gritavam sem sessar, e como eu não fui... O magico veio. Meu corpo tremia de tal maneira, que parecia uma vara verde, e Marina já estava quase chorando. _ Norma! Pensa rápido! E agora? _ Falei apavorado. _ Passa por baixo do banco, e deita no meu colo Marina! _ Marina mais que depressa, passou por baixo do banco, e foi pro colo da Norma. Na mesma hora o pombo tentou posar em Marina, mas como não deu, porque o espaço era pequeno, pousou na cabeça da Norma. O magico chegou perto de mim e disse: _ Não entendi! _ Porque passou para a cabeça dela agora? _ Há!... Não sei! _ falei tremulo.

KUERINE E MARINA.

CAPITULO 62

( Demetrio continua lendo o livro que Kuerine escreveu) O Magico tentava pegar o pombo, mas ele não deixava. Pulava de um canto pra outro, desesperado para pousar em Marina. _ Por favor! Pega ele pra mim, rapaz! _ Não consigo! Ele não deixa agente pegar nele. _ Eu queria que aquela situação acabasse logo, antes que tudo fosse de água a baixo. _ Olha aqui moço! Vinhemos ver o espetáculo! E não fazer espetáculo! Esta situação esta ficando constrangedora! _ Gritou Norma, muito nervosa. _ Traga uma gaiola! _ Gritou alguém lá na frente, quando olhei era o Paulo. O Paulo sabia pelo que estava acontecendo, que Marina devia estar por ali, e melhor, sabia que ninguém podia ver ela comigo. Paulo saiu do lugar dele, e veio pra onde agente estava, e falou com o magico. _ Não se preocupe, arruma uma gaiola e deixa comigo. _ Que alivio que sentimos, a coitada da Marina estava se cozinhando debaixo do banco, deitada no colo da Norma, pois estava um calor infernal, e eu e a Norma com aquela tenção toda, estávamos para dar um troço. O Mágico foi pegar a gaiola, e o Paulo falou: _ Que situação hei pessoal? Sei que Marina esta por ai, onde nem como esconderam ela, eu não sei, mas que tá!... Isto eu sei que tá! _ Paulo não era bobo, e tinha razão. O pior é que Marina já estava chorando com dó do pombo, mas se ela deixasse ele se aproximar dela, todos nos estávamos perdidos. Quando o mágico chegou com a gaiola, ouvi Marina dizer baixinho. _ Vai menino! Depois que terminar, eu falo com voce. _ Meu Deus! Quase que ela pois tudo a perder. O Pombo ficou louco, quando ouviu a voz da Marina, Saiu voando pelo circo, e voltava e pousava na cabeça da Norma. Paulo com a gaiola na mão, tentava em vão pegar o pombo. _ Me dá aqui Paulo! Vou dar um jeito. _ Peguei a gaiola e coloquei em cima de Marina, no colo da Norma. E falei. _ Vai Marina! Dá um jeitinho e coloca ele ai dentro! _ Enquanto agente tentava pegar o pombo, colocaram outra apresentação no lugar, pois já fazia um bom tempo, que o circo estava parado e o povo chiando. Quando o pombo sentou na Norma de novo, em questão de segundos, Marina o colocou dentro da gaiola, o que facilitou um pouco, era que o povo já estava distraídos com a outra apresentação. _ Graças a Deus! Leva Paulo! _ Falei aliviado, e o pombo debatia, tentando sair. Paulo levou o pombo e eu estava zangado, agora a Marina não podia mais ficar perto de mim, este pombo chamou a atenção do povo, que virava e mexia, olhavam pra nos. E pior, estavam todos querendo entender o que o pombo queria ali com tanta insistência. Tá dificil pra nos, como que Marina ia ficar agora? ( Demetrio parou de ler o livro que Kuerine escreveu) Demetrio! Quando voce entra pra ler o livro, perde mesmo a noção do tempo _ Era Marina preocupada, porque já era tarde e eu ainda estava acordado. _ É verdade Marina! Quando estou lendo sua travessura e do Kuerine, esqueço do tempo, entro na historia de tal maneira, que pra mim, estou é em Caculé e pior… Estava no circo agora. rsrsrsr. _ E pelo visto, voce esta bem empolgado com este livro, tenho que começar a ler tambem. Rsrsr. _ Marina era um doce de pessoa, era como uma filha pra mim.. _ Mas agora vamos dormir, foi o Kuerine que mandou eu ver se voce estava dormindo no escritorio. _ Disse Marina, enquanto ajuntava os papeis, esparrado na mesa do escritorio. A sorte era que Kuerine numerava as paginas do livro, porque sinão, eu não ia conseguir ler, porque tinha paginas que ele só escrevia cinco ou dez linhas e guardava. _ Vamos Demetrio! Amanhã será o grande dia, voce tem que estar bem disposto, para receber a resposta da Julieta. _ Voce acha que é sim, ou não? _ Perguntei curioso, pois aquela resposta ia mudar a minha vida pra sempre. _ Eu já sei a resposta, mas não vou te contar, o mais certo é que ela mesma te diga. Vamos dormir, amanhã voce fica sabendo, deixa de ser curioso. _ Pelo tom de voz da Marina, eu acho que a resposta era sim. Marina gostava demais da Julieta, por isso queria que ela casasse comigo, porque assim elas ficavam mais juntas. Fui dormir feliz da vida, a ansiedade era demais, e não me deixava adormecer. Não sei quanto tempo fiquei ali na cama, pensando em Julieta, só sei que demorei muito, porque o céu já estava clareando, a ultima vez que me lembro. Acordei no dia seguinte, mais sedo do que eu esperava, quando cheguei na cozinha, dona Amelia estava preparando o café, e seu José tinha ido pro curral, tirar o leite da vaca, e ainda não tinha voltado. _ Deu pulga em sua cama Demetrio? _ Dona amélia perguntou sorrindo. _ Eu acho que sim dona Amélia, e pior que custei a dormir esta noite. _ Falei sorrindo e fui pro banheiro. Estava ansioso demais, e queria ficar nos trinques quando a Julieta acordasse. Tomei banho, me barbeei, me perfumei todo e vesti uma roupa bem confortável. Quando sai do banheiro, todos já estavam de pé, dei um bom dia feliz e notei que todos me olhavam admirados, por eu estar impecável a quela hora da manhã. _ Vai pra cidade Demetrio? _ Perguntou seu José. _ Não! Não vou! Vou dar uma volta na fazenda. _ Mas deste jeito? Todo chique? Voce vai acabar com esta calça de linho, andando no meio do mato. Esta roupa não é roupa para andar por aqui, é bem melhor voce colocar uma calça Jean, _ Seu José não desconfiava de nada. Kuerine já estava melhor e estava sentado na mesa, juntamente com todos, e disse sorrindo. _ Eu acho que ele esta apaixonado seu José. _ Todos olharam para mim, e Julieta abaixou a cabeça, e todos desconfiaram. _ Já sabemos! É de gosto! _ Disse dona Amelia com um ar de riso. _ É verdade Demetrio? _ Perguntou seu José, com ar de felicidade. Eu não falei nada, só olhei pra Julieta. _ Vamos diga rapaz! Estamos esperando! _ Disse Kuerine. _ É!... É verdade! Estou apaixonado por Julieta! _ Julieta levou um susto, olhou pra todos com os olhos arregalado. Depois abaixou a cabeça, vermelhinha de vergonha. _ É voce filha? O que diz? _ Perguntou dona Amélia.

DEMETRIO PEDIU JULIETA EM CASAMENTO.

CAPITULO 63.

Juliana arregalou os olhos, olhou para Julieta e disse. _ Que maneira de fazer uma declaração de amor! É brincadeira! Não é Julieta? _ Não! Juliana! É verdade! O Demetrio me pediu em casamento. E com a autorização do papai e da mamãe, eu aceito! _ Fiquei trastornado de alegria e gritei. _ Viva! Viva! Vou me casar! _ Caramba! Como o amor transforma as pessoas! _ Exclamou Marina feliz da vida também. _ Seu José e dona Amelia! A partir de hoje, me considere seu genro, pois vou me casar com Julieta. _ Quando falei isso, Juliana levantou da mesa feito um furacão e gritou: _ Se voces estão pensando que Julieta vai pra cidade, e eu vou ficar aqui na roça!? Estão muito enganados! Se Julieta for pra cidade, eu vou sumir daqui! _ Meu Deus! Mas o que é isto Juliana? Sua irmã merece ser feliz! Se este é o destino dela, que Deus abençoe, o seu ainda vai aparecer, seja humilde que as coisas flui! Não seja egoísta, filha! Voce sempre tentando apagar a alegria de alguém!, Será que nunca vai ficar feliz com a felicidade dos outros? Principalmente da sua irmã? _ Seu José deu um sermão em Juliana. _ Liga não papai! Eu já sei que Juliana é assim, eu não esperava outra coisa. _ Julieta falou calmamente. _ É seu José! Esta tudo bem! Vou a cidade agora pela manhã, pois quero oficializar o noivado, não quero enrolar sua filha, e prometo faze-la a mulher mais feliz do mundo. Eu, Marina e Kuerine, vamos voltar pra casa amanhã, vou preparar o que tiver que preparar para o casamento, e casaremos o mais breve possível. Tanto eu quanto Julieta, estamos preparados para um casamento, já perdi muito tempo em minha vida, agora quero recuperar. _ Falei feliz da vida e fui me levantando. _ E eu e Marina Demetrio? Não vamos casar também? _ Perguntou Kuerine, com aquele jeitinho de menino chorão. _ Se voces quiserem, faremos dois casamentos no mesmo dia, vai ser maravilhoso. _ Claro que nois quer! E tambem agente quer ficar noivo hoje com voce! Voce me empresta o dinheiro pra mim comprar as alianças minha e de Marina? E quando eu receber do livro que voce disse que vai publicar, eu te pago! _ Deixa de ser bobo, o que é meu é seu, de Marina e agora da Julieta tambem. _ Seu José olhou pra mim, todo feliz e disse: _ Minha filha é uma moça de sorte! Não por voce ser rico, mas pelo coração que tem, e principalmente pela humildade. _ Obrigada seu José! Mas o mais sortudo de todos aqui sou eu, arrumei uma família maravilhosa para fazer parte da minha, e dois filhos adotivos, que são os melhores filhos do mundo. _ O que é isto Demetrio? Voce é um homem de ouro. Nos é que temos que agradecer a Deus por voce aparecer em nossa vida. _ Marina falou com os olhos cheio de lagrimas. Levantamos da mesa, com a vida a um passo de mudar, _ Quer ir conosco, seu José? _ Se voce fizer questão eu vou, mas de preferencia e queria ficar aqui, pois tem coisas demais pra fazer. _ Então tudo bem! Vai eu e Kuerine, agente leva as medidas das meninas. E vamos logo antes que a Julieta desisti! Falei brincando. _ Pode ficar tranquilo Demetrio! Eu só pedi para pensar, porque não sei se te mereço. Mas mesmo que voce mude de ideia, saiba que me apaixonei por voce no primeiro dia que te vi. _ Voce não pode imaginar minha felicidade, porque comigo aconteceu o mesmo. _ Como eu estava me sentindo feliz. E enquanto eu e Julieta conversávamos, dona Amelia tirou a medida dela e da Marina. Eu e Kuerine fomos pra cidade, comprar as alianças. _ Vai ter festa Demetrio? _ Não Kuerine! Vai ser uma cerimonia simples, festa vai ser no nosso casamento. _ E onde eu e Marina vamos morar? Eu não quero morar na fazenda! _ Não se preocupe onde voces vão morar, minha casa é enorme, podemos morar todos juntos lá, mas se voce e Marina preferir, compro uma casa pra voces. _ Mas como vai comprar casa pra mim, se eu ainda não tenho dinheiro? Voce nem publicou o livro ainda? Alias!.. Nem terminou de ler, pra ver se vale a pena publicar. As vezes acho que não esta bom o livro, afinal de contas, nem sei escrever direito, e além do mais, aqueles papeis velhos, nem sei se vale a pena voce aguentar o cheiro de barata. _ Kuerine estava se sentindo muito pequeno. _ Nada disto rapaz! Pode parar com isso! Voce com livro publicado ou não, é um homem rico. Já fiz meu testamento e além do mais se voce quiser, eu abro uma conta pra voce, e coloco quanto voce quiser nela! Acredite ou não! Voce e Marina são meus filhos! Tá bom assim? _ Nossa Demetrio?! Voce nunca falou assim comigo! Tá zangado? _ Claro que fico! Já falei que voce tem o quanto dinheiro quiser, e voce fica cartelizando como se ainda fosse pobre!... Voce é rico! Coloca isso na sua cabeça. Rico!... Tá bom? _ Caramba! Tá bom por demais! Imagina depois de mendigo ficar rico assim como voce fala? É sorte! Muita sorte! _ Kuerine ficou feliz, eu acho que estava faltando eu dá uma achocalhada nele. _ Agora vamos falar do casamento, Tá bom? _ Perguntei enquanto colocava uma musica bem apaixonada pra tocar. _ Nossa lua de mel, é as meninas que vão escolher pra onde querem ir. Tá bom pra voce Kuerine? _ Tá! Mas como que é a lua de mel, Demetrio? _ Eu me assustei com a pergunta, fiquei calado sem saber como explicar. Pois Kuerine era virgem, e não conhecia nada de sexo. _ Lua de mel, é quando casamos e vamos passar a primeira noite com a a nossa esposa. _ Kuerine arregalou os olhos e disse: _ Mas porque falam lua de mel? Não devia ser noite de mel? Pois na verdade, deve ser a coisa mais divina e doce no mundo, agente poder saber que a mulher que agente ama é nossa esposa. _ Eu sabia que teria que dar umas aulas de sexo para Kuerine, pois ele era virgem e nunca teve experiência com mulheres, E ele não sabia que ia ter que tirar a virgindade da Marina, que tambem era virgem. _ Sabe Kuerine, na lua de mel, voce e Marina vão deixar de ser virgem, sabe o que tem que fazer, não é mesmo? _ Claro Demetrio! Eu não sou tão tapado assim, Seu Alípio, me explicou como que é, e me aconselhou muito, para eu não fazer nada com Marina, antes de casar. E eu sempre respeitei Marina. Mas sei tudo, só nunca fiz. _ Quanta inocência para um homem da idade do Kuerine.

DEMÉTRIO E KUERINE.

CAPITULO 64

Quando chegamos na cidade , que fomos escolher as alianças, Kuerine foi rápido. _ Quero esta Demetrio! _ Kuerine escolheu uma aliança que parecia um pneu, de tão grossa. _ Esta é muito grossa Kuerine! Vai até pesar no dedo da Marina. _ Mas eu quero é bem grossa mesmo! Pra todo mundo ver que Marina é casada. _ Tudo bem! Voce leva a que voce quiser, _ Eu escolhi um par mais fino, e enfeitada com uns coraçõezinhos. _ Voce vai levar esta Demetrio? Ninguem nem vai ver a aliança no dedo da julieta! É muito fina, homem! _ É, eu vou levar esta, Voce não quer trocar a sua? _ Falei tentando fazer ele mudar de ideia. _ Não! Eu quero esta. _ Então tudo bem! Vamos pagar e ir embora. _ Depois que sai da joalheria, fui até uma floricultura comprar uma rosas. _ Meu Deus! Mas pra quer isso Demetrio? _ Voce vai levar flor? _ Ora Kuerine! É rosas pras noivas!. _ Falei achando graça da maneira assustada que ele perguntou. _ Voce é louco!? Tá doido? Eu não vou dar isso pra Marina não! Agente da flor pra quem morreu! E Marina não morreu, nem vai morrer! _ Kuerine estava trastornado. _ Kuerine! Rosas simboliza amor, carinho e felicidade, agente não da rosas, só pra quem já morreu _ Falei tentando fazer ele entender. _ Posso até levar, mas não quero rosas, quero uma margarida, uma só! _ Nada disto! Agente dá é rosas. Fiquei insistindo. _ Voce vai levar este tanto de rosas para Julieta? Só para a gorar ela? Em Caculé agente coloca rosa é em defunto. _ Não aguentei comecei a rir, e senti que Kuerine não estava gostando. _ Kuerine, Deixa de ser bobo! Como que voce vai dar uma margarida para Marina? No dia do noivado de voces? _ Tentei fazer Kuerine mudar de ideia, mas ele estava irredutível, ele tinha um conceito, muito ruim das rosas. _ Então leva outro presente pra Marina! É melhor que uma margarida. _ Então tá! Vamos voltar na joalharia e comprar um cordãozinho de ouro pra ela, ela vai gostar mais do que dás rosas, se eu der rosas, ela vai pensar que eu quero que ela morra._ Fazer o que? Tivemos voltar na joalharia e compramos uma correntinha, como ele queria. _ Depois que ele pegou a corrente, ele ficou todo satisfeito. _ Voce é bobo Demetrio! Ao invés de comprar uma cordão de ouro pra Julieta, compra este monte de flor, ela vai pensar que voce quer que ela morra! _ Não Kuerine, aqui, as rosas pra nos é simbolo de amor. _ Sê é besta rapaz! Em minha cidade se agente der este tanto de flor pra uma moça, ela vai pensar que agente tá gorando ela, principalmente rosas! Deus me livre! Rosas coloca é em cima do caixão, quando a pessoa morre, e eu não quero que Marina morra. Deus que guarde minha Marina. _ Kuerine estava apavorado com as rosas, ele coçava a cabeça, falava de uma maneira apavorante, pelo gosto dele, saia da floricultura correndo. Aquilo me fazia morrer de rir, e ai que ele ficava irritado. _ Vamos embora daqui Demetrio! Quer comprar seus agoro compra!... Mas vamos embora! _ Calma Kuerine, aqui damos rosas de presente, quando amamos a pessoa. Não! Mas eu não! Não quero estas flores para Marina. _ Não adiantava eu falar, ele realmente odiava rosas. _ Só quero ver se a Marina ficar triste, porque só Julieta ganhou rosas. Ai voce vai voltar aqui sozinho para comprar. _ Ele me olhou com um olhar decidido e disse: _ Vai não! Nunca que Marina vai querer isso, ela não esta querendo morrer agora, tenho certeza disto. Voce que vai ficar todo sem graça, quando a Julieta ver que voce esta a gorando ela. _ Kkkkkkk não da para aguentar voce certas hora Kuerine! kkkkkkk. _ Pode rir! Porque mais tarde voce vai chorar. - Ele estava indignado. Quando chegamos na fazenda, Kuerine estava muito preocupado, temendo a hora que eu fosse dar as rosas para Julieta. _ Olha Demetrio! Voce deixa pra dar estas flores, depois que eu entrar, pois não quero ver meu amigo sofrer de desgosto. _ Tá bom Kuerine!... Se voce não quer ver a felicidade que a Julieta vai ficar, tudo bem, respeito sua decisão. _ Falei em quento descia do carro. Quando agente estava entrando, Marina veio ao nosso encontro. E mais do que depressa, Kuerine pegou na mão dela e disse: _ Vamos Marina pro quarto! O Demetrio vai dar a maior mancada da vida dele, e nos não devemos ver, pra não sofrer junto com ele. _ Não Kuerine! Eu quero ver, voce esta me puxando porque já viu. _ Marina voltou e quando viu as rosas, falou assustada. _ Que horror!! Quem morreu Demetrio? _ Marina colocou a mão na boca sobressaltada. _ Calma Marina! Ninguem morreu! Estas rosas são presente para Julieta!... Onde ela está? _ Não Demetrio! Joga estas rosas fora em quanto é tempo! Julieta vai morrer de desgosto, quando vê que voce esta a gorando ela! Esconde! Evem seu José! _ Marina pensava igual Kuerine, falava com uma convicção tremenda, que rosas não era bom presente. Comecei a rir. _ Não se preocupe Marina, aqui se dá rosas como prova de amor. _ Falei tentando acalma-la, e fui falar com seu José. _ Oi seu José! Comprei as alianças, onde esta a Julieta? _ Falei colocando as rosas em cima da mesa. Marina e Kuerine ficaram me olhando, encostados na porta do quarto, com um olhar de muita dó. _ Está chegando, olha ela ai! _ Quando olhei... Julieta se aproximava, mais linda que nunca. _ Que cara é esta Kuerine e Marina? _ Nada não! _ Disse Marina, enquanto Kuerine disfarçava e meio sem jeito, apontava para as rosas em cima da mesa, com o dedo polegar. _ Que linda! De quem é? _ Peguei o buquê e disse: _ São rosas para uma flor! _ Entreguei as rosas para Julieta, que feliz me deu um beijo no rosto. _ Pra mim? Não acredito! Obrigada Demetrio! _ Marina e Kuerine arregalaram os olhos, não acreditando no que estava vendo. _ Voce gostou mesmo? _ Marina perguntou surpresa. _ Não fique zangada com Demetrio não, Julieta! Ele deu com amor. _ Disse Kuerine tentando justificar, pensando que a Julieta estava falando que gostou, só para me agradar. _ O que é isto gente? Eu adoro rosas!

DEMÉTRIO E JULIETA JUNTAMENTE COM KUERINE E MARINA, VÃO SE CASAR.

CAPITULO 65.

Este é o presente que qualquer mulher quer ganhar! Voce não ganhou Marina? _ Julieta perguntou beijando as rosas. _ Tá doida?! _ Quando Marina gritou perguntando se Julieta estava doida, Kuerine deu um beliscão nela. Ela calou e tentou concertar. _ Não! Ele sabe que eu não gosto de rosas! Eu prefiro uma flor do campo. _ Marina estava vermelha de raiva, porque o Kuerine beliscou ela. _ Oxente Kuerine! Voce esta parecendo Inês! _ Ela falou passando a mão onde Kuerine beliscou. _ Desculpa Marina! É que assim voce pode atiçar a Julieta e Demétrio brigar. _ Eu não gosto do cheiro de rosas, sinto mal! _ Disse Kuerine. _ Nem eu! Me lembra capela de cemitério, e também o enterro da vovó, chega a mim arrepiar. _ O que é isso? Eu amei! Não me faça ficar com medo! _ Disse Julieta. _ Não fica assim Julieta, é porque eles disseram que no interior, não dá rosas de presente. Que rosas só se dá pra quem morreu, mas não é nosso caso. _ Eu entendo eles, tá tudo bem. Eu amei mesmo o presente. _ julieta pegou as rosas e colocou em um vaso com água, e perguntou pra mim se podia deixar na mesa da sala, concordei e a Marina e o Kuerine quase deu um troço. _ Vai ficar ai? _ Perguntou Kuerine. _ É Kuerine... Se coloca em cima da mesa! _ Julieta falou surpresa. _ Ainda bem que eu não levanto de noite! _ Disse Marina. Eu já tinha sorrido tanto dos dois, que não aguentava mais, eles eram muito engraçados. O jeito deles falarem era incontrolável de não rir. _ Vamos esquecer um pouco as rosas, e vamos nos preparar para a cerimônia do noivado _ Falei com ar de riso. Julieta tinha a maior paciência com Kuerine e Marina, eu acho que era por isso, que eu gostei tanto dela. _ É mesmo Marina! Vamos escolher uma roupa bem bonita pra gente, afinal de contas, hoje é o nosso dia._ Julieta falava abraçando Marina e indo pro quarto dela. Fiquei com Kuerine na sala, e de vez em quando ele olhava de rabo de olho pras rosas, parecia que estava incomodado. _ Demetrio! Porque Julieta não coloca estas rosas no quarto dela? _ Porque ela quer que todos vejam que ela é amada. _ Mas se é dela, ela devia colocar no quarto dela, só pra olhar. Se eu ou Marina precisar ir na privada de noite, vamos ficar com medo, lembrando de defunto! _ Fiquei comovido com a maneira triste que Kuerine falou, e deu pra sentir que ele realmente estava com medo. _ Pensa do lado bom Kuerine, estas rosas não foram dada pra gente morta, ao contrario, ela foi dada ao um grande amor que acabou de nascer, nestas rosas tem carinho... Amor... felicidade e ternura, não tem tristeza nem sofrimento. _ Falei com carinho, abraçando ele. _ Mas eu nunca vi isto Demetrio! Na cidade grande, o povo é tudo doido! _ Disse ele alterado. Kuerine estava tão impressionado com as rosas, que esqueceu da correntinha de ouro, que tinha comprado para Marina. _ Porque voce não deu a correntinha para Marina?_ Perguntei tentando tirar a atenção dele nas rosas. _ Que correntinha?_ Perguntou surpreso. _ A que voce comprou pra ela, esqueceu? _ Há! O cordão de ouro? É mesmo! Esqueci! _ Marina! Marina!... Tenho um presente pra voce! Eu tinha esquecido! _ Kuerine entrou correndo no quarto a procura da Marina. _ Que fragelo é este? Tó aqui! _ É que eu trouce um presente pra voce! _ Kuerine pegou a caixinha todo feliz e entregou pra Marina. E entregou também uma margarida. _ Uma corrente de ouro, para uma joia! _ Disse ele, me imitando. _ Que lindo Kuerine! Adorei! _ Marina falava enquanto Kuerine colocava o cordão de ouro, no pescoço dela. _ Agora dá um beijo no meu rosto, Marina! Igual a Julieta. _ Disse ele dando o rosto pra ela beijar. Marina toda sem graça deu um beijo no rosto dele e agradeceu. _ É muito bonito Kuerine! Eu adorei mesmo. Agora eu queria saber porque o Demetrio, que é tão rico não comprou um desse para Julieta, no lugar de dar flor? Em Caculé agente não compra, pega nos jardins, não é? _ É verdade, mas aqui pra eles é chique dá flor, dizendo o Demetrio. Só que voce, porque não sabe! Estas rosas custaram uma fortuna, é muito caro também. E o pior que ele não teve dó de pagar, pra dizer a verdade, ele nem pechinchou. _ Não aguentei, cai na gargalhada de novo ao ver os dois conversando. E de repente entra Juliana na sala. _ Meu Deus! Quem foi a felizarda? Foi voce Marina? Que ganhou estas rosas lindas? _ Deus que me livre! Voce tá doida? Foi sua irmã! _ Juliana que não tem dó de ninguém disse: _ Doida tá voce que não ganhou um buque deste, pois Kuerine não é nada romântico! Feliz é a Julieta que ganhou na sorte grande! Era um marido deste que eu queria pra mim! _ Disse Juliana entrando no quarto da Julieta. _ Não liga não Marina, Juliana é doida também! O povo da cidade grande, não tem medo de morrer, por isso ficam se a gorando e dizendo que é chique dá rosas. Eles fazem tudo diferente de nos, Olha só: Eles terminam de comer, vão banhar, toma café quente e logo bebe água, toma banho em banheiro, que sai fumaça, toma banho de fumaça dizendo que é para perder gordura, só falta pegar fogo, voce sabe disto, então é tudo errado por aqui. _ Disse Kuerine com dó da Marina pela resposta da Juliana. Kuerine e Marina estevam emotivos, pareciam duas crianças, um confortando o outro. Eu pensei que com tudo que eles ouviram tinham tirado aquela superstição, que rosa era de quem já morreu, mas não! Lá vem eles de novo. _ Demetrio! Estas rosas vão ficar ai mesmo? _ Perguntou Marina. _ Claro Marina! Elas são bonitas, e não faz mal a ninguém! _ Mas tem cheiro de defunto, Demetrio! Eu não vou conseguir dormir com este cheiro, que tá na casa toda! Pede Julieta pra colocar no quarto dela! _ Marina estava tão perturbada com as rosas, que esqueceu que tinha que se arrumar para o noivado. _ Marina, esquece as rosas, voce precisa se arrumar para a cerimônia do noivado. Ou voce se esqueceu que vai ficar noiva hoje?

MARINA E KUERINE ESTÃO DESESPERADOS PORQUE DEMÉTRIO DEU ROSAS PARA JULIETA E ELA COLOCOU NA MESA DA

CAPITULO 66.

_ Eu já escolhi o vestido, mas estou esperando a Julieta para me arrumar. Ela sabe fazer eu ficar linda. _ E voce também não vai ficar noivo hoje? Porque ainda não foi se arrumar também? Ou vai ficar de calção como esta? _ Não é calção, é bermuda. Mas já vou me arrumar, homem se arruma rápido. _ lá em Cacule, chama isto ai que voce esta vestido é de calção, eu ainda não aprendi tudo, que voces falam aqui. _ tá tudo bem, fala do jeito que voce quiser, só estou brincando com voce. _ Kuerine foi banhar, quando ele terminar eu vou. _ Marina não estava bem, parecia muito insatisfeita, e eu sabia que era por causa das rosas, ela não aceitava que ficasse ali pra todo mundo ver. Quando Kuerine saiu do banheiro, estava todo arrumado, parecia um galã. Tava com o cabelo bem penteado,. E com uma calça Jean e uma camisa de mangas comprida azul listrada e dobrada até o cotovelo. que ele comprou em São Paulo, o sapato preto, brilhava que parecia um espelho.. Tanto ele como Marina eram muito bonitos. _ Caramba! Parece que vai casar! Voce esta muito bonito, a Marina deve se orgulhar em ter um noivo bonito como voce. _ Não se esqueça Demetrio, eu estou começando a realizar o maior sonho da minha vida, que é me casar com Marina, por isso caprichei pra ficar lorde. _ É as coisas estão começando a acontecer, breve serão casados. _ Falei caminhado pro banheiro, para me arrumar. Marina e Julieta estavam sumidas pelo quarto, deviam estar se arrumando. Elas enfeitaram a sala com balões branco, rosa e lilás, na verdade a decoração não parecia para uma festa de noivado, parecia mais para uma festa de aniversario, mas não questionei, se Marina e Julieta queriam assim, assim seria. Eu comprei vinho, champagne e bastante carne, para fazer um churrasco como comemoração. Ia ser uma cerimonia simples, e só convidei o pessoal da fazenda. Festa só seria no casamento. Me arrumei e fui acender a churrasqueira com seu José. Quando Julieta saiu do quarto, estava transformada, nunca tinha visto uma mulher tão linda, ela estava muito bem arrumada, uma pintura leve no rosto, que a fazia ficar mais serena do que já era, na verdade!... Parecia uma princesa com aqueles cabelos preto e longos bem arrumado e brilhante. O Cheiro que ela exalava era como se fosse um cheiro das Deusas, uma fragrância que entranhava em minhas narinas, me fazendo deseja-la mais que nunca. Dai a pouco sai Marina, com um vestido beije tomara que cai, muito lindo, e os cabelos também bem logos e cacheados nas pontas. _ Meu Deus! Que mulheres lindas são estas? _ Disse Kuerine todo orgulhoso.. _ É Kuerine! Nossas futuras esposas, estão divinas! _ Falei tirando ele daqueles deslumbre. Dona Amelia e seu José estavam muito felizes, demostrava uma grande satisfação em me ter como genro. Dona Amelia havia feito um lindo bolo, e bastante salgadinhos, para a pequena festa. As oito horas a casa estava cheia, só os empregados e nos eramos mais 20 pessoas. O Churrasco já estava assando, e as crianças estavam fazendo a maior algazarra. Juliana estava com a cara amarrada, parecia que não estava satisfeita com a nossa felicidade. Mas também, ela era muito invejosa e pedante, jamais ia admitir que sua irmã estava feliz. _ Oi Demetrio! Como voce é burro! Porque escolheu a Julieta? Será que voce não enxerga? Olha só a diferença! Sou mais jovem e mais bonita, estudei e sei que eu seria um melhor partido para voce! Enquanto a Julieta!... Mal sabe escrever o nome dela, e além do mais, é mais velha e feia! _ Escutei tudo que a Juliana falava, sem falar nada, quando ela terminou de falar, manifestei. _ Olha aqui Juliana! Eu não estou procurando nada disto que voce tem, eu estava procurando a mulher da minha vida, a mulher que ia me fazer feliz, e eu encontrei tudo que quero e preciso, em Julieta! A mulher da minha vida! Tá bom pra voce?! _ Eitá! Tudo bem! Também não precisava ficar tão nervoso! Só tentei abrir seus olhos. _ Juliana deu ema rabanada, e saiu de perto de mim uma fera. _ O que a Juliana queria Demetrio? E porque ficou tão nervoso? _ Marina havia percebido tudo. _ Nada além de querer me chatear, Marina. _ Mal respondi Marina… Chega Kuerine. _ O que foi Demetrio? Esta com algum problema? _ Não Kuerine! Está tudo bem, estou um pouco chateado, mas logo passa. _ Falei me afastando deles. De lonje eu observava a atitude de Julieta, que recebia todos com o maior carinho, enquanto Juliana, continuava emburrada. Só dona Amelia tinha paciência e suportava as atitudes dela. Até Marina e Kuerine que se davam com todo mundo, não se dava com Juliana. As dez hora, foi a hora da cerimonia do noivado. O Junior era o porta aliança, e estava ansioso em um cantinho esperando a hora. Quando chamei a atenção de todos, para a grande hora, ele logo se prontificou e ficou olhando esperando, a hora que eu chamasse ele. Os convidados estavam dançando na sala, e logo a musica parou. _ Olá pessoal!... Paramos a musica, para realizarmos a cerimonia do noivado, mais esperado do mundo. Mais esperado, porque para mim, era como se fosse impossível eu encontrar a mulher da minha vida, e para o Kuerine, porque vai estar realizando um sonho, de muitos anos. Para Marina e Julieta, porque são as mulheres mais especial do mundo para nos. Não é mesmo Kuerine!? _ É verdade gente! O amor que existe entre eu e Marina, é algo diferente, e um amor incondicional, um amor eterno, um amor que ultrapassou muitas barreiras, para estarmos juntos hoje. _ E Eu gente, sai por muitos anos em busca da minha Deusa, mas não encontrava, só aqui nesta fazenda, encontrei a mulher mais importante do mundo para mim, que é a Julieta! Minha futura esposa. _ Todos bateram palma em quanto eu procurava com os olhos, seu José e dona Amelia, pois seriam eles que iam colocar as alianças em nossas mãos. _ Seu Jose e dona Amelia! Gostaríamos que os senhores colocassem as alianças em nossas mão. _ Chamei o Junior que entregou a cestinha para seu José. Seu Jose colocou a aliança na mão da julieta e dona Amelia colocou na minha, depois fizeram as mesma coisas com Kuerine e Marina. Foi diferente e muito bonito.

DEMÉTRIO COM A CHAMPAGNE, PARA ESTOURAR DEPOIS QUE COLOCAREM AS ALIANÇAS.

CAPITULO 67.

_ Agora vem o discurso meu, e de Marina _ Disse Julieta. Marina subiu na cadeira, e começou a falar. _ Gente voces não imaginam, como foi difícil chegar até aqui, nosso amor era proibido, meus pais não aceitavam que Kuerine e eu namorássemos, nossa vida era um verdadeiro sofrimento. Nos apaixonamos ainda criança, eu sei que estava errado, mas nem eu nem ele cotiamos, aquele sentimento, que parecia que havia nascido junto com agente. Claro que era um namorico de criança, mas que sofríamos muito, para vermos um ao outro. Minha família causou um grande obstáculo entre nos dois, e odiava quem eu amava, era muito difícil pra mim, que naquela época, não entendia bem este sentimento, que é tão forte, que derruba qualquer barreira para estar juntos. Meu amor por Kuerine é imenso, e quero me casar com ele, e vivermos juntos em toda eternidade. Pois este amor é além da morte. Obrigada Por me ouvirem! _ Quando Marina desceu da cadeira, Kuerine abraçou ela e deu um beijo na testa, enquanto todos batiam palmas. _ E sua vez Julieta! _ Julieta copiou a Marina e também subiu na cadeira. _ Então gente! Eu nem sei o que falar, pois jamais imaginei que ia encontrar o homem da minha vida, aqui na roça, pois se dependesse de mim encontrar em outro lugar, seria muito difícil, pois não saio de casa. Deus me mandou este homem maravilhoso, que devo a ele toda esperança de ser feliz, a qual, antes eu não tinha. Agradeço a Kuerine e Marina, por estarem aqui, pois sem eles Demetrio jamais ia me conhecer, porque foi por causa da fazenda que hoje estamos celebrando este acontecimento inesquecível. Obrigada Kuerine e Marina! Por ter me dado este homem maravilhoso, para ser meu esposo! Pois sem voces, nada disto estaria acontecendo agora. Obrigada ao meu pai e minha mãe, por não ter pensado duas vezes, para aceitar o pedido de namoro, pois voces sabiam, que estavam colocando em suas vidas, o melhor genro do mundo. Te amo Demetrio! E é com prazer que aceito ser sua noiva. Obrigada a todos. _ Caramba! Fiquei sem palavras, Julieta falou tão bonito, que me deixou nas nuvens. _ Kuerine!... Somos os homens mais felizes do mundo! _ Gritei sem sentir, de tanta felicidade. Me aproximei de Julieta e dei um beijo na testa dela e agradeci, pela declaração de amor. E aproveitei e disse a ela, o quanto também a amava. Kuerine não largava a mão de Marina, e toda hora olhava a aliança no dedo. _ Moral da historia: Minha gente! Somos quatro pessoas que para realizar o sonho de ser felizes, tiveram que sofrer muito primeiro. Obrigada a todos pela atenção, e muito obrigada seu José e dona Amelia, por me darem esta perola tão valiosa, para ser minha esposa em breve. Agora todos podem ir dançar e continuarem fazer o que estavam fazendo. Aproveitem bem esta festa, pois e a comemoração de quatro novas vidas. _ Falei emocionado. _ Calma Demetrio! Quero falar mais uma coisinha! _ Disse Kuerine, tambem subindo na cadeira para que todos olhasse pra ele. _ Eu quero agradecer ao Deus do universo, que me deu paciência e perseverança, para esperar por esta hora, e quero agradecer a Marina, por ter acreditado em mim, e ter me seguido, para que agente pudesse, realizar os nossos sonhos juntos. Marina sabe que ela é a mulher da minha vida, e que sem ela nada tem sentido para mim, e que ela é um sonho que eu pensei que nunca ia realizar, pois minhas lutas para te-la foi desesperadora. Pois, que todos fiquem sabendo, foi muita luta, muito sofrimento chegar onde chegamos. Obrigada também, por me ouvirem. _ Kuerine estava todo orgulhoso, pois sabia que havia falado bonito. Quando Kuerine desceu da cadeira, eu fui estourar a champagne, e joguei pra cima, molhando todos nos. A alegria estava contagiante, seu Jose ergueu os braços para cima, e gritou: _ Viva os noivos!!!. Depois da cerimonia a festa continuou, Juliana estava para devorar agente, com aquele olhar devorador. Estava tão insatisfeita que se trancou no quarto, depois que viu a cerimônia. Dona Amelia estava para morrer de vergonha das atitudes dela. Seu josé estava tão feliz, que não notava nada. A Marina e o Kuerine estavam dançando forró como ninguém, e eu aproveitei e fui dança com a Julieta também. Seu José catou dona Amelia pelos braços, e a levou pro meio do salão, e começou a dançar. Mais ou menos meia noite, colocaram uma valsa pra tocar, e obrigaram eu, Julieta, Kuerine e Marina a dançar. Kuerine não sabia dançar valsa. _ Eu não sei dançar isto não Demetrio! Só sei dançar forró! Me ajuda a sair daqui! _ Kuerine estava morrendo de vergonha, mas Marina tentava fazer com que ele aprendesse a dançar, mesmo ele pisando no pé dela, o tempo todo. Faltei morrer de rir. Ele caia de um lado para outro, estava muito engraçada aquela situação. Quando ele viu que eu não ia ajudar, começou olhar para os pés meu e de Julieta, tentando acertar os passos. Com muito sacrifício ele conseguiu dançar do jeito dele, e Marina acompanhava. Depois da valsa seu José pediu a palavra. _ Tenho algo a dizer pessoal! _ Seu José gritou, e já foi pegando a cadeira para subir. E começou a discursar. _ Tenho que falar pra voces que estou muito feliz, com o noivado da minha filha. E que quando conheci o Demetrio, senti que ele seria o meu filho! E não só meu patão, e nem tão pouco, só meu genro. Pois ele revelou este segredo, quando olhou para Julieta pela primeira vez. Pois isso, tanto eu, quanto Amelia, quaremos agradecer a Deus, por nos dá um genro tão maravilhoso como Demetrio. Este dia para nossa família, esta sendo inesquecível, e será gravado para sempre em nossa memoria. _ Fique muito feliz com o discurso do seu José, e por sinal ele estava muito emocionado. _ Obrigada Seu José! Por me aceitar assim em sua família, e quero dizer, que eu é que agradeço a Deus de coração, por colocar uma família e uma mulher tão maravilhosa assim na minha vida. _ Não nego que eu também estava muito emocionado, pois pela primeira vez na minha vida, estava apaixonado e decidido a me casar.

DEMÉTRIO E JULIETA COM AS TAÇAS DE CHAMPAGNE, COMEMORANDO O NOIVADO.

CAPITULO 68.

Depois que a festa acabou, que todos se recolheram, eu fique ali sozinho, raciocinando como a vida era engraçada. Esperei tanto tempo, para descobrir que o amor existia, e como foi estranho descobrir este sentimento em mim. Eu sempre frequentei os lugares mais badalados de São Paulo… Viajei para todos os lugares do mundo… Conhecia tantas mulheres da alta sociedade. Fui encontrar o amor da minha vida, em uma fazenda, e aflorado dentro de uma caverna, com um gorila bem grande me ameaçando. E muito engraçado isto! Parece coisa de novela. Depois que acordei dos meus pensamentos, fui para o escritorio distrair um pouco, com o livro do Kuerine. Se eu pudesse, lia todo de uma vez, de tanto que me deixava curioso, todas as vezes que parava de ler. Eu estava com muita insonia ultimamente, talvez seja porque estava apaixonado e o livro do Kuerine me ajudava muito. _ Não vai dormir Demetrio? _ Era seu José que viu a luz acesa. _ Agora não seu José! Vou ler um pouco, não se preocupe. _ Seu José disse mais alguma coisa, que não entendi e foi dormir. Entrei pro escritorio, eu adorava aquele silencio pra ler. (Continuação do livro que Kuerine escreveu.) _ Da arquibancada vimos quando o Paulo entregou o pombo. Esquecemos de pedir para o magico, não repetir aquele espetáculo. _ Caramba! Esquecemos de avisar o magico, para não fazer a magica com o pombo _ Disse Marina. _ Pois é! E se ele repetir? Meus Deus! O pombo vem pra cá de novo. _ Falei triste. _ Acho que vou lá Norma! O que voce acha? _ Falei me levantando da cadeira. _ Não gente! O magico não é burro de fazer tudo de novo, depois do que aconteceu. _ Disse Norma. Mas mal a Norma fechou a boca, lá vem o magico de novo… Ai eu Gelei. _ E agora Marina! O que vamos fazer? _ O melhor é agente ir embora, porque se este pombo voltara aqui, vai sentar em um de nos de novo, e vão ver que estou com voces! E mainha vai me matar. _ Então vamos! _ Concordei. _ Nada disto! Eu paguei pra entrar, e só vou embora quando terminar o espetáculo! _ Norma exclamou, se ajeitando na cadeira. Eu fique sem saber o que fazer, e Marina não disse nada com a constatação da Norma. Se alguém descobrisse que Marina estava comigo, ia ser o fim pra mim. Dona Odete ia colocar Marina de castigo e a Inês nem sei o que ia fazer. Quando o magico começou fazer a magica com o pombo, insisti mais uma vez: _ Vamos embora Norma! _ Eu não Kuerine! Nos pagamos pra entrar, não é justo sairmos no meio do espetáculo. _ Norma não queria ir mesmo, e Marina não ia sem ela. _ Tudo bem! Voces não querem ir, então vamos ver no que vai dar. _ Falei preocupado. Mal terminei de falar, lá vem o pombo voando em nossa direção. _ Lá vem ele Kuerine! _ Disse Marina se escondendo. E o pombo sentou outra vez em minha cabeça. Todos olharam pra trás, e o Paulo lá na frente gritou: _ Precisam de mim ai? _ Acenei com a mão que não. Comecei a alisar o pombo, pra melhor disfarçar, e Marina agachada, escorada na perna da Norma, tremia que só uma vara verde. _ É isto ai Kuerine! Não pode com ele, se junta a ele. Rsrsrsr _ Norma estava achando graça, por eu estar alisando o pombo. _ O que eu faço Norma? O Magico esta vindo pra cá! _ Perguntei apavorado. _ Entrega o pombo pra ele! _ Noema falou com ar de riso. _ Mas se ele vê Marina? _ Não vai ter nada Kuerine! Ele não conhece dona Odete, voce esqueceu disto? _ Norma tinha razão! Não tinha nada, se o magico visse Marina. _ Depois da resposta da Norma, fiquei tranquilo. Quando o magico chegou perto de mim, tentei entregar o pombo pra ele, mas o pombo pulou na cabeça de Norma. _ O que voce tem de especial? O magico perguntou olhando pra mim. _ Nada!... O pombo gostou de mim, só isso! _ E esta menina ai deitada, esta passando mal? _ Quando o magico apontou pra Marina, eu gelei de novo e comecei a tremer. Norma vendo o meu nervoso respondeu: _ É minha irmã! Ela esta dormindo. _ Mas como pode vir ver o espetáculo, e dormir? Será que esta ruim assim? _ O magico perguntou se aproximando de Marina, que fingia estar dormindo. Quando ele pegou em Marina, o pombo aproveitou, e setou nas costa dela. _ Eu tenho certeza que há algo errado aqui! Este pombo nunca fez isso, que esta fazendo. _ Disse ele, enquanto tentava tirar o pombo das costas de Marina, mas o pombo não queria sair de jeito nem um. _ Eu vou matar este pombo! E é agora!...Que merda! Este bicho miserável já fez eu perder meu show, e só falta eu perder meu emprego! _ O magico gritava freneticamente. com um blusão de couro, tentando bater no pombo. Marina começou a chorar. _ Faz alguma coisa Kuerine! Pelo amor de Deus!Não deixa ele pegar o pombo, porque ele vai judiar dele! _ Marina estava desesperada. De repente todos começaram a gritar, pois o magico tinha batido o casaco no pombo, e jogado ele longe. _ Não!!! _ Marina deu um grito tão forte que todos tiraram a atenção do pombo, e olharam pra ela. Marina saiu correndo desesperada, até o centro do circo e gritando: _ Não meu Deus! Por favor não! _ Marina passou entre os palhaços, que param de fazer o espetáculo e começaram olhar pra ela. Assim como os pássaros sentia o cheiro de Marina, Marina também sentia o cheiro deles. Marina foi exatamente onde o pombo estava caído. Ela pegou ele no colo e acariciando o bichinho, ela chorava. _ Seu filho da mãe! Seu canalha! Porque voce não tenta bater no meu pai!... Que é do seu tamanho?... Vagabundo! Vai trabalhar no pesado! Fica sacrificando os pequenos pássaros! _ Marina esqueceu que estava no circo, ela gritava la na frente e todos estavam de olhos vidrados nela

MARINA E NORMA NO CIRCO.

CAPITULO 69.

( Demetrio continua lendo o livro que Kuerine escreveu) Marina esqueceu até, que ninguém podia saber que ela estava comigo. O magico ficou parado, olhando pra Marina, e não dizia uma palavra se quer. Eu acho que de tanto a Marina xingar ele, ele ficou calmo e parecia arrependido. Os palhaços manifestaram, e mandou todos da plateia baterem palmas pra Marina. E todos bateram palma de pé. Foi a coisa mais emocionante que já vi. Marina voltou com o pombo na mão, passando a famosa luz que ela tinha na mão, que passava todas as vezes que via um passarinho machucado, e se era coincidência ou não, eu não sei! Só sei que os bichinhos saravam. _ Calma bichinho! Voce vai ficar bom._ Ela conversava com o pombo, sem se importar com quem estava olhando pra ela. Só ouvíamos o ti.ti.ti. _ É marina!... A filha de dona Odete! É ela! E esta com o vagabundo do Kuerine! _ Marina estava ouvindo tudo que diziam, mas tava tão preocupada com o pombo, que não ligava pra nada. Eu e Norma, não sabíamos o que fazer _ Eita Kuerine! O bicho vai pegar pra nos! O que vamos fazer? _ Norma estava impaciente, mas Marina não estava nem ai. Fora os fofoqueiros, todos vieram prestar solidariedade pro pombinho. O Paulo por ver o meu sufoco, veio falar comigo. _ Não se preocupe Kuerine, deixa a Marina com a Norma, e vem sentar do meu lado, qualquer coisa, eu espalho que voce estava comigo. E digo que voce se preocupou com o estado de Marina, por causa do pombo, por isso, foi pra perto dela. Não se preocupe, vai dar tudo certo. _ Sei que o Paulo queria me ajudar. _ Como vou deixar a Marina agora? E se este magico louco, tentar bater nela? _ Exclamei apavorado, temendo que ele agredisse Marina. _ Não se preocupe! Se ele tocar a mão em Marina, nos dois damos uma pisa nele. Não é mesmo Norma? Não é melhor o Kuerine sair daqui? _ Bem pensado, é a única solução! Vai Kuerine! Pode deixar que eu me viro com a Marina. _ Aquela ideia de ficar longe de Marina me deixou triste, mas fui ficar com o Paulo. _ Quero ir embora! _ Disse Marina, enquanto eu ia saindo. _ Agora não Marina! Vamos esperar terminar, já ficamos até agora, não custa nada, esperar mais um pouco. _ Não Norma!... Estou com medo que o magico venha buscar o pombo, se ele pegar ele de volta, vai matar o coitado. Se voce não for eu vou só. _ Disse Marina se levantando. _ Vamos Paulo! Vamos levar Marina até perto de casa? _ nisto os fofoqueiros continuavam com o ti,ti,ti. Quando Norma viu que não tinha jeito, se levantou e resolveu ir com a gente. Quando chegamos perto da casa de Marina, Norma foi com ela, e eu e o Paulo ficamos na esquina. _ Como que voce aguenta isso Kuerine? Se fosse eu, eu já tinha enfrentado a família dela de frente, e dito que gosto dela e que não vou fazer nem um mal a ela. - Paulo estava indignado, havia até esquecido que Marina ainda era criança, para namorar. _ Não posso fazer nada Paulo! Uma que não tenho posses, e outra que mesmo que tivesse , Marina ainda é muito nova para namorar. Isso não dizendo que a família dela me odeia. Mas quando ela completar 18 anos, se continuarem assim, eu roubo ela. _ Falei animado, pois apesar do tempo que tenho para esperar, sei que vai valer a pena. Eu e o Paulo ficamos conversando na esquina, até Norma chegar. Depois que a Norma voltou, foi eu, Norma e o Paulo pra praça. Ficamos lá por um bom tempo, e depois, fomos deixar a Norma. O tempo passava e Marina nunca mais falou em fugir comigo. E a única esperança minha, era seu joão do parque. Com a promessa dele. E quanto mais o tempo passava, mais eu estava apaixonado. No dia do aniversario de Marina, teve uma festança, eu não pude vê-la nem de longe. Pois fique sabendo, que a Inês estava envenenada, e disse que não queria me ver por lá, e se visse acabava com a festa na hora. Marina mandou um bilhete pra mim, dizendo que ia mandar bolo pela Norma. Fique esperando até adormeci, e nada de Noema com o bolo. Ela só trouce no outro dia pela manhã. Meus dias estavam triste, enquanto Marina estava de ferias. eu só encontrava com ela na rua, de vez em quando, eu continuava namorando ela a distancia, só quando ela ia na janela falar com os passarinhos. O pombo do circo ficou com Marina, depois de muita briga. O magico foi atras do pombo, só 15 dias depois do que ocorreu no circo. Mas marina não entregou. Depois que o pombo sarou, ela soltou ele para viver junto com os outros pombos, que ficava no telhado da casa dela. Seu Ermogenes só me aceitou na sorveteria, depois que perturbei ele muito, para me aceitar para trabalhar. Só que ele não deixava eu no balcão, eu só limpava o chão e lavava as vasilhas. Passaram-se 4 anos. Marina não foi pra Salvador, e esta mais linda que nunca. Um certo dia, quando fui pra almoçar, tive uma triste surpresa. A Norma meia sem jeito me chamou pra conversar. _ Kuerine o Neto esta dando de cima de Marina, e a Inês esta dando a maior força. _ Quando ouvi aquilo, quase cai de costa. _ Eu não acredito! Neto sabe que eu amo marina, que Marina é minha vida! _ Falei transtornado. Voce sabe que dentro de alguns dias, será o baile de debutante de Marina, e segundo a Inês, é o Neto que vai dançar a valsa com ela. E a festa esta sendo organizada no clube. _ Norma mesmo sendo minha amiga, não poupava de me dar noticias ruins. _ Olha Norma! Se o Neto namorar Marina! Eu quebro ele todinho! E se Marina tiver dado bola pra ele, eu faço uma merda danada! Agora que só falta três anos para mim esperar, não vou deixar nem um marmanjo dar de cima dela. _ Eu fiquei louco, perdi até o apetite. E olha que eu estava com uma fome danada, pois eu só almoçava, porque dona Dolores me dava, meu dinheiro era muito pouco, e eu estava ajuntando para fugir com Marina, quando ela completasse dezoito anos. _ Norma!... Eu preciso falar com o Neto! Ele não vai me roubar Marina, de jeito nem um. _ Falei me levantando para ir na casa dele.

MARINA E SEUS COLEGUINHAS, NA FESTINHA, DOS SEUS 14 ANOS.

CAPITULO 70.

(Demetrio continua lendo o livro que Kuerine escreveu.) _ Não Kuerine! Não faça isto! Deixa passar o aniversario, ai eu te ajudo. _ Mas falta duas semanas ainda! E voce sabia que eu estava estranhando, porque nunca mais ela me mandou bilhete pelo beija- flor? Ela já deve estar namorando o Neto, pois ela mudou muito.. _ Fica tranquilo, eu vou conversar com ela, se tiver alguma coisa no ar, eu te conto. _ Norma me olhava arrependida, por ter me contado. Voltei pra sorveteria um lixo. Queria morrer. Se eu perdesse Marina, nada mais tinha sentido pra mim. Ela era a única coisa que me dava força pra viver. Sem Marina eu não queria mais nada da vida. Seu Ermogenes notou que havia algo errado comigo, pois tudo que eu pegava caia. E para completar quebrei o vidro do balcão, agora ia ficar trabalhando de graça, pra pagar. Seu Ermogenes estava brabo comigo, e disse que se eu quebrasse mais um copo, ele ia me mandar embora. E que ainda ia ficar com o dinheiro dos meses anteriores, que ele guardava pra mim. Eu não via a hora de fechar a sorveteria, pra mim ir falar com o Neto. Nunca que eu ia esperar duas semanas, era muito tempo, e eu estava temendo que Marina podia se apaixonar por ele. Quando fechei a sorveteria, fui direto pra casa da dona Angelica falar com o Neto, eu não ia esperar nem um minuto mais, queria colocar aquilo em pratos limpos. Quando cheguei lá, furioso, o Neto não estava, quem me atendeu foi o Paulo. _ O que foi que aconteceu Kuerine! Porque esta tão nervoso? _ O nervoso que eu estava era tanto, que mal eu dava conta de falar. _ Onde o Neto esta? _ Perguntei esfregando a mão, para parar de tremer _ eu não sei! Mas me diga o que aconteceu? _ Ele quer me roubar Marina, Paulo! E se ele fizer isso, eu não respondo pelos meus atos. _ Eu estava gaguejando de tão nervoso. _ Perai!... Entendi… Mas foi a Inês que veio chamar ele pra dançar a valsa de 15 anos com Marina. _ Paulo falou tranquilamente. _ Só podia ser aquela jararaca! Ela quer, porque quer, que Marina arrume outro! E porque ela, não convidou voce que é meu amigo? _ Exatamente por saber que eu sou seu amigo, que ela não me chamou. Mas não se preocupe, eu vou conversar com o Neto, tenho certeza que ele vai entender,. Vai descansar, prometo que ainda hoje vou na sua casa._ Paulo era meu amigo, mas o Neto era igual a Inês. Fui pra casa fumaçando de ódio, pra me acalmar um pouco dei uma passadinha na praça.. Não acreditei no que vi... Marina estava na praça com o neto e a jararaca da Inês. Marina estava sentada no meio e a Inês e o Neto do lado dela. Como eu ia fazer, eu não podia ir lá tomar satisfação, porque a Inês descontava' na Marina. Fique sentado, um poco distante, esperando a Inês sair para mim ir falar com ele. O papo estava bom, Marina de vez em quando ria de alguma coisa. Fique me segurando para não ir até lá, dar uma porradas no Neto. Eles ficaram mais de uma hora, sentados na praça, depois foram pra frente da casa da dona Odete. E ficaram mais duas horas. Eu já estava agoniado, na hora de ir embora, o Neto deu um beijo no rosto de Marina. Ai não prestou!... Fui até lá feito um leão! _ Seu filho de uma puta! _ Falei enquanto dava um murro na boca dele. _ Voce esta louco! Não falei que este vagabundo é atrevido?! _ Gritou Inês, virando para cima de mim. _ Vai embora Kuerine! Por favor! Vai embora! _ Gritava Marina, mas eu virei pra cima do Neto, parecendo um bicho. Eu não me controlava, queria matar o neto na porrada. _ Painho! Socorro! _ Gritava Inês apavorada, pois nunca tinha me visto nervoso. _ Seu Lindolfo chegou desesperado. _ Para Kuerine! Voce esta ficando louco rapaz!? _ Seu Lindolfo, tentava me tirar de cima do neto, mas era em vão. Eu estava enfurecido. Dona Odete começou a gritar, para Marina e Ines entrar. _ Entra meninas! Ele ficou louco! _ Mas Marina continuava gritando, pedindo pra mim ir embora, não sei se era porque estava com medo do que podia acontecer, ou se ela queria que o Neto permanecesse lá. Ai é que eu ficava uma fera e batia no Neto, sem piedade. Nisto a rua já estava cheia de gente, vendo a briga. E quando eu estava em cima do Neto, esmurrando ele, a Inês atirou uma pedra em minha cabeça, e eu desmaiei. Acordei na delegacia, com Dr. Federico, do meu lado. _ Voce ficou doido Kuerine? Eu nunca vi voce procurar confusão com ninguém! O que deu em voce? _ O Neto sabe que eu amo Marina doutor! E ele quer roubar ela de mim. _ Falei passando a mão na cabeça toda ensanguentada. _ Ciume? Voce é doido em fazer uma coisa desta? Voce sabia que quebrou, dois dentes do Neto? E que voce quebrou o dedo indicador dele? _ Isto não se faz rapaz!. _ Dr. Federico falava, enquanto fazia curativo em minha cabeça. _ Eu devia era ter quebrado ele todinho!... Aquele safado! Sabe que eu sou louco por Marina, e fica dando em cima dela. _ Falei morrendo de raiva. Quando o sangue esfriou, me arrependi do que fiz, mas em questão de minutos, tudo voltou a tona. A raiva estava me sufocando, só em pensar que eu poderia perder a Marina pro Neto, me enchia de ódio. Marina é tudo na minha vida, e todos de Caculé já sabe disto, é até cruel, alguém querer me roubar ela. _ Quem jogou a pedra na sua cabeça Kuerine? _ Perguntou um policial. _ Não sei! _ Falei retorcendo, pois minha cabeça estava doendo demais. _ Eu acho que foi a Inês, irmã de Marina, pois ainda escutei antes de desmaia, Marina gritando: Não faça isso Inês! _ Então a Marina estava brigando com a irmã, para não machucar voce? _ Dr. Federico perguntou enquanto fazia o curativo. _ Foi! Agora to frito seu doutor, pois a Inês se juntou com o Neto, para ele conquistar Marina, e pior que tenho que admitir que Neto é estudado, e bem mais bonito que eu, mas vou lutar até minhas ultimas forças para não perder o amor da minha vida.

MARINA E INES

CAPITULO 71.

(Demetrio continua lendo o livro do Kuerine) _ Te acalma rapaz!... O que é da gente ninguém toma. _ Disse Dr. Federico, terminando de fazer o curativo. _ Eu vou ficar preso aqui? Enquanto as cobras me comem lá fora? _ Não Kuerine! Eu não vou te prender! Mas se fizer isto outra vez, vou ser obrigado a te prender. _ Disse o policial que me levou pra delegacia. _ Eu não faço mais isso não, seu policia! Eu perdi a cabeça! Já arrependi. _ Falei enquanto me levantava para ir embora. Dr. Federico me deu uns conselhos e foi embora também. Cheguei em casa, todo quebrado,. O Paulo foi me ver. Ele era meu amigo de verdade. _ Kuerine! Eu não pedi para voce não fazer besteira? Eu não prometi que ia conversar com o Neto? _ Paulo estava indignado comigo, e com razão. _ Só que não aguentei quando vi ele beijar o rosto de Marina! Eu perdi a cabeça. _ Falei triste. (Demetrio parou de ler o livro que Kuerine escreveu.) Caramba, quando começo ler o livro do Kuerine me perco mesmo, no tempo, dá vontade de não parar de ler, é linda demais a historia dele e de Marina. Fui dormir e acordei no dia seguinte, feliz da vida, Eu estava apaixonado, e me transformei em outra pessoa, estava decidido caminhar para outro tipo de vida. Ia me casar, ter filhos, coisa que eu nunca pensei na vida. Percebi que na fazenda Marina ficava tranquila, em relação aos pássaros, talvez pelo motivo de ter tantos ao redor dela e livre. O papagaio e a arara, sumiam pelo meio do mato, parecia que adoravam aquele lugar. _ Pensei que tinha esquecido os pássaros, Marina! Mas pelo que vejo, voces estão é comemorando a felicidade de serem livres. Com esta quantidade ai ao seu redor, dá uma sensação muito boa de liberdade. _ É que aqui eles fazem o que querem, Demetrio, tem fruta a vontade, muita água, e este é o paraíso deles. Não precisa se preocupar com nada, e eu me sinto muito feliz com isso. Há! Tenho uma novidade! A arara não vai embora com agente, arrumou uma família aqui. Encontrei ela com uma turma de araras. _ Fico feliz com isto, e sei que voce também esta! Pena que temos quer voltar pra cidade, aqui é muito bom, dá vontade de não ir mais embora, mas precisamos ir,.. Voce sabe onde o Kuerine esta? _ Esta no curral, com seu José. _ Tá bom. _ Falei enquanto voltava pra dentro de casa. Entrei, e quando sentei na mesa para tomar meu café, levei um susto. Julieta chegou de mansinho e me abraçou pelas costa. _ Dormiu bem meu amor? _ Respondi me virando pra ela. _ Fui dormir um pouco tarde, estava sem sono e fiquei lendo um pouco, até o sono chegar. _ Nisto dei um beijo nela., que correspondeu apaixonadamente. _ Quando voce vai voltar pra cidade? _ Ela perguntou abraçada comigo e triste, porque sabia que não podíamos ficar ali por muitos dias. _ Nos próximos três dias, pois tenho que organizar a festa do casamento, mas volto o mais rápido possível, pra te levar pra comprar o que voce tiver precisando para o enxoval. Depois do casamento, vamos passar a lua de mel no lugar que voce e a Marina escolherem. Quero que voce faça a lista de tudo, e quero que voce conheça a sua futura casa, de repente voce queira mudar a decoração, isto tem que ser bem antes do casamento. E os vestidos voce e Marina vão escolher em São Paulo, do jeito que quiserem. E como não quero meu sogro trabalhando pros outros, e sei que ele gosta do campo, quero comprar uma fazenda pra ele aqui próximo, porque quero que ele administra a dele e do Kuerine mais a Marina, até que agente arrume alguém de confiança, pra administrar. _ Não acredito! Papai vai morrer de felicidade. Voce não existe Demetrio! Voce é realmente o anjo, que Deus mandou pra mim e pra minha família. _ Julieta estava muito feliz. _ Claro que tenho que cuidar da minha família, afinal de contas, a sua família agora também é minha. Aproveitando, quero que voce ajude a Marina escolher o enxoval dela, pois ela não sabe comprar algumas coisas, e voce tem um bom gosto. _ Falei me levantando da mesa. _ Oi Demetrio! Voce ainda não arrependeu do noivado? _ Uma voz gritou da janela. Quando olhei era Juliana, Querendo irritar Julieta. _ Não Juliana! E nem vou me arrepender! Pois Julieta é tudo que eu sonhei na vida. _ Juliana deu uma gargalhada e saiu. _ Não liga pra ela Julieta! Ela tá é com inveja _ Falei passando a mão na cabeça. Fui pra varanda sentar na rede, e logo chega Marina, pra falar comigo. _ Até que dia estas rosas, vão ficar na sala Demetrio? _ Até murchar Marina! _ Falei lembrando que as rosas estavam incomodando ela e o Kuerine. _ Poxa Demetrio! Voce pudia pedir a Julieta pra colocar no quarto dela. Este cheiro de rosas me lembra defunto, e me da medo. Esta noite passei uma sede danada, e fiquei com medo de ir no filtro beber água. Mainha falou que se agente dormir com sede, agente sonha bebendo água, e morre afogado, eu tenho costume de beber água a noite. Se eu for falar com a Julieta, ela pode achar ruim. Fala com ela pra mim! _ Tá bom Marina! Eu vou falar com ela _ Falei confortando-a. Marina saiu feliz da vida, pois deixou até de ver televisão, para não ficar na sala, por causa das rosas. No interior o pessoal tem superstição exagerada, tudo faz mal… Tudo esta errado… não pode misturar certas comida, que morre, é tanta coisa boba, mas que agente não consegue colocar na cabeça deles, que nada disto é real. Os dias passaram rápido, já estava no dia de voltar pra casa, meu coração estava doendo, queria ficar ali perto de Julieta, que me fazia tão feliz, se eu pudesse ia leva-la comigo. Marina e Kuerine estavam se sentindo realizados. Pois podia sentir de longe, a felicidade deles. Kuerine e o Junior se recuperaram rápido, do susto que tiveram com o gorila. Junior já estava agindo normal. E o Kuerine as vezes ainda comentava, mas também estava bem. Talvez o noivado tenha sido o remédio ideal pra ele. Julieta já estava ajudando Marina arrumar as malas, pois já tinha mais de trinta dias que estávamos na fazenda e as cosas estavam espalhadas.

MARINA CONTINUA COM MEDO DAS ROSAS.

CAPITULO 72

Na fazenda foi muito bom aquelas ferias, principalmente para mim que consegui encontrar minha alma gêmea. Com o sumiço do Kuerine as coisas mudaram de rumo, pois todos nos estávamos muito abatidos, e sem ânimo para fazer as apresentações que havíamos combinados. Conversei com Marina, e resolvemos que faríamos depois do casamento, porque eu era o primeiro dos quatro que estava doido pra casar. Marina e Julieta, me acordou dos meus pensamentos, com grandes gargalhadas vinda do quarto. Resolvi ir ver o que era tão engraçado. _ Mas, o que que esta fazendo minhas donzelas, rirem tanto? _ As rosas Demetrio! A Marina me mata de rir, quando faz esta cara de medo, quando fala delas, parece que ela esta falando de bicho papão, e eu quando cheguei no quarto ela estava fora do ar, dei um susto nela. _ Marina estava realmente com cara de assustada. O Sorriso dela estava meio sem graça, e complementou: _ A julieta vai dar certinho com voce, pois também gosta de coisas estranhas, como rosas de defuntos, e nem sei mais o que. Eu e o Kuerine até comentamos, se no noivado foi este tanto de rosas, imagine no casamento? Acho que vai ser igual enterro de gente muito rica. _ Marina falava tão seria, que eu e Julieta não aguentamos, começamos a rir. E antes que Marina ficasse nervosa com agente , sai fechei a porta do quarto, e gritei: _ Deixa eu ir antes que eu apanhe. _ Deixei o quarto, mas meus pensamentos ficaram lá. Marina era muito inocente, parecia criança, assim como Kuerine também, e isto me deixava feliz, pois os dois eram uns amores. Aproveitei que estava silencio e fui para o escritorio ler um pouco o livro do Kuerine que me fascinava tanto. Ainda era sedo, e agente só voltaria para São Paulo a noite ( Demetrio volta a ler, o livro que Kuerine escreveu) . _ Mas voce tem que aprender se controlar, se quer mesmo Marina; pois fazendo o que fez, vai só piorar a situação, porque agindo deste jeito, eles vão pensar que voce é o que eles jugam. _ Sabe Paulo! Eu fico louco só em pensar que posso perder Marina, ela é a única força que tenho nesta vida, para continuar a viver. Voce sabe que não tenho família, e que minha vida é muito difícil, só que com Marina, penso que vivo em um paraíso, minha esperança é grande de um dia casar com ela, e ser muito feliz. _ Falei quase chorando. _ Eu invejo este seu amor por Marina, pois nunca me apaixonei assim, mas exatamente por voce amar tanto, que tem que ser paciente. _ Paulo era meu amigo de verdade, e por isso não tenho ciumes dele. _ Obrigada Paulo! Voce realmente é meu amigo! Prometo que vou mudar. _ Agora tenho que ir, vou ajudar meu pai na fera, o Neto do jeito que esta, não vai querer sair de casa. _ Paulo foi embora triste, pois viu que eu estava todo quebrado, e não tinha ninguém para fazer ao menos um chá pra mim. Mesmo impossibilitado, e com vergonha de ter sido preso, pois eu nunca tinha ido em uma delegacia antes, a não ser para dar algum recado pro delegado ou para algum policial. Por este motivo não estava aguentando de tanta tristeza. Eu nunca me imaginei preso, para mim, cadeia era pra ladrão e assassino. O que mais me preocupava, era saber o que Marina estava pensando de mim, pois a não ser, para tomar os badoques dos meninos para ajudar ela, ela nunca tinha visto eu brigar. Tomei um banho, e depois fui buscar água no chafariz, pra encher os potes e as moringas, que estavam todos vazios. Enchi tudo em casa de água, e fui falar com Norma, para ter noticias de Marina e saber como estava o falatório na cidade. Quando cheguei na casa de Norma, eu estava morrendo de raiva, pois a cidade inteira só falava da briga. E não sabiam o motivo, falavam mal, só de mim, para eles o Neto era Santo. _ Que cara é esta Kuerine? _ perguntou dona Dolores. Era incrível, mas dona Dolores não me censurou, ou ao me ver todo roxo, não quis me torturar. _ A senhora não sabe o que aconteceu? _ Sei! Quem na cidade não sabe? Voce perdeu a cabeça por muito pouco, não devia ter feito o que fez. Porque não veio aqui pra casa, no lugar de ficar vigiando Marina? Voce sabe que o Neto quer ver sua caveira, mas não que ele seja mal, é porque ele também é louco por Marina. _ Dona Dolores tocou em minha ferida que estava aberta, e que ainda sagrava demais. _ Não dona Dolores! Não fale assim! Marina é minha! Neto não pode amar Marina, ela sabe que eu mato e morro por ela. _ nestas alturas, eu estava suando de raiva, raiva por ter certeza que Neto tinha mais chance de ter Marina, que eu, pois ele era estudado, tinha uma família nobre na cidade, e além do mais era muito bonito, com certeza a família da Marina, não ia pensar duas vezes em escolher um marido pra ela, como o Neto. A Norma vendo que eu estava me sentindo perdido, com o jeito que dona Dolores disse, saiu do quarto, antes mesmo que eu procurasse por ela. _ Calma gente! Como pode falar assim com o Kuerine maiinha? A senhora sabe que Marina ama o Kuerine, e que por mais, que o Neto quira, não tem pra ele. Eu conheço Marina, jamais ela vai mudar de ideia. _ Norma levantou o meu astral. _ Oxente Norma! Eu só falei o que esta acontecendo. _ Dona Dolores falou como se tivesse arrependida, por ter sido franca comigo. Sai com Norma, para conversar do outro lado da rua. _ É Norma!... Agora tó com medo! Depois de tanto fuxico, eu acho que dona Odete, vai mandar a Marina mais rápido para Salvador. Ela agora tem certeza que eu amo Marina, e sou capaz de qualquer coisa por ela. _ Falei tão triste, que Norma pegou na minha mão, e disse: _ Liga não Kuerine! Dona Odete pode até mandar Marina pra Salvador, mas com certeza um dia ela vai voltar. _ Eu sei disto, mas não vou aguentar viver sem ela por perto. _ O mundo parecia desmoronar em minha cabeça. Eu queria tanto que seu João voltasse pra eu ir embora com ele, e roubar Marina. Eu não estava mais aguentando tanta pressão. Imagina que Marina além de estar longe de mim, ainda tinha que aguentar a jararaca da Inês, que batia nela por qualquer coisa. Fiquei um tempão ali sentado no meio fio com norma, desabafei… Chorei… E ela como sempre, tentando me acalmar. _ Norma! Eu preciso ver Marina, e não sei como, durante o tempo que fiquei nas a proximidade, ela não foi nem na janela, como de costume.

KUERINE E MARINA.

CAPITULO 73

_ Esquenta não! Prometo que ainda hoje, te dou noticias dela. Mas agora tenho que ajudar maiinha. _ Norma falou e foi se levantando. Norma entrou, e eu fui pra casa por um caminho que não passasse em frente a sorveteria, pois estava morrendo de vergonha. De repente, quem vejo na minha frente… ( Demetrio foi interrompido de ler o livro do Kuerine.) Tive que parar de ler o livro, pois me chamaram na porta e era Marina. _ Caramba Demetrio! Quando voce se fecha neste escritorio o mundo aqui fora, pode desabar que voce não ver. Por acaso o livro é tão bom assim, que voce se perde no tempo? _ Voce precisa ler Marina! Pois é bom demais, quando eu começo ler, não dá vontade de parar, e além do mais, quando paro fico com ele na cabeça, doido pra saber o desfecho da historia. Sabe onde estou na historia de voces? Estou quando Kerine foi preso, porque bateu em um pretendente seu. O Neto, voce lembra disto? _ Há meu Deus! Já faz muito tempo, e como esquecer, na verdade ele bateu no Neto, porque ele deu um beijo no meu rosto. Eu jamais esperei que Kuerine fosse ver aquilo. Mas não foi traição, e se foi, não foi da minha parte. Eu sempre amei Kuerine, mas minha família odiava ele. _ Marina ficou empolgada ao falar do passado. _ Senta ai um pouco Marina! Me conta o que voce sentia pelo Kuerine, apesar que voce ainda era uma criança. _ Verdade Demetrio, e sinto o mesmo até hoje. É como se fosse amor de vidas passada, Eu sentia o mesmo que ele sentia, mas Inês não deixava eu nem olhar pro lado da casa dele, e quando eu olhava ela, contava pra maiinha, ou então puxava a minha orelha, podia estar que estivesse vendo. Eu faltava morrer de vergonha. Eu era muito desenvolvida, fiquei mocinha muito sedo, quando tinha meus 10, ou 12 anos já parecia uma moça. E a Inês me trazia no cabresto, como se fosse dona de mim. A unica coisa que ela não implicava era com os pássaros, mas isto só começou a acontecer, depois que ela viu que se me proibisse de falar com os pássaros, eu podia morrer, porque quando eu tinha 7 anos, ela me proibiu, e eu tive uma febre emocional, que quase morri. Quando o dr. Paulo me perguntou o que estava me deixando triste, que eu falei que era por causa dos pássaros que eu não podia mais brincar com eles. Ele falou para mainha o motivo da minha doença, e mainha e painho brigaram com Inês e mandou ela deixar eu brincar com os pássaros, quantas vezes quisesse. _ Mas o que faz voce contrair os pássaros deste jeito, para perto de voce? Eu nunca vi algo igual. _ Segundo os especialistas, que painho me levou em Salvador, é muito raro meu caso, segundo eles é meu suor que isala um perfume que os atrai, mas não é só os pássaros. É todos os animais.. Isto foi descoberto quando eu tinha dois anos. Que minha família fez um piquenique na roça, e eu estava brincando distante deles, arrodeada de pássaros. Eles quase enlouqueceram quando viram aquela quantidade de pássaros e não me viam, pois a quantidade era muito grande, quando eles chegaram perto de mim, os pássaros voaram e tinha cocó de pássaros até em meus ouvidos. Depois disto meu contato com os pássaros eram constantes. _ Marina falava com tanto orgulho que era difícil saber quem ela amava mais, se era o Kuerine ou os pássaros. _ É Marina, voce é toda especial, mas o Kuerine não fica atras, ele é super inteligente, pois é um escritor e poeta espetacular, voce não tem noção das lindas poesias que tem neste livro pra voce, tenho certeza que voce nem imagina. _ É Demetrio, mas lá em casa, eu tenho um monte de poesias que ele me deu, dentro de um banquinho de toco, que eu tenho em meu quarto, Deus me livre se Inês achar, ela vai virar o mundo lá em casa. _ É mas quando voce voltar, vai estar casada com um poeta e escritor credenciado, e muito respeitado em todo o Brasil, porque o que depender de mim para que isto aconteça, eu vou fazer. _ Falei me levantando para sair do escritorio _ É Demetrio! Eu não vejo a hora disto acontecer, pois Kuerine merece, já foi muito apedrejado em Caculé. _ Fique tranquila Marina, pois quando voces voltarem lá, ele vai ser muito respeitado, ele vai ser o Dr. Kuerine, voce vai ver. _ Eu e Marina saímos do escritorio abraçados, e todos já estavam nos esperando para almoçar. _ Poxa! Pensamos que íamos almoçar sozinhos, pois a Marina foi te chamar e lá ficou. _ Disse Kuerine rindo. _ Sabe o que foi Kuerine! É que o Demétrio esta deslumbrado com nossa historia, _ Disse Marina com ar de riso. _ Meu Deus, se eu não tivesse escrito, diria que nem queria lembrar, do tanto que sofri na quela época. _ Kuerine falou pegando a concha para colocar o arroz. Enquanto almoçávamos , a Juliana olhava pra mim atravessado, eu já estava sem jeito, e para não arrumar encrenca, comecei fazer pergunta pro Junior, pois desde que ele se recuperou, não tivemos tempo para conversar. _ E ai Junior! Já esqueceu o susto que o gorila te passou? _ Já tio Demetrio! Mas de vez em quando ainda lembro. Aquele gorila pensava que eu era macaco, pois me colocou no colo, e me fazia carinho, como se eu fosse bebê, só que ele fedia muito, mas ele não judiou de mim. Eu tava com tanto medo, que subia e descia o tempo todo, um gelo em minha barriga. _ É garotão! Voce foi um herói. Mas nunca mais vai pras matas, lá tem muito bicho e é muito perigoso. _ Vou nada! Deus que me livre! _ Junior falava todo empolgado, não estava mais traumatizado. Terminei de almoçar, fui ver os animais. Marina e Kuerine foram terminar de arrumar as coisas pra gente voltar pra casa. Notei que Marina não estava muito satisfeita, por ter que voltar. Pois ali na fazenda, ela e os pássaros faziam farras todos os dias, e pelo jeito ela estava sem graça de perguntar, quando voltaríamos pra cá. Eu não toquei no assunto, em casa agente planeja tudo outra vez. Seu José cuidava muito bem da fazenda, não tinha do que me preocupar. Ele cuidava de tal maneira que não acharia outro administrador igual a ele, nunca. Até isso Marina e Kuerine tiveram sorte. Enquanto eu pensava, avistei ele no curral e fui pra lá. _ Como o senhor consegue fazer tudo deste jeito?

KUERINE E MARINA.

CAPITULO 74

Porque não divide as tarefas entre os piões? Olha eu não quero o meu sogro se matando de trabalhar. Se os piões tiver pouco, contrate mais. E eu vou embora hoje, mas quero que o senhor vá procurando uma fazenda, que eu quero comprar pra voces. _ Seu José ficou surpreso, mas notei uma alegria dentro dele, pois adorava fazenda. _ Como assim? Eu não quero que o senhor se preocupe com agente, somos felizes aqui. _ Eu sei! E eu mais feliz ainda com a presença de voces, mas acho que o senhor esta na idade de ter o seu próprio chão. Mas também quero que saiba, que eu preciso que o senhor encontre outro administrador com família, para ocupar o seu lugar, pois Marina e Kuerine vão precisar. _ É muita bondade sua, não precisa se preocupar com agente. _ Seu José dizia meio que chorando de emoção. _ Sabe eu queria dizer pro senhor, que ontem a Marina me pediu para comprar ração pra os pássaros da mata, achei estranho mas não questionei. _ Tudo bem seu José, pode comprar, ela é louca por estes bichos, vamos fazer a vontade dela, sabemos que os pássaros das matas não precisam de ração, pois tem todos os tipos de frutas que precisam, mas de repente, ela acha que estão precisando. Mas quero que quando eu voltar, o senhor tenha algumas fazendas, para agente olhar nesta redondeza. _ Seu José tirou o chapéu, e olhando pra mim, me abençoou e disse que eu estava nas orações dele, muito antes de saber que seria seu genro. _ Obrigada seu José, mas saiba que a felicidade que o senhor me proporcionou trazendo a Julieta para vida, nada paga. _ Falei abraçando ele. _ E depois que acontecer o casamento, agente volta a falar a respeito do show que Marina quer fazer aqui. _ Tá certo! Mas eu estou pensando o tanto que os bichos vão sentir falta dela, afinal de contas, voces ficaram aqui um bom tempo. _ Não se preocupe, agente não vai demorar de voltar. Falei chamando seu José para voltarmos pra casa. Voltamos pra casa juntos. Notei que seu José não ficava muito tempo fora de casa. _ O que aconteceu? Porque voltou tão sedo? _ Vi tomar um cafezinho. _ Já te falei para levar uma garrafa de café, pra não precisar ficar vindo aqui toda hora, voce se cansa muito Zé. _ É verdade, mas agora ele veio pra gente conversar um pouco, dona Amelia. _ Falei pegando um pouco de café, e complementei: _ Seu José, o senhor sabe dirigir? _ Sei! Eu fui motorista de ônibus, quando morava na cidade. _ Pois vou mandar um carro pro senhor, assim que chegar em São Paulo. Para ficar mais fácil para o senhor se locomover.. _ Não se preocupe Demetrio, estou acostumado a andar. _ Falou humildemente. _ Epa! Eu ouvi bem, ou estou sonhando? Voce falou que vai dar um carro pra nos Demetrio? _ Perguntou Juliana - Eu já deveria ter dado. Mas pensei que seu José não dirigia. _ Bem!... Ter dado eu acho que não teria! Mas agora como quer casar com a bocó da Julieta… Pode ser! _ Juliana acabava com qualquer felicidade. _ Quero respeito com seu Demetrio, ele não é da sua laia!_ Seu José falou zangado. _ Primeiro, já falei pro senhor não me chamar de seu Demetrio, pois em breve serei seu filho. E depois não esquenta com a Juliana, ela só parece que não gosta da irmã.. _ Não é que ela não goste, é que ela adora uma implicância. Desde pequena que Julieta faz tudo, para mudar este gênio da Juliana, mas sempre foi em vão. É como dizer: O pau que nasce torto, morre torto. _ Seu Jose não tinha paciência com Juliana, que na verdade era muito difícil. _ Tudo bem papai! Eu sempre soube que Julieta é seu dodói, porque tudo da certo pra ela, e ainda por cima beneficia o senhor. _ Juliana era muito rebelde. _ Mas o que é isto Juliana? Seu José não deixa faltar nada pra voce, nem pro Junior! Porque não se sente grata por isso? _ Ora Demetrio! Voce porque não sabe, mas papai e mamãe, só gostam da Julieta _ Não é nada disto! A diferença é que Julieta tem mais juízo que voce. _ Seu José respondeu, e dona Amelia só ficou escutando. _ Liga não Demetrio! A rebeldia dela só trás tristeza pra ela mesma. _ Dona Amelia falou e saiu. Eu e seu Jose saímos também, e Juliana ficou resmungando na cozinha. Seu José foi terminar o que estava fazendo, e eu fui arrumar o carro pra viajar, e gostaria de saber por onde Julieta andava. Terminei de verificar se estava tudo ok, e fui atras da Julieta. _ Sabe da Julieta dona Amelia? _ Sei sim, ela esta lavando roupa lá nos fundos. _ Fui pro quintal e fiquei observando Julieta toda molhada. Notei que ela estava com uma camisa minha na mão, ela enxaugou e colocou para enxugar em um lugar distante das outras roupas,. Me aproximei e ela levou um susto, e começou arrumar os cabelos. _ Que susto Demetrio! Esta parecendo gato?! Chega sem barulho. _ Eu estava te observando _ Ela toda sem graça olhava pra mim. _ Sai daqui, pois estou toda molhada e minha roupa molhada não esta transmitindo uma boa visão. _ Na verdade, a roupa dela molhada ficou transparente, e pela primeira vez pude ver que o corpo dela era sensual, e parecia um violão. Eu não conseguia disfarçar, subia e descia um grande calor dentro de mim. Para sair daquela situação, voltei todo sem graça. Porque a vontade que eu tinha era de agarrar ela em meus braços e enche-la de beijos. Não perguntei porque separou a minha camisa, e fui saindo olhando pra trás, e ela também não tirava o olho de mim. Entrei para ver se as bagagens estavam prontas. _ Sumiu Demetrio! Por onde andava? _ Perguntou Kuerine. _ Eu estava dando uma volta, para despedir da bicharada. _ Falei brincando. _ E ai? Voce esta pronto para partir? _ Não! Ainda esta sedo, e nos só vamos a noite, estou pensando em fazer um churrasquinho para despedida, o que voce acha? _ Kuerine me olhou meio indeciso e disse: _ Acho que devia deixar este churrasco, para quando agente voltar aqui, pois temos que descansar. E também voce tem que aproveitar estes horas que falta pra gente sair, e ficar um pouco com Julieta. _ Kuerine tinha razão.

DEMETRIO E JULIETA CADA DIA MAIS FELIZ.

CAPITULO 75.

_ Há Demetrio! Estou preocupado com este negocio do Ibama ter procurado Marina e ela não estava lá. _ Não se preocupe, ela foi convidada a ajuda-los, e não é obrigada. _ É mas não avisamos nem nos preocupamos em ligar pra eles avisando que íamos nos ausentar, fica chato isso. _ Kuerine parecia uma criança, mas era responsável. _ Tudo bem Kuerine, assim que chegarmos em São Paulo, prometo que procuro eles. _ Como Julieta estava ocupada, eu resolvi ler um pouco antes de guardar o livro na mala. Kuerine foi ficar com Marina, e eu fui para o escritorio Peguei o livro pra ler, e vi que era bem grande, que faltava ainda muita coisa para acabar. Parece mentira, mas fiquei feliz, pois adorava ler aquele livro, e sei que vou ficar triste quando terminar de ler. (Obs) Demetrio volta a ler o livro que Kuerine escreveu.. A jararaca da Inês. _ E ai Kuerine? Já recuperou da pedrada? Eu pensei que voce ia ficar mais pirado do que é! Mas pelo que vejo, eu precisava ter jogado com mais força. _ É Inês!... O que é seu esta guardado, e de repente nem sou eu que vou te entregar. _ Falei e continuei andando. _ Breve vou embora pra Salvador com Marina, e ai quero ver quem pode mais... Seu esmolê! _ A Jararaca derramava seu veneno sem dó nem piedade. Encontrar com Inês, era a ultima coisa que eu queria, mas apressei os passos para ver Marina, pois sem Inês por perto, eu jogava uma pedrinha na janela e Marina saia, pois dona Odete ficava mais na loja. Quando cheguei perto da casa de Marina, eu já estava com as pedrinhas na mão. Joguei a primeira e nada! A segunda também não! Mas quando me preparei para jogar a terceira, alguém tampa os meus olhos por trás. _ Adivinha quem é? _ Mas como adivinha quem é! Meu Deus? Aquele cheiro inconfundível de alfazema, e aquela vozinha doce, só podia ser meu amor. _ É minha beija- flor! Minha deusa! Minha vida! _ Falei tirando aquela mãozinha macia, que tampava meus olhos, e que eu queria que ficasse ali o resto da minha vida. _ O que faz aqui fora? Não tem medo que a Inês te veja? Eu encontrei com ela. _ Não se preocupe, ela foi longe, só volta a tardezinha, mainha mandou ela fazer uma compras _ Marina falava com aquela mania que tinha, de esfregar uma mão na outra. Eu estava com uma vontade louca de beijar Marina, mas as fofoqueiras da rua, podia sair a qualquer momento na janela. _ E Ai marina? Vamos fugir ou não vamos? Já faz quase três anos que espero _ Calma Kuerine, deixa passar o meu aniversario de 15 anos, que te prometo que vou dar um jeito. _ Mas voce vai dançar a valsa com o Neto? _ Não! Eu pedi mainha para dançar com o Paulo, só que ele ainda não sabe, nem sei se ele vai aceitar, só pedi para trocar, porque sei que com o Paulo, voce vai ficar tranquilo. _ Voce não imagina como fico feliz, mas ficaria muito mais feliz se fosse comigo. _ Quem me dera se painho e mainha te aceitasse, mas se acontecesse este milagre, como acharíamos roupa pra voce? _ Há!... Eu pedia dona Dolores pra arrumar um terno pra mim, podia voce pedir seus pais, para ao menos eu poder entrar pra te ver dançando a valsa, tenho certeza que dona Dolores me coloca lorde, e eu entro com a Norma, se sua mãe deixar…. Claro!. _ Vou pedir de presente pra Mainha, que ela deixe voce entrar, tá bom? _ Vou ser o homem mais feliz do mundo, se pelo ao menos eu poder te ver neste dia. _ Esquita não! Vou ver o que faço. _ Marina me deu um beijo no rosto e olhando pra mim disse: _ Um dia ficaremos juntos, nossa historia quem escreveu foi Deus, e ninguém muda isso. Agora deixa eu entrar, a Inês esta quase chegando. _ Marina saiu correndo, e eu fiquei observando ela. Fui pra casa ainda com o coração apertado, mas feliz, pois só em ver Marina, já bastava pra mim. O tempo passou, e Marina não ia mais pro mato, tomar badoque dos meninos. Agora ela já era moça, o tempo passou muito rápido, já tinha três anos, que dona Aiá morreu, e três anos que eu ia fugir com Marina. Marina acabou não indo para Salvador, graças a Deus. E nosso amor continuava, cada dia mais forte. Quando cheguei em casa, fiquei um tempão indo e voltando na janela, pois não dava pra ficar debruçado como eu gostava, porque o sol ainda estava muito quente. Aproveitei e fui fazer umas poesias, pois não podia sair, para não perder o entardecer, e ver Marina alimentar os passarinhos, da janela do seu quarto. O tempo passou, mas Marina continuava a mesma menina, e com os mesmos costumes de criança. Quando o sol estava entrando, corri pra janela, alias toda tardezinha, quando o povo não estava na janela, estavam sentados na frente da casa. Toda a vizinhança gostava do espetáculo dos passarinhos de Marina, que flechavam na rua. O único horário que ficava os passarinhos, eu e Marina na rua, era de manhãzinha, e era a hora que eu mais gostava, pois Marina me mandava bilhete, e eu mandava poesia pra ela. Isto porque neste horário, os que estavam acordados, estavam preparando o café, não podiam estar nas portas, a não ser seu Alípio que muitas vezes passava neste horário, mas ele não contava pra ninguém, quando via o movimento meu e de Marina. As rolinhas foram as primeiras que apareceram, dai a pouco era bandos e mais bandos de passarinho de toda especia, o que mais chamava minha atenção era os bem-te-vi. Todos os passarinhos quando acordava ou iam dormir, primeiro iam visitar Marina, mesmo que ela não tivesse nada para dar pra eles comerem, mas eles sabiam que tinha muito carinho pra eles. É algo inacreditável, só vendo pra crer, que coisa linda que eram em frente a casa de Marina nestes horários. Em quanto eu namorava Marina a distancia, vi que a Inês estava chegando, com um monte de coisas na mão. Até os passarinhos não gostavam da Inês, quando ela chegava perto, todos iam embora, Marina chamava eles de volta, mas eles não atendiam, a impressão que tenho, é que eles sabiam, que Inês judiava de Marina. Depois que os passarinhos, foram embora, um pombo sentou na janela, só que Marina já tinha fechado, ele voava de um lado pra outro, e depois sentava no batente da janela de novo. _ Meu Deus! Que pombo é aquele? E o que ele quer insistindo daquele jeito, na janela do quarto de Marina?

MARINA FICANDO MOCINHA, E CADA DIA MAIS BONITA, NA HISTORIA CONTADA POR KUERINE. AINDA CRIANÇAS.

CAPITULO 76

Bem!... Ou é amor ou o pombo do magico, se for Amor, seu João do parque voltou. Há meu Deus!... Tomara que fosse Amor.. _ Sai correndo pra perto da janela do quarto de Marina _ Amor!... Amor!... Vem cá!!! _ De repente o pombo sentou na janela, e ficou me olhando, como se quisesse dizer alguma coisa. _ Meu Deus! Eu não entendo o que ele quer dizer, nem posso chamar Marina. Tentei por varias vezes me aproximar, mas ele voava. _ Só tenho uma saída, vou correndo ver se é seu João que voltou. Fui pro jardim pra ver se alguem me dava noticia de algum parque na cidade, mas se ninguém soubesse eu ia chamar Norma, pra chamar Marina e contar o que estava acontecendo. Quando cheguei no jardim, não tinha ninguém, então fui procurar a Norma. Cheguei na casa da dona Dolores com um palmo de lingua do lado de fora. _ Norma! Norma!... Vamos lá na frente da casa da Marina! Pois tem um pombo que chegou fora do horário, e quando isto acontece, ou é uma coisa boa ou uma coisa ruim, a Marina vai ficar chateada se acabar de escurecer e o pombo for dormir, sem dar o recado. _ Eu falava apressado, sem nem tomar o folego. _ Tá bom Kuerine! Eu já entendi! Vamos lá! _ Norma foi correndo, pois entendia os mistérios dos passarinhos com Marina. Quando chegamos o pombo ainda estava lá, agoniado, voando de um lado pra outro. Norma entrou e de imediato, saiu com Marina, que eu acho que nem esperou Norma falar direito, e já saiu correndo pra fora de casa. Marina estendeu o braço e o pombo sentou, como se estivesse com muita pressa. _ O que voce tem pra mim pombinho? _ O pombo deu um granido, e Marina mudou de afeição e disse: _ Eu não sei o que fazer, pois painho não vai deixar eu sair a esta hora. _ O que ele disse Marina? _ Norma perguntou assustada. _ É amor Norma! Ele disse que seu João esta muito mal na estrada e que veio com o pombo, porque tinha prometido algo pro Kuerine e não tinha mais parque pra comprir a promessa. _ Meu Deus! Era Amor! De longe eu escutava tudo que Marina dizia, e não podia me aproximar, temendo que a Inês aparecesse. _ O que mais ele falou? _ Disse que estava muito doente, e que veio a Caculé avisar o Kuerine que a promessa não podia mais ser cumprida, porque ele estaria morrendo a qualquer momento. Ele esta aqui próximo, mas impossibilitado de acabar de chegar. Este pombo é Amor, avisa pro Kuerine. _ Marina achava que eu não estava escutando, o que ela dizia pra Norma. Eu escutei tudo, mas como elas não sabiam, Norma veio correndo em minha direção. _ Já ouvi tudo Norma! Só não sei o que fazer _ Falei triste. _ Vamos pedir pra alguém te levar lá Kuerine! Ele quer falar com voce. _ Só se for de cavalo ou de carro de boi, porque ninguém ia perder tempo, me levando lá, ainda mais agora que já esta ficando de noite. Eu posso pedir o cavalo do seu Nônô emprestado, e vou com amor. _ É!... Faça isto! Do contrario, Amor não vai sair do desespero que esta._ Norma voltou até Marina e avisou que eu ia, e Marina pediu Amor que me acompanhasse, que eu ia arrumar um cavalo. Isto porque Marina não sabia, nem Amor contou, que a promessa que seu João me fez, foi de me ajudar a roubar ela. Deixei Norma e Marina juntas, e chamei Amor pra ir comigo, Mas ele só obedeceu quando Marina mandou ele me acompanhar. Seu Nonô me emprestou o cavalo, e eu peguei a estrada com Amor, que de vez em quando parecia querer dizer ou dizia alguma coisa, mas quem entende língua de passarinho é Marina, eu não entendia nada. Seu João estava a uma hora de Caculé, Amor me levou direitinho. Quando cheguei em uma casinha humilde, igual a minha, seu João estava deitado e tossia muito. _ Que bom que voce veio Kuerine! Me perdoa, mas não posso cumprir minha promessa, estou com os dias contado, filho! Eu perdi tudo que tinha, e a única coisa que me sobrou, foi Amor, e quero que voce entrega ele pra Marina. _ Seu João falava com dificuldade. _ O que é isso homem? O senhor não vai morrer! E também nem precisava me pedir perdão, pois eu entendo o sobe e desce da vida. Não posso garantir que vou levar Amor, pois tenho certeza que ele não vai querer ir comigo. _ Seu João estava com uma amiga dele, que também já era de idade, mas ela estava cuidando bem dele. Posei por lá, e seu João me contou tudo que aconteceu, e eu fiquei muito triste, com tantas coisas que ele passou. Amor dormia na cabeceira da cama dele, e a amiga dele armou uma rede pra mim dormir. No outro dia sedo, quando estava colocando o arreio no cavalo, seu João me chamou, e me deu um saquinho. _ Isto é seu, filho! Acho que vai ajudar a voce, a roubar Marina. _ Quando abri o saquinho, tinha umas joias, eu não sabia quanto valia, podia não valer muito dinheiro, mas que era bonitas… Isto era. Agradeci, deu um beijo no seu João e na dona Filomena, a amiga dele, e fui saindo. _ E agora seu João? Amor não vai querer ir. _ Esquenta não! Só pede a Marina pra cuidar dele, e dentro de dois a três dias ele vai estar lá. _ Seu João falou como se ele fosse morrer, e amor ia depois da morte dele. Sai dali arrasado, se eu pudesse ficava mais um pouco com seu João, mas tinha que entregar o cavalo, seu Nonô trabalhava nele. Eu tinha que ir. Quando cheguei em Caculé, entreguei o cavalo e fui falar com a Norma. _ Norma! Eu queria que voce desse um recado do seu João pra Marina. _ Primeiro me conta pra quer ele te chamou. _ Norma estava curiosa. _ Foi pra pedir perdão, e me dar um presente. E também despedir de mim, pois segundo ele, vai morrer dentro de dois a três dias. _ Meu Deus! Mas que horror! _ E ele pediu pra Marina cuidar do pombo dele, e eu queria que voce falasse com Marina pra mim. _ Por mim tudo bem! Vou lá daqui a pouco. E a joia? O que voce vai fazer? _ Vou ver quanto que custa, e se for um bom dinheiro, vou dar um jeito em minha vida. E o único jeito que me faria feliz, era roubar Marina. _ Norma ficou assustada, mas ela sabia que eu estava falando a verdade.

MARINA E INÊS, QUE APESAR DOS CONFLITOS, SE AMAVAM, POIS ERAM IRMÃS.

CAPITULO 77,

Aquele dia pra mim, estava muito triste, fui pra casa e quando olhei pela janela, Marina estava debruçada na janela dela, e também muito triste Acenei pra ela e entrei, sei que ela não entendeu meu aceno, mas Norma ia explicar. Eu estava com fome, fui na cozinha e fiz um torresmo frito com um pouco de feijão e farinha, mas na primeira garfada, meu estomago rejeitou, encostei a panela pra lá, e comecei a chorar. Como a vida era esquisita, um dia agente esta esbanjando saúde, tá feliz, faz planos, e de uma hora pra outra tudo muda, como se fosse uma apresentação e agente fosse o artista principal, que teria que morrer, para dar um resultado melhor na historia. Era revoltante aquilo, seu João todo cheio de planos, e agora estava lá, prostrado esperando a morte a qualquer momento. Enquanto enxugava as lagrimas, olhei pra casa de Marina e Norma estava entrando lá. Aproveitei que o sol ainda não estava muito quente, e fui no seu Zé relojoeiro pra ele avaliar a joia pra mim. Quando mostrei pro seu Zé, ele ficou parado olhando e disse: _ Caramba! Onde voce arrumou esta preciosidade? É ouro e rubi. _ Ganhei de um velho amigo. Mas vale alguma coisa? _ Só mexo com relógio, mas posso dizer que vale! Só não sei quanto. _ Sai dali feliz e fui falar com dona Dolores, pra guardar pra mim, até eu ter como, e pra quem vender. Fora uma gargantilha muito linda de rubi, que estava entre as joias que seu João me deu, e eu ia dar de presente de 15 anos pra Marina. Depois que deixei a joia com dona Dolores, e expliquei como consegui, que foi a primeira coisa que ela perguntou. Fui na dona Lica, pedir um papel de presente para me fazer um embrulho bem bonito pra entregar pra Marina, pois o aniversario dela ia ser no dia seguinte. Fiz um embrulho lindo, amarrei com uma fita e fui pra casa fazer um poema, pra colocar junto. 15 anos, que idade linda, segundo a tradição, toda moça sonha com a festa dos seus 15 anos, e dizem também que é a idade mais linda da mulher, que é quando a menina esta virando moça. Enquanto pensava um monte de coisa, comecei a imaginar como a Marina devia estar feliz com os seus 15 anos, que ia ter uma bigue festa. Pena que eu não podia ir, mas ia pedir pra dona Dolores me levar, nem que fosse um pouquinho. Comecei a fazer o poema. 15 anos. Que felicidade, Voce é a debutante. Mais linda da cidade Te amo Marina! Minha linda menina. Meu sorriso sem voce é disfarce… É mentira. Da sua festa, Não posso compartilhar, Mas meu coração compartilha. E pra me deixar feliz meu amor. Usa esta gargantilha. Não sei se marina vai gostar, mas sei que mesmo que não goste, vai usar, só pra mim agradar. Norma saiu da casa de Marina, e foi ate minha porta me chamar. _ Kuerine... já dei o recado, Marina falou que Amor será um grande presente pra ela, e que seu João pode descansar em paz. _ Graças a Deus! Pensei que Marina não ia querer ficar com amor, por causa daquela confusão que deu na época do parque. _ É… Mas Marina ama os pássaros, e já esqueceu daquilo _ Norma! Eu queria só mais um favor. Entrega este presente pra Marina, nem que ela tenha que dizer que foi voce que deu, mas quero que ela use, amanhã na hora da festa. _ Tudo bem, eu passo lá de novo, mas eu queria falar uma coisa com voce. Nossa família foi convidada pra festa, como voce é quase meu irmão, porque não falamos com mainha e ela leva voce com agente? Podemos arrumar voce bem bonito, e voce só não chega perto de Marina, que vai ficar tudo bem. _ Voce faria isto? _ Perguntei todo empolgado. ( Demetrio para de ler o livro que Kuerine fez. . A porta do escritorio bate insistentemente. Era Julieta. _ Demetrio vai jantar, pra não viajar de estomago vazio, já esta quase na hora de voces saírem, a não ser que voces deixem para viajar amanhã, pela manhã. _ Não Julieta! Temos que ir hoje. E onde esta Kuerine e Marina? _ Kuerine esta sentado na varanda, e Marina esta chorando no quarto, disse que não vai poder despedir dos pássaros, nem das bicharada, porque esta de noite. _ Há meu Deus! Esqueci deste detalhe! Vou lá falar com ela. _ Mas não fale que eu te contei, que ela estava chorando. _ Julieta estava preocupada com Marina, pois estava quase chorando quando falou comigo. _ Marina! O que voce tem? Porque não esta aproveitando os últimos momentos? Qual é a sua preocupação que esta com esta cara de quem chorou? _ Sabe Demetrio! Estou pensando nos pássaros e nos bichos, que já acostumaram comigo aqui, e amanhã vão acordar, e não vão me ver. _ Marina começou a chorar de novo. _ Mas Marina!... Aqui não é bem melhor pra eles? Eles logo se acostumam, afinal de contas vai ficar muita gente aqui com eles. _ To com medo deles pensarem que eu os abandonei. _ Meu Deus do céu! Olha o que Marina estava pensando? _ Tá bom! Pare de chorar. Agente sai amanhã depois que os bichos acordarem, combinado? _ Marina levantou em um salto, me abraçou, agradeceu e saiu correndo pra cozinha pra contar pra todo mundo, que só íamos embora amanhã. Mas antes voltou e disse: ._ Há sim, se os pássaros quiserem ir embora com agente, eles vão, vou me sentir melhor se eles ficarem por livre e espontânea vontade. _ Há não Marina! Uma fazenda deste tamanho, com arvores pra todos os lados, e voce pensando em levar os pássaros pra São Paulo, de volta? Nada disto! Ele ficam melhor aqui, nem pensar em incentivar eles pra voltar. _ Tá bom! Eu não vou chamar eles, mas se eles quiserem ir, eu não vou poder fazer nada. _ Marina parecia que tinha ganhado um presente, de tão feliz que tava. Aproveitei e fui jantar, Julieta me acompanhou até a cozinha, e Kuerine chegou em seguida. _ Oxente Demetrio! Agente já até se arrumou pra viajar e agora não vamos mais?

JULIETA ESTA MUITO TRISTE, PORQUE DEMETRIO ESTA VOLTANDO PRA SÃO PAULO.

CAPITULO 78

_ É Kuerine! Vamos pela manhã, não faz muita diferença. _É… não faz. _ Kuerine concordou sem jeito, mas deu pra sentir que ele estava querendo voltar logo pra casa. _ Poxa Demetrio! Eu tó doido pra voce publicar meu livro e minhas modinhas, pra eu ganhar dinheiro, ando muito duro, mesmo tendo tudo pra comer e vestir, mas quero ter o meu dinheiro, pra comprar um monte de coisas, quero comprar presentes, roupas novas pra Marina, e até mesmo dar uns presentes pra voce, que tem sido tão bom pra nos. _ Ora Kuerine!... É só voce falar quanto quer que te dou, voce sabe que dinheiro não é problema pra nos. _ Falei achando graça dele. _ Eu não quero ficar gastando o seu dinheiro, preciso ganhar do meu trabalho, sinão eu vou ser mesmo um vagabundo, sendo sustentado por voce, e também estou perto de casar, preciso sustentar Marina. _ Tá certo!... Mas tenha um pouco de paciência, eu quero terminar de ler o livro primeiro, tem um grande processo, antes de publicar, tenho que escrever ele todo na maquina, separar capitulos, registrar, pra depois publicar. Eu não mandei voce fazer um livro tão grande. Agora tem que ter paciência. _ Onde voce esta na historia? Já leu quando eu ia fugir com Marina? Que dona Aiá morreu? _ Kuerine perguntou entusiasmado. _ Já!... Eu estou na morte do seu João do parque. _ Eita!... Nem fala! Esta é a pior parte do livro pra mim. _ Como a pior? Se voce ganhou dele um monte de joias? Eu acho que é a melhor, pois quando voce vender as joias, voce vai ficar bem de vida. _ Há meu Deus!... Demetrio! Voce não sabe da missa um terço. _ Kuerine falou tão triste que fiquei curioso pra saber o que aconteceu com as joias. _ Tudo bem! Mas não conta, porque acaba a graça de ler. _ Tá bem!... Eu também não ia contar, pois se existe uma coisa que quero esquecer, é isso. _ Kuerine deve ter muitas lembranças ruim demais das joias, pois abaixou a cabeça e muito triste saiu de perto de mim. Julieta continuou ali comigo, conversando a respeito do casamento, e da ida dela pra São Paulo. Ela parecia ansiosa, mas não sabendo ela, que eu estava mais encioso ainda. O pessoal na fazenda dormiam sedo, a Marina era o tempo todo vendo televisão, eu acho que ela ainda não tinha acostumado com televisão, pois agia como se fosse novidade. A Juliana estava no quarto com o Junior, e seu José e dona Amelia, já tinham ido dormir. Eu como estava acostumado a dormir tarde, e a Julieta não gostava de ficar sozinha comigo, dizendo ela, não queria aborrecer os pais dela, então ela foi pra sala ver televisão com Marina e Kuerine. A casa sede, era muito grande, pra mim Marina e Kuerine, com isso seu Jose e a família também mudou pra lá a pedido meu. Gosto de casa cheia, basta em São Paulo que a casa também é enorme e só mora eu, Kuerine , Marina e os empregados. Fiquei ali um pouco e retornei pro escritorio, pois estava ansioso pra ver o que ia acontecer com as joias de Kuerine. ( Demetrio volta a ler o livro do Kuerine) Norma foi entregar o presente de Marina, e eu fiquei um pouco em casa. Minha casa era muito vazia, eu para ter alguém para conversar, tinha que ir atras, pois era muito raro eu receber visita. Eu estava muito triste, pois queria ir na festa de 15 anos de Marina. Do jeito que ela é linda e vai ficar muito mais com aquela roupa bonita, que tenho certeza que ela escolheu o vestido mais bonito, pois tinha bom gosto,. Eu estava com medo, pois Caculé em peso foi convidado. Sei que Marina também devia estar triste, o pior é que só tinha a casa do seu Alípio pra mim ir, pois ele também não foi convidado, isto porque a família da Marina se acham ricos, e como a família do seu Alípio é pobre, eles também foram excluídos. Seu Alípio era pobre, mas tinha uma família muito bonita, as filhas dele, eram lindas, eu conhecia todas ela, mas tinha intimidade só com a Nelzide que tinha 12 anos, a Ester com 10 e a Gláucia com 7, Pena que elas eram muito mal cuidadas, pois a mãe delas tinha problema de cabeça e só vivia na rua, o coitado do seu Alípio, era que fazia tudo em casa pra elas. Ontem quando Ester e a Nel, passaram aqui em frente, estavam todas mal arrumadas. Quando eu vender as joias que seu João me deu, eu vou dar uma força pro eu Alípio. É… Como é difícil a vida de pobre, principalmente no interior, tenho visto de perto o sofrimento da dona Zola e do seu Alípio, falto morrer de dó deles, pois sofrem muito. Vou mudar de assunto, pois estou ficando mais melancólico. Mais tarde eu vou dar uma volta no jardim, pois desde o dia da briga que eu nuca mais fui lá. Me perdi nos pensamentos, e acabei dormindo, acordei já era de noite. Fui na casa da dona Dolores, pois estava morrendo de fome, porque a única pessoa que tinha, e me dava o que comer, era ela. De longe, vi o maior tumulto na casa dela, tinha até policia. Sai correndo e pensando… Meu Deus mataram alguém na casa da Norma. Cheguei lá fui tentando entrar, mas os guardas não deixaram _ Ei! O que aconteceu? Onde esta Norma? Norma!!! Sou eu! O Kuerine!... Quero entrar! Eu gritava feito doido, mas ninguém me ouvia, pois o tumulto estava muito grande. Gente!? Mas o que foi que aconteceu aqui? _ Roubaram a casa da Dona Dolores, e machucaram ela. Levaram tudo! A vitrola que seu Salvador comprou recente, carregaram tudo que tinha de valor na casa. Dizem… que só machucou dona Dolores, por causa de um saquinho que ela não quis entregar pros ladrões, seu Salvador e as meninas pelejaram pra ela entregar, mas enquanto ela não viu seu Salvador e as meninas apanhando não entregou. _ Nelinho chega espumava a boca ao contar. _ Meu Deus!... Minhas joias! Só pode ser elas. _ Como que é? Suas joias? Por acaso voce tem joias e aqui na casa da dona Dolores? _ Nelinho perguntou com os olhos arregalados. _ Deixa pra lá! Quero ver Norma e dona Dolores _ Falei levantando os pés pra ver se via elas. _ Ei rapaz! Voce ainda não entendeu? Dona Dolores não esta aqui! Ela foi pra Conquista, pois os machucados foram grave. _ Meu Deus do céu! A Norma deve estar louca lá dentro. _ Falei sozinho. De lá de fora dava pra ouvir os gritos da Norma, e eu estava inquieto, eu pouco me importava com as joias, eu só queria que a Norma e a família dela saísse bem desta. Depois de mais de uma hora consegui entrar. Abracei Norma, e ao ver o estado dela, chorei junto com ela. _ Viu só Kuerine? Mainha e painho, não estão,aqui, eles foram pra conquista. Porque voce demorou tanto de vir aqui? _ Que horas foi isto? _ Perguntei sem soltar a Norma.

DEMETRIO SE DIVERTE CONVERSANDO COM KUERINE.

CAPITULO 79

( Demetrio continua lendo o livro que Kuerine fez) _ 5 horas!... Entrou quatro homens aqui em casa, depois de ter entrado quase em todas as casas da rua. Prendeu agente, eu fiquei sabendo que a única casa que eles machucaram os donos foi aqui em casa, eu acho que foi porque a mainha não quis entregar suas joias. _ Norma falava aos planto. _ Ela devia ter dado logo, tá vendo! Eu arruinei a vida de voces, eu não quis deixar as joias lá em casa, porque a tramela da porta é bem fraquinha e deixo aqui pra acontecer isso. _ Não Kuerine! Voce não tem culpa de nada. _ E porque o povo da dona Odete não esta aqui? _ Porque entraram lá tambem, foram uma quadrilha grande que veio pra Caculé, e fez o maior estrago. _ Quando a Norma falou que entraram na casa da dona Odete, eu enlouqueci. _ E Marina! Voce sabe de Marina Norma? Será que judiaram dela tambem? _ Não! Fiquei sabendo que foi lá a primeira casa que eles entraram, só que eles entregaram tudo sem questionar, Até as coisas da festa de Marina eles levaram, e tambem todo o dinheiro da loja.. _ Agora eu estava perdido, não podia saber como Marina estava, pois a Norma não podia sair. Meu coração doía tanto, que comecei a chorar. Agora era a Norma que me acalentava. _ Mais que era estes miseráveis? Me conta pelo amor de Deus! _ Não falei que não é daqui!? Voce sabe que aqui agente dorme até de porta aberta, que não acontece nada. Mas os policiai disseram que eles são de Monte Azul. _ Tá Norma! Já que voce esta bem, e seus pais já procuraram socorro . Eu vou dar uma voltinha perto da casa de Marina, pra ver se fico sabendo de alguma coisa, mas logo volto pra cá. _ Falei e fui saindo. A Única coisa que vale na vida, por ser pobre, é que ladão não quer nem saber da gente, minha porta estava arreganhada enquanto eu dormia em minha casa, e não aconteceu nada, mas também... O que eles iam achar? Eu não tenho nada! Eles iam era passar raiva. Mas a coisa mais triste, era que aqueles miseráveis, entraram nas casas que eu mais gostava, ainda bem que eu estava dormindo, sinão provavelmente, eu estava morto, pois se visse uma sena desta, eu não ia pensar em querer entrar no meio, e salvar que eu amava tanto, que era a família da dona dolores e a de Marina, mesmo sabendo que eles não gostam de mim. Quando passei em frente da casa de Marina, as lizes estavam todas acesas. Fiquei de longe observando, mas estava tudo fechado, até as janelas que só fechavam na hora de dormir. Eu não ia conseguir ter paz, se não tivesse noticias de Marina. Fui correndo pra casa do seu Liu, mesmo correndo o risco de Neto me atacar, mas eu queria pedir ajuda pro Paulo. Quando cheguei na casa do seu Liu, o tumulto estava o mesmo. Há não!... Será que vinheram aqui também? _ Perguntei a mim mesmo. _ O que aconteceu Ângela? Os ladrões vinheram aqui tambem? _ Que ladrão Kuerine? Eu acho melhor voce ir embora! Pois o Neto esta em casa! _ Ângela falou assustada. _ E o Paulo esta? _ Não o Paulo esta na delegacia, pois teve uma briga doida por causa de voce e de Marina. _ Meu Deus! Agora as coisas complicaram mais, duas coisas grave por minha causa. _ Duas? Quer dizer que teve outra briga por ai? _ Voces aqui não estão sabendo o que aconteceu na cidade? Hoje a tardezinha? _ Não! Só sabemos que mainha demorou de arrumar socorro, pois os meninos faltaram se matar, deu policia e tudo, painho foi com o Paulo, mas eu acho que não vão prender ele, pois fiquei sabendo que a cadeia esta cheia de ladões. _ Que maravilha! Então pegaram os ladrões? _ Os policiais disseram que pegaram um bando de ladrões agora a pouco em Caculezinho. _ Ângela falava sem saber as barbaridades que os ladões fizeram, e também não contei. A dona Angelica estava nervosa e ia ficar muito pior se soubesse, que sua amiga tinha sido ferida e que estava em Vitoria da Conquista. Quando eu ia voltando pra casa, o Paulo e seu lio ia chegando. _ Vai pra casa rapaz! A bruxa hoje esta solta! _ Gritou seu Liu. _ Não seu Liu! Eu preciso falar com o Paulo, e acho que o senhor tambem não esta sabendo de nada. Os ladões entraram na casa da dona Dolores, e feriu ela e seu Salvador, e eles foram pra Conquista, porque o ferimento foi grave. E tambem entrou na casa da dona Odete, e eu estou quase louco, porque não sei como esta a Marina. _ Eu falava e seu Liu e o Paulo me escutava calados _ Fala alguma coisa Paulo! _ Só que foi o seu Liu que falou. _ Não diga nada pra Angelica, pois ela teve muitos aborrecimentos hoje, e voce sabe que ela esta de resguardo. _ Nossa mãe!... Eu contei pra Angela. _ Seu liu e o Paulo, entraram em disparada, quando eu disse que contei pra Angela. Fiquei ali sozinho na rua, sem entender porque o Paulo não falou comigo, parece que pra eles, aquilo que falei não era nada, ou então foi pior a briga deles, e ainda por cima foi por minha causa. De repente o Paulo não queria mais saber de mim, nem de ninguem. Voltei pra casa da Norma, muito mais triste que sai de lá, Fui posar na casa dela, porque ela estava desesperada, e eu só ia embora, quando a dona Dolores chegasse. Dormi no sofá, e as meninas não conseguiram dormir. Toda hora que eu acordava, tinha uma chorando. E depois de tantos acontecimentos, eu dormi sem comer nada, e já era quatro horas da manhã e a fome bateu forte. Só que eu só tinha coragem de pedir comida pra Norma, e ela estava dormindo. Minha barriga roncava tanto, que Vera perguntou se eu queria algo pra comer. Falei que sim, e ela me deu chimango com café e leite. Depois que comi, não dormi mais, e como a Vera também não conseguia dormir, fizemos companhia um ao outro, mas calados, e cada um em seu canto. Mais ou menos nove hora da manhã, dona Dolores chega no carro do seu Raul, com a cabeça toda em faixada, e muito pálida. E seu Salvador com a mão cheia de curativo. _ Oi Kuerine! _ Dona Dolores falou triste. E seu Salvador não me comprimento.

INÊS ERA BRUTA, MAS AMAVA MARINA.

CAPITULO 80

A Norma tinha acabado de acordar, quando viu que a mãe dela tinha chegado, saiu correndo para abraça-la. Dona Dolores entrou direto pro quarto e seu Salvador pediu que eu fosse embora, que eles iam dormir. Como a Norma entrou pro quarto também, eu fiquei sem eira nem beira, tive que ir embora. Sai dali desconsolado. Dona Dolores doente… Paulo com raiva de mim, não sei porque…Eu sem noticias da Marina e sem ter como saber se ela estava bem. Só tenho uma saída…Vou ´passar na cadeia para ver os ladões, e saber se conseguiram pegar o roubo de volta pros donos, e depois vou esperar as coisas se acalmarem, em casa. Quando cheguei na cadeia, seu Ermorgenes estava saindo. _ Oi seu Ermogenes! O senhor sabe se conseguiram tomar os roubos do ladrões? _ Pra que tu quer saber? Voce não foi roubado! Pois não tem nem onde cair morto! _ Fui sim seu Ermogenes! Os ladrões roubaram minhas joias que ganhei do seu João, mas não perguntei por causa das joias, é só por causa do colar de Marina _ Seu Ermogenes deu uma gargalhada, olhou pra mim esquisito e não falou mais nada. Entrei na cadeia e o delegado veio gritando: _ Quer ficar preso tambem Kuerine?! O que faz aqui? Sua choupana tambem foi roubada? _ Não seu delegado! Eu só queria saber se os ladrões devolveram o roubo! _ Não! Dois espertalhões foram embora com o roubo, só conseguimos prender três, mas não te interessa! Vai embora! Estou muito cansado, pra estar dando satisfação pra vagabundo. _ O delegado me botou pra fora, como se bota cachorro. Sai dali morto por dentro, eu tinha que ir pra casa e me trancar lá, a maré esta muito alta, se eu continuar andando na rua, vou acabar me afogando nas tristezas e angustias. Entrei em minha casa arrasado, quando fui fechando a porta, vi Marina na janela e com o braço engessado. Assinei pra ela, e morri mais um pouco por dentro, pois a Marina estava machucada. Há não meu Deus! Que dia era aquele, que parecia que queria me destruir. Tudo pelo amor de Deus! Mas marina machucada... Não! Tudo que acontecia com Marina, refletia em mim. Agora a dor que já doía, agora estava doendo muito mais. E o que era pior, é que tinha que ficar quetinho em casa, pois nada estava a meu favor. Sentei em meu tamborete e fiquei ali matutando: Será que não vai mais ter festa pra Marina? Será que o ladrão roubou o colar também? Será que alguém fez alguma fofoca pro Paulo não querer saber de mim? Sei não! Mas tava tudo esquisito. Minha casa ficava perto da cadeia, e estava escutado muitos gritos, acho que os ladrões estava apanhando pra entregar os outros ladrões. Como era difícil pra mim morar perto da cadeia, pois mesmo sabendo que os cabras não prestava, eu estava com dó deles. Na situação que tava na casa da dona Dolores, bem capaz que, quem vai fazer a comida, é seu Salvador. Com isto nem vou lá. Pois ele não esta satisfeito comigo. Não sei como vai ser o resto deste dia, é melhor que eu fique quieto aqui em casa. Fui fazer poesia, com o resto de papel que eu tinha, pra passar o tempo. Quando eu estava escrevendo, mesmo sem vontade, chega seu Alípio. _ Kuerine! Fiquei sabendo do que aconteceu na cidade, e sei que quem te dá comida é dona Dolores, por isso vi trazer este prato pra voce. Como sei que voce adora cabrito, trouce pra voce. _ O senhor adivinhou, porque estou morto de fome. Entra e senta seu Alípio, que eu vou pegar uma colher, pois vou comer já. Seu Alípio não quis entrar, se despediu e foi embora, e eu cai matando naquele prato de comida, que modesta parte, dona Zola cozinhava bem. ( Demetrio parou de ler o livro do Kuerine) _ Meu Deus Demetrio! Agente fica até preocupado, em ver o seu silencio tão demorado, dentro deste escritorio _ Disse Julieta entrando no escritorio. _ Voce amanhã tem que viajar sedo, e já é tarde e voce ainda acordado, todos já estão dormindo, mas eu não consegui dormir preocupada com voce. _ Eu fiquei surpreso, pois ninguem se preocupava comigo antes. _ Tudo bem Julieta! Já vou dormir, obrigado, por se preocupar comigo. _ Agora eu estava feliz, pois se Julieta estava preocupada comigo, era porque gostava de mim. Dei um beijo na testa dela, e ela saiu toda sem graça. Antes eu virava a noite lendo e ninguém se preocupava comigo, e agora estava eu feliz da vida porque tinha alguém agora para se preocupar. Guardei o livro, e outros pertences na pasta, pois teria que colocar no carro. Sai do escritorio sentindo uma paz interior, imensa. Cheguei na cozinha pra tomar água e encontrei a Julieta preparando um chá de camomila pra mim. _ Senta ai um pouco! Vamos tomar este chazinho, pra voce acordar disposto amanhã, pois vai dormir pouco. _ Julieta falou com tanto carinho que meu coração começou a bater forte. E pela primeira vez abracei ela, sem ela estar esperando, a coloquei em meu colo, e comecei a beija-la. _ Eu estou louco por voce, meu amor, não sei se vou suportar ficar em São Paulo sem te ver. _ julieta não falava nada, só correspondia minhas caricias, e quando dei por mim, já estava desabotoando a blusa dela. _ Não Demetrio! Não por favor! Falta pouco pra gente se casar, não vamos antecipar as coisas… _ Ela falava, mas não impedia que eu avançasse com as caricias. De repente ali estava eu, pegando naqueles seis lindo que pareciam duas maças. As caricias foram se aprofundando e quando vinhemos a nos, estávamos nos amanda na cozinha, só que eu não esperava que Julieta fosse virgem. _ Para Demetrio! Por favor para! _ julieta me empurrava, mas eu não conseguia parar, quando mais ela me empurrava, mais eu ficava louco para possui-la. _ Não por favor! Aqui não! … _ julieta também estava louca por mim. Ela me puxou para fora da casa, e nos continuamos as caricias na área de serviço, no escuro, para que ninguém nos visse. Quando eu já estava quase conseguindo que Julieta se entregasse para mim, escutamos a descarga do banheiro do quarto do seu Jose e dona Amelia. _ Tá vendo Demetrio? O papai ou a mamãe esta acordado. _ Julieta se levantou do chão abotoando a blusa nas carreiras, e eu além da camisa aberta, ainda não enxergava no escuro a minha calça preta.

DEMÉTRIO AVANÇOU O SINAL, PELA PRIMEIRA VEZ, TENTOU CHEGAR ALÉM DOS BEIJOS E ABRAÇOS COM JULIETA.

CAPITULO 81.

_ Entra! Corre!... Deixa que eu me viro!... Julieta entrou correndo e eu fiquei ali procurando a calça, e com uma terrível dor na virilha. Esperei alguns minutos ali parado deitado no chão, e depois que melhorei um pouco, sai tateando em busca da calça. Achei minha calça, vesti com dificuldade, pois a dor ainda não tinha passado totalmente, e entrei pelas pontas dos pés. Quando cheguei no meu quarto, deitei e fique suspirando, lembrando do que aconteceu e feliz da vida, pois Julieta era além do que eu esperava. Por mais que eu tentava não conseguia dormir, a vontade que eu tinha era de invadir o quarto da Julieta e terminar o que começamos, e nos amar até o dia amanhecer. Cochilei um pouco, e levantei sobre-saltado, pois já havia passado da hora de levantar. Tomei meu banho e fui pra cozinha, onde dona Amelia preparava o café. _ Bom dia dona Amélia! _ Bom dia Demetrio! Tá com uma cara de quem não dormiu bem, esta muito abatido. _ Dormi pouco! Mas estou bem. _ Falei tentando disfarçar o mal estar, que estava sentindo. Kuerine e Marina chegaram quase juntos, tomamos o café, ficamos um pouco na mesa esperando o resto do povo chegar e todos chegaram, menos Julieta. _ Tirei o carro da garagem pra voce Demetrio! _ Disse seu José. _ Obrigada seu José. - Agradeci e sai caminhando desiludido em direção do quarto, para pegar as malas, Kuerine e Marina fizeram o mesmo. Quando chegamos na garagem, Marina olhando dentro dos meus olhos, disse: _ Voce parece que não quer ir embora Demetrio!? Olha Kuerine como o Demétrio esta abatido! _ Deve ser porque Julieta não veio se despedir dele. _ Kuerine falava enquanto fechava o porta mala. _ É mesmo!... Mas cadê a Julieta? Vou lá no quarto dela, ver porque não esta aqui para despedir de nos. _ Marina foi ver o porque da Julieta não vir se despedir, e voltou na mesma hora. _ Eita meu Deus... Demetrio! Julieta esta no maior choro, e Juliana a ameaçando não sei porque. _ Na hora que Marina terminou de falar, me veio a memoria o que aconteceu na noite anterior. Será que Juliana viu o que aconteceu entre eu e Julieta? Se for isso, estamos perdidos. _ Seu José! O senhor me permite entrar no quarto da Julieta? Preciso falar com ela. _ Vai Demetrio! Afinal de contas, é sua noiva, e tenho certeza que faltando tão pouco para voces casarem, voces não vão fazer besteira. _ Quando seu Jose terminou de falar, meu coração pulava tanto, que parecia que queria pular pela boca.. Não respondi nada, e fui até o quarto de Julieta. _ O que houve meu amor? Porque chora tanto? _ Aos soluços ela me respondeu. _ A Juliana viu agente ontem a noite, e disse que vai contar pro papai, assim que voces saírem. _ Não acredito que ela faça isto! _ Falei preocupado, pois se ela contasse, seu José não ia acreditar que não aconteceu nada, e ia perder a confiança em mim. _ Vou falar com Juliana! Mesmo que seu José não entenda e acha ruim, por eu entrar no quarto dela. Quando eu ia saindo do quarto de Julieta, Juliana foi entrando. _ E ai maninha? Já falou com Demétrio o que eu quero pra ficar de bico calado? _ Juliana falava, andando de um canto pra outro. _ Não Juliana! Ela não falou nada! Mas o que voce quer mesmo pra ficar calada? _ Quero que voce se case comigo, no lugar de casar com ela! E quero que voce fale com meu pai que se enganou e que é eu que voce ama. _ Como Juliana era debochada meu Deus! _ Não Juliana! Eu não vou fazer isto! E sabe porque? Porque amo Julieta! E tem mais, ontem a noite não aconteceu nada. _ Juliana deu uma gargalhada e disse: _ Voce estavam tão envolvidos, que não notaram a minha presença, eu vi tudo, e por sinal fiquei muito excitada, tive que ir pro banheiro me masturbar, voces estavam no ato mesmo! E já pensou como o papai vai ficar quando souber que o dodói dele, não é mais virgem? _ Voce é louca! Eu sou virgem sim! Só fizemos carinho e não conseguimos nada._ Julieta falava baixinho chorando. _ Tudo bem Juliana, lamento te decepcionar, mas vou decepcionar seu José, e já. _ Sai nervoso e fui falar com seu José, antes de sair. _ Seu José! Preciso falar com o senhor em particular. E tem que ser agora, o senhor pode ir em meu escritorio comigo? _ Marina e Kuerine arregalaram os olhos, e disseram quase ao mesmo tempo. _ Não acredito Demetrio! Não vai mais casar com Julieta? por isso ela esta chorando? _ Não! Não é nada disto meninos. _ Fui pro escritorio com seu Jose, e pedi que levassem um suco de maracujá pra ele. _ Não falei Kuerine? É grave! Viu ai? Precisa até de calmante. _ Marina e Kuerine ficaram deduzindo muitas coisa, só não chegaram a pensar o que quase aconteceu comigo e Julieta, pois os dois eram puros demais, para pensar tal coisa. Seu José se ambientou na cadeira, meio sem graça e deveria estar pensando milhões de coisas, menos que era a respeito de mim e Julieta. _ Seu José, eu e Julieta ontem nos acedemos um pouco nos carinhos, mas não aconteceu nada grave, a Julieta continua virgem, e a Juliana esta usando disto, pra dizer pro senhor, e quer que, para ela não contar pro senhor, eu me case com ela, no lugar de Julieta. Sei que agi errado, prometo que não vai mais acontecer, mas não quero que o senhor torture Julieta, só porque a juliana quer.. Saiba que eu amo Julieta, e vou me casar o mais breve possível, por isso não precisa pensar besteira. Sou homem o suficiente para saber o que quero, e lhe peço mais uma vez que me perdoa, por isso. _ Seu Jose escutava calado, e de vez em quando passava a mão na cabeça. Se isto for torturar o senhor e Julieta, eu me caso com ela hoje mesmo! _ Falei tudo que tinha pra falar, e seu José levantou da cadeira meio sem jeito, e eu pensei… É agora! _ Olha Demetrio!... A Juliana quase me matou de desgosto, quando se perdeu, tive ate um problema no coração, e devido o que fez, até hoje não arrumou um casamento. A Julieta, porem… É diferente, nunca fez nada pra me desagradar ou me causar desgosto. Graças a Deus não aconteceu nada, pois meu sonho é vê-la de véu e grinalda. E sem estar enganado ninguém que é virgem.

DEMETRIO E JULIETA, NÃO CHEGARAM NOS FINALMENTE, MAS DEU UM PROBLEMA DANADO.

CAPITULO 82.

Mas já que voce esta me dando a sua palavra, que não fez nada, eu acredito em voce, e gostaria que voces não ficassem sozinhos antes do casamento, pra que a tentação não vença. _ Pode ficar tranquilo seu José, isto só vai acontecer depois que agente casar, eu prometo. Mas quero que o senhor saiba, que amo Julieta e vou me casar com ela, o mais rápido que o senhor imagina, não que eu esteja mentindo, mas porque a amo muito. _ Seu Jose colocou a mão em meu ombro, e comentou: _ Eu tenho certeza disto! _ Ufa!... que alivio. Saímos do escritorio, e eu fui conversar com Julieta, que já estava na cozinha. _ Fique tranquila querida! Nada, nem ninguém vai nos separar, só Deus pode com o nosso amor.. Só vou viajar hoje porque tenho compromisso em São Paulo, mas volto logo com tudo pronto pro nosso casamento. _ Mal terminei de falar, entra Juliana. _ Voce contou pro papai, que voces estavam pelados, Demetrio? _ Marina e Kuerine que estavam na cozinha gritou: _ Que horror! Pelados? Voce se perdeu Julieta? Perguntou Marina. _ Voce desonrou Julieta, Demetrio? _ Perguntou Kuerine, com a mão na boca, e com um ar de horrorizado. _ Não gente! É historia da Juliana, que não tem mais o que inventar para prejudicar eu e Julieta. Pode ter certeza que não aconteceu nada! Juliana esta inventando tudo isto, porque quer que eu me case com ela. _ É mesmo?! E a sorte que ela não tem?! _ Gritou Kuerine com raiva. _ É mesmo Demetrio? E porque voces não viram! Eles estavam do jeito que vieram ao mundo! Eles estavam daquele jeito! Não foi mesmo mana? _ Juliana estava fazendo tudo para nos envergonhar. _ Voce viu as coisas do Demetrio, Julieta? Eu não acredito! _ Disse Marina, e Julieta ficou com tanta vergonha que saiu chorando. _ Chega! Esta garota não sabe de nada! Vamos embora! _ Falei e fui saindo com muita raiva. _ Não Demetrio! Agora voce tem que casar primeiro! Afinal de contas, voce não pode deixar a Julieta virar rapariga! Isto não é coisa de homem rapaz!... Deus vai te cobrar caro, se voce não casar imediatamente. E como eu sou seu amigo, não vou deixar voce carregar esta maldição. _ Kuerine ficou fora de si, com esta historia toda. _ Não Kuerine! Eu não fiz nada, vou casar com Julieta, mas é por amor, Vou arrumar tudo do casamento, como combinamos, ninguém aqui precisa casar nas carreiras. _ O clima estava tenso, pois Juliana estava fazendo tudo para me incriminar. Mas não deixei por menos, olhei na cara da Juliana e falei: _ Voce não conseguiu o que queria, e espero que quando eu viajar, voce pare com estas acusações sem fundamento, e deixa a Julieta em paz, pois voce querendo ou não! É com ela que eu vou me casar. _ Deixei Juliana baforando de raiva, e fui me despedir do pessoal. Julieta não veio despedir da gente, mas nos fomos onde ela estava, eu dei um beijo de despedida, Kuerine e Marina meios desconfiados, Despediram também. Quando saímos com o carro, admirei, pois os pássaros não estavam nas a proximidades, mas mal terminei de procurar por eles, lá vinha um bando imenso, atras do carro, Marina se alegrou e Kuerine olhou pra mim como se dissesse: Fazer o que? Os pássaros voavam tão baixo, que parecia que estavam desesperados. _ O que esta acontecendo Marina? Porque eles estão deste jeito? _ É os filhotinhos que ficaram Demetrio! _ Marina falou chorando. _ Não podemos leva-los, uma que o carro não cabe, e outra que é aqui que é o lugar deles. _ Falei triste, pois Marina estava sofrendo. _ Para um pouco Demetrio! Deixa eu falar com eles. _ Parei o carro e Marina desceu. Os pássaros flecharam em cima de Marina, uns cantavam e outros faziam uns grunhidos, que só ela e eles entendiam, e outros ficaram voando ao redor dela. Eu na verdade, nunca imaginei ver estas senas que eu via com Marina e os pássaros. Para os olhos humanos era algo impossível. De repente uma parte dos pássaros, pousaram no chão. Sai do carro junto com Kuerine, que também chorava. Eu queria tentar entender a conversa de Marina com os pássaros. _ O que voce disse pra eles, que pousaram no chão e parecem tão tristes, Marina? _ Mandei que fosse pro chão, os que estavam chocando, e os que estavam com filhotinhos, que não sabiam voar, como voce pode ver... São muitos. _ O que faço Demetrio? Eles não querem ficar sem mim? _ Bem que eu queria viajar a noite! Mas voces não quiseram. _ Marina não respondeu nada e voltou a atenção pros pássaros. _ Olha!... Voces voltam pra cuidar dos seus filhotes, e quando agente voltar, que não vai demorar, eu levo voces e seus bebês, pois se eles ficarem sem voces, todos eles vão morrer, e isto não é justo. _ Marina falava chorando, acariciando alguns. Para minha surpresa, todos levantaram vou e voltaram cantando, mas não um canto feliz, e os que estavam desempecidos, se prontificaram para seguir viagem conosco. Marina acenava chorando e dizendo que logo voltaria de novo. Só que a quantidade que ficou pra ir com agente, ainda era uma quantidade grande, a Julia ia ficar louca, pois pensava que os pássaros iam ficar na fazenda. _ Vamos Marina! Seja o que Deus quiser. _ Falei ligando o carro. Marina entrou no carro, e o louro e a arara saíram, queriam ir voando junto com os pássaros. A viagem foi tranquila, mas quando entramos na cidade, começou o tumulto, as pessoas paravam, os carros faltavam bater um nos outros, e as criançadas ficavam apontando mostrando o espetáculo que os pássaros faziam. Nosso carro chamava tanta atenção, que eu acho que nem uma celebridade tinha este privilegio. Depois de muito tumulto, tudo se acalmou, mas o pior que tínhamos que parar no posto de gasolina, para abastecer, e minha preocupação era que os pássaros, sentassem nas bombas e nos causasse problemas. _ O que vamos fazer Marina? Tenho que abastecer! _ Marina ficou sem saber o que fazer, pois a quantidade de pássaros tinham se multiplicado depois que saímos da fazenda, todos os lugares que passamos que tinha pássaros, eles nos acompanharam. _ Tenho uma ideia Demetrio! _ Disse Kuerine. _ Eu e Marina descemos lá na frente, e voce volta pro posto, assim eles ficam com agente. _ Era complicado, mas não tinha outra saída. Passei do posto, e bem lá na frente, deixei Marina, Kuerine e os pássaros. _ Meu Deus! Mas o que é aquilo? Parece uma nuvem de pássaros! _ Falou um frentista. Comecei a rir e respondi olhando pra trás.: _ É uma nuvem de pássaros.

DEMETRIO, KUERINE E MARINA, ESTÃO VOLTANDO PRA SÃO PAULO.

CAPITULO 83.

_ Nunca vimos algo igual! Pelo ao menos dentro da cidade, não! _ Os frentista, pararam de trabalhar, e o tumulto no posto ficou grande. Os carros começaram a buzinar freneticamente, e fazendo barulho, e quando vejo, lá vem Kuerine, Marina e os pássaros correndo em direção ao posto, pensando que estava acontecendo alguma coisa comigo. _ Tudo bem ai Demetrio? _ Perguntou Kuerine. _ Porque estão buzinando deste jeito? _ Perguntou Marina. _ Tudo bem! Mas voltem com os pássaros! _ Eu gritava mas eles não escutavam, pois o barulho agora com a cantoria dos pássaro, buzina, e o povo falando tudo ao mesmo tempo, estava incontrolável a situação. Os pássaros começaram a rodear o povo dentro do posto, e alguém meteu a mão em um dos pássaros, que caiu, por infelicidade, nos pês de Marina. _ Não!!! Não matem meus pássaro! Bando de bichos! Bando de filho da mãe!!! _ Marina estava incontrolável, pegava tudo que via e jogava nos carros e nas pessoas. Tentei colocar ela dentro do carro, mas era inútil, tentei sair da li pra ver se ela entrava, mas os outros carros, fechava a minha saída, Marina estava louca! Não mais só com um pássaro morto na mão, mas com um monte de gente chingando e gritando, feitos louco, maltratando ela. Um cara jogou de dentro do carro, um pássaro morto na cara de Marina. Ai não prestou… Kuerine arrancou o cara de dentro do carro, em uma fúria tão grande, que parecia que ele estava pegando uma pena, deu tanta porrada no cara, que o cara já estava desacordado no chão. Pedi pelo amor de Deus para eles pararem, mas acho que nem escutavam. Os carro que passavam nas pistas buzinavam, os que estavam no posto não conseguiam sair, ficou um balaio de gato tão grande, que eu não sabia o que fazer. De repente um cara que ia passando, jogou fogo, quando vi, as brigas acabaram, todos foram pegar seus extintores para apagar o fogo. Nossa sorte foi que onde o fogo caiu, não tinha gasolina, tinha pneus e pegaram fogo, a fumaça preta que subia, fez os pássaros irem embora, e Marina quando viu, saiu atras deles, pois sabia que o cheiro da borracha queimada, ia fazer os pássaros ficarem perdido, eles estavam todos desorientado. A preocupação maior no momento, era do posto pegar fogo, e com este tumulto os carros foram saindo um por um,. Olhei pros lados e não vi Kuerine nem Marina, ao invés de pegar o carro e ir atras deles fui a pé, os achei um pouco distante dali, os dois debaixo de uma arvore, e chorando feito crianças, e os pássaros todos ao redor deles. _ Vamos embora! Correm! Antes que a policia chega, porque o bombeiro com certeza já esta a caminho. _ Marina e Kuerine não se levantaram. _ Mas o que há com voces? Vamos! _ Falei me aproximando deles _ Não vamos Demetrio! Queremos voltar pra Caculé! Aqui o povo é mal! Mais mal que o povo de lá, lá pelo ao menos só os meninos mata os passarinho, e aqui não! São os adultos. _ Marina falou soluçando e o Kuerine abraçado com ela, em uma tristeza profunda. _ Não! Voces vão comigo, todos os lugares tem gente ruim, lá também era uma luta de voces com os garotos matando os pássaros com badoque. Aqui não tem badoque, mas tem gente que não tem consciência.. _ Marina se levantou e disse: _ lá os meninos matam pra comer, e aqui é pra fazer mal as pessoas. _ Eu sei que é crueldade, mas o povo daqui não tem costume de ver bando de pássaros nas ruas, é diferente, e também eles não entendem que é uma paranormalidade sua, por isso nem expliquei nada pra eles. _ Depois de muita luta, Marina e Kuerine decidiram continuar a viagem.. Voltei pro posto para pegar meu carro. _ Mas cadê meu carro? _ Perguntei ao frentista. _ Acabaram de assaltar o posto e levaram o seu carro, pois ele estava com a chave na ignição, pra te dizer a verdade companheiro… O dia aqui foi bem movimentado, tanto é que eu e meus colegas, estamos abandonando o emprego, só estamos aguardando o gerente. _ Coloquei a mão na cabeça desesperado, O carro o seguro pagava e os pertences agente comprava outro, mas e a pasta com o livro do Kuerine? E os poemas? Meu Deus! _ E agora Demetrio? Como vamos embora? _ Kuerine perguntou tranquilo, porque não lembrou da pasta, com o seu livro e seus poemas, que era o maior diamante que tinha no carro. _ Marina! Tá vendo como é na cidade grande? Voce tem razão! É melhor agente voltar pro interior, que quando tem um roubo é uma vez na vida e outra na morte _ Meu Deus! Será que voces não percebem a gravidade da coisa? Estamos muito distante de casa, ninguém vai querer dar carona pra três pessoas e um bando de pássaros atras, e além do mais tinha coisas muito importante dentro do carro. Que droga! Me ajudem a pensar! _ Gritei brabo de tal maneira, que eles calaram e arregalaram os olhos. _ Tudo bem! Tudo bem! Vamos pensar. _ Falou Marina assustada. Mal a Marina terminou de falar, chega a policia com a sirene ligada. Marina e Kuerine se esconderam atras de mim com medo, só que a policia já foi nos revistando. _ Ei! Me larga! _ Gritou Kuerine. _ Calma Kuerine! Gritei. A policia nos levou pro posto e perguntou os frentistas: _ Foram estes os brigões? _ O frentista balançou a cabeça que sim. _ Documento! _ Gritou um dos guarda _ Roubaram meu carro aqui no posto com tudo dentro, inclusive meus documentos e dos meus companheiros. _ Não Demetrio! O meu tá aqui! _ Gritou Kuerine. Ai meu Deus! Agora Kuerine estava encrencado, pois eu ainda não tinha tirado os documentos dele, o que ele tinha de documento era a certidão de nascimento. _ Sei Kuerine! Mas os outros estão dentro do carro. _ Não! Eu só tenho este! _ Marina entendeu o que eu quis dizer, deu um sopapo no Kuerine e confirmou. _ Nossos documentos estão no carro que o ladrão roubou! _ só que não sei se era bom ou ruim, mas um dos frentista, chegou atras de nos com o nosso carro. _ Escondi o carro pra voces não irem embora antes da policia chegar, voces acham que nos íamos pagar os prejuízos pro dono do posta? Prejuízo que foi voces que causaram?

KUERINE TENTANDO FAZER MARINA VOLTAR PRO CARRO.

CAPITULO 84.

Um monte de carro abasteceram e foram embora sem pagar, e os pneus que queimaram também, foi prejuízo. _ Quando o Frentista terminou de falar, chega suspirei de alivio. Pois Marina e Kuerine não tinham documentos. E pior, tudo estava dentro do carro, que eu tanto temia perder. _ Tudo bem seu guarda, eu pago tudo, e só fazer o balanço e dizer quanto que é._ Fui no carro e peguei meu talão de cheque. Paguei a quantia estipulada e fomos embora. Ao sair notei que todos os pássaros estavam nas arvores, ao redor do posto. _ O que houve com os pássaros Marina? Ele não estão ao seu redor. _ É o cheiro de fumaça de pneus, Demetrio! _ E agora? Eles vão ficar aqui? _ Falei aliviado. _ Não!... Eu vou no banheiro lavar meus braços e meu rosto, e trocar de roupa. Posso moço? _ Marina perguntou um frentista que estava próximo da gente. _ Vai lá! Mas vê se voces vão embora logo, antes de causar mais prejuízo. _ O frentista falou com raiva. Um dos frentista tinha contado pros guardas que eramos loucos, que um bando de pássaros acompanhava agente, e apontou pras arvores cheias de pássaros. _ Ta vendo aquele monte de passarinho, aquela arara e aquele papagaio? Estão todos com eles. Eu acho que este pessoal, são de outro mundo seu guarda! Os guarda não acreditaram na historia do frentista, ficou olhando pra ele, achando graça. Quando Marina voltou, que entramos no carro, os pássaros, vinheram em disparada, acelerei rápido, para sair de perto do posto Os guardas ficaram plasmados, olhando pra cima. Que transtorno... O carro era fumaça pura, eu estava louco de fome, Marina e Kuerine parecia muito decepcionados. Não falavam nada. Kuerine quebra o silencio. _ Não vejo a hora de chegar, pois estou com uma terrível dor de barriga, estou quase obrando nas calças_ Ai meu Deus! Já vi que eu tinha que parar outra vez. _ Vá no mato Kuerine! Aqui tem papel higiênico. _ Falei olhando pra ele. _ Tá louco! Pra Marina saber o que eu estou fazendo? _ Não aguentei, dei uma gargalhada. _ Tanto faz ela saber que voce esta fazendo no mato, quanto no banheiro. _ Que bobagem gente! Obrar é comum! Todo mundo obra rsrsrsr. Vá no mato mesmo! É melhor do que o Demetrio procurar um banheiro e dá confusão outra vez. _ Marina falava olhando os pássaros pela janela. _ É Demetrio!... Para ai que eu vou no mato! Não dá pra segurar, estou muito apertado. _ Kuerine pegou o papel higiênico e se mandou pro mato. _ Há meu Deus! Nos não vamos chegar hoje._ Falei debruçando no volante. _ Calma Demetrio! Não é culpa dele que ficou com dor de barriga. Nosso corpo é um reloginho, quando ele quer as coisa é na hora, é comer… é obrar, é dormir, e ai vai. Chega a ser engraçado, voce não acha? _ Gostei! Gostei mesmo das suas logicas, voce tem razão, mas tá demorando muito, voce não acha? _ Eu acho! Mas fazer o quer? Temos que esperar. _ Será que aconteceu alguma coisa? _ Quando Marina falou isto fiquei de orelha em pé, eu não suportaria mais algum imprevisto. _ Lá vem ele! Tá tudo bem. _ Disse Marina se ajeitando no banco do carro. _ Eita cagada boa em Kuerine? _ Perguntei sorrindo. _ É moço!... Tem coisa que não dá pra segurar. _ Kuerine falou aliviado. _ Voces dois querem parar de indecência? Ninguem precisa saber se foi boa ou ruim. _ Marina estava envergonhada. _ Tem razão Marina, todo mundo gosta de ir na casinha, mas não gosta de dizer o que estava fazendo. _ Comecei a rir dos dois. _ É igual soltar um vento no meio de gente, ninguém conta quem foi, todos tem vergonha. _ dei uma gargalhada, o papo estava ficando descontraído. _ E arrotar voces tem vergonha?_ Perguntei ainda rindo. _ Não tanto quanto o vento, pois arrotar o que mata é o barulho e soltar vento é o fedor. _ Respondeu o Kuerine. Kuerine fazia agente morrer de rir, com as teorias dele. _ Voce sabe que tem três maneiras de soltar vento, uma que faz muito barulho, outra que é só um a sopro, e outra que é só um punzinho, Mas é o tal a sopro que não tem quem aguenta, Deus é tão perfeito, que o mais fedido não faz barulho. _ Todos nos caímos na gargalhada. _ Sabe Demetrio?! uma vez eu estava no parque fazendo modinha, e a fila estava muito grande, eu doido pra soltar um vento, eu não sabia qual deles ia sair, por isso me preocupava em soltar, se fosse só o a sopro tudo bem, porque no meio de tanta gente, ninguém ia saber que foi eu, porque se fosse daqueles alto, eu estava morto, pois ia perder o emprego. Segurei o quanto pude, mas chegou a hora que não deu mais… Soltei e expressei um grande alivio, só que quando olhei na fila, o povo tinha saído doido chingando com a mão no nariz gritando: Kuerine esta podre gente!... Credo! Eu continuei fingindo que não foi eu, mas devido eu não estar sentindo nada, logo me entreguei, pois eles gritavam: _ Claro que foi voce! E tem que ficar ai, pois voce não pode fugir do seu fedo! As moçadas fugiram da barraca, e ninguém queria mais pedir modinha pra mim. _ Eu e a Marina caímos na gargalhada, o papo esta bobo, mas estava dando pra gente passar o tempo até chegar em casa. _ Um outro dia eu estava na feira e era tanta gente, que um esbarrava no outro. Eu não estava bem do intestino, mas pensei que dava tempo eu ir na feira correndo. Quando de repente, me senti arrepiado e uma dor tremenda na barriga, fiz tudo para segurar, sai correndo para casa, mas tropecei e cai, e na queda me borrei todo, e infelizmente destronquei o pé e não conseguia me levantar. Todos que passava ficava com pena de mim, mas quando se aproximavam que sentia o fedor, saia de perto com a mão no nariz. Mas para minha sorte, apareceu uma velhinha que morava na rua da estação, me vendo ali no chão falou: _ Meu Deus! O pobre coitado até se borrou todo de dor, e ninguém teve coragem de ajuda-lo! _ Ela me pegou pelo braço, tampando o nariz e me levantou e perguntou se eu queria que ela me levasse em casa. Naquela hora eu não sabia o que responder, pois na verdade eu queria era morrer ali mesmo, de tanta vergonha que tava.

KUERINE E MARINA ESTAVAM SE DIVERTINDO NA VIAGEM.

CAPITULO 85.

Agradeci a velhinha, e sem jeito sai andando pelo meio da feira, sem precisar pedir ninguém para sair da frente, pois eles ao me ver com aquele mal cheiro, se afastavam e deixava eu passar, e todos reclamavam que eu estava podre. Com isto fiquei um bom tempo com vergonha de aparecer na feira. _ Kuerine contava a historia todo serio, parecendo viver aqueles momentos outra vez. Eu e Marina não aguentamos, caímos na gargalhada. E ele depois que viu o quanto agente ria, começou a rir também. _ E a Marina quando ficou sabendo, que voce tinha se borrado todo na feira? _ Kuerine olhou pro banco de trás e disse rindo: _ Voce ficou sabendo Marina? _ Claro né Kuerine! Quem em Caculé não ficou sabendo disto? Até me disseram que voce acabou com a feira, pois por onde voce passou, não deu para o feirante continuar com a banca. _ Marina falava com ar de riso. Rimos tanto que esquecemos dos contratempos que houve antes. _Conta mais Kuerine! _ Pedi morrendo de rir. _ Tá bom… Tem uma que voces vão gostar. Um dia seu Alípio me deu uma calça muito bonita de gabardine, e me deu um calção também, para mim usar por baixo. Seu Alípio disse pra mim, que pra o homem ficar lorde, tem que usar calça com calção por baixo, porque se os botões da calça abrir, o calção não deixa ver nossas coisas, apesar que o calção é aberto na frente, pra não atrapalhar da gente fazer necessidade. Assim fiz… Me empetequei todo e vesti o calção, e depois a calça, fiquei muito lorde e fui pra praça. Só que a calça estava apertada demais, e não percebi que os botões abriram. Estou todo, todo, passeando no jardim com as duas mãos no bolso,, que por sinal fazia a barguilha abrir mais. Todos que passavam por mim, olhava e admiravam, só que eu pensava, que era porque eu estava lindo, chamando a atenção de todos. Com isto me aproximei de uma turma que estava em baixo do caramanchão, e todos começaram a rir, apontando pra mim. Fiquei indignado e falei: _Por acaso voces estão rindo com inveja de mim?... Por não ter uma calça assim?_ Alguns da turma que era mais gaiato, abriram a barguilha das calças deles, colocaram as coisas a mostra e disse: _ Por isso não bonitão! _ Que vergonha que fiquei. Quando olhei pra minha barguilha, os botões estavam aberto e estava tudo de fora, e não tinha como tampar, porque o calção era apertado , não fechava, e a calça mais apertada ainda, deixou tudo a mostra, pois a camisa era curta. Sai dali correndo, sem ter onde colocar a cara, e passei toda a avenida com um papelão na frente. _ quando Kuerine terminou de contar a historia, estava triste. Eu nem Marina, sorrimos dele, pois ficamos com pena. _ E pior Demétrio… É que depois disto, a rapaziada não podia me ver na rua que gritavam: Olha o passarinho fugindo Kuerine. Sofri muito na época, até eles esquecerem. _ A minha família ficava sabendo destas coisas, e condenava mais o Kuerine e tentava se afastar mais e mais ele de mim. Isto sem contar do natal, que ele bebeu muito vinho, ficou bêbado, e dormiu todo vomitado no alpendre da minha casa com um monte de poesia para mim, quando painho e mainha viram, levou ele pra casa dele, , mas a Inês, viu e pegou as poesias e entregou pra mainha, e ela me deu uma peia, sem eu ter culpa de nada. _ Marina falava séria. _ Quer dizer que a jararaca da Inês naquele dia, fez dona Odete te bater? Há… Eu não sabia disto! _ Kuerine ficou transtornado como se quisesse bater na Inês. Que estava tão longe e aquela historia já era passado. _ Calma Kuerine! Isto é passado. _ Falei batendo na perna dele. _ Poxa Marina! Eu não gosto de lembrar, as maldades que a Inês fazia com voce. _ Esquenta não Kuerine! Ela vai colher o que plantou _ Marina falou toda meiga. Mas quando ficava nervosa era uma fera. Graças a Deus! Chegamos! _ Falei apertando o controle do portão. Quando íamos entrando, a Julia estava no jardim. _ Pensei que tinha mudado, Demetrio! _ Estamos de volta Julia! E como estão as coisas por aqui? _ Perguntei entrando dentro de casa. _ Tudo esta do jeito que o senhor deixou, só o pessoal do Ibama que estiveram aqui, umas três vezes. _ E voces, Marina e Kuerine? Como estão?_ Bem graças a Deus. _ Respondeu Kuerine. _ E voce Julia? Sentiu a nossa falta? _ Perguntou Marina. _ Claro! Aqui não tem graça sem voces. _ Julia respondeu pegando a mala das mãos de Marina. Subimos pros quartos, para tomar banho para almoçar, pois estávamos morrendo de fome. Ainda bem que liguei pra Julia e pedi que ela preparasse um bom almoço, apesar que já passavam das três horas. Os pássaros se acomodaram nas arvores, e pude perceber que Julia já esperava por eles, pois não reclamou. Como estávamos muito famintos, não demoramos no banho. A Julia fez estrogonofe que eu adoro, e para Marina e Kuerine peito de frango, pois eles não gostam de estrogonofe. Depois que almoçamos fomos descansar da viagem. Marina e Kuerine foram pra sala de televisão, mas em pouco tempo os dois deviam adormecer, pois foi muito cansativa aquela viagem. Acordei 10 horas da noite, a cabeça estava. o maior zumbido, fui na sala de televisão, Marina estava dormindo no tapete e Kuerine no sofá. A Julia já havia se recolhido. Fui na cozinha e tomei um copo de leite, passei na sala de televisão, apaguei as luzes e a TV, coloquei um cobertor em Kuerine e Marina e subi pro escritorio para ler um pouco, eu adorava aquele silencio para mergulhar no livro de Kuerine. ( Demetrio começa a ler o livro de Kuerine) Terminei de comer lavei o prato e fui entregar pro seu Alípio. Eu não conseguia ficar parado dentro de casa, com tanta coisa acontecendo. Quando cheguei na casa do seu Alípio, seu Zé fogueteiro me chamou.

POR ONDE MARINA PASSA OS PÁSSAROS ACOMPANHA.

POR ONDE MARINA PASSA OS PÁSSAROS ACOMPANHA.

CAPITULO 86.

(Demétrio continua lendo o livro do Kuerine, desta vez com o seu cachorro de estimação no colo.) _ Que confusão foi aquela Kuerine? Dizem que os ladrões que estão presos, fizeram uma festa na cidade? E que dona Dolores foi a maior vitima deles? _ Foi verdade seu Zé! Dona Dolores foi parar no hospital de Conquista, mas agora ela esta bem. _ E voce sabia que entraram na casa da dona Odete também? E que quebraram o braço de Marina, porque ela não queria entregar um colar? _ Isto eu não sabia! Meu Deus! Como será que Marina esta? Malditas joias que seu João me deu! Já causou muita dor. _ Oxente! Voce conhece as joias da dona Dolores e de dona Odete? _ Seu Zé perguntou surpreso. _ Não seu zé! Falei sem pensar! Eu não quis dizer que conhecia as joias. _ Não contei que as joias eram minhas, para não causar mais transtorno. _ É Kuerine!... Tem horas que é bom ser pobre, pois não vinheram aqui, nem na casa do seu Alípio que fica o tempo todo arreganhada. _ É seu Zé! Mas ter dinheiro é muito bom, _ Falei e fui andando em direção da casa do seu Alípio. Dona Zola estava na tenda, e seu Alípio não tinha voltado ainda, depois que saiu lá de casa. _ Deus que te ajude, dona Zola! Sua comida estava uma delicia._ Falei entregando o prato pra ela. _ Entra ai Kuerine! Alípio não deve demorar, ele foi no grupo, falar com a professora de Ester. _ Não posso não! Eu estou inquieto porque os ladrões machucaram dona Dolores e Marina. _ Fica tranquilo, pois fiquei sabendo que elas estão bem. _ Mas estou muito triste porque Norma e Marina estão sofrendo. _ quando falei Norma e Marina, dona Zola arregalou os olhos e disse: _ Meu Deus Kuerine!... Voce está de olho em Norma e Marina? _ Não dona Zola! Norma é minha melhor amiga. _ É !... Mas ontem na casa do Liu, teve a maior briga do Paulo mas o Neto, por causa de Marina, foi terrível. _ Seu Liu é o irmão mais velho da dona Zola, e ela é tia do Neto e do Paulo. _ Desta briga eu não sei nada! Pois ontem quando fui na casa do seu Liu, Paulo não falou comigo, nem cheguei entrar na casa deles, a Ângela contou por alto a respeito da briga, só não sei ainda o porque. _ Sabe Kuerine, a Ângela me contou que o Neto falou pro Paulo, que ia fazer tudo, até coisa errada, para seu Lindolfo fazer a Marina casar com ele a força. _ Dona Zola falava inocentemente, e eu já estava bufando de ódio. _ Como é que é?! Ele falou isto? Meu Deus! O neto esta brincando comigo. _ Depois que dona Zona contou aquilo, eu fiquei louco. _ Fica assim não Kuerine! Pois o Paulo falou, que se o Neto mexer com Marina, ele vai se ver com ele. _ Não dona Zola! Ele vai se ver é comigo! _ Sai dali fervendo de ódio, nem me despedi. Eu precisava ver Marina, eu tinha que fugir com ela, antes do Neto me roubar ela. Quando ia passando perto da casa de Marina, olhei pra ver se via ela. e para minha surpresa, lá estava Amor, o pombinho do seu João posado no batente da janela do quarto dela, com a cabecinha baixa. _ Amor!!! Amor! Vem cá! Vou cuidar de voce até Marina aparecer._ Amor não saiu do lugar, parecia que não queria mais voar, ou mesmo viver. Acho que Amor estava igual a mim desgostoso da vida. Com certeza seu João havia morrido, e ele veio ficar com Marina conforme combinado. Amor tinha perdido seu João, e eu estava correndo o risco de perder Marina. Fui até a janela de Marina pegar ele, e eu não estava nem ai se a Jararaca da Inês me visse lá, peguei Amor e fui pra casa. _ Fica assim não Amor, Marina vai cuidar bem de voce, e eu também vou ajudar. _ Mas por mais que eu fazia, Amor não reagia. Coloquei comida pra ele, mas ele não quis comer, não sei se era porque eu fiz farinha molada pra ele, ou se era falta de apetite. E agora meu Deus? Não sei o que fazer!, Se Amor morrer, Marina vai ficar mais triste, eu até estava achando bom que Amor apareceu, para dar uma alegria pra Marina, mas no estado que ele estava, eu acho que as coisas iam piorar. Peguei Amor e coloque no batente da minha janela, e logo que coloquei ele lá, ele colocou a cabeça dentro da asa, parecia que ia dormir. Fiquei observando ele um pouco, e fui acender o fogão com o pouco de lenha que eu tinha, pois com tanto corre corre, eu não fui no mato buscar lenha, a mais de uma semana. Só que eu quase não acendia o fogão, porque dificilmente aparecia alguma coisa pra me cozinhar. Raspei a rapadura, e coloquei a água no fogo pra fazer um café. Enquanto a água fervia, eu lavei umas vasilhas que tinha suja dentro da gamela. Peguei água do pote, e enchi a moringa que eu gostava de deixar dentro do quarto, pra não precisar levantar de noite pra beber água. O pote estava quase vazio, mas eu não estava com cabeça pra ir no chafariz buscar água. Coei o café, e enquanto eu bebia, fui até a janela e levei o maior susto, Amor não estava lá, coloquei a caneca em cima do fogão e sai na porta, pra ver se via ele. Que alegria que fiquei, pois lá estava Amor nos braços de Marina, que estava na janela do seu quarto. Acenei pra Marina, joguei um beijo e fiz um gesto que queria falar com ela. Ela acenou pra mim e fez um gesto que depois falava comigo. Fiquei mais tranquilo, mas fiquei pensando: Depois quando meu Deus? Voltei pra dentro, e fui terminar de beber o meu café. Pois depois queria ir ver, como estava dona Dolores. Na casa do seu Liu eu não ia, porque as coisas foi feia lá, e já que o Paulo não falou comigo, eu não tinha nada que fazer lá. Eu não estava entendendo porque o Paulo brigou com o Neto, mas logo eu eia saber melhor esta historia, neste mato tem coelho, só falta o Neto estar apaixonado de verdade por Marina, se for isto eu estou perdido. Quando passei debaixo da janela de Marina, ela deu com a mão, para que eu esperasse, eu parei e ela jogou um bilhete. Bem que ela podia ter pedido pra Amor levar pra mim, mas Amor estava aborrecido, e não queria saber de nada. Abri o bilhete e fui andando e lendo e lá dizia: " Kuerine, o ladrão levou o colar que voce me deu, como eu não queria deixar ele levar, ele quebrou o meu braço, doeu muito, mas agora depois que engessou, está melhor. Agora não sei como vai ser, pois não vou ter seu colar para usar na festa.

DEMÉTRIO EM SEU ESCRITÓRIO, COM SEU CACHORRO DE ESTIMAÇÃO, LENDO O LIVRO DO KUERINE.

CAPITULO 87.

Pois mesmo os ladrões tendo roubado as economias de painho, ele falou que mesmo assim ia fazer minha festa. Mas não se preocupe, que eu sei como vou fazer para eles aceitarem voce como convidado. Beijos," Prossegui meu caminho feliz da vida, e comecei a sobiar a musica cabelo loiro. Isto só acontecia quando eu estava muito feliz. Quando cheguei na casa de Norma, ela me atendeu bem, entrei e fui ver dona Dolores. _ Como esta dona Dolores? _ Dona Dolores estava muito abatida e respondeu triste. _ Mal Kuerine! Não por causa do machucado na cabeça, mas por causa das suas joias, como que eu vou fazer, pra te pagar aquela fortuna? _ O que é isto dona Dolores? A Senhora não precisa pagar joia nem uma, todas aquelas joias não pagaria o que a senhora tem feito por mim, e além do mais eu é que devo estar preocupado, pois a senhora quase perde a vida por causa delas. O que me deixou mais triste Dona Dolores, é que a senhora e Marina se machucaram por causa desta Joias, que para mim me trouxe mal agouro. _ Mas Kuerine! Era sua chance de mudar de vida. _ Era não dona Dolores, minha chance ainda há de aparecer, porque se fosse estas joias, não teria acontecido quase uma tragedia. _ Tá certo! Voce é um amor. _ Dona Dolores me deu um beijo na mão e chamou a Norma para me dar uma merenda. Fui pra cozinha com a Norma e ela preparou café com leite, e chimango pra mim. E enquanto eu merendava ela conversava comigo, eu contei pra ela os últimos acontecimentos. Quando eu contei o que aconteceu na casa do seu Liu, ela não entendeu, porque o Paulo e o Neto brigaram por causa de Marina. _ Voce foi ver Marina? _ Perguntei curioso. _ Fui rápido, pois mainha não pode ficar sozinha, não posso contar com as meninas, elas não param em casa. _ Como ela esta? _ Bem!... Parecia que estava bem. A Inês falou que Marina quebrou o braço em dois lugares, e que ela gritou muito e que té desmaiou, igual Mainha _ Meu Deus! Como eu queria proteger Marina, mas um dia ainda vou cuidar dela 24 horas por dia, Deus há de me dar esta graça. _ Falei melancólico. Quando terminei de merendar, Norma me pediu que eu rachasse umas lenhas pra ela, pois quem rachava era seu Salvador, e ele nestes últimos três dias, não tinha rachado, e não tinha mais lenha debaixo do fogão. Rachei a lenha e coloquei no lugar. Depois passei outra vez no quarto, para despedir da dona Dolores e aproveitei e pedi que ela não se preocupasse com nada, e que eu só queria que ela ficasse boa logo. Norma me deixou na porta e eu voltei pra casa. Dei umas voltas no jardim, pra ver se via o Paulo, mas ele não estava lá. Quando passei em frente da casa de Marina, ela não estava mais na janela, e ao chegar em casa fiquei muito feliz. O Paulo e a Marina estavam sentados no passei da minha casa, e quando eu passei perto deles, eles dois levantaram as perna para me assustar e eu quase cai, e eles caíram na gargalhada. _Kuerine! Vamos sair daqui, pois precisamos conversar e tenho medo que a Inês nos veja junto com Marina, e de confusão. _ Paulo falou se levantando e dando a mão para Marina se levantar. _ Vamos pra onde? Pois a Jararaca fica sabendo até a hora que eu acordo! _ Vamos pra casa de Tio Alípio, agente senta lá com as meninas e ela não vai desconfiar. _ Fomos pra casa do seu Alípio, e enquanto eu, Paulo e Marina conversávamos, Nel e Ester vigiava, pra Inês não nos pegar. _ Sabe Kuerine, o Neto esta com mal intenção, segundo ele esta apaixonado por Marina. Mas eu acho que ele quer é se vingar de voce. Marina já sabe, pois enquanto te esperava, contei tudo pra ela. _ É Kuerine, eu sei de tudo. Só não se preocupe, eu não vou dar mole pro Neto. Mesmo que Inês queira que eu saia com ela e o Neto, eu não vou sair. _ Marina falou convicta. _ O que eu não entendo, é que a namorada dele, é tão boazinha, não sei porque ele faz isso. _ Falei triste. _ Toma cuidado Marina, porque a Inês quer que voce namore ele, pra desistir de Kuerine, foi isto que ela disse pra mim: Que voce não sabe o que é amor e por isso vive iludida com Kuerine. _ Senti que Paulo falou triste. _ E porque voce não falou comigo ontem, Paulo? _ Eu estava com muita raiva, a briga minha mais do Neto, foi feia, quando ele falou que ia fazer mal a Marina, pra casar com ela. _ Obrigada amigão! E me perdoa se pensei mal de voce. _ Falei abraçando o Paulo. Marina só ficou olhando. _ Por favor Marina! Foge comigo! Eu prometo que não faço mal nem um a voce, até agente casar. _ Tenha mais um pouco de paciência Kuerine! Só falta três anos pra mim ficar de maior, ai agente se casa eles querendo ou não. _ Senti que Marina queria me abraçar, e aquele sentimento me deixou feliz. Eu adorava tudo em Marina, o cheio de alfazema dela me deixava louco de amor. _ Não Marina! Vai demorar muito, dona Dolores falou que só fica de maior com 21 anos, e como voce pode ver, ainda falta 6 anos. _ Falei olhando apaixonado. _ Não Kuerine! Com 18 anos agente manda na nossa vida, pode ter certeza disto. Tenham calma falta pouco, voces ainda são muito jovens pra arriscar a vida sozinhos. Primeiro voce tem que arrumar um emprego, sinão como voce vai sustentar Marina? Ela esta quase se formando, mas enquanto isso, voces tem que pensar bem o que fazer. _ Paulo estava com razão. Eu não sou homem para ser sustentado por mulher, mesmo a Marina se formando pra professora, eu tinha que trabalhar pra sustentar ela. Mas aquela situação estava tão difícil, que eu já não sabia o que fazer. Competir com o Neto, era complicado. _ Tudo que o Paulo falou, Kuerine, ele tem razão, se eu fugir agora, tenho que parar de estudar, e se não dê certo e voltar, painho com certeza não vai me obrigar a casar com voce, vai é me mandar pra Salvador. Ele já me ameaçou varias vezes, que se eu não obedecer, eu vou pra Salvador e só volto quando for dona do meu nariz. _ Isto não! Prefiro sofrer e esperar voce completar 18 anos, do que voce ir embora daqui. _ Falei sufocado de tristeza. _ Há Kuerine!..., esqueci de te contar,.. Ontem tinha um viajante aqui na cidade perguntando por voce, de repente é pra te ajudar. _ Paulo falou entusiasmado.

KUERINE, MARINA E A GLAUCIA, EM FRENTE A CASA DO SEU ALÍPIO.

CAPITULO 88

_ Como que é o nome dele? _ perguntei ansioso _ Sei não! Só sei que ele posou no hotel da dona Lia. _ Ele veio aqui em casa? _ Não sei! Só sei que perguntava por voce. _ Que coisa! Também eu não paro em casa. _ Ele falou que queria ver suas poesias, perguntou pro monte de gente sobre voce, mas o tumulto que estava esta cidade, não tinha clima pra nada de bom, todos estavam assustados. Fiquei sabendo que a única pessoa que falou mal de voce, foi a Inês, ela falou que voce era analfabeto, e que não sabia fazer nada, mas como só ela falou mal de voce, o homem, não deve ter levado a sério, o que ela falou. _ Paulo falava choroso. _ É... Mas não fique triste Kuerine, que quando ele estava saindo de lá de casa, eu corri pro meu quarto, e joguei pela janela pra ele, quatro dos poemas que voce me deu. Quem sabe ele não vai te ajudar!? _ Marina falou toda feliz. _ Mas Marina! Justo os que te dei? _ Claro! Ora não tinha outros, e eu quero o melhor pra voce, quando ele pegou, piscou pra mim e guardou. Só que eu ouvi ele dizer que tinha que ir embora hoje sedo, e que ele era de São Paulo. _ É… Então já foi! Paciência… Quem sabe um dia ele volta! _ Falei desiludido. _ Mas também ele passou lá em casa, justo na hora que o delegado estava transferindo os ladrões pra conquista, e a praça estava um tumulto. _ Marina parecia que estava triste, porque o homem de São Paulo não me achou. _ Não tem problema não! Um dia ele volta. _ Vamos embora Marina? Agente já ficou muito tempo aqui e estou preocupado com voce, se a Inês sentir sua falta, vai ser terrível. _ Paulo falou se despedindo de mim. Marina saiu com o Paulo, e eu fiquei ali mais um pouco pra dar tempo ela chegar em casa. _ Com aquela noticia do homem a minha procura, fiquei esperançoso, mas estava muito triste, porque a Marina estava com o braço engessado. Agradeci dona Zola e as meninas, e fui embora. Aquela noite foi difícil de passar, igual a anterior, era muita coisa pra pensar. Quando amanheceu o dia, fui direto pro chafariz, buscar água pra encher o pote. Enchi o pote, e uma latas e depois fui procurar algum bico pra fazer. Seu Ermogenes, não queria mais nem saber de mim, depois do dia que eu deixei de trabalhar com ele, pra ir pro circo com Marina e Norma. Só tinha seu Zé Frois, e foi o que fiz, fui pra casa dele. E quando cheguei lá, ele mandou eu limpar o terreiro, e rachar lenha. Quando terminei, ele me deu uns trocados. Aproveitei e passei na venda do seu Manoel e comprei algumas coisas para comer, e também querosene para a lamparina. A vida no interior, é a mesma coisa todos os dias, faz tempo que não aparece um parque por aqui. Nos dias de quermesse, é maravilhoso. E missa aqui é só nos domingos. Mas enterro aqui, tem quase todos os dias. Esmolé aqui sofre pelas ruas, pois o sol é quente demais, apesar que eu também vivo igual esmolé, mas de vez em quando ganho um dinheirinho trabalhando. Graças a Deus ainda não precisei pegar um embornal e sair por ai pedindo. Meu sonho é ir pra cidade grande, principalmente pra São Paulo. A maioria dos filhos dos ricos daqui, os pais mandam ir virar doutor em Salvador, Se eu tivesse mãe e pai, eu tambem tinha estudado, até seu Alípio que é pobrezinho, disse que ia pra Brasilia, procurar uma vida melhor, pois segundo ele, a cidade esta começando agora e vai ficar muito boa, porque vai ser a capital do Brasil.. Se eu pudesse eu também ia pra Brasilia, seu Alípio disse que lá tem muito trabalho. Mas como que eu vou? Se não tenho onde cair morto? Seu Alípio não pode me levar, porque é as filhas rica, dele que mandou buscar ele pra lá. E também tem Marina, que eu não vivo sem ela, e ela não ia querer ir pra um lugar tão longe, fugindo comigo sem dinheiro. Se eu morresse hoje, acho que só dona Dolores tinha coragem de me dar um caxão. Há meu Deus! Quanta besteira eu estou pensando? Eu vou é me casar com Marina, vou ter um monte de filhos, e ainda vou morar em São Paulo e ficar rico. Eu tenho fé em Deus! Isto vai acontecer. Parei de pensar besteira e fui dar um jeitinho em minha casa, que estava uma bagunça. Limpei tudo e deixei bem lorde, pois apesar do sofrimento, a vida tinha que continuar. Passaram-se quatro meses, e tinha chegado o grande dia da festa de quinze anos de Marina, o povo da cidade só falava nisto, o Neto estava todo eufórico, porque ia dançar a valsa com ela. E eu sem saber o que fazer para conseguir entrar, pelo ao menos pra ver ela toda linda de debutante. Fui ate a casa da dona Dolores e pedi pra ela até pelo amor de Deus, que me levasse na festa, que eu trabalhava pra ela o resto da minha vida, se ela me colocasse bem lorde e me levasse. Faltava só três dia, pra festa, e Dona Dolores concordou em me levar com ela, e disse que se eu não entrasse, a família dela também não ia entrar. Os preparos para o festejo, estava um tumulto, a Marina muito ocupada provando roupa e ajudando fazer os doces e os salgados, não tinha tempo de ir na janela me ver, ou da uma voltinha pra mim ver ela, ao menos de longe. Dona Dolores mandou vir roupa de fora pra família toda, e para minha surpresa, mandou trazer também, uma roupa muito lorde pra mim. Eu estava radiante de alegria, apesar que estava preocupado com o que o Neto ia fazer, pra me maltratar quando me visse lá também. Dona Dolores falou pra mim, que a roupa de Marina ia deixar ela uma princesa, que nunca tinha visto roupa tão linda, quanto a dela. Quase morro de ciume, mesmo antes dela virar princesa. Meus dias estavam atribulado, não tinha certeza se Marina ia ficar feliz em me ver lá, nem que ela sabia que eu ia. Chegou o grande dia. A cidade estava toda agitada, afinal de contas a família de Marina era muito bem conceituada, e distribuiu convite pra muita gente. A festa será no clube bem do lado da minha casa, e lá estava um entra e sai terrivel, de gente arrumando o clube. Mais ou menos seis horas fui pra casa da dona Dolores me arrumar, pois ela disse que queria que eu fosse mais bonito que o Neto. Quando chegamos na festa, Marina não estava lá, nem a Inês, entramos e o salão estava a coisa mais linda, todo decorado de lilás, rosa e branco, estava cheio de bexiga pra todos os lados, também rosa, lilas e branco. No fundo do salão tinha uma foto linda de Marina bem grande, ela estava linda.

CHEGOU O GRANDE DIA QUE KUERINE CONTA EM SEU LIVRO COMO FOI A FESTA DE 15 ANOS DE MARINA.

CAPITULO 89.

( Demetrio continua lendo o livro do Kuerine.) Cada momento que passava, o salão enchia mais de gente, e minha felicidade era que eu também estava lá. A família da Marina chegou toda, mas ninguém falou nada quando me viu. Sentei na mesa da dona Dolores, e Norma de vez em quando tentava me animar, pois eu estava muito tenso. _ Sorria Kuerine! Afinal de contas sua princesa esta pra chegar. _ Disse Norma. _ É Norma…. Minha princesa com outro príncipe. _ Falei triste. O salão estava lindo, e no meio, tinha uma passarela com um tapete vermelho, onde Marina ia passar, quando entrasse. Quando eu estava mais tenso que nunca, dona Odete chama dona Dolores. Ai eu gelei, pensei logo que ela ia pedir pra me tirar da festa. Dai a pouco dona Dolores me chama. Não nego que meus olhos encheu de lagrimas e a vontade de chorar era imensa. _ Kuerine! Vem aqui! Marina não quer sair com o Neto, disse que só sai de lá de dentro, se for pra dançar a valsa com voce, ela te viu quando entrou, e disse que voce também estava um príncipe, e que queria que voce fosse o par dela. Como dona Odete não tem saída, resolveu aceitar.. _ Não acredito! Eu devo estar sonhando! E o que eu tenho que fazer dona Dolores? _ Voce vai ter que ir em algum cantinho ai, para ensaiar com a Norma, o que voce tem que fazer, afinal de contas, voce não pode passar vergonha na gente. E tem uma faixa e uma gravata borboleta lilas, que era pra colocar no neto, dona Odete vai trazer, pra colocar em voce, que é pra combinar com o vestido de Marina. _ Mau dona Dolores terminou de falar, dona Odete entregou a faixa e a gravata pra ela, mas nem olhou em minha cara _ Eu não estava nem ai que ela estava com raiva, pois eu estava radiante de alegria, não queria nem saber o que ia acontecer depois, o importante pra mim era que Marina ia dançar a valsa comigo, e não com o Neto. _ Vamos lá Norma! Eu faço do jeito que voce me ensinar, prometo!. _ Ensaiei por meia hora com a Norma, pois eu nunca tinha ido em um baile dançar, e principalmente uma valsa, ainda mais com debutante, não sabia por onde começar, principalmente minha debutante… Minha Marina… Meu amor. Fique na expectativa, com a Norma do meu lado, pois tremia mais que vara verde. De repente escuto um monte de fogos, e entra passando pelo tapete vermelho, um casal de crianças, que era os primos de Marina, lindos, ela com uma cestinha na mão, e ele com um buque de rosa vermelhas. Na hora assustei, pois eu não sabia que Marina ia ganhar rosas, que ela tanto temia, cutuquei a Norma e perguntei pra que aquelas rosas, ela disse que debutante tem que ganhar rosas, que é chique. O casalzinho foram ficar lá na frente, e nisto estava dona Odete e seu Lindolfo esperando por eles, e eu estava do lado com a Norma. Dai a pouco entra aquela Deusa, a coisa mais linda do mundo, com um vestido lindo lilas, bem armado, e até os pés, e uma coroa linda na cabeça. Marina estava divinamente linda. Meus olhos encheu de lagrima, ao vê-la. E notei que ela quando me viu, sorriu disfarçando. Marina foi entrando com um passos lento, enquanto tocava uma musica linda. Quando ela chegou na frente, seu Lindolfo tirou um lindo anel da cestinha que a menininha carregava, e colocou no dedo de Marina, e o menininho deu o buquê de rosas pra ela. Dai a pouco começou a valsa, e Norma havia me ensinado que eu desse uma abaixadinha na cabeça e pegasse Marina pela mão, e levasse para o salão pra dançar. Assim fiz, e ela parecendo uma pluma começou a dançar a valsa comigo, quando olhei para dona Dolores e a Norma, elas estavam chorando, ai não contive e uma lagrima caiu do meu rosto, no ombro de Marina. Não passei vergonha, dancei direitinho, e dona Odete e seu Lindolfo olhava pra mim, inconformados. Eu não sei onde o Neto foi parar, só sei que eu não via ele pelo salão. Paulo estava radiante de alegria, e deu uma piscadinha pra mim. Quando a valsa estava quase terminando, todos bateram palma e eu entreguei a Marina pro seu Lindolfo, que também ia dançar a valsa com ela. Depois disto, dona Odete me olhava de rabo de olho, parecia admirada, pois pensou que eu ia passar vexame, mas fiz tudo direitinho. Depois que terminou a valsa, Marina tirou um monte de retrato com a família, e depois me chamou pra tirar retrato com ela. Marina não estava nem ai, no que estavam pensando, mas ela mostrou pra todo mundo, que me amava. Seu Lindolfo pagou um retratista pra tirar retrato de todo jeito, ele contratou um retratista de conquista. Depois que terminou de tirar um monte de retrato, Inês não sei por que carga d'água pediu para mim tirar um retrato com ela e Marina, depois dos retratos, Marina entrou pra dentro de novo, e voltou com um vestido batendo no joelho, mas tão lindo quanto o primeiro, e foi dançar com todos presente. Eu fiquei ali, só observando ela, mas ela não veio pra nossa mesa. Inês olhava pra mim como se fosse me comer, o ódio dela era tanto, que dava medo. A festa estava animada, Marina dançava com todo mundo, menos comigo, mas de vez em quando, dava uma olhadinha pra mim. Mas não tinha nada não! Eu estava realizado e muito feliz. Quando a festa terminou, que estávamos indo embora, eu ouvi os ti-ti-ti, o povo dizendo que foi lindo eu dançando a valsa com Marina, e que eu estava muito lorde. Agradeço a dona Dolores por ter me arrumado daquela maneira, nem sei como chama a roupa que ela comprou pra mim, só sei que deve ter sido muito caro. O Tempo passou depois da festa de Marina, agente não podia se ver, era muito raro quando ela dava uma fugidinha pra falar comigo, mas fomos levando. Passaram-se três anos, e nada mudou, eu e Marina continuava no mesmo lenga, lenga, mesmo ela tendo 18 anos, era vigiada o tempo todo. Eu não podia casar, porque continuava do mesmo jeito, eu já estava com meus 24 anos, e a vida não tinha sorrido pra mim ainda, o pior é que estava mais feio, pois meus dentes tinha estragado e eu não tinha dinheiro pra ir ao dentista. A Jararaca da Inês não deixava Marina em paz, ficava atras dela o tempo todo. Amor morreu de saudade do seu João. O neto graças a Deus casou e saiu do meu pé. O Paulo foi pra salvador virar doutor. A Norma estava noiva, Marina tinha se formado pra professora, estava lecionando no grupo escolar. Seu Alípio foi embora pra Brasilia.

KUERINE, MARINA, INÊS E A PRIMINHA DE MARINA.

CAPITULO 90.

Minha vida estava um pouquinho pior, a Marina estava proibida de me ver, eu só comunicava com ela com bilhetes e poemas, pois a Norma continuava me ajudando, e levava pra mim. Eu era mais chamado de vagabundo que antes, porque não estudei, nem tinha um emprego, E eu só sabia fazer modinha, poemas e capinar terreiro. Seu Lindolfo me jurou que se eu aproximasse de Marina, ele me dava um tiro. Marina só saia pra ir pro grupo lecionar, tinha hora pra sair e hora pra voltar, e se ela atrasasse um pouquinho, iam buscar ela. Mesmo ela, com seus 18 anos, ainda era tratada como bebe, podia namorar, mas não comigo. A Marina já estava perto de completar 19 anos, e como agente se amava, eu, nem ela, namorava ninguém. De vez em quando eu ia no grupo, onde ela lecionava, pra ver ela de longe. Eu estava muito maltratado, nem sempre podia fazer a barba, porque não tinha dinheiro pra ir no barbeiro. Até roupa eu estava maltrapilho, pois quem me dava roupa era Paulo, e ele tinha ido pra Salvador. Dona Dolores continuava me ajudando, na medida do possível, mas também não podia me dar muito. Hoje eu vou procurar Marina, e se ela não quiser fugir comigo, vou embora daqui, e vou largar este amor de mão. Merda de vida! Vou tomar uma decisão é agora! Fui até o grupo, não pra ver Marina de longe, e sim pra falar com ela, na frente de quem quisesse escutar. Chegando lá, todos apontavam pra mim _ Olha lá o Kuerine! Vamos contar pra Marina que ele esta aqui! _ Os meninos entrara em uma sala correndo, e foi contar pra Marina que eu estava lá, aproveitei que descobri onde era a sala da Marina, fui entrando sem pedir licença _ Volta aqui Kuerine!... Voce não pode entrar na sala de aula! _ Gritava a diretora atras de mim, me virei bruscamente, parei e falei pra ela: _ Porque? Só porque sou pobre? _ Não menino! É porque Marina esta dando aula, venha ficar aqui no patio, que eu chamo ela pra voce. _ A diretora conseguiu me convencer, de esperar no patio. _ O que faz aqui Kuerine? Vai embora! É proibido visita na hora que agente esta dando aula. _ Marina parecia preocupada. _ Não saio não Marina! Eu só vou embora, depois que voce me ouvir. _ Falei e fui me aproximando dela. Marina, vamos embora daqui! Pelo amor de Deus! Não aguento mais esta luta!. _ Não posso Kuerine! Se eu for, mainha morre, além do mais, não temos como nos sustentar. _ Eu dou um jeito! _ Enquanto eu implorava, a diretora mandou buscar a Inês sem agente ver. _ O que voce faz aqui seu vagabundo? Não tem o que fazer, ainda atrapalha quem tem?! _ Calma Inês! Não maltrata ele! Voce querendo ou não! Eu amo Kuerine! _ Marina gritava me defendendo. _ Passa o tempo que passar Inês! Mas eu caso com Marina. _ Inês olhou pra mim, espumando de ódio. _ Só se for pra voce matar ela de fome, seu intruso!. _ Quando a diretora viu, que a briga estava ficando seria, chamou Marina e mandou ela ir pra casa com Inês, e que depois chamava ela pra conversar. Notei que Marina esta branca de nervoso. Eu acho que ela estava com medo de ser mandada embora, pois se isto acontecesse, a coisa ia piorar pra nos. Quando nos colocamos o pé pra fora do grupo, Inês caiu em cima de mim. _ Não encosta nela Kuerine! É isto que ela quer! Para falar com painho e mainha, que voce bateu nela. _ Obedeci Marina, e sai correndo. Inês gritava feito louca. Me chamava de tudo que é nome feio. Depois da briga no grupo, eu fiquei um tempão sem ver Marina. Não sei o que aconteceu depois, só sei que ela não tinha perdido o emprego. A cidade hoje esta um tumulto, eu acho que é a quermesse que vai começar. Mas minha vida esta de mal a pior, nada tem graça pra mim. A única coisa que sei pedir pra Deus, é que me ajude, para que eu possa casar com Marina. Estou muito cansado de tanta luta, este amor não pode se tornar impossível, pois já superamos obstáculos muito maiores, dos que os que estava surgindo. Conheci hoje um homem que veio de São Paulo, com o nome de Demetrio, e dizendo ele quer me ajudar. Deus queira que seja o anjo que eu sempre esperei para me tirar desta vida sofrida. Vou me aquetar um pouco e vou esperar que Deus me ajude ou então me mata logo, assim poderei voltar como um passarinho e fazer parte do: " FANTÁSTICO MUNDO DE MARINA" FIM. Kuerine Barbosa. Cacule 18 de fevereiro de 1966 --------------------------------------------------------------- Meu Deus! Não acredito! Terminei de ler o livro do Kuerine! E que historia espetacular! Adorei, como diverti, e chorei ao ler esta espetacular obra. E o mais importante, é que ela continua e eu estou fazendo parte dela. E minha felicidade, é que ela vai ter um final feliz. Eu vou fazer tudo que eu puder por Marina e Kuerine, eles sofreram demais, quero que Deus me dê vida e saúde para eu os levar em Caculé, pra mostrar pra todos, quem é Kuerine hoje, pois ele será o escritor mais bem sucedido do mundo. Quero mostrar que o que Deus une, o homem não separa. Todas as humilhações que ele passou, será recompensada, e a casinha humilde dele eu vou comprar da dona Dolores, e vou transformar no maior, e primeiro aranha céu, de Caculé. E o prédio terá o nome de Kuerine e Marina, para que nunca mais Caculé esqueça, que nasceu lá, o homem mais inteligente do mundo, e que o amor mais sincero e mais bonito, também nasceu lá. Quero que saiba que Kuerine mesmo sendo analfabeto, conseguiu vencer na vida. O Dia já estava amanhecendo, foi que voltei dos meus pensamentos, daqui a pouco, Marina e Kuerine acordam, e eu aqui sem nem cochilar. Fui pro meu quarto, descansar um pouco, mas meus pensamentos, voltaram para Julieta, como eu queria que ela estivesse ao meu lado. Comecei a lembrar da noite que quase passamos do limite, e isto me deu uma sensação de desejo muito grande, cheguei a ficar exitado. Aquelas lembrança deliciosas me fez adormecer, e eu que não queria dormir,, pra não perder a hora, pois prometi pra mim mesmo, que resolveria tudo em São Paulo o mais rápido possível, para preparar os casamentos. Mas infelizmente, acordei 11 horas da manhã, Kuerine e Marina estavam inquietos e preocupados comigo. E eu ainda acordei com a sensação, que estava com Julieta em meus braços.

DEMETRIO NÃO CONSEGUE ESQUECER JULIETA UM SÓ SEGUNDO.

CAPITULO 91.

_ O que aconteceu Demetrio? Desde que te conheço, nunca vi voce levantar tão tarde. _ Kuerine perguntou. _ É que resolvi terminar de ler o seu livro esta noite, pois por mais que eu queria parar de ler, não dava, pois as novidades iam despertando minha curiosidade, até que li todo, e por sinal estou apaixonado por ele, o amor seu e de Marina é contagiante, voce não imagina como o FANTÁSTICO MUNDO DE MARINA, vai fazer sucesso. _ Falei empolgado. _ Voce sabia que ainda não li este livro? E voce com este entusiasmo todo, esta me deixando curiosa, vou ler. _ Marina estava surpresa por eu me apaixonar pela historia deles. E ela deve ter esquecido, o que o Kuerine passou por ela. _ Não Marina! Voce só vai ler quando o Demetrio publicar. _ Disse Kuerine. _ É mesmo Marina! Voce será a primeira leitora depois de publicado. _ Agora vá tomar café Demetrio, pois temos que resolver o problema do Ibama, e depois as coisas do nosso casamento. _ Kuerine falou, me empurrando pelas costa em direção a cozinha. _ Vou tomar um banho, não vou tomar café, prefiro almoçar logo, pois esta muito tarde . Falei subindo as escada. Tomei um banho, almocei e liguei pro Ibama, avisando que ia lá, com Marina lá. O Papagaio e a arara fazia a maior festa no quintal, os pássaros, mudavam sua sinfonia a todos os estantes. Para dizer a verdade, minha casa era um paraíso. Na hora de sair começou o flagelo, eu não queria que os pássaros nos acompanhasse. Marina se encheu de seu perfume preferido, para despistar deles, mas aquele cheiro de alfazema que marina insistia em continuar usando, era inconfundível pra nos... Imagina para os pássaros. Quando sai para pegar o carro, os pássaros já estavam de prontidão, parece que adivinhava que íamos sair. _ Meu Deus!... Não vamos conseguir despistar deles, e se chegarmos no Ibama com este mundo de pássaros, vai ser um tumulto. _ Falei com as mãos na cabeça. _ Deixa eles irem Demetrio! Nos vamos é pro Ibama mesmo! Então não tem problema. _ Marina falou com ar de riso. É!...Tudo bem! Mas se prenderem eles por lá, não vai chorar, porque lugar de pássaros é na floresta, e não em uma selva de pedras, como vivemos. _ Não! Isso não! Ficar com eles sem eles querer, eu não vou deixar._ Marina ainda não entendia as leis das cidades grande. _ Vamos deixar pra ir de noite, Demetrio? Assim os pássaros não nos acompanha, pois vão estar dormindo. _ Meu Deus do céu!... Fazer o que no Ibama a noite, Kuerine? O Ibama só atende no horário comercial, ou seja… De 8 horas da manhã as 6 da tarde. _ Vamos deixar os coitadinhos irem também! _ Marina falava, indo em direção do carro. _ É isto ai, Entram! Vamos! E como sempre, seja o que Deus quiser. _ Falei entrando no carro. E mais uma vez, lá vamos nos, com um mundo velho de pássaros atras, fora o louro e a arara, que entra no meio dos pássaros e completa o barulho. Como era de se esperar, o tumulto foi grande, tinha gente que gritava que era o fim do mundo. Os carros buzinavam pra nos, uns achavam o máximo, já outros ficavam umas feras. Quando chegamos no Ibama, um senhor muito simpático nos atendeu. _ Eu já estava esperando por voces! Entram, e sentam, fiquem a vontade. _ Sentamos e ficamos esperando para saber qual era a proposta que eles tinham pra Marina. _ Sabemos que a moça ai, tem um dom especial, que atrai os pássaros. Como é mesmo seu nome? _ Ele sentou atras de uma mesa, e parecia ser um homem muito importante _ Esta aqui é Marina, e este aqui é Kuerine noivo dela. E eu sou o Demetrio, tutor deles. _ Falei olhando nos olhos daquele homem, que parecia o presidente da republica, de tão luxuosa que era a sua sala. _ Bem Marina!... Estamos com problema com os pássaros em extinção, e para pega-los para que não sejam caçados, não esta sendo fácil, pois estamos com um grande problema aqui no Brasil, com as queimadas e o trafego de madeiras. O habitar dos pássaros e dos outros animais selvagem, esta sendo destruído a cada dia. Se a situação continuar assim, daqui uns 50 anos não teremos mais os lindos pássaros nem os animais. Nos aqui do Ibama, queríamos empregá-la, para ficar a nossa disposição em caso de queimada, é de difícil acesso aos pássaros e aos animais selvagens.. _ O homem falava rodando uma caneta entre os dedo. _ Como é o nome do senhor? _ perguntou Marina, pois ele não havia se apresentado. _ Dr. Marlon Meireles. _ Ele respondeu se ajeitando na cadeira. _ Dr. Marlon, mas qual é a minha participação neste caso? _ Bem… Precisamos de voce para salvar os pássaros em extinção e os ninhos com filhotinhos, das queimadas,. _ Esperai!... Voce lembra que em caso de fumaça, seu cheiro especial some? _ Falei preocupado. _ É mesmo Demetrio, mas meu cheiro é sentido por eles, em grande distancia, aquele dia foi porque eu estava dentro da fumaça. _ Marina falava segura de si, e eu estava muito orgulhoso dela. _ Tudo bem! Eu aceito, mas não quero pagamento, porque tudo que eu faço pelos pássaros, é por amor. _ Enquanto Marina falava, Kuerine ficava caladinho, só observando. _ Mas como poderemos ter certeza da sua participação, sem um contrato feito conosco? _ Minha palavra é só uma, se eu estou prometendo que serei uma voluntária, então serei! Só tem uma coisa... Voces não podem contar comigo, por estes dois meses, Vou estar muito ocupada, porque estamos aprontando o nosso casamento. _ Antes de Marina acabar de falar, Kuerine levantou e disse: _ Sabe seu doutor! Minha Marina não vai poder ajudar voces não! Pois não vou deixar minha Marina andando por ai com um monte de homens. _ Kuerine estava bravo. _ Calma Kuerine! Eu prometo que quando chamarem Marina, nos vamos também. _ Senti que depois que falei, Kuerine ficou mais calmo. _ Sabe seu Carine! _ Antes do dr. Terminar de falar Kuerine cortou a conversa. _ Meu nome é Kuerine! E não Carine. _ Kuerine era firme, na hora que se tratava de Marina longe dele. _ Tá seu Kuerine! Como o serviço da Marina vai ser voluntario, os senhores podem acompanha-la tranquilamente. _ Dr. Marlon, falou calmamente _ Ai tá bom! _ Kuerine aceitou e se ajeitou na cadeira como um menino preocupado.

DEMÉTRIO, KUERINE E MARINA, ESTÃO INDO PRO IBAMA.

CAPITULO 92.

Ficou tudo certo, que Marina depois de dois meses, ia prestar serviço voluntario pro Ibama. E sei que ela estava muito feliz por isso. Dr. Marlon, pediu um chá pra gente, e enquanto tomávamos, chegou o continuo atras de nos. _ Por favor! Perdoa a interrupção , Mas um bando de pássaros estão lá fora muito agitados, e estão invadido o prédio e entrado nos escritórios, causando grande tumulto. _ O continuo parecia apavorado. _ Meu Deus! Eles estão procurando por mim, demoramos demais, e eles devem estar pensando que fomos embora. Se o senhor não se importar Doutor, estamos indo, antes que alguém os machuquem _ Disse Marina se apressando pra ir embora. _ Se não se importam, eu gostaria de acompanha-los até o carro. _ O Dr. Marlon queria mesmo era ver o espetáculo dos pássaros, ele deve ter visto na TV o que os pássaros fazem quando vê Marina. _ Tudo bem! Vamos lá. _ Falei me levantando da cadeira. Quando chegamos lá em baixo, estava o maior alvoroço, não dava pra ver o nosso carro, de tantos pássaros ao redor. Os pássaros voavam de um lado para outro, como se tivesse procurando alguma coisa, e quando sentiram o perfume de Marina, todos vieram ao encontro dela, aquela cena era espetacular. Todos os funcionários do Ibama saíram pra fora, pra ver aquele espetáculo inédito, e para nossa surpresa todos bateram palma. O louro e a arara foram os primeiros a entrar no carro, e quando saímos os pássaros faziam uma grande cortina no ar. Era tanto pássaros, que se chovesse naquele momento, não nos molharia. Pois eles cobriam uma boa parte do céu, acima de nos. Marina estava tão feliz, que começou a cantar e dançar no banco de trás, com o louro e a arara do lado dela. … Meu Deus que saudade da Amelia!... Aquilo sim que era mulher!... Amelia não tinha a menor vaidade… E assim Marina continuava cantando estrada a fora. Eu e Kuerine começamos a cantar também. Além do barulho do papagaio, da arara e dos pássaros, nos também fazíamos o maior barulho. Quando chegamos em casa, Julia estava preocupada. _ Voces demoraram demais. _ É Julia, foi uma reunião e tanta. _ Falei enquanto subia a escada, pra ir tomar um banho. Enquanto Kuerine e Marina, foram pra cozinha procurar algo pra comer, e Julia foi atras. Quando cheguei em meu quarto, parece que faltava alguma coisa. E era o livro que eu não tinha mais pra ler. Só que lembrei que ainda tinha os poemas, que eu teria que ler tambem, mas mesmo que eu não tivesse tempo pra ler todos, não fazia mal, pois eu só ia publicar os poemas, depois que publicasse o livro. Amanhã eu Kuerine e Marina, íamos sair pra comprar a roupa do casamento, mas a roupa de Julieta ia ficar por ultimo. E ia também contratar o buffet, e toda a ornamentação para festa, pois o casamento será na fazenda. Tudo isto terá que ficar pronto, enquanto os papeis estão correndo, pois vamos colocar pra correr amanhã Tomei um banho e desci, pra ficar um pouco com Kuerine e Marina. pois enquanto estava lendo o livro, me ausentei muito deles. _ Que bom! Voce voltou! _ Marina gritou enquanto eu descia a escada. _ É mesmo! Pois ultimamente voce enfurna naquele escritorio, e ninguém mais te vê. _ Disse Kuerine demostrando satisfação. _ Sabe porque? Seus bobinho que eu ficava tanto tempo no escritorio? É que eu queria terminar logo de ler o livro, pois estou louco para publicar. Eu sabia desde o inicio, que o livro era bom, só que eu queria ver se estava com um enredo bom e com fundamento. Ainda falta separar os capitulos, fazer dedicatória e o prefacio, mas isto é de menos. _ Que bom Demetrio! Assim eu e Marina, não vamos ficar o resto da vida, comendo as suas custas. Prometo que quando começar a ganhar dinheiro, vou dar muito dinheiro pra voce. _ Kuerine falava emocionado. _ Mas o que é isto Kuerine? Voce não precisa me dar nada, voce e Marina, são as joias mais preciosas que Deus me deu, e foi através de voces, que esta entrando mais uma joia rara, em meu porta joias, que é um verdadeiro cofre, que é meu coração. Toda felicidade que sinto devo a voces. E por falar em coração, estou morrendo de saudade de Julieta, não vejo a hora de vê-la aqui conosco _ Eu não podia falar em Julieta, que as senas de amor que vivemos, passava em minha mente. e me deixava louco. Fiquei pensativo por uns momentos, pois adorava relembrar cada segundo daquele dia, em que eu e Julieta quase passamos dos limites. _ Acorda Demetrio! Quer dizer que vamos morar todos juntos? _ Marina me deu um sopapo, e perguntou curiosa. _ É o que eu mais quero Marina! Pois a casa é muito grande, só vai precisar de mais alguns empregados. Quero contratar também, um motorista, pra ficar a disposição de voces. _ Há não Demétrio! A Julieta não deve achar bom, agente ficar morando aqui, e além do mais queremos ter um monte de filhos! Não é mesmo Marina? _ É Demetrio! Nos queremos uma família grande, e ainda tem mais, não queremos morar na fazenda, pois pensamos bem, e acho que não vamos acostumar lá, vamos deixar lá só para os eventos beneficente, e alguns eventos particular nosso. Mas eu gosto demais da sua casa, pois aqui tem lugar para os passarinhos, mas também não podemos abusar. _ Marina estava triste, ao falar. _ Apesar que não temos dinheiro pra comprar uma casa, mas gostaríamos de ter nossa casa, pra não dar trabalho pra voce e a julieta. _ Disse Kuerine. _ Não! Voces não precisam se preocupar, nunca mais com dinheiro, pois não será problema na vida de voces. Uma que o livro que voce escreveu Kuerine, vai ser o maior sucesso e outra que vou dar de presente de casamento pra voces, uma boa quantia em dinheiro, pra voces viverem o resto da vida, uma vida arregalada. Mas mesmo que voces comprem uma casa, eu gostaria que continuassem aqui comigo e a Julieta. Eu já me acostumei com a orquestra dos seus pássaros, e vou sofrer muito, se voces forem morar em outro lugar. _ Nos também estamos com medo de morar sozinhos, aqui na cidade grande, e morar na fazenda também não dá, pois quero continuar escrevendo livros, e voce lendo antes de publicar. _ Abracei Kuerine, e Marina vei e nos abraçou.

DEMÉTRIO NÃO PODE LEMBRAR DE JULIETA, QUE AS CENAS DE AMOR TOMA CONTA DOS PENSAMENTOS DELE.

CAPITULO 93.

_ Seu bobo! Eu e Kuerine também queremos ficar ao seu lado, pro resto da nossa vida. Só que pensamos que voce queria se ver livre de nos, depois que agente casasse. Voce sabe que nos amamos voce demais, Demetrio. _ Marina estava tão emocionada que nos três acabamos chorando. Eu sentia um amor tão grande por Kuerine e Marina, que era como se eles fossem meus filhos. Eu não sabia se eu e Julieta íamos ter filhos, mas se não tivesse, eu já me sentia realizado. A vida estava sendo muito boa comigo. Conhecer Marina e Kuerine foi para mim, a maior felicidade, pois eles trouxeram tudo que eu mais queria na vida: Que é motivo pra viver feliz. Antes de Kuerine e Marina, eu não conhecia a felicidade. Nasci em berço de ouro, mas meus pais morreram sedo, me deixando uma grande fortuna, e mesmo com tanto luxo, o qual sempre vivi, eu nunca fui feliz. Não conheci amigos de verdade, meus avós terminaram de me criar, que por ironia do destino, meus avos materno só tinha minha mãe, e o meus avos paterno só tinha o meu pai. Por isso tive uma família muito pequena. E quando eu tinha meus 19 anos, não tinha meus pais nem meus avos mais. Vivi sozinho, estudei e formei sem incentivo de ninguém. A fortuna que meus pais e meus avos me deixaram, eu soube administrar muito bem, e hoje sou muito rico, tive e tenho, tudo que o dinheiro pode comprar. Mas não tinha a maior riqueza que um homem precisa pra viver, que é o amor. E eu só conheci, depois que Kuerine e Marina apareceu em minha vida, e agora para completar, tenho a Julieta e a família dela, que vai ser também minha família. _ Demétrio!... O que foi? Parou no tempo? Porque ficou pensativo deste jeito? _ Marina falava passando a mão na frente do meu rosto, para mim voltar ao ar. _ Eu estava pensando como a vida recompensou as tristezas que já passei. E como a felicidade, veio depois que eu já estava sem esperança. Pois quando resolvi procurar o Kuerine, não imaginei que fosse encontrar pessoas tão maravilhosas, como voce e ele,e que ia me proporcionar uma família completa, com um grande amor e a família do meu amor. E além do mais uma bela orquestra de canto de pássaros todos os dias, para alegrar minha vida. _ Assim voce deixa agente sem graça amigão! Nos que temos que agradecer a Deus, por ter colocado voce em nossa vida. Pois sem voce, eu não ia ter Marina e estaria até hoje mendigando em Caculé, e Marina estaria na mesma vida, com a Inês maltratando ela. E também sem voce, nos nunca íamos conhecer uma vida de rico, e ainda mais meu livro, não ia sair daquela mala, as baratas iam comer ele todo e eu ia terminar minha vida como um esmolé em Cacule e sozinho sem Marina. Pra voce ter uma ideia, eu não conhecia nem se quer um colchão pra dormir, pois eu ajuntava folha de bananeira e colocava em cima de um estrado, para mim não dormir em cima da madeira pura. E para não morrer de fome, minha comida, era quase todos os dias, farinha com rapadura e água. Voce mudou a nossa vida, voce nos fez conhecer o outro lado da felicidade, que muitos morrem sem conhecer. Voce me fez conhecer a fartura... A vida sem miséria... A alegria de andar lorde e a felicidade de ter Marina. Voce que me fez conhecer a verdadeira razão de viver, me fez calçar pela primeira vez um sapato... Me fez conhecer a sensação de poder comer tudo que eu quisesse e o tanto que quisesse... Me fez esquecer que a fome existe. Hoje ando lorde, tomo banho, como e troco de roupa todos os dias. Eu hoje sou, o que nunca imaginei que seria. Por isso… Muito obrigado por voce existir, e por ter nos socorrido quando mais precisamos. Pedimos a Deus que te dê muitos anos de vida e saúde, para que um dia agente possa recompensa-lo pelo que fez conosco._ Kuerine estava com os olhos cheio de lagrimas. _ Assim voce vai me fazer chorar, Kuerine, estamos quites, voce diz que eu te ajudei, e eu digo que voce que me ajudou. _ Falei ainda abraçado com ele. _ Voce Demetrio!.. Me fez renascer, pois toda a minha felicidade eu devo a voce. _ Kuerine não parava de dizer coisas bonitas pra mim. _ É verdade Demetrio! Tudo que somos hoje, não dá nem pra acreditar que estamos vivendo, parece um sonho, voce fez realizar todos os nossos sonhos. E somos muito feliz e só agradecemos a voce e Deus. _ Marina tambem continuava emocionada. E quando olhamos pro Kueine ele estava chorando. _ Não chora não Kuerine! Já passou, agora nos vamos casar e voce nunca mais será um esmolé. Voce venceu tudo e todos. _ Marina estava abraçada com Kuerine e o ombro dela estava todo molhado de lagrimas. Me controlei, pois tinha que acalentar os dois. _ Bola pra frente amigos!... Nunca mais sua vida vai ser, a de antes de me conhecer, pode confiar em mim. _ Kuerine enxugou o rosto, deu um beijo na testa de Marina e disse: _ Eu acredito em voce, meus amigão. _ Abracei ele e falei: _ Tudo agora em sua vida será novo, voce não precisa mais sofrer por causa do passado. _ Depois que Acabou aquela cena melancólica, fui pra meu quarto. Os dias passavam rápido com o nosso corre, corre. Eu não via a hora de casar, pois não aguentava mais, ficar longe de Julieta, a saudade estava grande. Passaram 30 dias, o casamento já estava marcado e tudo estava nos conformes. Fui com Kuerine e Marina na fazenda, buscar Julieta para escolher o vestido de noiva pra ela. Marina e Julieta entraram sozinhas na loja, pois não queriam que eu visse o vestido, antes do dia do casamento. Fiz tudo para Julieta ir até minha casa, que em breve seria a nossa casa, mas ela recusou, acho que ela pensou que eu ia agarrar ela de novo. Deixamos Julieta na fazenda, já preparada para receber o pessoal que ia cuidar de tudo da festa de casamento. Nossa lua de mel, havíamos decidido que seria em Ilha Grande, em Angra dos Reis, RJ, pois é um lugar muito lindo Kuerine e Marina, ficavam o tempo todo juntos, e eu ficava impressionado, por eles se amarem tanto, e eu nunca vi eles agarrados, era inacreditável aquilo.

O AMOR ENTRE DEMETRIO E JULIETA, KUERINE E MARINA, ERA ALÉM DA IMAGINAÇÃO.

CAPITULO 94.

Eles ficavam muito tempo no jardim, o máximo que já vi eles fazerem, foi se abraçarem, e todas as vezes que vi, foi um consolando o outro, por algum motivo. Eu acho até , que eles nunca deram um beijo na boca. E de repente é por isso que eles conseguem se controlarem, pois o beijo na boca, acende qualquer chama que estiver apagada. Eles faziam vários planos, inclusive que iam ter muitos filhos, mas pela ingenuidade deles, eu acho que eles nem sabem como fazemos filhos. A Marina era professora na Bahia, e tenho certeza que ela nunca viu uma aula de sexo. Aqueles pensamentos me fazia viajar. Como era lindo o amor de Kuerine e Marina, como eles lutaram para estarem juntos hoje, e como foi difícil pra eles acreditarem que um dia isto pudesse acontecer, e principalmente que eles iam se casar da maneira como vão. Passaram-se dois meses, e era chegado a hora do casamento. _ Vamos pra fazenda hoje, Demetrio? _ Kuerine perguntou ansioso. _ Não!... Vamos amanhã, porque o casamento será sábado, e hoje ainda é quarta feira. _ Não vejo a hora de casar logo, porque tenho medo que a família da Marina nos ache, e não deixa eu casar com ela. _ Kuerine falava preocupado e passando a mão no queixo. _ Não se preocupe, nada deste mundo vai impedir, voces de casarem, só Deus pode com o amor, e ele já abençoou o casamento de voces, e com certeza o meu também. _ E meu livro? Voce já tomou providencia? _ Não! Depois do casamento, e que chegarmos da lua de mel, vou datilografar ele todo, registrar e deixar ele nos conformes, eu já tenho até a editora, pode ficar tranquilo, esta tudo certo. _ Kuerine olhava pra mim, com os olhos brilhando de felicidade. Acordamos sedo no dia seguinte, Marina e Kuerine estavam eufórico. Kuerine reclamava direto que estava com dor de barriga, e Marina dizia que o coração dela, parecia que ia explodir. Eu, toda hora subia e descia um friozinho na barriga, parecendo um adolescente, quando arruma a sua primeira namorada. Eu não sabia que casar, desse uma emoção tão grande na vida da gente. Preparamos tudo e fomos pra fazenda, levei todos os empregados para assistirem a cerimonia, contratei um motorista pra ficar a disposição deles, pra depois que a festa acabasse, eles os trouxesse de volta pra São Paulo. Eu queria que todos os meus empregados fossem convidados vip, para minha mudança de vida. Orei muito para que tudo corresse bem. Notei que até os pássaros, estavam sendo cavalheiros, durante toda a viagem, não aprontaram nada. _ Kuerine e Marina, durante a viagem, decidiram que não queriam viajar, que preferiam ficar em minha casa. _ Lá em casa? Não acredito! Vão pra França, pra Londres ou para Portugal! Deixa de ser bobos! _ O que nos vamos fazer neste mundão a fora, Demetrio? Se nos não sabe nem viajar aqui no Brasil, ai vamos pros estrangeiros? Tá doido! Porque voce não vai pra lá? Nois não quer ir não! Agente ia era se perder por lá! _ Kuerine falava assustado. _ Eu já conheço este mundão todo Kuerine, por isso prefiro ficar na beira da praia. Tomando água de coco. _ Então leva nois com voces! Eu e Marina queria conhecer o Mar. _ Kuerine falou no tom tão engraçado, que parecia um menino pidão. _ O que é isto Kuerine? O Demetrio já fez, e esta fazendo tanto pela agente, e voce ainda quer atrapalhar a lua de mel dele? _ Marina esta chateada. _ _ Não Marina! Como que nos vamos atrapalhar a lua de mel dele, se nos também vai tá na lua de mel? _ De repente Marina cochichou no ouvido do Kuerine, só que eu escutei. Ela falou: _ Para Homem! Voce não vê que Demetrio esta se despistando da gente? _ Notei que o Kuerine arregalou o olho e falou alto. _ Sera?! Não creio! _ Deixam de ser bobos! Não é nada disto! Então vamos todos pra Ilha Grande!... Pronto! _ Obá! Agora sim! Vamos conhecer o mar. _ Meu Deus tantas coisas boas na lua de mel, e eles preocupados em conhecer o mar. Kuerine e Marina ficaram tão felizes de irem comigo pra Ilha Grande, que não falavam mais em outra coisa, festejavam feito crianças, mas de repente... Um suspense: _ Eita meu Deus! É os pássaros?... Eles não pode viajar com nos. _ Disse Kuerine com ar de preocupado. _ Faremos igual quando vinhemos de Caculé, viajamos de lá até aqui e nem um pássaro nos acompanhou. Pois quando estou com medo ou muito nervosa, meu cheiro muda. _ Mas meu Deus! Voce vai estar é muito feliz, e o cheiro vai é triplicar. Estamos perdidos. _ Não Kuerine! Não vai triplicar, porque apesar de estar feliz, eu estou com medo desta tal lua de mel, não sei nada do que temos que fazer, na hora da lua de mel. _ Marina falou tão engraçado que comecei a rir. _ Não esquenta não meninos, tudo a seu tempo, quando for na hora certa voces vão saber o que fazer. _ É até bom que voce fica com medo Marina, assim vamos poder viajar tranquilos. _ Kuerine era inocente demais. _ Mais que bobagem a minha! Quando eu te conheci foi através dos passarinhos, que nos aproximamos, eu tenho é que agradecer a eles se eu tenho voce, agora eu fico aqui querendo despistar deles, Marina não é Marina sem os passarinhos. _ Kuerine falava sem tomar o folego. _ Nos vamos de avião, e no Rio de Janeiro, temos que pegar uma balsa para chegar na Ilha. Então os pássaros não vão nos acompanhar, podem ficar tranquilos. Agora na ilha, eu não sei como vai ser, pois lá tem um monte de pássaros. _ Falei acalmando os dois, e alimentando aquele clima gostoso que estávamos vivendo. _ Há gente... Deixa os meus companheiros! Eles não pagam passagens, nem hotel. _ Marina falou rindo. Eu comprei gasolina e coloquei no porta mala, pois não queria que acontecesse o que aconteceu, na viagem anterior.. Marina e Kuerine pareciam mais apaixonados, eu acho que eles não viam a hora de casarem e ficarem sozinhos. Eu estava fora de mim, de tanta felicidade. Os pássaros faziam o barulharão deles, mas quase não chamou a atenção, pois as estradas estavam vazias. _ Olá Marina!Tamos chegando_ Disse Kuerine apontando pra fazenda. Agora vamos pedir a Deus, que a decoração esteja conforme combinado.

DEMETRIO, KUERINE E MARINA, ESTÃO INDO PRA FAZENDA, ONDE REALIZARA A FESTA DE CASAMENTO DELES.

CAPITULO 95.

_ Voce convidou muita gente, Demetrio? _ Perguntou Marina. _ Uma 200 pessoas. _ E o padre vai vir pra cá? Porque tem que ter padre, pra casar nos. - Disse Kuerine. _ Claro! Esta tudo sobre controle, vai ter padre, juiz e tudo mais. _ Mas e a igreja? Como que o padre vai celebrar o casamento sem igreja? _ Calma Kuerine, vai ser feito uma igreja lá na fazenda, pro padre celebrar o casamento. Há bom!... Porque eu nunca vi casamento, sem ser na igreja. _ Kuerine ficou surpreso, mas não fez mais pergunta. Quando chegamos estava tudo pronto, só faltava a decoração com as flores que deixaram pra mais perto da hora dos casamentos. A fazenda estava linda, toda decorada, todas a casas com pintura nova, a grama toda aparadinha, a iluminação foi dobrada, esta um espetáculo. _ Meu Deus! Como aqui esta bonito! Olha só Kuerine? Parece até que não é a mesma fazenda. _ Marina e Kuerine estavam eufórico. _ Claro Marina! É nosso casamentos, e casar é muito importante. _ Estes dois eram umas figuras. Eu não via a hora de ver Julieta, a saudade estava demais. Quando descemos do carro, a bicharada, vinheram loucos encontrar com Marina. Julieta quando nos viu, veio correndo me encontrar, e a família dela atras. _ Sejam bem vindos, os noivos do ano! _ gritou seu José, feliz da vida. Abracei Julieta bem apertado, e pude notar que ela também estava com saudade, pois também me apertava, e o coração dela estava acelerado. Dei um beijo nela e prossegui de mãos dada com ela, pra ver como estava tudo por lá. _ Demetrio! Os presentes são tantos que tem chegado, que não sei onde voces vão colocar tanta coisa, não para de chegar os presentes desde antes de ontem. _ Também são dois casamentos, seu José! Por isso tem que ser dois presentes de cada convidado, não é Demetrio? _ Kuerine me surpreendia com sua inocência. _ Nem sempre eles dão dois presente Kuerine, mas se derem tá bom também! Não é mesmo? _ Falei com ar de riso, e fui entrando. _ Tudo bem seu José, assim que eu tiver um tempo olho os cartões pra ver quem mandou. _ Seu Jose deu um tchau e saiu. Julieta e Marina pareciam que eram irmas, se entendiam tão bem, que era de admirar. Juliana estava lá no canto dela, toda despeitada, por qualquer motivo estava dando patadas. A Família da Julieta estavam muito feliz, mas também com razão, pois era o casamento da filha, que fizeram tudo para não decepciona-los. A Fazenda estava um tumulto, era empregados pra todos os lados ajudando nos afazeres. Todos estava ajudando, parecia que eles não mediam esforço, para me ver feliz. Cada momento que passava a minha ansiedade aumentava, parecia que a hora não passava, para mim um minuto estava sendo um dia. Kuerine e Marina, faziam tudo juntos, até para pegar alguma coisa, era os dois juntos, na verdade pareciam crianças. Dona Amelia estava feliz de tal maneira, que estava toda sorridente, e eu ficava muito feliz ao saber que eles estavam felizes porque a filha deles, ia casar comigo. Juliana ficava sentada num canto, não queria cooperar com nada, mas também não fazia falta, pois tinha gente demais ajudando. O churrasqueiro já havia chegado, para arrumar a churrasqueira, pois eu exigi que tivesse carne em abundancia, queria que aquela festa fosse inesquecível, não só para mim, pra Julieta, Kuerine e Marina, mas que fosse pra todos que comparecessem. A quantidade de presentes que estava chegando era demais, eu já tinha consciência que não ia dar tempo de ver todos os cartões, por isso pedi seu Jose e dona Amelia, que deixasse no quarto de hospedes, que um dia depois que voltasse da Lua de mel, eu ia agradecer quem mandou. As mesas, as cadeira e a cobertura que ia ser o altar, já estava quase pronto, e estava ficado um show, parecia um casamento de contos de fadas, mas também, eu planejei, para que tudo fosse exclusivo. _ Demétrio! Aqueles presentes também é meu e da Marina? _ Claro Kuerine é tudo nosso. _ Falei abraçando ele. _ Mas ninguém aqui conhece nos, como mandaram presente? _ Ora Kuerine! Voce esqueceu que nos convites tem o nome seu e da Marina também? É um convite só, pra nos quatro, ficou mais chique. _ Há! É mesmo Demetrio!... Eu havia esquecido. _ Kuerine não parava de me surpreender, com suas perguntas de menino. _ Poxa Demetrio!... Já pensou a cara da Inês, se visse esta coisa lorde para nosso casamento? Já imaginou a alegria da Norma, do Paulo e dona Dolores?... Como ela ia ficar feliz? _ É Kuerine, quem te viu e quem te ver? Se eles te visse agora, não iam acreditar, que voce venceu na vida, que hoje voce tem o que quiser, e que seu casamento com Marina, será noticia em todos os jornais de São Paulo, pois fiz questão de convida-los para fazerem a reportagem, que Deus queira, chegue até Caculé, mas se não chegar, um dia voce mostra pra eles. _ Será o dia mais feliz da minha vida, o dia que eu poder ver a Norma e dona Dolores de novo, porque o Paulo e seu Alípio foram embora de lá. _ É Kuerine… Fica tranquilo, este dia de voce voltar a Caculé, não vai demorar a chegar. _ Falei dando um tapinha nas costa dele e saindo. A Julieta não parava de me olhar, todas as vezes que passava por mim, me olhava toda apaixonada, e eu queria era dar um abraço bem apertado, e um beijo nela. Eu não via a hora de te-la só pra mim. Seu Jose e dona Amelia, eu só via de lá pra cá o tempo todo, os dois estava coordenando tudo. O Junior ficava o tempo todo perto de Kuerine, parece que os dois eram mesmo muito amigos. Enquanto Kuerine brincava com o Junior, Marina e Julieta também entrou na lida, era o tempo todo fazendo alguma coisa. O movimento esta tremendo. Os pião da Fazenda estavam limpando os porcos, as aves e o boi para o churrasco. Pra dizer a verdade, só Juliana não ajudava em nada, o resto do pessoal estavam todos com alguma coisa pra fazer. A Missão minha e do Kuerine, era ajudar a temperar os bichos. Marina e Julieta estavam empenhadas em não deixar ajuntar sujeiras na pia. A Juliana não quis missão nem uma, disse que a única coisa que ela ia fazer era cuidar do Junior e da casa.

DEMETRIO E JULIETA ESTAVAM RADIANTES DE FELICIDADE.

CAPITULO 96.

Estava divertido, cada qual com sua tarefa, desempenhando sem nem um problema. Terminamos ao amanhecer, era trabalho demais, eu queria que não ficasse nada para ultima hora. Fomos dormir muito cansados, teríamos pouco tempo para descansar, pois o pessoal do buffet ia chegar nas primeiras horas da manhã. Para arrumar o salão e o restante das coisas. O churrasqueiro que contratei, era do Rio Grande do Sul, pois queria um churrasco bem original. Quando acordei , encontrei Julieta e Juliana conversando na varanda, e fiquei um pouco preocupado, pois Juliana não fazia outra coisa, a não ser maltratar Julieta, mas como a conversa parecia sadia, eu não fui interferir. Marina também estava lá com elas. Seu José e Kuerine estavam no pasto. O que me deixou surpreso, era que eu estava achando, que só eu fui dormir, pois a casa estava animada quando acordei. Tomei meu café e fui entrar na batalha, e nestas alturas, não tinha ninguém parado, eu acho que só o povo que estava organizando tudo, já dava uma festa. Eu já estava de um jeito, que contava as horas que me separava de Julieta, Imagina o Kuerine como não estava, pois o amor entre agente. era tão grande, que não se comparava a nada deste mundo. Marina e Julieta já estavam na lida, e trabalhavam contando piadas, eu só ouvia as gargalhadas delas, pareciam duas crianças e pelo visto, não pareciam tão ansiosas quanto eu e Kuerine. Só o pessoal do buffet, deveria ter umas trinta pessoas, e quando eles chegaram, Kuerine vei correndo me avisar. _ Demétrio! Demetrio!... Os convidados estão chegando e nos deste jeito, todo sujos, nem estamos lordes ainda?! _ Kuerine nem esperou eu responder, saiu correndo atras da Marina e Julieta. Marina! Julieta!... Corre e vamos arrumar, porque os convidados estão chegando. _ Fui atras dele e disse: _ Calma Kuerine! É o resto do pessoal que vai preparar o buffet. _ Mas chiques desse jeito? _ O pessoal estavam com um uniforme muito chique mesmo, vestiam terno preto e camisas brancas. _ Meu Deus! Que horror! É mesmo! Nos estamos todos sujos. _ Marina falava enquanto levantava da cadeira, e olhava pra roupa que estava. _ Calma pessoal! Este pessoal como eu já disse, não são os convidados, eles são o pessoal que esta organizando a festa . _ Falei de novo, tentando que Kuerine e Marina se acalmassem. _ Como que é? Este povo todo? E Lorde deste jeito? Não acredito! Disse Marina. _ Aquela roupa preta e branca que eles estão usando é uniforme, não se preocupem. _ Disse Julieta com ar de riso. Notei que Kuerine ainda com ar de duvida, coçava a cabeça, e Marina olhou pra Kuerine e disse: _ É Kuerine… Se eles estão falando, é porque é! E olha que o Demetrio esta mostrando ao redor da casa pra eles. _ É verdade! Só que eles estão lorde demais, para ser os empregados da festa. _ Kuerine estava deslumbrado com o uniforme do pessoal do buffet. Mas graças a Deus ele e Marina acabaram aceitando, que era o pessoal do buffet. Para que tudo corresse bem, e sem nem um imprevisto, como aconteceu na festa anterior, entre Marina e um dos convidados. Contratei 10 seguranças, e eles iam ficar disfarçados, para não causar constrangimento entre os convidados. Eu tenho certeza que tudo vai correr bem, mas é melhor prevenir que remediar. _ Demetrio, tem um pessoal te chamando. _ Disse seu Jose, me tirando dos meus pensamentos. Quando fui receber, tive uma surpresa, pois não estava previsto que os repórteres chegasse antes da festa começar. E a surpresa maior, era que não era os repórteres que eu havia convidado. Meio cabreiro, os recebi, pensando que podia ser alguns repórteres substituto, pedi que eles ficassem a vontade, e que faltava ainda um tempinho pra festa começar. Estranhei porque eles começaram a filmar na hora que chegaram, e que ainda estava em fase de organização, apesar que o que faltava, era só a parte final do pessoal do buffet. Alguns empregados já haviam se recolhidos, para se arrumarem pra festa. Seu Jose e dona Amelia, estava cuidando dos últimos detalhes. Marina e Julieta, estavam arrumando os cabelos e a maquiagem, pois o pessoal do salão já havia chegado. Fiquei observando aqueles repórteres, e eu estava ficando cada momento mais encabulado, pois não tinha nada a ver com os que convidei. Eles estavam filmando tudo na fazenda, até os pássaros, e filmava muito o Kuerine, todo lugar que Kuerine estava, tinha um filmando ele. Tentei disfarçar, mas não estava dando pra segurar. Acabei indo procurar os chefe deles, e perguntei, se eles eram substitutos dos repórteres que eu convidei. _ Bem senhor Demétrio... Não temos autorização de falar nada, a não ser filmar tudo, como nosso patrão mandou. _ Mal terminei de perguntar, e chega todos os repórteres que eu havia convidado. Os recebi e fiquei mais cabreiro ainda, pedi que eles fizessem o trabalho deles, e esquecessem os outros, que já estavam lá. Tornei a chamar o chefe dos repórteres, que eu estava considerando penetras, e convidei, para conversar em meu escritorio. _ Preciso saber o que voces estão fazendo aqui! Pois os repórteres que eu convidei, acabaram de chegar. _ Desculpa senhor Demetrio, mas antes de falar alguma coisa, preciso de um telefone, para falar com o meu patrão. Pois pensamos que o senhor já tinha ideia do que se tratava. _ Emprestei o telefone pra ele, e dai a pouco ele, veio com a resposta. _ A única coisa que meu patrão mandou falar pro senhor, é que somos a chave para o sucesso do senhor Kuerine. Por isso o senhor esta observando que estamos filmando ele o tempo todo, perguntamos um dos seu empregados quem era Kuerine, e ele nos mostrou. _ Não estou entendendo nada, mas se é assim tudo bem, fiquem a vontade. _ Falei enquanto saiamos do escritorio, mas para dizer a verdade, eu ainda estava cabreiro. _ Que danado de tanto homem filmando aqui desse jeito, Demetrio? _ Até Kuerine estava estranhando e estava preocupado também.

A FELICIDADE ESTA ESTAMPADA NO ROSTO DE DEMÉTRIO E JULIETA.

CAPITULO 97.

_ Sei não amigão! Acho que estou perdendo o controle da situação. Pra te dizer a verdade, até eu queria saber. _ Credo Demetrio! Pra onde vou, vejo um deles atras de mim. _ Fique tranquilo, vamos ver se é do bem, se não for eu alerto os seguranças. Agora eu acho que devíamos ir nos arrumar, antes que os convidados cheguem e nos encontre neste estado. _ Falei abraçando Kuerine e o levando pra dentro de casa. Alertei seu Jose sobre os repórteres desconhecidos, mas pedi que os deixasse bem a vontade, até a segunda ordem. Notei que os repórteres filmavam, narrando o que estava filmando, Mas pensei: Não podia ser a televisão, pois não tinha os aparatos que a TV carrega. Aquela situação estava me deixando inquieto, eu não ia conseguir entrar para me arrumar, sem saber o que se tratava, afinal de contas, eles haviam invadido a fazenda, com isso tornei a chamar o repórter chefe da turma. _ olha aqui meu amigo, ou voce me fala quem mandou voces, ou vou ser obrigado a expulsa-los daqui. _ Falei nervoso. _ Tudo bem Senhor Demetrio! Nos fomos preparados para esta situação, mas o senhor fique tranquilo, que quem nos mandou foi um dos seus convidados, e daqui a pouco ele vai estar aqui. _ Me acalmei um pouco, ao ele dizer que foi um dos meus convidados que os mandou. _ Tudo bem!... Mas não vou ficar tranquilo, enquanto eu não saber do que se trata. _ A única coisa que tenho autorização de dizer pro senhor, é que somos de uma das TV paulista, e que seu casamento e do Kuerine, esta em rede nacional. _ Me assustei quando ele falou isso. _ Meu Deus! Quer dizer que nossa festa esta sendo televisionada? Porque estão interessados em nossos casamentos? E como sendo televisionada, se não estou vendo os aparatos para tal? _ Segundo o que sei, é que o senhor e o senhor Kuerine, são pessoas muito importante na sociedade. e estamos usando umas câmaras pequenas, para não deixar os convidados constrangidos. _ Tá certo, vou aguardar o meu convidado que mandou voces. Me desculpa por alguma coisa, e pode continuar o seu trabalho. _ Sai dali, ainda mais curioso que estava. Fui até o quarto e alertei Kuerine, que a TV estava filmando a nossa festa, e que ele não desse nem uma entrevista sem eu estar do lado dele, pois Kuerine era muito ingenuo, e podia falar algo que não devia, pois eu não sabia qual era o objetivo daquela reportagem. Quando fui me arrumar, os convidados já estavam chegando. Ainda bem que em relação a festa, já estava tudo pronto. Me arrumei e fui fazer uma revisão de tudo, pois fazia questão que tudo ficasse conforme planejamos. Quando eu ia passando na sala, ouço alguém me chamar. Era o pessoal da TV Paulita, e entre eles estava o diretor, que era irmão de um dos meus convidados. Eles me cumprimentaram, se apresentaram, e disseram que o diretor da TV fez questão de vir a festa, porque ficou sabendo da paranormalidade da Marina e do livro do Kuerine, que em breve ia ser publicado, e eles queriam que a TV deles fosse os primeiros a apresentar-nos para o mundo. Fiquei sem palavras. Pois jamais imaginei, que o nosso casamento fosse televisionado. _ Tudo bem!... Como voces são convidados do Dr. Mauricio, que é quase um irmão pra mim, e ele autorizou a filmagem, eu assino em baixo. Fiquem a vontade. _ Eles escolheram uma mesa e sentaram, deviam ser em seis pessoas, ou melhor três casais muito bem trajados. A minha única preocupação era se Caculé já tinha televisão, pois eles ia ver Kuerine e Marina, e eu não sei se Kuerine ia achar bom. Mas eu fiquei feliz, pois Caculé precisava ficar sabendo de uma maneira ou de outra, que dois filhos de lá, hoje eram grande senhores da sociedade paulista. E ficariam sabendo também, que o amor, quando é verdadeiro vence tudo e todos. Claro que eu não ia dizer nada, por enquanto para Marina e Kuerine, pois não sei como eles reagiriam, e eu não quero deixa-los preocupados. Ainda bem que o diretor da TV, chegou antes da hora do casamento, pois tenho certeza, que eu não ia ficar a vontade, temendo do que se tratava. Agora estou bem, seja o que Deus quiser, pois com esta reportagem, vai ficar bem mais fácil para quando eu publicar o livro do Kuerine, e Marina não ia ter tempo de dar entrevista pra eles sobre sua paranormalidade, pois a fazenda já estava muito cheia de gente, seria impossível eles chamarem a Marina ou o Kuerine para uma entrevista, pois Marina só ia aparecer na hora da cerimonia, e Kuerine eu pedi que não aceitasse ser entrevistado sem minha presença. Ate aquele momento, estava tudo correndo bem. O bolo era lindo e maravilhoso, fiquei encantado com tanta beleza. O Padre e o Juiz já haviam chegado, e o combinado foi, que quando começasse soltar os fogos de artifícios, os padrinhos e as madrinhas se colocassem em seus devidos lugares, e os noivos se posicionasse também para receber as noivas, que viriam em seguida. Assim fizemos, fomos pra capela de lona que foi improvisada, que por sinal estava toda coberta de rosas branca e vários laços branco de organza, e nos posicionamos também. Eu não via a hora de ver Julieta chegando. A minha imaginação estava fértil, eu só pensava na hora da lua de mel. Depois de quase uma hora esperando, Kuerine já estava inquieto, queria, porque queria buscar Marina, segundo ele, estava demorando demais. _ Demetrio! Eu vou buscar Marina, ela esta demorando demais e o padre vai acabar indo embora. Vou aproveitar e ver se ela não desistiu, pode ser... Sabia? - Kuerine estava muito nervoso. _ Não! Fica queto ai rapaz! É assim mesmo, as noivas costuma demorar de chegar, é a tradição. Já já elas aparecem _ falei baixinho. Mas para dizer a verdade eu também estava nevoso, pois a demora estava grande. Depois de mais uns vinte minutos, começaram a soltar fogos de novo, e meio aquele barulharão de fogos, entra duas Deusas, tão lindas que eu nunca vi igual. _ Olha lá Demetrio! Lá vem elas! Olha como Marina e Julieta estão lindas! Meu Deus! _ Kuerine estava deslumbrado, e não escondia de ninguém. E notei que os olhos de Kuerine estavam nadando de lagrimas. Mas não nego que eu estava me segurando, para não chorar também. As damas de honra vinheram na frente de Marina e Julieta, e vestidas do mesmo jeito que as noivas. Quem estava trazendo Marina para o altar, para entregar pro Kuerine, era seu Ricardo, um dos nossos boiadeiro, e modesta parte, estava muito bem vestido. E quem estava trazendo a Julieta era seu José, todo orgulhoso, vestido com um terno muito alinhado.

CHEGOU O GRANDE DIA! DIA DOS CASAMENTOS DE DEMETRIO E JULIETA, KUERINE E MARINA.

CHEGOU O GRANDE DIA! DIA DOS CASAMENTOS DE DEMETRIO E JULIETA, KUERINE E MARINA.

CAPITULO 98

Eu e Kuerine, recebemos nossas noivas tremendo de emoção, mas notamos que elas também estavam muito emocionadas. Marina não se intimidou em chorar, chegou a borrar a maquiagem. Foi muito emocionante a cerimonia. Notei que os repórteres da TV não perdiam um lance. Mas os meus fotógrafos não ficavam pra trás, registrava cada momento com muito carinho. Na hora do sim, quase chorei quando Kuerine respondeu. _ Senhor Kuerine Barbosa!... Aceita Marina de Alencar, como sua legitima esposa? _ Claro seu padre! Claro que aceito! _ Muita gente riu dele, e eu fiquei sem ação, ao ver que a voz dele estava tremendo. Dai a pouco chegou a minha vez, e sem exitar também disse sim, e muito feliz. Era sim pra cá, e sim pra lá, nosso casamento realmente ia ser a reportagem do ano, pra TV paulista. Aquela felicidade nossa, causou muita emoção, até pra quem não conhecia a nossa historia. A festa foi até o dia amanhecer. Estouramos champagne, fizemos tudo que a tradição manda. E a felicidade estava no ar. Viajaríamos pra Ilha Grande, pela manhã. pois queríamos participar da festa até o final. Depois que a festa acabou, eu estava muito cansado, e ainda tínhamos que viajar. Reservei quatro apartamento em um hotel, em ilha Grande Meu jatinho já estava nos esperando, desde o raiar do dia, pois programamos viajar assim que amanhecesse. Julieta , Marina e Kuerine se despediram do pessoal que ainda estava lá. Eu agradeci a todos, e me despedi também. Quando chegou a hora de embarcar, começou o tormento: Vou não!... De jeito nem um, vou entrar nisto ai e voar! Já estou até tonto de tanto medo. _ Kuerine falava tremendo, e amarelo parecendo um ser do outro mundo. _ Pelo amor de Deus, Kuerine! Voce não vai fazer isto comigo agora! Vai?... Não vai acontecer nada, fique tranquilo. _ Vou não Demetrio! De jeito nem um! Volta aqui Marina! Nos não vamos arriscar entrar nesta coisa. _ Marina já estava dentro do avião. _ Vamos Kuerine! Deixa de ser bobo! _ Marina pedia mas já descendo do avião. _ Vamos ficar! Nos vamos pra casa de Demetrio, é melhor do que agente arriscar a vida nisto ai. _ Kuerine estava irredutível, insiste por quase uma hora, e nada. _ Tudo bem Kuerine! Sua sorte é que a Julia ainda esta aqui, vou falar com ela pra levar voce e Marina, pra casa. _ Fiquei bravo, mas fazer o quer? Fui conversar com a Julia, que me prometeu cuidar deles em São Paulo. Eu e Julieta fomos sozinhos, e enquanto Kuerine e Marina , seja o que Deus quiser, vou ficar sem me preocupar com eles, porque se não minha lua de mel, vai ser um fracasso, e eu não quero decepcionar Julieta, de jeito nem um. Quando chegamos na ilha, Julieta quis de imediato andar na areia e apreciar o mar. Fomos pro mar e pedi aos pilotos, que deixassem a bagagem no hotel. Minhas emoções estava a flor da pele, não via a hora de ficar sozinho com Julieta. Notei que Julieta tambem estava apreensiva, pois eu era o primeiro homem, que ia toca-la. Demos uma volta pela Ilha, comemos alguma coisa, pra depois ir para o hotel. Que na verdade eu queria estar lá, desde o momento que pisei na Ilha. Mas eu acho que Julieta estava enrolando. porque estava com medo, ou estava com vergonha. Mas eu não via a hora de pega-la em meus braços, e poder sentir o mais profundo da emoção que o amor nos proporciona. Graças a Deus que Julieta decidiu ir pro hotel, chegamos lá os meus pilotos ainda estavam me esperando para decidir o dia de voltar, pra nos buscar. Combinei com Julieta, que só íamos ficar 15 dias, pois não estava me sentindo a vontade, por Kuerine e Marina estarem sozinhos lá em casa. Primeiro que eles não iam sair pra canto nem um, pois só saiam comigo. Mas Deus ia cuidar deles na minha ausência, e Julia era muito responsável, não ia deixar faltar nada pra eles. Eu só estava preocupado, com a lua de mel deles, pois até então, não sei se eles sabem, o que é uma lua de mel. Minha preocupação dobrava ao pensar, se Kuerine ia saber agir como um cavalheiro com Marina, que era leiga de tudo, em respeito a sexo. Julieta quando chegou no hotel, que fomos pro quarto, ela ficou mais de meia hora no banheiro, eu já estava preocupado. Quando ela saiu, estava tão linda, com aquele conjunto de camisola meia transparente, que me deixou muito excitado. Fui tomar meu banho e não demorei nem dez minutos, pois não via a hora de pega-la, em meus braço. Tomamos um vinho, para relaxar, e enquanto tomava, trocávamos carinhos, Julieta era a mulher mais carinho que conheci, e sabia tocar em meu ponto fraco. Aquela estava sendo a experiência mais inesquecível que passei na vida, nunca imaginei que encontraria uma mulher tão espetacular como aquela. Depois de muitos carinhos, nos amamos de tal maneira que fui as nuvens, me senti dentro do céu. Julieta me completou em todos os sentido, e não foi fácil nem pra mim nem pra ela, aquela primeira vez. Mas o importante era que tudo estava dando certo pra nos dois. Depois que nos amamos, pedimos o almoço, tomamos outro banho, e tudo começou outra vez, quanto mais nos amávamos, mais queríamos nos amar. Naquele dia, não saímos mais de dentro do hotel, mas no dia seguinte, Julieta me pediu para dar uma volta com ela pela Ilha, e que queria mergulhar, conforme ela tinha visto alguns casais que estavam voltando do mar, que haviam mergulhado, e comentavam que era uma experiência incrível. Sem nem uma duvida, fui atras do grupo de mergulhadores, para que nos levasse para mergulhar, eu queria que Julieta se sentisse o que ela realmente era. A mulher mais importante do mundo pra mim. Marcamos para o dia seguinte, e foi realmente maravilhoso, a emoção é indescritível. Depois do mergulho, fomos pro hotel, e eu havia contratado com o dono do hotel, que queria o nosso quarto naquele dia, repleto de rosas brancas e vermelhas. E quando Julieta entrou, que viu o quanto todo decorado de rosas, ela me abraçou e chorou. Julieta sabia me cativar com seu jeitinho meigo de ser.

DEMETRIO EM UM MERGULHO EM ILHA GRANDE.

MARINA EM UM MERGULHO EM ILHA GRANDE.

CAPITULO 99.

Os 15 dias passaram voando, fomos tão feliz, que não vimos o tempo passar, Na volta pra casa lamentamos, pois Ilha Grande é uma ilha paradisíaco, parecia que estávamos no paraíso. Quando chegamos em São Paulo, Kuerine e Marina estavam Ansiosos, nos esperando. Mas fiquei surpreso quando vi Kuerine, pois ele havia emagrecido uns cinco quilos em quinze dias. _ Mas o que é isto Kuerine? Por acaso voce passou fome aqui? A Julia não deu comida pra voce não? _ Falei sorrindo. _ Epa Demetrio! Não faltou nada pra eles, mas eles ficavam o tempo todo lá em cima, só desciam quando não aguentava mais de fome_ Julia falou com ar de riso. _ Não Demetrio!... É porque agente não tinha fome. _ Kuerine se justificou de imediato. _ Nada disto! Eu descia, ele que não queria descer. _ Marina falou toda cabreira. _ Tudo bem!... Eu entendo voces, porque eu tambem, se pudesse não saia do quarto pra nada, ficava 24 horas com Julieta agarradinho. Mas o corpo não quer nem saber, quando ele quer se alimentar não tem quem segura. _ Falei abraçando e beijando os dois, a final de contas eu estava morrendo de saudade deles. _ Por acaso voces sentiram a minha falta? Sei que estou perguntando bobagens, porque sei que nestes 15 dias voces nem lembraram que eu existo. _ Negativo Demetrio! Esta casa sem voce é um verdadeiro vazio, eu não via a hora de voce voltar. _ Marina respondeu ainda abraçada comigo. _ É verdade Demetrio! Nada aqui tem sentido sem voce, mesmo agente estando em lua de mel, sentimos muito a sua falta, e tenho certeza que não dá, para viver aqui sem voce. _ Kuerine falava emocionado. _ Epa gente! E eu? Voces não vão me dar um abraço? _ Julieta falou abrindo os braços. Kuerine e Marina, saíram dos meus braço, e abraçou Julieta. _ Sabe o que é Julieta? É que Demetrio é como se fosse a nossa metade, mas sentimos sua falta tambem. _ Kuerine e Marina abraçaram Julieta e contaram pra ela, como foram seus 15 dias sozinhos. Julia nestas alturas, havia subido com as malas. Fiquei conversando com Kuerine, e Marina foi mostrar a casa pra Julieta, que ainda não conhecia. _ Caramba! Que casa grande é esta? Pra que uma casa tão grande, deste jeito? _ Julieta não notou que eu estava atras delas. _ Sabe pra que meu amor? Pra dar conforto a uma linda família, que vai crescer aqui, na verdade… Duas famílias, este é o meu objetivo, se Kuerine e Marina aceitarem permanecer aqui conosco. _ Julieta me abraçou e falou: _ Aqui cabe umas trezentas pessoas, é grande de mais, eu não gostaria de morar aqui só com voce, pois vamos nos perder aqui dentro, peço a Deus que Kuerine e Marina fique aqui com conosco, pois do contrario vai ser um tédio quando voce sair e eu ficar aqui sozinha. _ Não tenho certeza que Kuerine vai querer ficar aqui depois que nos casamos, mas até publicar o livro e ganhar dinheiro, temos que ficar aqui, pois não temos dinheiro pra comprar uma casa, e não queremos morar na fazenda. _ Já falei que dinheiro não é problema pra voces, mas não nego que gostaria que voces não se separassem de nos. _ Falei abraçando Julieta e Marina. Depois que Julieta conheceu toda a casa, fui apresenta-la pros empregados a nova patroa. Julia adorou Julieta, com aquele jeitinho simples, que ela tem de ser. Sem Julia a casa não funciona, pois é ela que sabe onde está tudo, desde o mais simples, ao mais cumpliciado objeto. Meus planos era colocar outros empregados, e deixar Julia como governanta, pois quando nossos filhos chegarem, vamos precisar de uma, e ninguém melhor que Julia pra ser esta pessoa. Como chegamos mais de três horas da tarde, fizemos um lanche e deixamos pra jantar mais sedo. Pedi a Julia que preparasse um jantar especial, pois ia comemorar com, a nossa nova vida de casados. Aproveitei aquele final de tarde, para ver os recados e as cartas que chegaram em minha ausência. E estava louco pra estar mais tranquilo com Marina e Kuerine, para eles me contarem as novidade. Marina estava com Julieta mostrando o pomar e o canil, minha casa depois que eu conheci eles parecia um zoológico, pois tínhamos gatos, cachorros, papagaio, arara e coelhos, isto sem falar na quantidade de pássaros, que tinha no pomar. Julieta ficou deslumbrada com os bichos, pois ela tambem adorava animais. Kuerine não saia do meu pé, onde eu estava, ele estava atras, e eu gostava disto, adorava a companhia dele e de Marina, por isso nunca iam me irritar por serem tão pegajosos. Antes do jantar, no arrumamos, como se fosse sair, pois eu queria que fosse um jantar especial. Julieta ainda não estava se sentindo em sua casa, me esperou para subir pro nosso quarto. Parecia mentira, mas eu não podia ficar sozinho com ela, que a chama acendia, e eu não conseguia me controlar, descemos uma hora depois, Kuerine e Marina já estavam nos esperando. No jantar contamos nossas aventuras em Ilha Grande e falamos pra eles, o que eles perderam por não ter ido com conosco. Marina estava louca pra conhecer o mar, e reclamou muito por Kuerine ter desistido de ir, mas prometi que ia fazer uma viagem de carro até o mar para satisfaze-la Prometi que ia leva-los no Rio de Janeiro o mais breve possível. Eles não quiseram tocar, como foi a lua de mel deles, e eu respeitei, mais imagino que não deve ter sido fácil, pois pelo que sei deles, eles não entendiam nada de sexo. Mas deu pra notar, que eles tiveram uma lua de mel muito intensa, pois tanto Kuerine quanto Marina, estavam muito abatidos. Para quebrar o clima falei: _ Só espero que voces não tenham feito um neném, pois pelo visto, Kuerine não se preveniu. _ Falei sorrindo. _ Como preveniu? Mas como que faz isso? Eu não prevenir mesmo não, pois não sei como faz isso! _ Achei graça e falei: _ Esqueci de te ensinar amigão! Mas não tem nada não, aqui cabe uma creche de crianças. Será os seus e o nossos filhos. Deixa que venha quantos Deus quiser. _ Quando olhei para Marina e Julieta, elas estava vermelhas de vergonha. _ Eu acho que fiz um bugelinho, Demetrio! E voce não fez não? _ Kuerine estava gostando do assunto.

A LUA DE MEL CONTINUA.

CAPITULO 100.

_ Sei não Kuerine, eu, nem Julieta não nos prevenimos. _ Falei dando um beijo em Julieta. _ Dá pra voces dois mudarem de assunto? Eu e Julieta estamos com vergonha. _ Marina falou sem jeito. _ Tudo bem meninas! Desculpa. _ Falei me acabando de rir. Aproveitei que estávamos ali reunidos, e avisei Kuerine, que ainda naquela semana, ia providenciar a editora pra publicar o livro dele, e ia pagar um agente para corrigir e separar os capitulos, pois sabia que ele estava louco para publicar o livro, e eu não ia ter muito tempo, por aqueles dias. Terminamos de jantar e fomos da uma volta pela cidade, pois queria mostrar São Paulo pra Julieta. Julieta ficou deslumbrada com a beleza de São Paulo, ela e Marina comentavam muito, quando passávamos por algum lugar que chamava a atenção dela. Fomos até o shop, comprei alguns presentes e voltamos pra casa. Os dias estavam correndo pra mim, era tanta coisa pra fazer e dar atenção pra Julieta, que me virava em vários ao mesmo tempo. Consegui um bom agente, e em menos de uma semana, me entregou o livro do Kuerine, todo pronto para ser publicado. Consegui uma das editoras, de um dos meus amigos, e coloquei o livro para ser publicado, escolhi a melhor delas, pois queria que a publicação fosse de primeira. Kuerine estava radiante de alegria. No dia da lançamento, Kuerine estava eufórico, e para minha surpresa, foi o laçamento mais lindo que já vi. Kuerine tratou todos os convidados, com maior carinho, e comentava a historia dele, todas as vezes que tinha oportunidade. Ele e Marina ficaram ortografando, foi um verdadeiro sucesso. Foi vendido uma quantidade tão grande, que não esperávamos, e isto me deixou muito feliz, pois Kuerine e Marina, estando felizes, me completava. Depois do lançamento do livro, Kuerine começou a fazer seus planos, não sabendo ele, que eu ia aproveitar e colocar uns vinte milhões na conta dele, mas eu queria que ficasse em segredo, pois queria que ele pensasse, que era da venda dos livros. Isto foi fácil pra mim, pois Kuerine não entendia muito de banco, e o gerente do meu banco, fez a coisa muito bem feita. _ Demetrio! Eu estou rico! O livro vendeu tudo, eu acho, porque recebi um saldo com tanto zero, que nem sei quanto que é. _ Kuerine estava muito feliz. _ Que bom Kuerine, agora voce pode comprar o que voce quiser, e pode tambem ir a Caculé, e ficar no melhor hotel por lá. _ Falei aumentando a empolgação dele. _ Bem que eu queria ver mainha, Kuerine! Agente podia ir! _ Marina falou tão triste, que eu acho que a saudade estava consumindo ela, mas ela não falava nada, para não aborrecer Kuerine. _ Não Marina! Primeiro vamos comprar uma casa, e e eu vou fazer alto escola pra gente comprar um carro, ai nos vamos em nosso carro, e pra fazer bonito, eu queria que Demetrio tambem fosse, mas no carro dele. _ Kuerine chega enchia a boca pra falar, de tão feliz que ele estava. _ Por mim tudo bem kuerine, vamos aproveitar enquanto nossos filhos não vem, podemos te matricular ainda hoje, pra voce fazer alto escola, quero aproveitar e colocar Julieta também. _ A não! Se Julieta vai fazer, eu tambem quero, assim quando voces estiverem cansados de dirigir, nos duas vamos ajudar. _ Marina tava toda empolgada. Fomos naquele mesmo dia matricular, Julieta, Kuerine e Marina na alto escola. Nos primeiros dias Kuerine queria desistir, disse que era muito difícil, mas graças a Deus, todos três se deram bem nas provas e conseguiram tirar suas carteira de motorista. Os dias foram se passando e a nossa felicidade só dobrava. Fomos comprar os carros, pois queríamos que Julieta e Marina também tivesse os delas. Kuerine escolheu uma Ferrari vermelha, Marina escolheu um covertte roadmaster, branco e Julieta escolheu uma BMW que para minha surpresa, ela escolhei preta. _ Mas Julieta este carro é muito masculino, Voce não que escolher outro? _ Não Demetrio! Este é o carro dos meus sonhos. Podemos ter ele, e eu e voce dirige. _ Então tá bom, vamos levar. _ Falei satisfazendo ela. Fomos pra casa, cada qual com seu carro, O carro da Marina quando chegamos em casa tivemos que lavar, pois os pássaros fizeram o que faz sempre, sujaram tudo de coco, mas Marina não estava nem ai. _ Caramba! Seu carro já esta todo sujo! _ Disse Julieta, rindo de Marina. _ Por isso escolhi este, assim meus passarinhos podem viajar juntinho de mim, sem ter aquela capota que me separa deles, este eu posso colocar e tirar a capota, na hora que eu quiser. _ Mas voce vai ficar cheia de coco de passarinho, Marina! _ Marina não estava nem ai, ela queria mesmo era ser feliz com seus pássaros _ Tem nada não Julieta! Eu lavo quantas vezes for preciso, mas isto é que me deixa feliz._ Notei que Julieta ficou surpresa. Depois que compramos os carros, fomos programar a primeira viagem, que seria pro Rio de Janeiro, e teríamos que fazer par ou impar para ver qual dos carros ia nos levar, foi muito divertido isto. O carro da Julieta foi o que ganhou,para nos levar pro Rio. Até que achei bom, pois era muito confortável. Passamos 15 dias maravilhoso no Rio, Marina e Kuerine, foram os que mais ficaram deslumbrado. Agora o nosso destino seria Caculé. Eu ia aproveitar e comprar a casinha do Kuerine, na mão da dona Dolores, pra fazer o prédio que prometi. Eu não sabia como íamos ser recebidos na cidade natal de Kuerine e Marina, mas como íamos direto para o hotel, qualquer coisas voltávamos pra trás, Quando chegamos em Caculé, foi um alvoroço. A cidade inteira se reuniram pra ver Kuerine e Marina, mal chegamos e o hotel da Lia estava parecendo uma romaria, de tanta gente pra nos ver. _ Marina voce vai querer ir na casa dos seus pais sozinha, ou quer que agente acompanha voce? Assim podemos ver, como voce vai ser recebida. _ Prefiro irmos juntos, pois não sei se painho e mainha vão me receber. _ Marina estava apreensiva. _ Primeira coisa que vamos fazer, é ir na casa dos pais de Marina, depois vamos na dona Dolores. _ Falei enquanto admirava, tanta gente do lado de fora do hotel. O engraçado é que todos gritavam por Marina e Kuerine. _ Vou lá fora Demetrio! Quero abraçar meus conterrâneos, tenho certeza que muitos deles, foram meus alunos. _ Eu tambem vou contigo. _ Disse Kuerine. _ Vão gente! Faça o que voces acharem melhor, afinal de contas, voces estão em sua terra.

O CARRO DE MARINA.

O CARRO DE MARINA.

O CARRO DO KUERINE.

O CARRO DO KUERINE.

CARRO DE JULIETA.

CARRO DE JULIETA.

CAPITULO 101

Marina e Kuerine se misturaram no meio da quela gente, que abraçavam e beijavam eles, como se eles fossem uns deuses. Kuerine e Marina estavam chorando de soluçar. Eu e Julieta, ficamos observando da janela do quarto e ficamos emocionados também. Nos abraçamos e eu chorei. Só em pensar, que eles foram recebido daquele jeito, me fazia ter certeza que valeu a pena a longa viagem. Depois de mais de uma hora, Kuerine e Marina voltaram pro seu quarto, e eu e Julieta estávamos lá esperando eles. Já fazia três anos, que Marina e Kuerine tinham saído de Caculé, e foram recebidos com tanto carinho, que fiquei impressionado, pois devido eles terem fugido, eu pensei que eles iam ser apedrejados quando voltassem. Nestas alturas, os pais de Marina já deviam estar sabendo que ela estava na cidade, e pior que com Kuerine, eu estava temendo a reação deles, quando visse ela com Kuerine e ainda mais casados. No meio da multidão que estava ali, não vi nem uma pessoa que eu tivesse conhecido quando roubamos Marina. Quando Kuerine e Marina entraram no quarto eu e Julieta os abraçamos e eles choravam muito, ficaram emocionados com a recepção que tiveram. _ Calma gente! Deixa um pouco de emoção pra quando voces verem as pessoas que voces tanto amam, que é dona Dolores e seus pais Marina! _ Falei mas ainda emocionado também. _ Vamos lá logo Demetrio? Assim acaba com o suspense, estou preocupado, porque eles não vinheram aqui no hotel, só veio os alunos de Marina, e alguns amigos que eu nem sabia que gostavam de mim. _ Kuerine falou enxugando as lagrimas. _ Vamos tomar um banho, comer alguma coisa, depois nos vamos, quem sabe neste período, os pais de Marina se sensibilizam, e vem aqui? Se isto acontecesse seria bem melhor, pois assim podíamos ter certeza, que eles estava com saudade e sem ressentimentos. _ Eu tambem acho melhor Marina. _ Disse Kuerine. Fomos tomar banho e depois pedimos um lanche reforçado, dona Lia estava toda orgulhosa, por nos hospedar em seu hotel. A tardezinha fomos na casa dos pais de Marina, pois eles não foram até o hotel, e tínhamos certeza que eles sabiam que Marina e Kuerine estavam lá, pois a cidade em peso já sabiam. Quando estávamos nos preparando pra sair, chega dona Dolores e seu Salvador. Dona Dolores abraçou o Kuerine e chorou tanto, que parecia uma mãe que fazia dez anos que não via o filho. _ Voce esta lindo Kuerine! Tá lorde!_ Ela falou entre o choro. _ Fiquei lorde dona Dolores, agora eu sou escritor, sou rico, e agradeço este amigo de ouro que Deus botou na minha vida. _ Kuerine falou apontando pra mim. Depois que dona Dolores ficou um bom tempo abraçada com Kuerine, abraçou Marina enquanto seu Salvador abraçava Kuerine e dizia o quanto estava feliz por ele. Nos apresentamos, pois eu não tinha intimidade com dona Dolores e seu Salvador. Kuerine aproveitou a visita da dona Dolores, e pediu a ela que fosse com agente até a casa da mãe de Marina. _ Quando chegamos na casa da dona Odete, tivemos uma surpresa, pois ela estava preparando uma festa, para nos receber. _ Filha! Filha querida! Voce não imagina o quanto sofri quando voce foi embora! Quase morro, adoeci e não via a hora de ter noticias sua. _ Tó aqui mainha! E a senhora não imagina a saudade que eu estava. _ Dona Odete ficou abraçada com Marina e notei que Kuerine estava em cantinho todo tímido. _ Mainha eu e o Kuerine nos casamos, e estamos muito bem, pra mim fazer mais feliz, aceita ele como seu genro! _ Marina falava chorando. _ Vem cá seu esmolé filho da mãe! Deixa eu te dar um abraço, pois voce fez o que dizia que ia fazer, roubou minha filha e esta fazendo ela a mulher mais feliz do mundo. _ Kuerine abracou dona Odete, que deu um beijo no rosto dele, e declarou que aceitava ele como seu genro. Como eu fiquei feliz em ver a felicidade de Marina e Kuerine. Depois que nos apresentamos, dona Odete falou brava: _ Agora voces vão lá no hotel e pega as malas e traga aqui pra casa, as pessoas que fazem minha filha feliz, não fica em hotel aqui na minha cidade! _ Caramba! Eu esperava tudo, mas aquela reação da dona Odete, me deixou muito surpreso, e tenho certeza que Kuerine também. Dona Dolores também chorava muito, ela amava o Kuerine de verdade. _ Olha gente! Eu vou embora, e quero ver voces ainda hoje na minha casa. _ Dona Dolores se despediu e nos prometemos que ia na casa dela, o mais rápido possível. Fomos buscar as malas no hotel, e nos hospedamos na casa da dona Odete, que parecia outra pessoa, não era aquela Odete, que eu havia conhecido. Seu Lindolfo não estava em casa, chegou depois de um bom tempo que havíamos chegado, e nos tratou muito bem também, até chamou Kuerine e eu pra conversarmos na varanda. O pessoal que estava em frente o hotel, foram todos pra frente da casa da dona Odete, lá fora estava um barulharão, até parecia que uma celebridade havia chegado na cidade. _ Onde esta a Inês mainha? _ Casou e esta morando em Brumado, já tem até uma menininha. _ Dona Odete falava agarrada com Marina, pra dizer a verdade, ela ficava agarrada o tempo todo, parece que a saudade, a transformou. _ Fico muito feliz mainha. _ E voce? Faz tempo que casou? _ Não! Somos recém casados, Este anjo que esta ai, que é o Demetrio, mudou a nossa vida, publicou um livro que o Kuerine fez, contando a nossa vida, quando eramos criança, e fez o maior sucesso, Kuerine ganhou muito dinheiro, mas antes não faltava nada pra nos, pois o Demetrio nos trata como se fossemos filhos dele. Ele até nos deu uma fazenda, mas eu e Kuerine ainda estamos morando na casa dele, e nos casamos no mesmo dia, ele com esta joia aqui. _ Marina falou abraçando Julieta. _ Que bom minha pequena, eu e seu pai pensamos que voces estava passando fome em São Paulo, pois para te dizer a verdade, não esperávamos nada do Kuerine. _ É mainha!... As aparecias se enganam. _ Marina falou feliz. Enquanto eu Kuerine e seu Lindolfo conversamos, Marina e Julieta ficava do lado da dona Odete. Chamei julieta pra ficar comigo, pois notei que ela estava desambientada.

KUERINE. .

MARINA.

CAPITULO 102.

_ Não Demetrio! Eu e Julieta vamos ajudar mainha lá dentro. _ Marina falou abraçando Julieta e levando pra dentro. Mais ou menos duas horas depois, a casa da dona Odete estava repleta de gente, todos queriam ver Marina e Kuerine. Estava um tumulto danado. Dona Odete mandou que uma senhora que faz bolos e doces na cidade, preparasse uma quantia enorme de bolos, salgados e doce, e todos que chegavam comiam e bebiam a vontade. Já era tarde quando o pessoal foram embora, e como lá ainda ela luz a motor, já estávamos com um monte de lampiões acessos. Fomos dormir de madrugada, era tanto assunto, que deixamos pra ir na casa da dona dolores no dia seguinte. Marina estava lamentando porque Norma e Paulo, estavam em Salvador, afinal de contas eram os melhores amigos deles. E Kuerine só falava em seu Alípio e seu Zé Fróis. Que tambem haviam mudado. No dia seguinte estava mais calmo, o pessoal não estavam mais fazendo tumulto na frente da casa. Da frente da casa da dona Odete, dava pra ver a casinha que o Kuerine morava, que estava do mesmo jeito que ele deixou, só estava com um pessoal morando. _ Kuerine! Temos que tentar comprar a casinha que voce morava, pra fazer o prédio que prometi. _ Falei satisfeito com tudo que estava acontecendo. _ Vamos na dona Dolores, Demetrio, a casinha é dela. _ Tudo pro Kuerine aquelas alturas era possível, pois a vida que ele estava levando, mudou sua maneira de pensar. _ Só que agora que eu também estou rico, quero te ajudar a construir o prédio. _ Kuerine falou orgulhoso. _ Eu acho que devíamos contratar uma construtora, se dona Dolores nos vender, e deixar alguém responsável, fazendo o prédio. _ Como voce quiser amigão! O que voce decidir, está decidido. _ Vamos logo na casa da dona Dolores, que eu estou doido pra decidir logo isto. _ Falei pedindo licença pra dona Odete e seu Lindolfo, para que agente fosse logo. Quando chegamos na casa da dona Dolores ela fez uma festa ao nos ver. Como era maravilhoso se sentir querido, e Kuerine estava vivenciando aquilo com uma sençcação de dever cumprido. _ Voces vão almoçar, ou jantar aqui com agente? _ Dona Dolores perguntou de imediato. _ Vamos jantar dona Dolores, porque dona Odete esta esperando agente pra almoçar. Mar Demetrio precisa conversar com a senhora a respeito da casinha que eu morava. _ Kuerine já foi adiantando a conversa. _ O que voce querem com aquela taperinha? Voce sofreu tanto lá dentro, e ainda quer alguma coisa com ela? _ Queremos comprar na mão da senhora, dona Dolores? _ Falei entrando na conversa. _ Comprar? Mas pra que? Voces moram tão longe! Pra quer quer aquela casinha? _ Queremos construir um predio dona, um prédio com meu nome e de Marina. _ Kuerine falou todo orgulhoso. E enquanto falávamos seu Salvador chegou. _ Como que é? Voce vão construir um prédio aqui em Caculé? Mas pra quer? _ Seu salvador perguntou surpreso. _ Queremos construir um aranha céu, seu Salvador, com o nome de Marina e Kuerine. Para que nunca mais esqueçam deles. _Falei feliz da vida. _ Então se a Dolores concordar comigo, podemos dar a casinha como presente de casamento pro Kuerine! Voce concorda Dolores? _ Seu Salvador falou abraçando Kuerine. _ Claro que concordo! Será uma honra pra nos!. _ Kuerine ficou tão surpreso, que encheu os olhos de lagrimas. _ Não acredito! Voces vão me dar a casinha que muitas vezes sofri lá, mas tambem fui muito feliz, pois podia ver a Marina na janela. _ Kuerine esta emocionado. _ Não acho justo Kuerine! Dona Dolores precisa de dinheiro. _ Marina entrou no meio da conversa, já protestando. _ É verdade! Fala um preço dona Dolores, eu agora posso pagar, a senhora me dá outro presente. _ Disse Kuerine. _ Não nos decepciona Kuerine! Nos queremos dar a casinha de presente, será de muito gosto. _ Disse seu Salvador. _ Pronto gente! Eu resolvo esta situação. Dona dolores e seu Salvador dá a casinha de presente, e nos damos um apartamento no prédio, de presente pra eles. O que voces acham da minha ideia? _ Perfeita_ Disse Marina. _ Eu aceito, pronto! _ Disse dona Dolores. Ficamos na casa da dona Dolores por algumas horas, e voltamos pra casa da dona Odete para almoçar. Depois do almoço, fomos na casa do seu Liu, e o Neto recebeu Kuerine muito bem, aqueles três anos fez com que toda picuinha acabasse. Fomos muito bem tratados em Caculé. Todos que viam o Kuerine na rua, admiravam, pois Kuerine era outra pessoa, não tinha nada a ver com aquele Kuerine que saiu de lá a anos trás. A noite fomos jantar na casa da dona Dolores, e no dia seguente fomos providenciar a papelada, da casinha, e encontrar alguma construtora para construir o prédio. Em Caculé não encontramos nem uma construtora, tivemos que ir até Vitoria da Conquista, para encontrar, e segundo eles duraria seis meses a construção. Não podíamos ficar muito tempo em Caculé, pois tinha muitos negócios para resolver em São Paulo. Resolvemos tudo que tinha para resolver a respeito do prédio e deixamos seu Lindolfo, responsável por tudo, deixei a construtora paga, e uma quantia suficiente para alguma coisa que faltasse e começamos a nos preparar para voltar pra São Paulo, com a promessa que em seis meses voltaríamos para a inauguração do prédio. Quando entrei na loja da dona Odete, Marina estava perguntando pela fazenda do seu Raul, que comprei e dei pra dona Odete quando roubamos Marina. _ O que voces fizeram da fazenda mainha? _ Seu pai esta criando gado lá, temos muitas vacas leiteira e distribuímos leite pra toda a redondeza. _ Dona Odete falou olhando pra mim. _ É seu Demetrio!... Eu não estava vendendo minha filha, só não queria que ela levasse a vida sofrida do Kuerine. Mas tudo bem! Graças a Deus deu tudo certo, ela leva uma vida melhor do que a que dei pra. _ Dona Odete falava orgulhosa.

KUERINE.

MARINA.

ULTIMO CAPITULO. CAPITULO 103.

_ É mainha!... Só não tenho o céu, porque o céu não esta a venda, porque o Kuerine compraria pra mim, sou a mulher mais feliz do mundo. E quero que a senhora saiba que devemos nossa felicidade, a este anjo que entrou em nossa vida. _ Marina falava emocionada. _ Nada disto! Eles que são os anjos que entrou em minha vida, que nunca mais foi a mesma depois que os conheci, até minha esposa eu agradeço a eles. _ Falei justificando. _ É mainha! Ele é modesto. _ Marina falou abraçando comigo. Quando estava aproximando a hora de voltarmos, estava um chororó, dona Odete chorava muito, e Marina tambem. _ Calma Marina! Agente vai voltar daqui a seis meses, passa rápido. _ Kuerine falou abraçando com ela. _ É verdade Marina, agora voce pode escrever pra sua mãe, pode até vir aqui quando quiser, afinal de contas voce sabe dirigir. _ Deus me livre de deixar minha Marina dirigindo sozinha por ai. _ Kuerine falou bravo. _ O que? Voce sabe dirigir Marina? _ Perguntou seu Lindolfo. _ Sei painho! Até ganhei um carro de presente! _ Mas voce esta chique ei menina? - Seu Lindo falou orgulhoso. _ Meu Deus, minha filha! Como que pode voce sendo mulher dirigindo? _ Lá em São Paulo isto é normal mainha! Não se preocupe não. _ Marina falava sorrindo. É chegado a hora da gente partir. Foi um tumulto de gente para despedir. parecia uma festa, quando souberam que íamos embora. Eu nunca imaginei que seria assim, aqui em Caculé, pela maneira que foi quando levei Kuerine e Marina pra São Paulo. A viagem de volta foi tranquila, Marina chorou um bocado, mas se acalmou. Chegamos em casa e fomos recebidos com uma recepção dos pássaros, que demostrou que estavam morrendo de saudade de Marina. O papagaio e a arara faziam muito barulho, ao ponto dos empregados vir ver o que estava acontecendo, foi muito engraçado. A Julia nos recebeu com o mesmo carinho de sempre, e como já era governanta, estava mais tranquila. Passaram se seis meses, e Marina estava gravida, Julieta ainda não tinha engravidado, mas já estávamos providenciando um bebezinho também,. O livro do Kuerine já estava na quarta edição, fazendo muito sucesso. Marina havia atendido alguns chamados do Ibama, e todas foram bem sucedido. Fizemos alguns eventos na fazenda, e Marina estava muito feliz com as doações que ela estava fazendo. Seu Jose encontrou uma fazendo perto da de Marina e compramos, ele já havia mudado e estava criando cavalos. Kuerine estava pensando em escrever um outro livro, segundo ele queria escrever contando a historia minha e dele. Voltamos pra Caculé, e o prédio estava a coisa mais linda, e na frente estava escrito: Edifício: Kuerine e Marina. Inauguramos e ficamos na cidade três dias, e entregamos o apartamento da dona Dolores, o qual era o mais bem localizado. E o edifício, entregamos na mão do seu Lindolfo para que administrasse, e a metade dos alugueis mandasse pra Kuerine, e a outra metade seria dividido entre ele, e a caridade, que seria pra todos as pessoas que passasse fome em Caculé. E para que tudo fosse feito conforme eu e Kuerine queríamos, teríamos todos os finais de mês, para prestar conta com seu Lindolfo por correspondência, e de seis em seis meses voltávamos em Caculé. Eu e Julieta estávamos cada dia mais apaixonados, Kuerine e Marina felizes da vida com a espera do seu primeiro filho. Seu Jose e dona Amelia estava radiante com a fazenda nova, e Juliana continuava com a mesma vidinha de sempre, Assim termina a historia maravilhosa De: KUERINE E O FANTÁSTICO MUNDO DE MARINA. FIM. São paulo 20 de maio de 1969.

E ASSIM TERMINA ESTA LINDA HISTORIA..

E ASSIM TERMINA ESTA LINDA HISTORIA..
Nenhuma postagem.
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OBRIGADA POR SUA PRESENÇA.

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